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segunda-feira, 3 de abril de 2017

O outro depoimento do outro dono da Lead

Transcrevo o ótimo comentário do leitor Ygor Pessoa, proprietário de uma honda Lead, feito na postagem Meninas, scooters, propagandas e mundo real. [Alterei o título da postagem porque já havia uma outra postagem com o mesmo título com o depoimento do leitor James Locke... my sorry... my bad...]

Naquela postagem eu comentei uma série de desvantagens das motonetas no trânsito diário, vale a pena conhecer a experiência, a opinião em primeira mão e as dicas de um proprietário que usa sua motoneta Lead diariamente:
Imagem: Divulgação honda

Jeff Bom dia.

Como dono de motoneta venho aqui defendê-las (trabalho difícil), porque simplesmente não dá, contra fatos não existem argumentos.

Mas não se pode generalizar, a época das rodas de 10 polegadas está acabando, as burgman's e dafra's smart quase não vendem e as lead's pararam de ser fabricadas no Brasil.

As scooter's hoje já saem com [rodas de] no mínimo 13 polegadas, não é muito, mas melhor que antes, um duro aprendizado que foi feito com os pilotos de teste do Brasil (nós), ou seja simplesmente não tropicalizam os produtos produzidos lá na Ásia.

A maioria das fabricantes estão priorizando rodas de 16 polegadas na dianteira e 13 ou 14 na traseira, a ciclística está boa, continua não sendo muito, mas lembro que muitas motocicletas tem diâmetros parecidos de 15 a 18 polegadas.

O problema é para quem vai comprar e não analise este pequeno detalhe (tamanho das rodas).

Como dono de uma Lead, posso ajudar os iniciantes.

Nunca caí devido a buracos (já passei até por boca de lobo sem tampa), aqui vai o macete:

Nunca tente desviar do buraco por que na maioria das vezes (90%) não dará tempo e se a roda dianteira pegar de lado você vai sair da trajetória e fatalmente cairá.

Jogue seu peso para trás como se fosse empinar a moto, aliviando totalmente a frente da moto, trave bem os braços — pronto, a parte da trajetória e controle resolvidos.
Imagem e postagem sobre empinar motos: http://www.blogmotos.com.br/como-empinar-motos-de-trilha-fotos/ — É similar a empinar uma moto de trilha, mas a motoneta tem a vantagem de ter a frente mais leve, o que facilita a manobra. Como a motoneta não tem torque suficiente para levantar a frente da moto, a manobra conseguirá elevar a roda por poucos centímetros, aliviando o peso da roda dianteira apenas o necessário para que ela não se encaixe no buraco.

Só que na hora que a traseira entrar no infeliz do buraco (aí você chora) porque você nunca sentirá uma dor tão grande na coluna.

O segredo aqui é tentar ficar em posição meio em pé para que seus joelhos amorteçam parte do impacto, caso não faça ficará uns dias com a coluna doendo, mas ainda sim é melhor que um tombo.

A questão aqui é como o produto é vendido (biz que faz mais de 50 km/l, motos que sobem montanhas como o corcovado, propagandas em ruas sem buracos).

Enfim, o produto vendido às vezes não corresponde com expectativa criada pela propaganda, e é aí que mora o problema.

Para os iniciantes a maioria escolhem motonetas pela ausência de câmbio, mas lembro que em menos de uma semana usando qualquer moto você estará cambiando igual a carro, é um processo automático.

Existem outros excelentes motivos para se ter uma scooter: 

Não existe ajuste de corrente e muito menos sujeira de óleo, capacidade de carga muito superior, proteção aerodinâmica maior (quem gosta de velocidade parte para outro estilo), são infinitamente menos visadas para roubo. 

E também existem as desvantagens, uma ciclística menos apurada (fazem menos curvas), nas de rodas pequenas o risco de acidente é maior, custo de aquisição superior e de manutenção também. 

Quem vai definir o uso tem de saber escolher o produto, um executivo em São Paulo tem preferência por uma scooter de maior cilindrada.

