Óleo na pista é uma coisa muito traiçoeira, mas olhos atentos não caem nessa. Pelo menos, nem sempre.
O acidente acontece aos 04:50, mas os comentários que o autor do vídeo faz antes do acidente são bastante interessantes.
Notou o rastro brilhante bem no meio da faixa logo que começa a curva?
Você precisa ficar de olho nesses rastros para evitá-los.
É mais fácil encontrar óleo na faixa da direita porque quem vaza óleo geralmente são os caminhões e algumas vezes os ônibus.
Imagem: Vídeo acima em https://www.youtube.com/watch?v=hJGkN7dGHJY aos 04:58
O óleo costuma aparecer mais frequentemente nas curvas e subidas de serras.
Curvas são inclinadas, permitem que o diesel do tanque cheio do caminhão / ônibus vaze pelo gargalo.
O diesel (e mais raramente o óleo lubrificante em falhas mecânicas) vão deixando esse rastro brilhante, o negócio é fugir dele.
Aí você me pergunta:
O filmador também passou por cima do óleo, por que ele não caiu?
Por causa da velocidade em que ele estava.
Quanto maior a velocidade, mais você inclina a moto para fazer a curva.
E quanto maior a inclinação, maior a força de atrito aplicada pelo asfalto sobre o pneu para impedir que a moto derrape.
Exagerando para ficar bem claro (ops, acho que ficou meio fora de centro...):
Coloque óleo nessa equação da alta velocidade e a força de atrito do asfalto desaparece, só resta a grande força tangente, é tombo certo.
Você precisa ficar de olho não apenas nos rastros de óleo que aparecem do vazamento do tanque dos caminhões e ônibus.
Acidentes de moto em curvas deixam suas marcas e você pode ser surpreendido por uma delas:
Olha lá o rastro de óleo que derrubou a Ninja:
Imagem: Vídeo acima em https://www.youtube.com/watch?time_continue=5&v=g94zzA7Nl9c
Desconfio que uma moto em sentido contrário desgarrou na curva, entrou na contramão, acertou aquele poste e atravessou a pista deixando um rastro de óleo...
Levaram ela embora, mas esse rastro acabou derrubando mais uma moto.
Quais os locais para ficar especialmente atento a vazamentos de óleo?
– Proximidades de garagens de ônibus ou transportadoras
– Proximidades de pontos finais e iniciais de rotas de ônibus urbanos
– Saídas e proximidades de postos de combustíveis frequentados por caminhoneiros
– Subidas íngremes nas proximidades de postos de combustíveis na estrada
Em vias de três pistas, procure permanecer na faixa do meio.
Se não tiver jeito e você precisar ficar na faixa mais suja da direita, fuja do trilho de óleo que geralmente aparece no meio ou mais à direita da faixa.
E se tiver que passar por cima do óleo?
Nunca freie nem incline nem acelere a moto sobre o óleo.
Mantenha a moto o mais neutra possível pelo máximo de tempo, os pneus continuarão sujos e escorregadios por várias voltas.
Faça tudo com muito cuidado e suavidade para evitar perder o controle enquanto os pneus estiverem oleados.
E se cair, tente escapar do tráfego o mais rápido possível...
Aquele lance da Kombi me trouxe lembranças da minha primeira moto... bons tempos aqueles....
Abração,
Jeff
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sexta-feira, 3 de março de 2017
quinta-feira, 16 de fevereiro de 2017
Reflexões sobre a postagem de ontem — aproveite pra ler que o asteroide vai cair já, já
Analisando a dinâmica do quase acidente de ontem (vídeo novamente ao final desta postagem):
Como não cair na armadilha em que eles caíram?
Vamos começar pelo piloto que quase bateu no carro, o primeiro a entrar na garagem:
Note que o motorista não invadiu a pista da moto.
O piloto apenas se assustou porque tencionava fazer uma tomada de curva no limite da faixa dele...
Mas aí ele iria passar muito perto do carro...
Ao ser obrigado a desviar da trajetória pretendida, ele estava em velocidade alta demais para conseguir contornar a curva.
A atitude da moto parece indicar uma frenagem súbita com o pneu traseiro derrapando.
Por sorte havia a entrada da garagem do pacato cidadão logo à sua frente...
Já o segundo piloto teve a visão atraída totalmente pelo drama do amigo à frente:
Literalmente, a visão dele se fechou no túnel onde o amigo dele foi parar.
Outro grande risco da situação que não comentei ontem foi o de aparecer um carro e acertar em cheio o pessoal invadindo a contramão.
Coisa que dá arrepio só de pensar.
Então qual a estratégia para não ser surpreendido em uma curva?
Primeira coisa, não conte em usar o limite de sua faixa para fazer uma curva.
Maneire a velocidade, porque se você depende de uma tangente perfeita para completar a curva, você está pilotando errado.
Tangentes e trajetórias perfeitas são preocupação de alguém em uma pista de corrida, não no trânsito comum.
Trajetórias precisam ser alteradas por proximidade de outros veículos, buracos e irregularidades na pista, gambás, preguiças e sucuris aparecendo de repente no meio da estrada...
Segunda coisa, entre focado em fazer a curva.
Pode aparecer o papa com uma camisa da seleção brasileira segurando um cartaz escrito iVIVA PELÉ!, sua atenção e seu olhar precisam estar no fim da curva e não em algo que apareça no meio dela — por mais que chame sua atenção.
Imagem: Sério que você achou mesmo que eu ia encontrar uma imagem do papa com a camisa da seleção brasileira segurando um cartaz escrito iVIVA PELÉ!????
