quinta-feira, 8 de outubro de 2015

honda desiste da CB 300 e cria uma moto Frankenstein — essa nova moto vai fracassar como as Bros e Titans 160

A honda jogou a toalha.

Admitiu (sem admitir) que a CB 300 não deu certo, foi um grande erro, e jogou fora o problemático motor 300.

Jogou fora também a recém lançada CB 300 2015 — chegou a ver alguma dessas por aí? 

Como notado pelo leitor Darci Neto, esse modelo aí embaixo foi lançado só no mercado americano.

Usa o mesmo recheio do motor, mas com arrefecimento a água e não a óleo, como a nossa finada CB 300 — seria uma moto que funcionaria melhor no Brasil, mas coisas boas assim só lá fora.

A honda eliminou tudo que podia de peso e trouxe de volta o velho e bom motor 250 da Twister, com novo cabeçote* e agora com injeção eletrônica, e apresentou a pseudonovidade no Salão da Moto 2015 com o nome de CB Twister.
* Veja nos comentários
Imagem: http://g1.globo.com/carros/motos/noticia/2015/10/honda-cb-twister-substitui-cb-300r-no-salao-duas-rodas.html

Foi a maior tirada de cavalos da chuva (4 cavalos) já vista nas indústrias auto e motomotiva — comparável a algo como a volks voltar a usar o motor a ar do velho fusquinha na carroceria do novo Gol e lançar um carro com o nome de Fusca Gol 2016.

Apesar do retrocesso, a imprensa especializada está saudando a tal "impactante novidade que vai mexer com o mercado".


Mas somente aqui neste blog você encontrará o spoiler:


A rainha está pelada NÃO VAI DAR CERTO.

Os gêneos da honda ainda não perceberam que existe um outro problema sério além da fragilidade do cabeçote da CB 300 — tanto é que eles reforçaram o cabeçote há uns anos e isso não resolveu o problema.

Dona honda, economize muitos milhões de dólares e resolva de vez o problema lendo esta postagem (pode depositar um pouco dessa economia na minha conta no banco que eu não vou reclamar — afinal, estou cansado de oferecer consultoria grátis enquanto vejo vocês jogando tanto dinheiro fora).


Preste atenção nesta profecia, dona honda:


Na hora em que o pessoal começar a ver os novos motores 250 fundindo na mesma proporção que os motores 300, a marca honda vai ficar completamente desacreditada no mercado.

Não adianta trazer de volta o confiável motor 250 com esse inadequado óleo semissintético 10W-30, esse motor vai deixar de ser confiável quando estiver nas ruas.


O problema vai continuar existindo enquanto vocês usarem o óleo semissintético 10W-30, e não esclarecerem os proprietários de que o prazo de troca de 3000 km supostamente vale para a qualidade do óleo (eu continuo não acreditando), mas ele é consumido e precisa ser reposto nesse intervalo.


O problema vai continuar existindo enquanto os funcionários das concessionárias informarem o procedimento de medição do nível de óleo erradamente aos clientes, sem ligar o motor. 


O problema vai continuar existindo enquanto os funcionários das concessionárias informarem erradamente que não pode colocar uma gota de óleo a mais do que a quantidade recomendada no Manual do Proprietário. 


O problema vai continuar existindo enquanto vocês não fiscalizarem suas concessionárias para que coloquem a quantidade correta de óleo conforme o procedimento dos Manuais de Serviços.


O problema vai continuar existindo enquanto a honda não esclarecer seus clientes de que o Manual do Proprietário induz a erros de interpretação quanto à quantidade de óleo e à frequência de verificação e complementação do nível de óleo.


Esse óleo 10W-30 muito fino desaparece do cárter em taxas absurdas, e é isso que está destruindo os motores e a imagem da marca honda.

Não adianta gastar milhões melhorando o arrefecimento do motor, como vocês fizeram com o novo motor 160 de Bros, Titans e Fans.


Os novos motores 160 já estão fracassando nas ruas, todo o investimento que vocês fizeram na tentativa de minimizar o problema de vida curta dos motores 125/150 não está dando certo.

Ontem eu conversei com o proprietário de uma nova Bros 160 no estacionamento da UFSC.

Expliquei para ele o motivo de a honda ter tido tantos motores estourados nos últimos anos, expliquei que esse novo óleo menos viscoso é mais fino e passa com mais facilidade pelos anéis.