Que não tem risco por não ter rodas pequenas e o protege do tempo melhor que as outras, não perde tempo com manutenção rotineira das motos (grave falha, pois esquece de ao menos conferir nível de óleo e água), e gasta um pouco mais nas revisões (geralmente especializadas dentro ou fora das concessionárias).

Ygor, agradeço imensamente seu comentário esclarecedor!

Nada como a opinião de quem tem e usa a moto diariamente para falar com conhecimento de causa.

Sua dica sobre como enfrentar buracos com uma scooter irá salvar muitas vidas!

Logo publicarei uma postagem falando da diferença entre os diferentes tipos de motonetas e o motivo de algumas terem rodas maiores que outras.

Muito obrigado por essa contribuição inestimável!

Um forte abraço,

Jeff

segunda-feira, 6 de março de 2017

O depoimento do dono da Lead

É com muita felicidade que transcrevo o depoimento do leitor James Locke, atuação destacada em Lost e grande filósofo iluminista: 

Falae Jeff, blz?

Bem, comigo não... minha brava gorduchinha (Lead 110 2012) com TODAS as revisões feitas na mesma CC está "cansada" e não é de pegar a marginal pinheiros inteira todo dia, graças a vc eu sei como e porque!

Imagem: https://pt.wikipedia.org/wiki/Honda_Lead_110

Vou te contar o que aconteceu na esperança de que outras pessoas não sejam levadas ao erro.


Quando comprei minha scooter estava decidido que cuidaria muito bem dela para que durasse muito (não ligo em não ter a scooter mais moderna ou mais nova).


O plano era simples, seguir a recomendação do fabricante! Sem ler o manual atentamente é claro!


E foi executado com maestria por mim e minha parceira CC, até o dia que a levei para a revisão de 40.000 km... 


Me ligaram informando que seria necessário trocar um retentor do motor e que custaria R$ 21,08. Troca autorizada.


No dia de buscá-la fui informado pelo mecânico que executou a revisão que sou um cara de muita sorte, ele tirou cerca de um copo de café de óleo do motor!!! 

Imagem: http://www.mexidodeideias.com.br/cultura/quadrinhos-no-copo-de-cafe/

A minha sorte era que o motor não havia travado.


Indaguei sobre o vazamento e fui informado que não vi poças de óleo em razão do óleo ter vazado para o câmbio...


Na revisão seguinte (44.000 km) informei que a moto estava "manca" quando fria, sem força... disseram que como padrão regularam as válvulas... a moto melhorou um pouco...


Chegamos a revisão de 48.000 km, novamente a moto "manca" quando fria, sem força para vencer o menor aclive... 


Novamente um copo de café de óleo retirado, a ladainha sobre um homem de sorte e as válvulas reguladas... 

Imagem: http://www.mexidodeideias.com.br/cultura/quadrinhos-no-copo-de-cafe/

Mas desta vez veio a notícia, se isto não resolvesse teria de trocar o cabeçote!!!

A esta altura esbarrei no seu ótimo blog e comecei a me informar... 


E vc deve ter imaginado que é óbvio que eu NUNCA havia medido o óleo entre as trocas... sequer sabia o procedimento correto...


Entendi a razão da moto melhorar imediatamente após as revisões... vc já adivinhou? 


Era o óleo!!! Eles punham óleo no motor!!! Tente não rir por favor!


Bom, estou caminhando para os 52.000 km (rodo em média 950 km/mês) e a verdade é que a moto não está boa... 


Em pouco mais de 3.000 km completei cerca de 800 ml de óleo e com isso ela está apenas razoável... 


Não conheço mecânicos de moto de confiança e o reparo na CC é caro demais (claro que fui ver, por baixo ficaria R$ 1.500,00)...


Perdi o tesão, entreguei os pontos... 


Vou apenas entregá-la em uma CC a preço de banana (como alguém que devolve um presente) e tentar novamente.

