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domingo, 6 de agosto de 2017

Pessoas doentes no trânsito

Aconteceu ontem na avenida perto de casa.

O motorista à minha frente invadiu a contramão e deu um grande susto ao motociclista com garupa em sentido contrário.


O carro parou no semáforo e emparelhei com ele, pedi que abrisse a janela para uma pequena conversa.


Era um senhor na casa dos 70 anos.


Seguiu-se o diálogo:


— O senhor
fechou aquele motociclista. Uma moto pode cair se frear de repente, sabia?

Resposta do cidadão:


— O senhor é motoqueiro, não sabe dirigir carro... o carro da frente deu seta que ia parar e eu abri pra passar, foi só isso.


— O senhor invadiu a contramão sem necessidade e colocou a moto em perigo!


— É claro, eu tive que abrir, o carro deu seta que ia parar!


— Não precisava invadir a contramão! Havia espaço pra passar! 
Se um carro parar na sua frente, isso não te dá o direito de invadir a contramão!

Ele deu aquela risadinha de quem se acha, fechou a janela e o trânsito andou, e não localizei nenhuma viatura que pudesse pará-lo.

E mesmo que achasse, eu nem teria o que alegar... barbeiragem não é crime.

De qualquer forma, a esposa estava ao lado dele e ia se encarregar de aplicar o devido e merecido sabão.

O que passa na cabeça de um senhor de 70 anos?


Que ele está certo e todos os outros estão errados — mas não é assim que todos nós pensamos?


O problema é que ao chegar a uma idade, algumas pessoas podem perder completamente o senso.


Seja permanentemente pelo envelhecimento do cérebro, seja momentaneamente por doenças que afetam a capacidade de julgamento, como diabetes.


E penso que talvez fosse o caso dele, uma crise de diabetes atrapalha o raciocínio e pode causar perda progressiva da noção, e até chegar à perda total de consciência ao volante (ou guidão).


A pessoa não percebe o que está fazendo e pode até desmaiar completamente: 


Situações como essas são mais comuns do que se imagina, o que ocorre é que o pessoal acha que o motorista está bêbado.


Um caso ainda mais grave, ele pode estar tendo um derrame:



Já passei pelas duas situações, crise diabética e AVC, felizmente não estava pilotando nem dirigindo.


Mas a consciência vai desaparecendo aos poucos, como visto nos vídeos, e você só percebe claramente que não está no seu normal quando a coisa fica crítica — no comando de uma moto ou carro, as coisas ficam críticas muito rápido.


Então fica aqui mais um alerta (de novo):

Pilote sempre preparado, alimentado corretamente conforme sua condição de saúde para evitar uma crise por falta de açúcar (hipoglicemia) ou excesso dele (crise diabética).

E nunca confie que o outro condutor esteja em pleno domínio e controle do veículo.

Se ele estiver com o raciocínio afetado pela idade ou por uma doença, poderá fazer manobras absurdas e ainda achar que está coberto de razão.
Imagem e reportagem: http://g1.globo.com/bahia/noticia/idosa-de-78-anos-que-dirigiu-carro-em-calcada-da-orla-de-salvador-diz-que-se-confundiu-com-piso.ghtml

Bônus:
Caso identifique alguém sofrendo um derrame (AVC), o socorro precisa ser imediato para minimizar as sequelas. (Quando eu apaguei de vez, já tinha sido levado ao pronto-socorro, e pude voltar a andar e pilotar normalmente em uma ou duas semanas.)

Quanto mais tempo o socorro demorar, maiores serão os danos cerebrais, e se o AVC não for contido, a vítima poderá morrer em poucas horas.

Mesmo que ela diga que está bem e não precisa ir ao médico.

Um abraço,
Jeff

segunda-feira, 25 de maio de 2015

Beba, pilote e morra (se tiver sorte)

Olha só o que acontece quando você bebe e sai pilotando sua moto (assista o vídeo da reportagem do g1):

Vídeo http://g1.globo.com/pb/paraiba/noticia/2015/05/ciclista-atropelado-veio-comemorar-aniversario-da-mae-em-joao-pessoa.html

Você invade a ciclofaixa, não consegue evitar atropelar um ciclista e cai de cabeça no asfalto.