Expliquei que os proprietários não percebem o motor queimando óleo por causa do catalisador e expliquei porque essas mudanças que a honda fez não vão resolver o problema — e provei para ele.

O dono já estava desconfiado que alguma coisa não ia bem porque o câmbio estava duro, resolveu medir o nível de óleo ali mesmo, a moto estava parada há quatro horas.

Falei para ele medir do jeito que ensinaram para ele na concessionária — ele nivelou e tirou a vareta, sem ligar o motor.

Por que será, dona honda, que as concessionárias ensinam que não deve ligar o motor para medir o nível de óleo?


É somente burrice dos vendedores, dona honda? 

Cuidado, dona honda, permitir essa "burrice" acaba ficando feio para a senhora...


Voltando ao assunto, ele mediu o nível do óleo do jeito errado, apenas nivelando a moto, sem ligar o motor.

Nem precisamos medir do jeito correto, porque depois de limpar a vareta e medir, ela saiu completamente seca — o nível já estava bem abaixo do mínimo.


Essa moto tinha acabado de trocar o óleo na revisão dos 4000 km e o óleo já tinha desaparecido do cárter.


E é uma Bros 160, essa mesma que os engenheiros da honda gastaram milhões para acabar com o problema.


Não conseguiram, as novas motos 160 vão continuar pifando ainda em garantia e é por culpa única e exclusiva da honda.

Que conhecer outra história muito interessante ouvida no estacionamento da UFSC, dona honda?


Falei com o proprietário de uma Lead com 25 mil quilômetros rodados.

Ele gastou 1500 reais (hum-mil-e-quinhentos-reais, 150 araras, 75 micos, 30 onças, 15 trutas — garoupa era antes do dólar a 4 dilmas) na retífica do motor de uma moto comprada zero km cujo motor travou no meio da ponte Colombo Salles com apenas 20 mil km.

Ele teve de empurrar a moto travada em cima da ponte de Florianópolis, cartão postal da cidade... a Lead não tem embreagem, ele teve de arrastar a moto do meio até o final da ponte... 

Olha, a ponte é comprida, e passa muita gente, sabia?

Todo mundo que passou por lá viu essa cena, o proprietário sendo obrigado a arrastar uma moto honda novinha em folha... 

Isso é uma vergonha para a senhora, dona honda. 


Diante desses fatos, será que ninguém aí na honda tem a capacidade de perceber que não adianta trazer de volta o bom motor 250 com essa навоз de viscosidade inadequada do óleo?

Será que ninguém aí tem a capacidade de perceber que não adianta trazer de volta o bom motor 250 enquanto as concessionárias continuarem sacaneando os clientes colocando óleo suficiente apenas para atingir o nível mínimo?


Isso antes dava certo com o óleo mineral 20W-50, mas agora esse novo óleo semissintético 10W-30 que desaparece do cárter está entregando o jogo...


Não adianta as concessionárias ficarem recomendando a troca do óleo semissintético com apenas 1000 km, dona honda...


Obrigar os proprietários a arcar com maiores custos quando na verdade as concessionárias é que não estão colocando o nível correto de óleo...

Isso é moralmente condenável duplamente, dona honda... 

E sua inércia em eliminar o problema é vergonhosa.

Será que vale a pena continuar jogando o nome do honrado senhor Soichiro na lama desse jeito, deixando motos novíssimas fundirem e cobrando o conserto dos proprietários?

Verbete: https://pt.wikipedia.org/wiki/Honda_XRE_300 em 08/10/2015 — vamos ver quanto tempo dura.

Motores honda fundindo com 20 mil km?

A honda já foi muito melhor do que isso, dona honda.

Quem também teve essa capacidade infame de colecionar resultados tão desastrosos foi a dafra, já ouviu falar?


Posso dizer sem ser injusto que hoje a honda está trabalhando com um padrão de qualidade de nível 
dafra. Ui, peguei pesado.

Sério que algum gêneo aí acha que essa estratégia vale a pena?

Mas não é só a honda que comete esses pecados não. 

Ninguém se salva nesse mercado. 

Estou preparando postagens sobre novas tretas de outros fabricantes que descobri nessas conversas.

Você descobre cada coisa falando com os proprietários...