Imagem: http://www.top1price.com/boyan-diy-mug-creative-cup-keep-calm-banana-coffee-cup-stainless-steel-20-cm-14-oz-travel-water-cup-fe1b46258c15435b.html

Meu consolo é que nesta nova empreitada entro mais preparado e com a esperança de alcançar 100.000 km sem ter que abrir o motor... minha nova companheira será uma PCX.


E a propósito, não sei se vc já viu, mas a Honda aperfeiçoou a armadilha do óleo... 


Usando o mesmo óleo e sem mudanças significativas (pelo menos que eu saiba) as revisões da PCX agora são a cada 6.000 km!!!


Se vc leu até aqui, gostaria muito de agradecer a atenção...


E aproveitar para tirar uma dúvida... 


Posso usar óleo 20W50 semissintético por cima do óleo da Honda? (quero dizer que vou fazer a troca por outro óleo) 


Pq é isso que pretendo fazer... Vc conhece algum além do Castrol Actevo Extra 4T 20W50?


Muito obrigado pela atenção, pelo espaço e por compartilhar com todos suas experiências e conhecimento!


[]s


Nem preciso dizer que fiquei muito feliz com esta mensagem, porque já disse lá em cima...

Mas vou dizer de novo, porque a felicidade é muita.

Saber que as pessoas estão descobrindo a realidade (triste realidade) por elas mesmas e aprendendo a se livrar das armadilhas criadas pelas fabricantes e concessionárias...

Isso significa que atingi meu objetivo de conscientizar as pessoas.

Que essas notícias se espalhem cada vez mais para que as empresas lucrem somente com o que é de pleno direito delas, sem recorrer a expedientes lesivos aos consumidores...

Se bem que a honda colocando a quilometragem para a troca aos 6 mil km... nem preciso dizer, né?

E essa estória de que o óleo vazou para o câmbio, sério que tiveram a cara de pau de dizer isso na concessionária?

Porque a Lead não tem propriamente um câmbio, não no sentido tradicional:
Imagem: Motor Lead / PCX com transmissão CVT, divulgação honda

Nas motocicletas de motor tradicional, as engrenagens e eixos do câmbio são integrados ao cárter do motor, lá dentro é tudo uma coisa só, o mesmo óleo circula sem divisão.

Mas o motor da Lead não tem engrenagens nem câmbio!!!

transmissão é do tipo CVT, continuamente variável. 

Ela usa polias expansivas e uma correia de transmissão.

A correia muda a profundidade na polia conforme a velocidade aumenta... o que altera a relação de transmissão sem os degraus chamados "marchas".

Na Lead não existem engrenagens, não existem marchas, não existe câmbio de marchas.

Como não tem câmbio, o óleo simplesmente não pode ter vazado para o câmbio...

E nem poderia ficar preso ali na caixa de proteção da transmissão, porque vazaria e deixaria poças — ou faria a correia patinar impedindo a moto de sair do lugar...

Ou seja, o funcionário da concessionária que disse isso faltou na aula do curso de treinamento obrigatório da honda e falou uma grande bobagem, sabe-se lá com que intenção... 

Por que ele não disse que o que faz o óleo sumir do cárter é o consumo natural por queima e evaporação?

Será que dizer a verdade daria a ideia para os clientes de que esse óleo 10W-30 não vale 10% do que a honda gastou em propaganda para ele?

Note que a concessionária não cumpriu com a obrigação fundamental de avisar o cliente de que o óleo precisa ser reposto nos intervalos entre todas as revisões até chegar aos 40.000 km — quando o estrago já estava feito.

Se é que falou, né?

Porque o James não comentou sobre isso, é capaz de nem terem falado nada...

Sem contar a política de colocar uma marca de tinta lacre na tampa de abastecimento / vareta medidora...

O único efeito dessa tinta lacre é desestimular os proprietários a fazer a manutenção por conta própria com medo de perder a garantia e deixá-los na ilusão de que o motor durará mais apenas com as revisões da concessionária...

Ou a honda dá um péssimo treinamento aos funcionários de suas concessionárias, ou contratam gente muito incapaz para trabalhar e falar em nome da empresa...