O ciclista inocente se quebrou inteiro, mas você não vai escapar dessa depois de bater a cabeça contra o chão. 

A poça de sangue na faixa de pedestres quer dizer que o seu cérebro já era. Se sobreviver, você nunca mais pilotará — corre o risco de nunca mais andar ou falar

Soro na veia pelo resto da vida, porque você não vai mais mastigar por falta de controle dos próprios músculos. 

Se sobreviver, você vai depender de alguém para trocar suas fraldas todos os dias. 

Nem se virar na cama você conseguirá mais. Por estar sempre na mesma posição, você viverá o resto dos seus dias torturado com feridas nas costas, impossíveis de coçar. 

É esse o risco que você corre por tomar umas cervejinhas e sair pilotando.

Desrespeitar ciclofaixas não é exclusividade de quem está bêbado, como mostrou a reportagem:

Reportagem: http://g1.globo.com/pb/paraiba/noticia/2015/05/ciclista-atropelado-veio-comemorar-aniversario-da-mae-em-joao-pessoa.html

Motociclistas e motoristas foram flagrados na maior tranquilidade andando na área reservada aos ciclistas e pedestres fazendo caminhadas ao longo da praia.

Essa irresponsabilidade pode custar muito caro na própria pele. Sua pele.

Então seja responsável, seja esperto, e não faça uma besteira dessas.

Avisado você foi.

Um abraço,

Jeff

quarta-feira, 19 de novembro de 2014

Em volta dessa rua, uma cidade...

Ainda não eram 8 horas da manhã da terça-feira, e lá estava o Lucas* na padoca, calibradaço como sempre.
* Nome fictício

Nunca entendi o Lucas.

Em dois anos que moro aqui, nunca o vi sóbrio um único dia. 


Sempre correndo de um lado para outro, super "atarefado", um dia desesperado bradando seguidas vezes que foi contratado para preparar um arroz de carreteiro e compraram pertences para feijoada, outro dia desesperado porque sequestraram sua filha e ele não tinha como pagar o resgate.

Maldade falarem uma coisa dessas para o Lucas — ele acredita, coitado.

Mas naquele dia o Lucas estava especialmente perturbado com a manchete do jornal: 


MULHER DISPARA 12 TIROS NO EX 

Estava preocupado com o entusiasmo das mulheres comentando a notícia, temia que a moda pegasse. 

No caso dele, uma preocupação bastante justificável.

Normalmente fujo de bêbados, ainda mais no café da manhã, mas a terça-feira amanheceu bonita demais. 


E a conversa com ele falando e eu ouvindo prosseguiu durante todo o café até que, na hora de ir embora, o Lucas me contou que já teve moto. 

Mostrou as cicatrizes para comprovar. Comprovavam.

Ele sabe exatamente o porquê de os motoristas não verem as motos.

Hoje o Lucas não anda mais de moto, nem de carro. 

Ainda bem, pensei eu, porque alguém não sobreviveria logo no primeiro dia.

Mas foi aí que ele me contou sobre o acidente que aconteceu domingo à noite na esquina pertinho aqui de casa, e do qual eu só tinha ficado sabendo porque deixou um monte de destroços e uma enorme mancha de óleo.

Vi os destroços na segunda-feira, mas não dei atenção porque, pelo que restou espalhado no local, só podia ser uma colisão violenta entre dois carros, pensei eu. 

Não foi.
Vídeo e reportagem: http://ricmais.com.br/sc/transito/videos/homem-morre-em-um-acidente-entre-carro-e-moto-no-bairro-forquilhas-em-sao-jose/

A moto acabou assim, em vários pedaços, e o carro chegou a girar com a pancada, ficando deste jeito:
Vídeo e reportagem: http://ricmais.com.br/sc/transito/videos/homem-morre-em-um-acidente-entre-carro-e-moto-no-bairro-forquilhas-em-sao-jose/

A imprença com ç tendenciosa e sensacionalista como sempre enfatizou a "alta potência" da moto — uma XTZ Lander 250 de velocidade máxima real 131,2 km/h. 