Um abraço, menos para a honda, dafra, suzuki, etc.

Jeff

49 comentários:

  1. Jeff, bom dia você deve saber que também sou proprietário de uma honda lead, e tem uma coisa que ninguém fala, que é o problema crônico de estouro do retentor do motor levando a moto a ficar vazando óleo, já tive dois estourados o primeiro com menos de 200km (coberto pela garantia) e o segundo já com mais de 20mil km, o que acontece é que fica vazando óleo que escorre por baixo do cvt (ninguém vê) pois só vaza com ela em movimento e na garagem só fica o pouco que sobra, ou seja muito pouco para se desconfiar.
    A minha já está com 37mil ainda com retentor estourado, só que fico de olho e vou repondo (200ml a cada mil km) já esta chegando ao ponto de que gastar 160,00 e mandar arrumar ao invés de repor óleo sairá mais vantajoso.
    Se tiver duvida de uma olhada no forum leadclube e verá a inúmera quantidade de proprietários com o mesmo problema. No caso do colega se estava com retentor estourado e não viu (troca a cada 4000km do semissintético = 800ml a menos) cabe apenas 750ml de óleo no carter.

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    1. Olá, Ygor.
      Não conhecia esse problema crônico, já programei uma postagem para a próxima semana.
      Obrigado por acompanhar o blog e avisar sobre esse caso!
      Um abraço,
      Jeff

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    2. Olá Jeff cabei de comprar uma CB 300 com 5 mil km rodados e gastei todas as minhas economias estou me sentindo como se tivesse dado um tiro no meu próprio pé oque devo fazer par não ter problemas com essa moto? Fui a uma loja hoje e o mecânico me disse que as motos até 2012 apresentaram problemas devido a mistura de etanol na gasolina e que a partir de 2013 que é o ano da minha não teria mais problemas com cabeçote que é só não deixar de fazer as previsões mais e agora com esses óleo muito fino? Tem alguma coisa que eu possa fazer pra não ficar na mão? Confiei na marca mais na estou me arrependendo obrigado.


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    3. Olá Jeff cabei de comprar uma CB 300 com 5 mil km rodados e gastei todas as minhas economias estou me sentindo como se tivesse dado um tiro no meu próprio pé oque devo fazer par não ter problemas com essa moto? Fui a uma loja hoje e o mecânico me disse que as motos até 2012 apresentaram problemas devido a mistura de etanol na gasolina e que a partir de 2013 que é o ano da minha não teria mais problemas com cabeçote que é só não deixar de fazer as previsões mais e agora com esses óleo muito fino? Tem alguma coisa que eu possa fazer pra não ficar na mão? Confiei na marca mais na estou me arrependendo obrigado.


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  2. Ei Jeff. Você é mecânico? Tenho uma ninjinha e achava interessante trocarmos o óleo dela e ver como fica isso com a famosa Kawasaki e pegar umas dicas contigo. Sou de Floripa também. Infelizmente tenho mais tempo de ler o blog durante o trabalho e as publicações são ótimas. Um abraço, meu caro!

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    1. Olá, Ed! Obrigado por acompanhar o blog!
      Será um prazer fazermos essa verificação!
      Não sou mecânico, mas sou técnico em Mecânica. Seria muito interessante verificar isso na Ninjinha, a informação que eu tenho de um conhecido é que a quantidade bate com o nível, mas eu gostaria de confirmar isso com meus olhos e se possíivel, registrar com fotos. Poderíamos marcar uma data e fazer essa verificação na oficina de troca de óleo daqui do meu bairro Forquilhinhas em São José. Ou você pode indicar sua oficina de confiança e eu dou um pulo até lá.
      Para combinar o melhor dia e local, meu e-mail é jefferson.tradutor@gmail.com
      Um abraço, e até lá,
      Jeff

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  3. Olá. O motor de minha AME250 é o mesmo da Intruder 250, sendo que na carcaça está informado 1300ml.... ?? O curioso é que no manual aparece 1600ml. Compreendi, graças as suas postagens o motivo, pois 1600ml é a quantidade correta de óleo neste motor. Outro detalhe é o oleo indicado, 20W50 (mineral e mais barato) que é o correto para nosso clima. Agora entendo o porque do motor da Intruder 250 ser considerado um motor resistente e sem manutenção. É uma pena está moto ter sido retirada do mercado, creio que é por baixa manutenção, dando pouca lucratividade no pós venda.