Olhe para onde quer chegar — o final da curva lá na frente — e sua moto irá para lá automaticamente.
Olhe para onde você NÃO QUER se estatelar e sua moto providenciará uma temporada no hospital para tu. E eventualmente algum amigo te acompanhando.
O mesmo raciocínio vale para o filmador.
Por mais que você goste do seu amigo, você tem que gostar mais de você mesmo.
Se os dois se acidentarem, quem vai chamar o resgate?
Focar em terminar a curva e parar a moto com segurança pode ser fundamental para salvar a vida do seu amigo acidentado.
Se distrair com o acidente dele pode fazer os dois ficarem rezando para alguém encontrar vocês dois caídos em um barranco no meio da serra de Nhoquerê da Mata Dentro.
Quem sabe o papa. Ou a rrrruuuuiva da moto.
Se quiser rever o vídeo para tirar dúvidas, aí vai:
Um abraço,
Jeff
Como não cair na armadilha em que eles caíram?
Vamos começar pelo piloto que quase bateu no carro, o primeiro a entrar na garagem:
Note que o motorista não invadiu a pista da moto.
O piloto apenas se assustou porque tencionava fazer uma tomada de curva no limite da faixa dele...
Mas aí ele iria passar muito perto do carro...
Ao ser obrigado a desviar da trajetória pretendida, ele estava em velocidade alta demais para conseguir contornar a curva.
A atitude da moto parece indicar uma frenagem súbita com o pneu traseiro derrapando.
Por sorte havia a entrada da garagem do pacato cidadão logo à sua frente...
Já o segundo piloto teve a visão atraída totalmente pelo drama do amigo à frente:
Literalmente, a visão dele se fechou no túnel onde o amigo dele foi parar.
Outro grande risco da situação que não comentei ontem foi o de aparecer um carro e acertar em cheio o pessoal invadindo a contramão.
Coisa que dá arrepio só de pensar.
Então qual a estratégia para não ser surpreendido em uma curva?
Primeira coisa, não conte em usar o limite de sua faixa para fazer uma curva.
Maneire a velocidade, porque se você depende de uma tangente perfeita para completar a curva, você está pilotando errado.
Tangentes e trajetórias perfeitas são preocupação de alguém em uma pista de corrida, não no trânsito comum.
Trajetórias precisam ser alteradas por proximidade de outros veículos, buracos e irregularidades na pista, gambás, preguiças e sucuris aparecendo de repente no meio da estrada...
Segunda coisa, entre focado em fazer a curva.
Pode aparecer o papa com uma camisa da seleção brasileira segurando um cartaz escrito iVIVA PELÉ!, sua atenção e seu olhar precisam estar no fim da curva e não em algo que apareça no meio dela — por mais que chame sua atenção.
Imagem: Sério que você achou mesmo que eu ia encontrar uma imagem do papa com a camisa da seleção brasileira segurando um cartaz escrito iVIVA PELÉ!????
Olhe para onde quer chegar — o final da curva lá na frente — e sua moto irá para lá automaticamente.
Olhe para onde você NÃO QUER se estatelar e sua moto providenciará uma temporada no hospital para tu. E eventualmente algum amigo te acompanhando.
O mesmo raciocínio vale para o filmador.
Por mais que você goste do seu amigo, você tem que gostar mais de você mesmo.
Se os dois se acidentarem, quem vai chamar o resgate?
Focar em terminar a curva e parar a moto com segurança pode ser fundamental para salvar a vida do seu amigo acidentado.
Se distrair com o acidente dele pode fazer os dois ficarem rezando para alguém encontrar vocês dois caídos em um barranco no meio da serra de Nhoquerê da Mata Dentro.
Quem sabe o papa. Ou a rrrruuuuiva da moto.
Se quiser rever o vídeo para tirar dúvidas, aí vai:
Um abraço,
Jeff
quarta-feira, 15 de fevereiro de 2017
A moto vai para onde você olha... mesmo.
Olha só a situação:
Você é um súdito da rainha, então vai pela esquerda da pista curtindo a estradinha...
Quando bem na curva toma um susto com um carro em sentido oposto.
Como a moto vai na direção que você está olhando, e sua atenção foi desviada pelo carro, você segue reto... e acaba entrando na garagem de alguém.
Já a moto do seu amigo que vinha atrás, filmando teu susto, é muito solidária e vai atrás... afinal, ela também vai na direção do olhar do piloto.
Resultado, os dois acabam entrando na garagem de alguém e dando muita risada.
Ainda bem que a história teve final feliz.
Seria muito diferente se no caminho tivesse uma árvore, um poste ou um guard-rail.
Mais uma ótima demonstração de duas coisas:
1) A moto vai para onde você olha e, quanto mais rápido você está, mais rápido chega lá;
2) Rodovia não é autódromo — autódromo não tem trânsito em sentido contrário para te distrair nas curvas...
Em compensação, nem sempre o autódromo tem uma área de escape tão boa como essa.
Então leve isso em consideração na hora em que estiver se divertindo com sua moto.
É raro encontrar vídeos com finais tão felizes quanto este.
Um abraço,
Jeff
Você é um súdito da rainha, então vai pela esquerda da pista curtindo a estradinha...
Quando bem na curva toma um susto com um carro em sentido oposto.
Como a moto vai na direção que você está olhando, e sua atenção foi desviada pelo carro, você segue reto... e acaba entrando na garagem de alguém.
Já a moto do seu amigo que vinha atrás, filmando teu susto, é muito solidária e vai atrás... afinal, ela também vai na direção do olhar do piloto.
Resultado, os dois acabam entrando na garagem de alguém e dando muita risada.
Ainda bem que a história teve final feliz.