Parece que estão totalmente desinteressados em fazer o melhor pelos seus clientes... essa era a filosofia do sr. Soichiro Honda que, ao que tudo indica, jogaram fora há muito tempo. Acho que nem sabem quem foi...

Já passou muito da hora de arrumar essa casa, e a dona honda continua não fazendo nada...  

Sobre a PCX, estou preparando uma postagem somente sobre ela... já está há algum tempo no mercado, já deu tempo de descobrir coisas bem interessantes.

Sobre o óleo, realmente não há muitos semissintéticos 20W-50 no mercado.

Além do castrol, só encontrei o motul 5100, que é 15W-50 (ou seja, para nós é totalmente equivalente, já que praticamente não temos temperaturas abaixo de zero para que 15W ou 20W façam qualquer diferença). 

Tem também os óleos automotivos, que supostamente as motos não podem usar porque os aditivos comprometeriam irremediavelmente a embreagem...

Digo supostamente, porque uso óleo mineral automotivo na minha moto e não tenho problemas de embreagem...

Mas como não há diferença de preço entre os semis automotivo e para motos, não compensa arriscar.

Um abraço,

Jeff

sábado, 24 de outubro de 2015

O vazamento do retentor da honda Lead e outras motos

Transcrevo comentário feito pelo leitor Ygor Pessoa na postagem honda desiste da CB 300 e cria uma moto Frankenstein — essa nova moto vai fracassar como as Bros e Titans 160:

Jeff, bom dia

Você deve saber que também sou proprietário de uma honda Lead, e tem uma coisa que ninguém fala, que é o problema crônico de estouro do retentor do motor levando a moto a ficar vazando óleo.

Já tive dois [retentores] estourados, o primeiro com menos de 200 km (coberto pela garantia) e o segundo já com mais de 20 mil km, o que acontece é que fica vazando óleo que escorre por baixo do CVT (ninguém vê) pois só vaza com ela em movimento e na garagem só fica o pouco que sobra, ou seja, muito pouco para se desconfiar.

A minha já está com 37 mil km ainda com retentor estourado, só que fico de olho e vou repondo (200 ml a cada mil km), já está chegando ao ponto de que gastar 160,00 e mandar arrumar ao invés de repor óleo sairá mais vantajoso.

Se tiver duvida, dê uma olhada no fórum Leadclube e verá a inúmera quantidade de proprietários com o mesmo problema.


No caso do colega [da postagem da UFSC], se estava com retentor estourado e não viu (troca a cada 4000 km do semissintético = 800 ml a menos), cabem apenas 750 ml de óleo no cárter.


Olá, Ygor


Obrigado por informar, desse problema específico da Lead eu ainda não tinha havia ouvido falar.


Muito importante esse seu depoimento, servirá para informar proprietários que cheguem até este blog.


Esse tipo de vazamento invisível também ocorre em motos sem CVT, falei sobre isso nesta postagem aqui


Nas motos tradicionais, o óleo que vaza do motor acaba confundido com aquele usado na lubrificação da corrente, e é por isso que é fundamental verificar o nível de óleo com frequência.

É triste ver uma empresa como a honda tendo problemas de fabricação patéticos como esse.


Esse retentor de óleo começar a vazar em motos muito rodadas é algo normal, as peças se desgastam e precisam ser trocadas com o tempo.

Mas um retentor apresentar problema logo aos 200 km é indício de erro de montagem ou falta de controle de qualidade adequado.

Um abraço,


Jeff

quinta-feira, 8 de outubro de 2015

honda desiste da CB 300 e cria uma moto Frankenstein — essa nova moto vai fracassar como as Bros e Titans 160

A honda jogou a toalha.

Admitiu (sem admitir) que a CB 300 não deu certo, foi um grande erro, e jogou fora o problemático motor 300.

Jogou fora também a recém lançada CB 300 2015 — chegou a ver alguma dessas por aí? 

Como notado pelo leitor Darci Neto, esse modelo aí embaixo foi lançado só no mercado americano.