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    1. É isso mesmo, José Carlos! Parabéns, a AME 250 é uma bela moto e tem um belo motor, infelizmente o pessoal não conhece e não dá valor. Sobre a Intruder 250, você chegou a ler a postagem O testemunho do proprietário de uma Intruder 250?
      O link é
      http://minhaprimeiramoto.blogspot.com.br/2015/05/o-testemunho-do-proprietario-de-uma.html
      Um abraço,
      Jeff

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    2. E é isso mesmo, como não dá manutenção, o pessoal mata o modelo. Fizeram a mesma coisa com as Virago.
      A Intruder 250 e a Viraguinho podiam estar no mercado até hoje.
      Um abraço,
      Jeff

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    3. Vi o vídeo e agradeço a atenção. Desde o dia que encontrei seu blog, venho utilizando a técnica indicada para acompanhar o nível do óleo. Confirmo que houve melhoras nos ruídos do motor, também nos engates das marchas. Não me preocupo mais em usar o óleo 20W50, que é o mais barato (achava que um óleo mais caro poderia ser mais adequado). Me impressionou a diferença de até 500ml (1750 a 1800ml) a ser utilizada em caso de substituição do óleo junto com o filtro. Abração e tenha excelente feriadão.

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    4. Obrigado pelo depoimento!
      Ótimo feriadão para você e todos os leitores do blog!
      Um abraço,
      Jeff

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  4. Cara o motor honda sempre se ferra com o óleo, ele sempre queima, mesmo utilizando a viscosidade correta para nosso pais.
    Na minha sahara contrariando o glorioso manuar e todos os apóstolos repetidores,eu utilizo o RIMULA e ficou ótimo, esse óleo escorrega que é uma beleza, e resistente a queima.
    Não sei porque se resiste tanto em colocar dentro do motor um óleo mais viscoso e muiito mais "escorregadio" que alem de não SUPERAQUECER o motor deixa ele muiito mais leve pra trocar as marchas e tudo mais.
    É por isso que quem usa MILITEC não tem do que reclamar. hahahahahahaaaaaa
    Enquanto isso quem não usa nada, só o élo "especifiqueixon" ta fazendo fila nas retificas.

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  6. Jeff primeiramente quero dar os parabens pelo site, achei ele por acaso no google e felizmente acabei aqui e claro ja esta salvo nos favoritos.

    POR FAVOR me exclarece algo?

    Nunca tive moto e como consegui quitar meu carro estou para pegar a primeira da minha vida e vai ser ate dia 15/11.
    Primeiramente iria de CG 150, pois como nao tenho muita habilidade queria algo simples, porem a Cb 300 branca me chamou muita atenção e esta dentro do que consigo pagar.

    Muitos relatos do famoso cabeçote, seria a primeira moto, nao tenho muita habilidade, sou muito cuidadoso e claro nao sou de dar pau por ai.

    O que me diz amigo, juro que fiquei preocupado, mas com um nó na garganta pois estava tudo certo para pegar ela.

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    1. Obrigado, Eduardo!
      Se for apenas pelo cabeçote, eu não teria receio de comprar uma CB 300. Verificaria o nível de óleo antes de sair da concessionária e não descuidaria do nível, verificando e complementando conforme o manual do proprietário no mínimo uma vez por semana e sempre que fizesse uma viagem mais longa. Fazendo o amaciamento correto, respeitando a faixa vermelha do motor, não empinando, não tirando racha, essa moto é confiável. O que mata ela é rodar com óleo baixo, não fazer a manutenção (regulagem de válvulas) periodicamente e medir o nível de maneira errada. Assim que parasse de levar a moto em concessionária, passaria a usar um óleo 20W-50, semissintético ou mineral, o importante é a viscosidade.
      O problema que eu vejo no seu caso é começar de cara com uma moto 300. Ela é pesada e o motor é arisco. Todo novato cai com a primeira moto, faz parte do aprendizado. E cair com uma moto cara, cheia de carenagens plásticas caras, pode ser um desgosto muito grande.
      Dia 16 agora, se eu não reprogramar a data, vai ao ar uma postagem chamada Vídeo para quem quer começar a andar de moto com uma 250/300 onde falo justamente da decepção que é começar com a moto dos sonhos e cometer uma barbeiragem típica de novato com ela.
      Como você está na iminência de tomar essa decisão, adianto o link para você:
      https://www.youtube.com/watch?v=klo9uEMtNnA
      Veja como é triste uma coisa dessas, e porque não recomendo começar com nada maior que uma 125/150.
      Um abraço, e felicidades com sua moto, seja qual for sua escolha!
      Jeff