Seria muito diferente se no caminho tivesse uma árvore, um poste ou um guard-rail.
Mais uma ótima demonstração de duas coisas:
1) A moto vai para onde você olha e, quanto mais rápido você está, mais rápido chega lá;
2) Rodovia não é autódromo — autódromo não tem trânsito em sentido contrário para te distrair nas curvas...
Em compensação, nem sempre o autódromo tem uma área de escape tão boa como essa.
Então leve isso em consideração na hora em que estiver se divertindo com sua moto.
É raro encontrar vídeos com finais tão felizes quanto este.
Um abraço,
Jeff
sexta-feira, 10 de fevereiro de 2017
Esteja sempre preparado
Pilotando você precisa sempre estar preparado para tomar decisões muito rápidas...
Uma decisão rápida pode fazer a diferença entre a vida e... um monte de lesões bem graves.
Entre nas curvas já contando em encontrar um idiota tentando uma ultrapassagem proibida.
Contar com um plano B a cada curva te evita grandes dores de cabeça.
E nos ombros, costelas, braços, pernas...
Um abraço,
Jeff
PS: Agradeço ao leitor Beto — verdadeiro irmão meu — que enviou o vídeo!
Uma decisão rápida pode fazer a diferença entre a vida e... um monte de lesões bem graves.
Entre nas curvas já contando em encontrar um idiota tentando uma ultrapassagem proibida.
Contar com um plano B a cada curva te evita grandes dores de cabeça.
E nos ombros, costelas, braços, pernas...
Um abraço,
Jeff
PS: Agradeço ao leitor Beto — verdadeiro irmão meu — que enviou o vídeo!
sexta-feira, 11 de novembro de 2016
Atrás daquela curva vinha um caminhão...
Sabe o que acontece quando você encontra uma carreta fazendo uma curva fechada em uma estradinha?
Imagem: Vídeo não embedável do youtube
Primeiro acontece isto:
Imagem: Vídeo não embedável do youtube
E depois isto:
Caminhões longos não conseguem fazer curvas fechadas sem invadir a contramão de rodovias simples.
E como aquela estradinha cheia de curvas que empolga motociclistas também atrai caminhoneiros fugindo de pedágios, o negócio é sempre ficar de olho nessa possibilidade para não se complicar.
Pode apostar que muito acidente em que não se sabe a causa da queda do motociclista foi causado por esse tipo de situação.
O caminhoneiro se manda e ninguém descobre porque o motociclista rolou barranco afora.
Caltela e caudo Cautela e caldo de galinha...
Um abraço,
Jeff
Imagem: Vídeo não embedável do youtube
Primeiro acontece isto:
Imagem: Vídeo não embedável do youtube
E depois isto:
Caminhões longos não conseguem fazer curvas fechadas sem invadir a contramão de rodovias simples.
E como aquela estradinha cheia de curvas que empolga motociclistas também atrai caminhoneiros fugindo de pedágios, o negócio é sempre ficar de olho nessa possibilidade para não se complicar.
Pode apostar que muito acidente em que não se sabe a causa da queda do motociclista foi causado por esse tipo de situação.
O caminhoneiro se manda e ninguém descobre porque o motociclista rolou barranco afora.
Um abraço,
Jeff
quarta-feira, 9 de novembro de 2016
Minha primeira curva
Ah, a primeira curva do novato com uma moto potente...
O medo de inclinar a moto, a sensação de que não vai conseguir fazer a curva, a fixação do olhar no lugar onde ele não quer ir...
É sempre assim.
Aí no pânico crava os freios no meio da curva.
Te digo uma coisa:
Aprenda a ter domínio da moto praticando slalom em baixa velocidade.
Somente depois de ficar craque em saber inclinar a moto usando jogo de cintura;
Somente depois de sentir como é fácil inclinar a moto quando necessário;
Somente depois de ter a noção exata do quanto você pode inclinar a moto com segurança antes que as pedaleiras raspem no chão...
Somente depois de aprender tudo isso é que você deverá encarar uma estrada — se não quiser se arriscar a coisas do tipo destes vídeos.
Não comece a pilotar com uma moto potente.
Não vá para a estrada sem antes ganhar uma boa experiência com sua nova moto mais potente.
OK, disse mais de uma coisa.
Acidentes bobos como esses podem ficar muito sérios num piscar de olhos.
Se o piloto do segundo vídeo tivesse surfado o guard-rail poderia ter se machucado seriamente.
Se tivesse batido contra o suporte do guard-rail, podia ter se quebrado inteiro.
Se tivesse ido contra uma árvore ou barranco abaixo, tinha se quebrado bastante.
Ao entrar em uma curva, condicione você mesmo a olhar para o ponto onde você quer chegar na saída da curva.
Olhar para o perigo te leva para lá.
Desvie o olhar em direção à sua meta e não tenha receio de inclinar a moto.
Pior do que já está a situação não irá ficar...
OK, perdi a conta das coisas que eu ia dizer, paro por aqui.
Um abraço,
Jeff
O medo de inclinar a moto, a sensação de que não vai conseguir fazer a curva, a fixação do olhar no lugar onde ele não quer ir...
É sempre assim.
Aí no pânico crava os freios no meio da curva.
Te digo uma coisa:
Aprenda a ter domínio da moto praticando slalom em baixa velocidade.
Somente depois de ficar craque em saber inclinar a moto usando jogo de cintura;
Somente depois de sentir como é fácil inclinar a moto quando necessário;
Somente depois de ter a noção exata do quanto você pode inclinar a moto com segurança antes que as pedaleiras raspem no chão...