Usa o mesmo recheio do motor, mas com arrefecimento a água e não a óleo, como a nossa finada CB 300 — seria uma moto que funcionaria melhor no Brasil, mas coisas boas assim só lá fora.

A honda eliminou tudo que podia de peso e trouxe de volta o velho e bom motor 250 da Twister, com novo cabeçote* e agora com injeção eletrônica, e apresentou a pseudonovidade no Salão da Moto 2015 com o nome de CB Twister.
* Veja nos comentários
Imagem: http://g1.globo.com/carros/motos/noticia/2015/10/honda-cb-twister-substitui-cb-300r-no-salao-duas-rodas.html

Foi a maior tirada de cavalos da chuva (4 cavalos) já vista nas indústrias auto e motomotiva — comparável a algo como a volks voltar a usar o motor a ar do velho fusquinha na carroceria do novo Gol e lançar um carro com o nome de Fusca Gol 2016.

Apesar do retrocesso, a imprensa especializada está saudando a tal "impactante novidade que vai mexer com o mercado".


Mas somente aqui neste blog você encontrará o spoiler:


A rainha está pelada NÃO VAI DAR CERTO.

Os gêneos da honda ainda não perceberam que existe um outro problema sério além da fragilidade do cabeçote da CB 300 — tanto é que eles reforçaram o cabeçote há uns anos e isso não resolveu o problema.

Dona honda, economize muitos milhões de dólares e resolva de vez o problema lendo esta postagem (pode depositar um pouco dessa economia na minha conta no banco que eu não vou reclamar — afinal, estou cansado de oferecer consultoria grátis enquanto vejo vocês jogando tanto dinheiro fora).


Preste atenção nesta profecia, dona honda:


Na hora em que o pessoal começar a ver os novos motores 250 fundindo na mesma proporção que os motores 300, a marca honda vai ficar completamente desacreditada no mercado.

Não adianta trazer de volta o confiável motor 250 com esse inadequado óleo semissintético 10W-30, esse motor vai deixar de ser confiável quando estiver nas ruas.


O problema vai continuar existindo enquanto vocês usarem o óleo semissintético 10W-30, e não esclarecerem os proprietários de que o prazo de troca de 3000 km supostamente vale para a qualidade do óleo (eu continuo não acreditando), mas ele é consumido e precisa ser reposto nesse intervalo.


O problema vai continuar existindo enquanto os funcionários das concessionárias informarem o procedimento de medição do nível de óleo erradamente aos clientes, sem ligar o motor. 


O problema vai continuar existindo enquanto os funcionários das concessionárias informarem erradamente que não pode colocar uma gota de óleo a mais do que a quantidade recomendada no Manual do Proprietário. 


O problema vai continuar existindo enquanto vocês não fiscalizarem suas concessionárias para que coloquem a quantidade correta de óleo conforme o procedimento dos Manuais de Serviços.


O problema vai continuar existindo enquanto a honda não esclarecer seus clientes de que o Manual do Proprietário induz a erros de interpretação quanto à quantidade de óleo e à frequência de verificação e complementação do nível de óleo.


Esse óleo 10W-30 muito fino desaparece do cárter em taxas absurdas, e é isso que está destruindo os motores e a imagem da marca honda.

Não adianta gastar milhões melhorando o arrefecimento do motor, como vocês fizeram com o novo motor 160 de Bros, Titans e Fans.


Os novos motores 160 já estão fracassando nas ruas, todo o investimento que vocês fizeram na tentativa de minimizar o problema de vida curta dos motores 125/150 não está dando certo.

Ontem eu conversei com o proprietário de uma nova Bros 160 no estacionamento da UFSC.

Expliquei para ele o motivo de a honda ter tido tantos motores estourados nos últimos anos, expliquei que esse novo óleo menos viscoso é mais fino e passa com mais facilidade pelos anéis.

Expliquei que os proprietários não percebem o motor queimando óleo por causa do catalisador e expliquei porque essas mudanças que a honda fez não vão resolver o problema — e provei para ele.