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  7. Jeff segundo esse vídeo http://www.youtube.com/watch?v=M3UlfPp_gGQ a Yamaha agora está recomendando o uso do Yamalube 10w40 semissintético nas Fazer 150 e talvez agora para o restante da linha. Porém ela recomenda tanto o uso do 10w40 quanto do 20w50.
    Abraço.

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    1. Verdade, Deivisson
      Já tenho uma postagem programada falando da bombada que eu imagino que eles vão tomar com as motos arrefecidas a ar. Os engenheiros andam com mania de padronizar o mesmo óleo tanto para motos resfriadas a ar quanto para motos resfriadas a água, com o mesmo prazo de troca. Não imaginam (ou sabem muito bem) o estrago que isso vai ser para os motores das motos mais vendidas, as 125/150/250 com radiador de óleo, como a Fazer.
      Um abraço,
      Jeff

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    2. Lembra do meu relato de terem colocado o motor 10w40 na Fazer 150 do meu irmão e depois disso toda primeira partida era uma nuvem de óleo queimado, voltei imediatamente para o 20w50. Acredito que o 20w50 ou até um 15w50 seja mais adequado para motos com motores arrefecidos a ar.

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    3. Eu também considero e te digo que a moto sente diferenças sutis entre óleos de mesma viscosidade. Edith estava escapando marchas por engrenamento incorreto da segunda e terceira marchas, engrenamento que descobri era causado pela marca do óleo. Foi só voltar a usar Yamalube 20W-50 que o problema foi muito reduzido. Ou seja, melhorou a lubrificação. Imagine a diferença então para uma viscosidade menor que a ideal.
      Um abraço,
      Jeff

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    4. Este comentário foi removido pelo autor.

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    5. Olá Jeff, tudo bom ? quero tirar uma duvida quando você troca a marca do óleo, você faz a lavagem do Carter com o novo óleo ? ou só troca e deixa rodar o 1000 km ?

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    6. Olá, Louis! Obrigado por acompanhar o blog!
      Como só uso óleo do tipo mineral, não me preocupo em lavar o cárter quando troco de marca. Não costuma ocorrer incompatibilidade severa entre marcas de óleo diferentes desde que sejam de um mesmo tipo.
      Um abraço,
      Jeff

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  8. E Jeff esse motor novo da Twister pelo menos a parte do cabeçote é totalmente nova, pois ele é OHC e não mais DOHC como os modelos anteriores, porém continua com quatro valvulas (sistema conhecido das motos off road da Honda como Unican) e com balancins roletados pra diminuir o atrito e aumentar a durabilidade, não sei quanto às outras partes do motor, mas o cabeçote em nada parece ser igual ao da antiga Twister. O quadro tbm mudou e agora não é mais berço duplo e utiliza o motor como parte da estrutura. Parece ser um bom motor, mas realmente o problema é esse oleo genuino que é muito fino pra ser usado num motor arrefecido a ar.

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    1. Obrigado pelas informações, Deivisson!
      Tiraram o peso onde podiam, eliminando uma árvore de comando e emagrecendo o quadro. O apelido de CG 250 nunca foi mais apropriado. Mas balancim roletado é um avanço.
      Vamos ver se esse novo quadro vai aguentar o tranco; afinal, houve um motivo para o velho engenheiro que projetou a Twister ter optado pelo quadro duplo e não pelo diamond igual ao das Titan...
      Prevejo um problema que logo muita gente vai chiar — era só tomar um tombo com minha antiga CG que o motor torcia o quadro. É por isso que motos 250 para cima usam berço duplo, maior resistência. No tombo mais grave que tomei com a Jezebel, até estranhei que o quadro não tivesse entortado um milímetro, mas isso só não aconteceu por causa do berço duplo.
      Espera só até a moçada começar a fundir o motor e levar tombo com essa 250, a honda vai ficar mais mal falada que... eu ia dizer dafra, mas aí seria ofensivo.
      Um abraço,
      Jeff