Somente depois de aprender tudo isso é que você deverá encarar uma estrada — se não quiser se arriscar a coisas do tipo destes vídeos.
Não comece a pilotar com uma moto potente.
Não vá para a estrada sem antes ganhar uma boa experiência com sua nova moto mais potente.
OK, disse mais de uma coisa.
Acidentes bobos como esses podem ficar muito sérios num piscar de olhos.
Se o piloto do segundo vídeo tivesse surfado o guard-rail poderia ter se machucado seriamente.
Se tivesse batido contra o suporte do guard-rail, podia ter se quebrado inteiro.
Se tivesse ido contra uma árvore ou barranco abaixo, tinha se quebrado bastante.
Ao entrar em uma curva, condicione você mesmo a olhar para o ponto onde você quer chegar na saída da curva.
Olhar para o perigo te leva para lá.
Desvie o olhar em direção à sua meta e não tenha receio de inclinar a moto.
Pior do que já está a situação não irá ficar...
OK, perdi a conta das coisas que eu ia dizer, paro por aqui.
Um abraço,
Jeff
terça-feira, 25 de outubro de 2016
SAI DE BAIXO!!!
Cara, se um dia tu veres vires ficares cara a cara com um caminhão ou ônibus virando na tua frente desse jeito aqui:
Tu te manda daí rapidinho porque a coisa vai ficar muito, muito feia pro teu lado...
Caminhões longos e ônibus são obrigados a avançar para a contramão a fim de dobrar uma esquina sem que as rodas traseiras passem por cima da calçada.
E lá do alto da cabine o caminhoneiro enxerga lhufas. Lhufas = голубь nenhuma.
Assim como tu não consegue ver o motorista, o motorista não consegue ver tu.
Tu e a tua moto somem totalmente atrás da coluna e do espelhão na lateral da cabine do caminhão. Ou do busão.
Se você não sair do caminho, ele VAI passar por cima de tu e da tua moto.
As imagens acima foram invertidas porque a cena se passa nas terras da rainha, onde todo mundo anda na contramão, acha normal e pensa que a gente é que é doido.
Então não estranhe de ver no vídeo o motociclista parando onde ele para — ele está na mão correta deles lá.
O vídeo original da lambança é este aqui:
~
Então já sabe, vendo a encrenca vindo pra cima de ti, caia fora.
Preveja que vai dar селезень e saia da frente.
Se puder, leve a moto junto.
Mas se não der...
Antes ela virar tutu do que tu.
Um abraço,
Jeff
Tu te manda daí rapidinho porque a coisa vai ficar muito, muito feia pro teu lado...
Caminhões longos e ônibus são obrigados a avançar para a contramão a fim de dobrar uma esquina sem que as rodas traseiras passem por cima da calçada.
E lá do alto da cabine o caminhoneiro enxerga lhufas. Lhufas = голубь nenhuma.
Assim como tu não consegue ver o motorista, o motorista não consegue ver tu.
Tu e a tua moto somem totalmente atrás da coluna e do espelhão na lateral da cabine do caminhão. Ou do busão.
Se você não sair do caminho, ele VAI passar por cima de tu e da tua moto.
As imagens acima foram invertidas porque a cena se passa nas terras da rainha, onde todo mundo anda na contramão, acha normal e pensa que a gente é que é doido.
Então não estranhe de ver no vídeo o motociclista parando onde ele para — ele está na mão correta deles lá.
O vídeo original da lambança é este aqui:
~
Então já sabe, vendo a encrenca vindo pra cima de ti, caia fora.
Preveja que vai dar селезень e saia da frente.
Se puder, leve a moto junto.
Mas se não der...
Antes ela virar tutu do que tu.
Um abraço,
Jeff
segunda-feira, 17 de outubro de 2016
O passeio vai ser legal, não ia?
Passeios de moto são muito legais, mas o entusiasmo incontido é perigoso.
Quando você se deixa levar pela empolgação, o passeio periga acabar em 2 minutos e 40 segundos.
As distrações com as motos dos amigos, o querer se mostrar para a turma, a alegria de pegar a estrada, a atenção voltada para tudo — menos para o foco na pilotagem.
Resista à tentação de descobrir a velocidade final da sua moto.
Chegar na curva e descobrir que não deu para fazer pode quebrar mais do que apenas as suas pernas — infelizmente, o rapaz do vídeo não sobreviveu.
Não tenho notícias sobre o que aconteceu a este piloto, mas não ter ninguém do lado dele é um mau sinal.
De moto basta uma decisão errada para sua vida virar do avesso.
Ao sair para um passeio, não caia nessas armadilhas.
Um abraço,
Jeff
Quando você se deixa levar pela empolgação, o passeio periga acabar em 2 minutos e 40 segundos.
As distrações com as motos dos amigos, o querer se mostrar para a turma, a alegria de pegar a estrada, a atenção voltada para tudo — menos para o foco na pilotagem.
Resista à tentação de descobrir a velocidade final da sua moto.
Chegar na curva e descobrir que não deu para fazer pode quebrar mais do que apenas as suas pernas — infelizmente, o rapaz do vídeo não sobreviveu.
Não tenho notícias sobre o que aconteceu a este piloto, mas não ter ninguém do lado dele é um mau sinal.
De moto basta uma decisão errada para sua vida virar do avesso.
Ao sair para um passeio, não caia nessas armadilhas.
Um abraço,
Jeff
sexta-feira, 14 de outubro de 2016
BOOM e uma quase tragédia
Dia lindo. Estrada maneira. Motão. Curvinhas.
Cascalho.
BOOM.
Legendas:
Eu caí.
Um erro de avaliação.
O inimigo oculto.