O dono já estava desconfiado que alguma coisa não ia bem porque o câmbio estava duro, resolveu medir o nível de óleo ali mesmo, a moto estava parada há quatro horas.

Falei para ele medir do jeito que ensinaram para ele na concessionária — ele nivelou e tirou a vareta, sem ligar o motor.

Por que será, dona honda, que as concessionárias ensinam que não deve ligar o motor para medir o nível de óleo?


É somente burrice dos vendedores, dona honda? 

Cuidado, dona honda, permitir essa "burrice" acaba ficando feio para a senhora...


Voltando ao assunto, ele mediu o nível do óleo do jeito errado, apenas nivelando a moto, sem ligar o motor.

Nem precisamos medir do jeito correto, porque depois de limpar a vareta e medir, ela saiu completamente seca — o nível já estava bem abaixo do mínimo.


Essa moto tinha acabado de trocar o óleo na revisão dos 4000 km e o óleo já tinha desaparecido do cárter.


E é uma Bros 160, essa mesma que os engenheiros da honda gastaram milhões para acabar com o problema.


Não conseguiram, as novas motos 160 vão continuar pifando ainda em garantia e é por culpa única e exclusiva da honda.

Que conhecer outra história muito interessante ouvida no estacionamento da UFSC, dona honda?


Falei com o proprietário de uma Lead com 25 mil quilômetros rodados.

Ele gastou 1500 reais (hum-mil-e-quinhentos-reais, 150 araras, 75 micos, 30 onças, 15 trutas — garoupa era antes do dólar a 4 dilmas) na retífica do motor de uma moto comprada zero km cujo motor travou no meio da ponte Colombo Salles com apenas 20 mil km.

Ele teve de empurrar a moto travada em cima da ponte de Florianópolis, cartão postal da cidade... a Lead não tem embreagem, ele teve de arrastar a moto do meio até o final da ponte... 

Olha, a ponte é comprida, e passa muita gente, sabia?

Todo mundo que passou por lá viu essa cena, o proprietário sendo obrigado a arrastar uma moto honda novinha em folha... 

Isso é uma vergonha para a senhora, dona honda. 


Diante desses fatos, será que ninguém aí na honda tem a capacidade de perceber que não adianta trazer de volta o bom motor 250 com essa навоз de viscosidade inadequada do óleo?

Será que ninguém aí tem a capacidade de perceber que não adianta trazer de volta o bom motor 250 enquanto as concessionárias continuarem sacaneando os clientes colocando óleo suficiente apenas para atingir o nível mínimo?


Isso antes dava certo com o óleo mineral 20W-50, mas agora esse novo óleo semissintético 10W-30 que desaparece do cárter está entregando o jogo...


Não adianta as concessionárias ficarem recomendando a troca do óleo semissintético com apenas 1000 km, dona honda...


Obrigar os proprietários a arcar com maiores custos quando na verdade as concessionárias é que não estão colocando o nível correto de óleo...

Isso é moralmente condenável duplamente, dona honda... 

E sua inércia em eliminar o problema é vergonhosa.

Será que vale a pena continuar jogando o nome do honrado senhor Soichiro na lama desse jeito, deixando motos novíssimas fundirem e cobrando o conserto dos proprietários?

Verbete: https://pt.wikipedia.org/wiki/Honda_XRE_300 em 08/10/2015 — vamos ver quanto tempo dura.

Motores honda fundindo com 20 mil km?

A honda já foi muito melhor do que isso, dona honda.

Quem também teve essa capacidade infame de colecionar resultados tão desastrosos foi a dafra, já ouviu falar?


Posso dizer sem ser injusto que hoje a honda está trabalhando com um padrão de qualidade de nível 
dafra. Ui, peguei pesado.

Sério que algum gêneo aí acha que essa estratégia vale a pena?

Mas não é só a honda que comete esses pecados não. 

Ninguém se salva nesse mercado. 

Estou preparando postagens sobre novas tretas de outros fabricantes que descobri nessas conversas.

Você descobre cada coisa falando com os proprietários...

Um abraço, menos para a honda, dafra, suzuki, etc.

Jeff