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    2. Se bem que vi agora, a CB 300 já não era berço duplo, e não lembro de ter visto o pessoal reclamando de torção de quadro.
      Um abraço,
      Jeff

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    3. A CB 300 o quadro era berço semi duplo, mas o motor também não faz parte da estrutura. A meu ver o problema das CG é que o quadro dela é feito com duas chapas de aço estampado soldadas uma na outra e não tem a resistencia de um quadro como o da Fazer 150 que apesar de ser a mesma arquitetura é tubular. E se vc olhar praticamente todas as motos Naked e Esportivas acima de 250 tem quadro com o motor fazendo parte da estrutura, com exceção das Bandit que ainda usam o antigo, robusto e mais pesado berço duplo.

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    4. Eu sempre esqueço que o tempo passou e muita coisa mudou... minha CG era feita com chassi tubular, então a cada tombo o motor ia para um lado e o chassi ia para outro. Nunca tive a experiência de cair com uma moto de chassi de aço estampado. E outro dia fiquei assustado de ver fotos de trincas em quadros com chassi de alumínio... taí uma coisa que eu não gostaria de ter mesmo.
      Um abraço,
      Jeff

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    5. Olha Jeff que eu saiba no caso da comparaçao da atual CG com a Fazer 150, ou seja chassi de aço estampado e chassi tubular o tubular é mais resistente e tende a torcer menos quando se usa a moto no limite nas curvas, mas acredito que para o usuário comum não faz diferença. O alumínio nao é flexível como o aço, então dependendo do limite o esforço é tão grande ele racha ou trinca mesmo, já o aço torce, ele tem uma certa flexibilidade, por isso dependendo do uso é melhor um quadro de aço ou de alumínio.

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    6. Os quadros de alumínio que vi trincados tenho quase certeza que foram vítimas de empinadas e RLs. Não foram feitos para esse tipo de coisa, acabam quebrando na volta ao solo. E eu não gostaria de ter moto com chassi de alumínio porque moto esportiva não combina mais comigo.
      Um abraço,
      Jeff

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  9. Graça a deus tenho uma factor Yamaha não me da problema nenhum o único problema e quando boto em mecânica sem vergonha

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  10. Otimo post hem, digase de passagi.
    Minha Titan secou o oleo tambem apos uma revisao na honda. Achei muito estranho, apos uma semana o oleo secar, e sem vazamento ou fumaca.
    Completei o oleo e gracas a Deus nao apareceu defeito.
    Lendo esse post acredito ainda mais que a honda colocou menos oleo no motor.

    Sobre a Fazer, ela usa o mesmo oleo? tem esses problemas de oleo?

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    1. A Fazer não usa óleo semissintético 10W-30, ela sempre usou 20W-50 mineral e que eu saiba não apresenta problemas por enquanto.
      O por enquanto é por conta do lançamento do óleo semissintético 15W-40, que não chega a ser tão fino quanto o 10W-30.
      Então o que eu prevejo é que a partir de agora as coisas começarão a acontecer do mesmo jeito na yamaha, mas com menos intensidade que na honda.
      Os clientes acharão que o óleo dura mesmo 3 mil km, não conferirão o nível e o óleo sumirá do cárter sem fazer fumaça por causa do catalisador. O tempo dirá se estou certo ou não...
      Um abraço,
      Jeff

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    2. Obrigado pela resposta super rápida.
      Então, eu estava decidido na fazer mas ai saiu a twister, vi os videos e pareceu muito boa, por ter abs, 6 margas e um motor com som mais bonito**
      Mas ai com esse esquema do oleo me deixou preocupado. Porem acredito que seja soh conferir o oleo com frequencia e nao confiar na concessionaria né.
      preciso pensar.
      fazer 11500 sem abs (se tivesse abs eu oegava a fazer)
      twister 14500 col abs.
      Obrigado mais uma vez!

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  11. Agora uma pergunta, pode parecer boba mas eu tenho duvida.

    Seria correto então o dono colocar o 15w-40 nas motos que seriam 10w-30?
    Ficaria no meio termo, não grosso como o recomendado porem não tao fino quanto são obrigados.