Eu mesmo.
Frenagem em pânico sobre cascalho.
Lição aprendida.
Não pilote rápido demais para as condições. Por exemplo, cascalho escondido.
Todo o equipamento de proteção todo o tempo. (Eu não tive ferimentos.)
Viva para pilotar outro dia.
O autor do vídeo conta na descrição o motivo da frenagem em pânico:
Entrou na curva e viu a placa de PARE quando já estava sobre o cascalho.
Tentou endireitar a moto para frear, mas o cascalho derrubou a moto.
Ao precisar frear durante uma curva, você precisa endireitar a moto para evitar que ela derrape.
Mas se houver areia, cascalho, lama, água, qualquer coisa que prejudique a aderência dos pneus, já era, a moto vai para onde ela quiser.
E até para onde não quiser, levando você junto.
Este outro vídeo mostra o mesmo acidente pela visão do terceiro piloto.
Quase não dá para ver o acidente, mas mostra os danos na moto que foram pequenos.
Como se vê pelas imagens, eles não estavam tão rápido quanto o primeiro vídeo dá a impressão.
Em alta velocidade, o impacto do piloto contra um dos suportes do guard-rail seria suficiente para acabar de uma vez com o histórico de pilotagem do rapaz.
A campanha pela extinção dos guard-rails fatiadores de motociclistas é antiga na Espanha e Europa.
Aqui no Brasil o pessoal ainda não tem consciência disso.
Só descobre o drama quando vê um amigo passar por isso.
Perder um amigo nessas condições deve ser uma das piores experiências da vida.
A campanha contra guard-rails assassinos também existe no Brasil, mas cadê a força do movimento?
Não existe classe mais desunida que a dos motociclistas.
Só os motoboys se unem por uma causa, mas os bloqueios de avenida em protestos logo acabam e não resultam em nenhuma mudança.
Jogar a conta das tragédias exclusivamente nas costas dos mortos livra um monte de autoridades de passar por processos na Justiça.
Acidentes de motos não acontecem apenas por imprudência dos pilotos.
Fechadas por motoristas inábeis, quedas por falhas mecânicas, falhas na manutenção de ruas e rodovias e falhas no projeto e segurança das vias também ocorrem.
Falta conscientização e conhecimento de seus direitos como cidadão.
Um abraço,
Jeff
Cascalho.
BOOM.
Legendas:
Eu caí.
Um erro de avaliação.
O inimigo oculto.
Eu mesmo.
Frenagem em pânico sobre cascalho.
Lição aprendida.
Não pilote rápido demais para as condições. Por exemplo, cascalho escondido.
Todo o equipamento de proteção todo o tempo. (Eu não tive ferimentos.)
Viva para pilotar outro dia.
O autor do vídeo conta na descrição o motivo da frenagem em pânico:
Entrou na curva e viu a placa de PARE quando já estava sobre o cascalho.
Tentou endireitar a moto para frear, mas o cascalho derrubou a moto.
Ao precisar frear durante uma curva, você precisa endireitar a moto para evitar que ela derrape.
Mas se houver areia, cascalho, lama, água, qualquer coisa que prejudique a aderência dos pneus, já era, a moto vai para onde ela quiser.
E até para onde não quiser, levando você junto.
Este outro vídeo mostra o mesmo acidente pela visão do terceiro piloto.
Quase não dá para ver o acidente, mas mostra os danos na moto que foram pequenos.
Como se vê pelas imagens, eles não estavam tão rápido quanto o primeiro vídeo dá a impressão.
Em alta velocidade, o impacto do piloto contra um dos suportes do guard-rail seria suficiente para acabar de uma vez com o histórico de pilotagem do rapaz.
A campanha pela extinção dos guard-rails fatiadores de motociclistas é antiga na Espanha e Europa.
Aqui no Brasil o pessoal ainda não tem consciência disso.
Só descobre o drama quando vê um amigo passar por isso.
Perder um amigo nessas condições deve ser uma das piores experiências da vida.
A campanha contra guard-rails assassinos também existe no Brasil, mas cadê a força do movimento?
Não existe classe mais desunida que a dos motociclistas.
Só os motoboys se unem por uma causa, mas os bloqueios de avenida em protestos logo acabam e não resultam em nenhuma mudança.
Jogar a conta das tragédias exclusivamente nas costas dos mortos livra um monte de autoridades de passar por processos na Justiça.
Acidentes de motos não acontecem apenas por imprudência dos pilotos.
Fechadas por motoristas inábeis, quedas por falhas mecânicas, falhas na manutenção de ruas e rodovias e falhas no projeto e segurança das vias também ocorrem.
Falta conscientização e conhecimento de seus direitos como cidadão.
Um abraço,
Jeff
sexta-feira, 7 de outubro de 2016
Nunca divida uma curva com um caminhão
Entrar junto com um caminhão em uma curva é uma das coisas mais estúpidas que você pode fazer com uma moto.
Caminhões não conseguem fazer curvas no espaço de uma única faixa da pista.
Eles são obrigados a invadir as faixas vizinhas...
Entrar com a moto no espaço que o caminhão vai ocupar durante a curva é uma das principais causas de acidentes entre motos e caminhões.
Como você viu, não dá tempo de fazer nada, então sua única chance é não se enfiar onde não deve.
O rapaz do vídeo teve muita sorte de escapar dessa com vida.
Estou sendo otimista.
Um abraço,
Jeff
Caminhões não conseguem fazer curvas no espaço de uma única faixa da pista.
Eles são obrigados a invadir as faixas vizinhas...
Entrar com a moto no espaço que o caminhão vai ocupar durante a curva é uma das principais causas de acidentes entre motos e caminhões.