    Outra pergunta...Caso eu não faça todas as revisões na concessionaria, perco a garantia de fabrica?
    Caso na revisão tenha que trocar alguma peça e eu não queira por valor ou algo assim e decida trocar só o óleo isso seria valido para a garantia?

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  12. Fera, o óleo anterior 20w50 é mineral não? O óleo 10w30 não é mais estável por ser semissintético?

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  13. Respondendo ao Eduardo e ao Matheus:
    Os fabricantes gostam de dizer que não pode mudar uma vírgula do que eles recomendam que o seu motor estará condenado eternamente. Mas o negócio é que as classificações de óleo não têm um limite real. Não dá para meter um parafuso M10 em uma rosca M8, mas as classificações de óleo não são exatas. Elas são faixas que se sobrepõem. O Motul é um óleo grosso que eu avalio como igual ao 25W-60 que uso na Jezebel, e mesmo assim recebe classificação 20W-50 porque comercialmente é mais interessante para não ficar fora do mercado.
    O uso de um óleo 15W-40 vai fazer o mesmo papel de lubrificação, sendo um pouco mais viscoso do que o 10W-30. Tem gente que usa lubrificante para motor diesel 15W-40 no motor e está muito feliz com o resultado. Eu prefiro o 20W-50 para dar maior proteção para o câmbio, porque engrenagens precisam de óleo com mais viscosidade para aguentar a pressão entre dentes. O lubrificante para motor diesel já tem aditivos EP (de extrema pressão). Eu sempre fui contra o uso de lubrificante para diesel, mas o Daniel usou por muitos anos e nunca teve problema, e muita gente usou esse óleo desde as antigas CB 400 e elas estão rodando até hoje. Se eu tivesse uma honda com especificação desse novo óleo 10W-30, e tivesse receio de usar o 20W-50, partiria para usar um 15W-40 para diesel. Óleo 15W-40 só é aceitável em motos com radiador de água, porque a temperatura sempre fica em níveis mais baixos do que nos motores resfriados puramente a ar ou ar/óleo como é o caso das CB 300 e Fazer.
    O óleo semissintético é mais estável, o grande inconveniente do 10W-30 é desaparecer do cárter sem ser notado e sem ser reposto pelos proprietários. Já existem óleos 20W-50 semissintéticos. É questão de experimentar na própria moto sem fazer loucuras e sentir o resultado. Nas minhas motos eu experimento.
    Os fabricantes retiram a garantia se você não fizer as revisões e os serviços com eles.
    Sobre motores, a yamaha tem um diferencial que é o revestimento do cilindro com nikasil, é quase uma porcelana que aumenta muito a vida útil do motor. Mas moto é questão de preferência pessoal, você tem que comprar aquela pela qual você se apaixona. Não consigo pensar em comprar uma moto já pensando em quanto dinheiro vou pedir por ela na hora da venda... considero o importante a satisfação que terei enquanto estiver com ela. Não é à toa que tenho uma Kansas e uma Fenix Gold...
    Um abraço,
    Jeff

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    1. Bela dica sobre qual moto comprar.
      Acho que terei mais satisfação com a twister do que com a fazer, mas 4 mil a mais de diferença está dificil :s
      será que vale o investimento nessa diferença?

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  14. Fala Jefd blz? eu de novo. Estou quase decidido na twister. Achei ela mais confortavel, parecia de outra categoria quando sentei nela e sentei na fazer depois.
    Porem essa maciez e conforto todo, e o fatonde ser levinha, me da medo se ela vai ser boa pra pista.

    Mas entao, queria perguntar, como mede o oleo?
    A minha titan eu colocava no plano com ela em pé (sem apoior no pezinho).
    Dai tirava o parafuso la, limpava e colocava o parafuso de volta mas sem rosquear.
    assim que ensinaram na ronda.
    Acho estranho nao rosquear o parafuso.. esta certo isso?
    obrigado abraços

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    1. Tem uma postagem exatamente com o nome Como ver o nível de óleo da moto:
      http://minhaprimeiramoto.blogspot.com.br/2014/12/como-ver-o-nivel-do-oleo.html