Como você viu, não dá tempo de fazer nada, então sua única chance é não se enfiar onde não deve.
O rapaz do vídeo teve muita sorte de escapar dessa com vida.
Estou sendo otimista.
Um abraço,
Jeff
sábado, 1 de outubro de 2016
Óleo na pista e socorro aos feridos
Óleo na pista aparece quando você menos espera.
Nessa hora, uma velocidade 10 km/h menor faz a diferença entre você conseguir controlar a moto ou sofrer um acidente extremamente grave.
Nesse momento, contar com uma margem de segurança é a única coisa que pode salvar sua vida.
A presença de óleo em uma curva fará com que outros veículos se acidentem nesse mesmo local — o que pode ser fatal para quem estiver tentando socorrer o pessoal.
É fundamental que alguém se desloque várias centenas de metros antes do trecho perigoso e sinalize freneticamente para os motoristas e outros motociclistas para que reduzam a velocidade.
A sinalização não pode deixar dúvida quanto à necessidade de redução imediata de velocidade.
Aponte para o chão e agite os braços, use sua jaqueta ou camiseta para ampliar sua visualização à distância.
Essa redução de velocidade tem de ocorrer antes dos veículos atingirem a pista contaminada com óleo, senão não adiantará nada.
Ou seja, o local para sinalizar deve estar no mínimo de 100 a 200 metros antes do local com óleo.
Vá caminhando e sinalizando, porque não há um segundo a perder.
Acostamentos são locais perigosos, tome todo o cuidado para não ser atropelado por um veículo desgovernado.
Não adianta tentar ajudar seu amigo que quebrou o pé se isso resultar em um atropelamento fatal.
O seu.
Outra coisa:
Remover o capacete, somente se ele estiver atrapalhando a respiração da vítima. Nesse caso, apenas abra o fecho e a viseira.
Somente remova o capacete no caso de a vítima estar se engasgando, aí será necessário desobstruir o caminho do ar até os pulmões, caso contrário a vítima não terá chance de esperar o socorro.
Evite ao máximo mover a cabeça do acidentado.
Um pescoço apenas com um osso ligeiramente deslocado, ao ser movimentado, pode resultar em uma lesão permanente do feixe de nervos — e isso resulta em perda definitiva dos movimentos ou mesmo a morte da vítima.
Um abraço,
Jeff
Nessa hora, uma velocidade 10 km/h menor faz a diferença entre você conseguir controlar a moto ou sofrer um acidente extremamente grave.
Nesse momento, contar com uma margem de segurança é a única coisa que pode salvar sua vida.
A presença de óleo em uma curva fará com que outros veículos se acidentem nesse mesmo local — o que pode ser fatal para quem estiver tentando socorrer o pessoal.
É fundamental que alguém se desloque várias centenas de metros antes do trecho perigoso e sinalize freneticamente para os motoristas e outros motociclistas para que reduzam a velocidade.
A sinalização não pode deixar dúvida quanto à necessidade de redução imediata de velocidade.
Aponte para o chão e agite os braços, use sua jaqueta ou camiseta para ampliar sua visualização à distância.
Essa redução de velocidade tem de ocorrer antes dos veículos atingirem a pista contaminada com óleo, senão não adiantará nada.
Ou seja, o local para sinalizar deve estar no mínimo de 100 a 200 metros antes do local com óleo.
Vá caminhando e sinalizando, porque não há um segundo a perder.
Acostamentos são locais perigosos, tome todo o cuidado para não ser atropelado por um veículo desgovernado.
Não adianta tentar ajudar seu amigo que quebrou o pé se isso resultar em um atropelamento fatal.
O seu.
Outra coisa:
Remover o capacete, somente se ele estiver atrapalhando a respiração da vítima. Nesse caso, apenas abra o fecho e a viseira.
Somente remova o capacete no caso de a vítima estar se engasgando, aí será necessário desobstruir o caminho do ar até os pulmões, caso contrário a vítima não terá chance de esperar o socorro.
Evite ao máximo mover a cabeça do acidentado.
Um pescoço apenas com um osso ligeiramente deslocado, ao ser movimentado, pode resultar em uma lesão permanente do feixe de nervos — e isso resulta em perda definitiva dos movimentos ou mesmo a morte da vítima.
Um abraço,
Jeff
quarta-feira, 28 de setembro de 2016
Moto morro abaixo e moto morro acima quando quer sair de banda ninguém segura
A curva mais traiçoeira é aquela que fica no início de uma descida ou ao final de uma subida.
Nem precisa ser uma subida completa, basta uma mudança do ângulo para menos — o não tão famoso gradiente de inclinação negativo.
A mudança de trajetória mais a diminuição da aderência por causa da mudança de inclinação da pista fazem a moto em alta velocidade perder o contato com o solo. Aí já era, é tombo certo.
E como a moto é mais leve, em curvas desse tipo ela desgarra em velocidades menores do que os carros.
Sabe aquele friozinho na barriga que dá na montanha russa?
Só que moto não tem trilho... a moto segue reto e você vai junto.
Muita gente boa cai no passeio de fim de semana por causa dessa armadilha da curva fechada em início de ladeira morro abaixo ou ao final de uma subida.
Como neste vídeo, onde as duas motos empolgadas perdem a aderência e saem pela tangente no alto do morro.
Local do acidente ao final da subida aos 03:45.
Lembra da importância de ficar atento às placas que limitam a velocidade antes de curvas que eu falei outro dia?
Em uma estrada com velocidade limitada a 60 km/h, ainda havia a sinalização REDUZA A VELOCIDADE:
Seguida por uma placa com limitação de apenas 30 km/h:
Seguida de plaquinhas de contagem regressiva para alertar que a encrenca era feia e estava cada vez mais próxima:
Quem avisa, amigo é.
Só saiu da pista quem estava muito acima da velocidade indicada...
A sinalização de velocidade tem uma margem de segurança, mas quem descobre o limite dessa margem geralmente ganha uma fratura.
Este outro vídeo mostra exatamente o mesmo mecanismo de queda, mas agora em uma curva no início de uma descida:
Aos 04:53 o rapaz se entusiasmou e acelerou fundo, aos 05:08 ele despachou a moto barranco abaixo e por pouco não foi junto.
A primeira placa aparece bem no momento da ultrapassagem.
Preocupado com a manobra e possivelmente oculta pelo ciclista, o piloto passou batido pela primeira advertência.
Ele poderia ter se prevenido se tivesse atentado para as outras duas placas, DESÇA ENGRENADO e VERIFIQUE OS FREIOS...
São indicativos de uma ladeira acentuada e prolongada à frente. Coincidentemente, logo na curva.
A última placa foi colocada bem em cima da curva.
Embalado, ele teria de ter atentado:
Se uma redução de velocidade tão drástica era determinada, boa coisa não estava ali na frente.
Pois é.
20 km/h.
Coisa feiíssima.
Quando você vai rápido a ponto de não ver as placas, corre o sério risco de embarcar para o além.
A estrada ser tranquila não quer dizer que a próxima curva não trará uma grande armadilha.
Se você não conhece uma estrada, ou se faz muito tempo que não passa por ela, evite o excesso de empolgação.
Senão periga você transformar o passeio da sua vida no pior dos seus pesadelos.
E estragar o seu fim de semana e dos amigos pelo resto da vida.
Um abraço, e bons passeios,
Jeff
Nem precisa ser uma subida completa, basta uma mudança do ângulo para menos — o não tão famoso gradiente de inclinação negativo.
A mudança de trajetória mais a diminuição da aderência por causa da mudança de inclinação da pista fazem a moto em alta velocidade perder o contato com o solo. Aí já era, é tombo certo.
E como a moto é mais leve, em curvas desse tipo ela desgarra em velocidades menores do que os carros.
Sabe aquele friozinho na barriga que dá na montanha russa?
Muita gente boa cai no passeio de fim de semana por causa dessa armadilha da curva fechada em início de ladeira morro abaixo ou ao final de uma subida.
Como neste vídeo, onde as duas motos empolgadas perdem a aderência e saem pela tangente no alto do morro.
Local do acidente ao final da subida aos 03:45.
Lembra da importância de ficar atento às placas que limitam a velocidade antes de curvas que eu falei outro dia?
Em uma estrada com velocidade limitada a 60 km/h, ainda havia a sinalização REDUZA A VELOCIDADE:
Seguida por uma placa com limitação de apenas 30 km/h:
Seguida de plaquinhas de contagem regressiva para alertar que a encrenca era feia e estava cada vez mais próxima:
Quem avisa, amigo é.
Só saiu da pista quem estava muito acima da velocidade indicada...
A sinalização de velocidade tem uma margem de segurança, mas quem descobre o limite dessa margem geralmente ganha uma fratura.
Este outro vídeo mostra exatamente o mesmo mecanismo de queda, mas agora em uma curva no início de uma descida:
Aos 04:53 o rapaz se entusiasmou e acelerou fundo, aos 05:08 ele despachou a moto barranco abaixo e por pouco não foi junto.
Preocupado com a manobra e possivelmente oculta pelo ciclista, o piloto passou batido pela primeira advertência.
Ele poderia ter se prevenido se tivesse atentado para as outras duas placas, DESÇA ENGRENADO e VERIFIQUE OS FREIOS...
São indicativos de uma ladeira acentuada e prolongada à frente. Coincidentemente, logo na curva.
A última placa foi colocada bem em cima da curva.
Embalado, ele teria de ter atentado:
Se uma redução de velocidade tão drástica era determinada, boa coisa não estava ali na frente.
Pois é.
20 km/h.
Coisa feiíssima.
Quando você vai rápido a ponto de não ver as placas, corre o sério risco de embarcar para o além.
A estrada ser tranquila não quer dizer que a próxima curva não trará uma grande armadilha.
Se você não conhece uma estrada, ou se faz muito tempo que não passa por ela, evite o excesso de empolgação.
Senão periga você transformar o passeio da sua vida no pior dos seus pesadelos.
E estragar o seu fim de semana e dos amigos pelo resto da vida.
Um abraço, e bons passeios,
Jeff
quarta-feira, 21 de setembro de 2016
O primeiro acidente que quase foi o último
Este é um daqueles vídeos que a gente só consegue ver porque o piloto sobreviveu para contar a história.
Mas por muito pouco as imagens teriam se perdido para sempre...
Nas palavras do piloto do vídeo:
Este é um "primeiro acidente" típico de novatos.
E eu chamo de novato quem tem menos de um ano de pilotagem, ou menos de seis meses com uma cilindrada muito maior que a anterior.
O novato está entusiasmado com a moto, faz a primeira viagem e aí chega a hora de enfrentar uma curva que ele nunca encontrou dentro da cidade.
Ou com uma moto dessa potência e peso.
A curva fechada era amplamente sinalizada por várias placas de curva acentuada à direita, sonorizadores...
... — aquelas costelinhas no asfalto são um alerta bem perceptível visual, sonoro e vibracional para enfatizar a importância de reduzir a velocidade...
E mesmo assim ele estava a quase 100 km/h em um trecho com velocidade máxima de 40 km/h...