      Mas de cara, te ensinaram errado na concessionária; você precisa ligar o motor por uns 2 a 3 minutos, desligar e aí sim tirar a vareta, limpar e colocar de novo, sem rosquear;
      O procedimento sempre foi confuso porque quanto mais gente errasse...
      Agora o novo manual não tem confusão, está bem mais claro:
      http://minhaprimeiramoto.blogspot.com.br/2015/11/a-honda-atendeu-aos-pedidos-do-blog.html

      Um abraço,
      Jeff

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  15. Tenho uma factor 2011
    Na carcaça do motor ta 1000 ml
    Mas na ficha técnica da moto são 1200 ml.
    Puts

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  16. Tenho uma factor 2011
    Na carcaça do motor ta 1000 ml
    Mas na ficha técnica da moto são 1200 ml.
    Puts

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  17. Este comentário foi removido pelo autor.

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  18. Qual tipo de óleo e a quantida certa vc recomenda para a cbx twister ou a cb300ou a cb250

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  19. Qual tipo de óleo e a quantida certa vc recomenda para a cbx twister ou a cb300ou a cb250

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  20. Olá meu amigo bom dia.
    minha fazer 150 2015/2016 tá um verdadeiro show. espero que a Yamaha, não fique com essas palaçadas da Honda, em que a maioria das motos dando problema abçs.

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  21. Oi Jeff, bom dia !

    Já tive CB0sta-300 0Km, o motor trincou com exatos 20.000 km. Trocava óleo na concessionária a cada 2000 km e fiz TODAS as revisões lá.

    Frustrante foi a hora que a "garantia" não seria coberta, pois eles alegavam que a moto passava por condições severas de uso, só porque eu usava a moto em estrada :-(

    Saí de lá e fiz a retífica do cabeçote em outra oficina (não autorizada), no mês seguinte, passei a moto sem dó.

    Bem, nesse ponto que quero chegar : Comprei uma Suzuki GSR 150i, show de bola. Mas, quando descobri que a SUZUKI fez o recall porque o EIXO SECUNDÁRIO QUEBRAVA dentro do bloco do motor. Imaginem, andando a 100 Km/h numa estrada e o bloco explode.... essa mensagem estaria sendo psicografada (hehehehe). Passei na concessionária, tinha que deixar o nome lá na lista, me informaram que demoraria uns 6 meses de espera. Passei a moto sem dó também.

    SUZUKI no Brasil é que nem HONDA, os erros fatais aparecem e as montadoras fazem corpo-mole.

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  22. Jeff, boa tarde. Quero saber se a Bros 160 NXR é uma boa compra...e quais os problemas...dela, ou tem uma moto do mesmo nível...melhor?

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  23. O que vc tem a dizer sobre a gtr 250 ? Vale a pena comprar uma?

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    1. Olá, Natanael!
      A Comet GTR 250 é fabricada pela hyosung na Coréia do Sul e era importada pela kasinski já antes de a rede nacional ser comprada pela chinesa zongshen. Os chineses pegaram o auge da crise e desistiram do Brasil, e agora ninguém mais está importando as motos coreanas.
      Sobre a moto em si, a hyosung era a montadora da suzuki na Coréia e a mecânica é toda de base suzuki, são motores famosos pela durabilidade. Mas a j. toledo suzuki não comercializa nenhuma moto 250 bicilíndrica com esse motor, então a dificuldade será encontrar peças para essa moto. Se você procurar, certamente vai encontrar alguém fazendo a importação direta ou você mesmo poderá importar diretamente da Coréia, então você precisa estudar a logística e a conveniência de fazer isso. Quando se ama, a gente faz sacrifícios, aí é questão de ver até que ponto você ama a GTR. E claro, cada moto é um caso diferente, uma moto usada vai depender muito do nível de esmerilhamento que o dono anterior praticou. Geralmente quem tem moto estilo esportivo não costuma andar de boa, então fique atento ao estado geral da moto na hora de comprar uma usada. E se ainda houver alguma moto à venda em concessionária, é estoque parado há anos, faça uma revisão geral antes de sair rodando, principalmente quanto à deterioração de borrachas como os pneus e mangueiras de combustível, e em especial as mangueiras do sistema de freio e fluido de freio. Ele deve ser trocado a cada dois anos, e tem moto há mais tempo que isso no pátio das concessionárias. Precaução que vale não só para motos da kasinski, mas também para todas as montadoras, tem muita moto encalhada devido à crise de vendas.
      Um abraço,
      Jeff

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