A sinalização viária existe para alertar os condutores sobre uma curva perigosa, uma travessia de pedestres, irregularidades na pista... alguma situação que será difícil de enfrentar em alta velocidade.
Se você está em uma rodovia e encontra uma placa reduzindo subitamente a velocidade, pode acreditar que a curva ali na frente não é uma curva comum.
Um limite de velocidade baixo indica a existência de um grande risco à frente.
Ignorar a sinalização é uma atitude que pode resultar em grandes prejuízos para você e sua moto.
Quanto mais enfática a sinalização, pior será a encrenca.
Infelizmente, o pessoal só respeita radar e lombada, e ainda assim nem tanto quanto deveriam — quem tem grana para jogar fora não está nem aí com multa, sabe que não irá para a cadeia nem que mate alguém. Brasil.
Você vê a repetição daquele acidente aí de cima neste vídeo de uma queda na Curva da Onça da via Anchieta:
A Curva da Onça fica na descida da serra e é a curva mais fechada de toda a via Anchieta, que liga a capital ao litoral de SP.
E ela tem esse nome porque fecha subitamente no meio da curva e a onça te abraça — do lado de fora da mureta tem um abismo de uns 300 metros.
Imagem: google maps
Provavelmente é a curva mais traiçoeira do Brasil em uma rodovia de grande fluxo de veículos.
Todo o trecho da serra é sinalizado e monitorado por radares com limite de 60 km/h.
Os valores de velocidade indicados pela sinalização, placas, faixas, sonorizadores, radares permitem fazer essa curva e a imensa maioria das curvas com boa margem de segurança.
Jogar essa margem fora é a causa da imensa maioria dos acidentes de motocicletas, automóveis e caminhões em rodovias.
Uma das causas é pilotar tão rápido que não dá para visualizar as placas...
Esta é outra descida de serra, na rodovia Mogi-Bertioga:
Você não viu placa nenhuma, né?
Nem os pilotos.
Mas acredite, a sinalização está lá.
Se você estiver tão rápido que nem consegue ver as placas, tenha certeza de que alguma coisa vai dar errado.
O leitor José Carlos Aires observou que no vídeo da postagem de ontem o piloto perdeu o controle a 134 km/h em uma rodovia sinalizada para 60 km/h.
Alta velocidade é adrenalina, mas excesso de adrenalina quase sempre mata.
Um abraço,
Jeff
Mas por muito pouco as imagens teriam se perdido para sempre...
Nas palavras do piloto do vídeo:
Este é um "primeiro acidente" típico de novatos.
E eu chamo de novato quem tem menos de um ano de pilotagem, ou menos de seis meses com uma cilindrada muito maior que a anterior.
O novato está entusiasmado com a moto, faz a primeira viagem e aí chega a hora de enfrentar uma curva que ele nunca encontrou dentro da cidade.
Ou com uma moto dessa potência e peso.
A curva fechada era amplamente sinalizada por várias placas de curva acentuada à direita, sonorizadores...
... — aquelas costelinhas no asfalto são um alerta bem perceptível visual, sonoro e vibracional para enfatizar a importância de reduzir a velocidade...
E mesmo assim ele estava a quase 100 km/h em um trecho com velocidade máxima de 40 km/h...
A sinalização viária existe para alertar os condutores sobre uma curva perigosa, uma travessia de pedestres, irregularidades na pista... alguma situação que será difícil de enfrentar em alta velocidade.
Se você está em uma rodovia e encontra uma placa reduzindo subitamente a velocidade, pode acreditar que a curva ali na frente não é uma curva comum.
Um limite de velocidade baixo indica a existência de um grande risco à frente.
Ignorar a sinalização é uma atitude que pode resultar em grandes prejuízos para você e sua moto.
Quanto mais enfática a sinalização, pior será a encrenca.
Infelizmente, o pessoal só respeita radar e lombada, e ainda assim nem tanto quanto deveriam — quem tem grana para jogar fora não está nem aí com multa, sabe que não irá para a cadeia nem que mate alguém. Brasil.
Você vê a repetição daquele acidente aí de cima neste vídeo de uma queda na Curva da Onça da via Anchieta:
A Curva da Onça fica na descida da serra e é a curva mais fechada de toda a via Anchieta, que liga a capital ao litoral de SP.
E ela tem esse nome porque fecha subitamente no meio da curva e a onça te abraça — do lado de fora da mureta tem um abismo de uns 300 metros.
Imagem: google maps
Provavelmente é a curva mais traiçoeira do Brasil em uma rodovia de grande fluxo de veículos.
Todo o trecho da serra é sinalizado e monitorado por radares com limite de 60 km/h.
Os valores de velocidade indicados pela sinalização, placas, faixas, sonorizadores, radares permitem fazer essa curva e a imensa maioria das curvas com boa margem de segurança.
Jogar essa margem fora é a causa da imensa maioria dos acidentes de motocicletas, automóveis e caminhões em rodovias.
Uma das causas é pilotar tão rápido que não dá para visualizar as placas...
Esta é outra descida de serra, na rodovia Mogi-Bertioga:
Você não viu placa nenhuma, né?
Nem os pilotos.
Mas acredite, a sinalização está lá.
Se você estiver tão rápido que nem consegue ver as placas, tenha certeza de que alguma coisa vai dar errado.
O leitor José Carlos Aires observou que no vídeo da postagem de ontem o piloto perdeu o controle a 134 km/h em uma rodovia sinalizada para 60 km/h.
Alta velocidade é adrenalina, mas excesso de adrenalina quase sempre mata.
Um abraço,
Jeff
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