"Alta potência"... então tá.


A imprença enfatizou que o piloto foi arremessado a "10 metros de distância" — como se isso fosse indicativo de que o piloto estivesse em alta velocidade, consequentemente a causa do acidente.


Apenas 10 metros? Então talvez ele não estivesse.  


Na minha avaliação o Thiago, esse o nome do piloto, podia estar a uma velocidade compatível com o local a aproximadamente 80 km/h, porque senão ele teria sido arremessado a uma distância muito maior. 
Imagem: Google Maps Google Street View

Esse é o entroncamento. A primeira foto foi batida olhando do outro lado, esta tem a visão do Thiago; esta foto é antiga, e hoje o ponto de ônibus de cobertura verde tem a cobertura vermelha que você vê na primeira foto.

O local não é área urbana e oferece ampla visibilidade. Não há placas de sinalização limitando a velocidade a 60 km/h, e esse trecho fica naquela área cinzenta do subúrbio onde você não sabe se está na estrada Geral do Alto Forquilha ou na avenida Antônio Jovita Duarte, uma via urbana. 

O que aconteceu de verdade, mas a imprença não noticiou, foi que a preferencial era do Thiago e o motorista atravessou o carro na frente dele — o Thiago não teve tempo ou reação de frear. 

Thiago morreu no impacto, quando caiu ao solo seu coração já não batia mais. 


Por que o motorista atravessou na frente da moto?

Tenho minhas suspeitas. 

Pelo horário, domingo 20:30, a primeira coisa que eu investigaria é se o motorista passou a tarde bebendo. 

Na verdade, investigaria se ambos beberam, porque o hábito é amplamente disseminado — não tenho como saber se o Thiago não freou porque não teve tempo ou porque não teve reação.

Eu evito sair aqui na região nas tardes de domingo, a quantidade de bêbados ao volante (e ao guidão) é coisa assustadora.

Também investigaria se o motorista não estava falando ao celular, o que seria outro motivo para não ver a moto se aproximando.

Porque mesmo que o Thiago estivesse na velocidade máxima da moto, ele estaria plenamente visível para quem fosse cruzar a avenida.

Mas essas coisas a imprença não investiga nem comenta. 

Eles seguem a política "O motociclista é sempre culpado" porque os motoristas são a maioria do público da imprença sensacionalista. 

Se a imprença investigasse, poderia ser chamada dignamente de imprensa. Mas a imprença não faz por merecer.

Mas também não estou dizendo que o Thiago não errou.

Logo antes do entroncamento, existe uma lombada para reduzir a velocidade na preferencial. Foi feita depois que o carro do google passou por lá.


Tivesse o Thiago reduzido a velocidade, e não passado pela lombada ignorando sua finalidade, poderia ter evitado o acidente e agora estaria com a família.

O motivo de a colisão ter sido tão violenta, apesar de uma velocidade que suponho não ter sido extremamente elevada, apesar de superior à recomendável, foi que a moto se chocou com o ponto mais reforçado do carro, a coluna principal A.


Outras áreas do carro são feitas para serem deformadas durante uma colisão, diminuindo os danos à célula de sobrevivência dos passageiros — a área "indeformável" do veículo — mas a coluna A é o pilar de resistência dessa célula.  

No entanto, para a imprença, não interessa analisar os detalhes. Quanto mais imagens chocantes e comentários sensacionalistas, maior a audiência e maior o valor do patrocínio. 

Se a imprença desse atenção aos cidadãos anônimos que estavam por ali na noite do acidente, ficariam sabendo que o Thiago havia tirado uma foto com a filhinha no colo naquela mesma noite antes de sair de casa.

O Lucas me contou sobre a foto e se calou com o olhar perdido, distante. 


Naquela manhã de terça-feira, ele precisava, ele tinha que contar isso para alguém.

Hoje há um singelo vasinho de flores no local.

Sabe, hoje entendi melhor o Lucas.


Um abraço,


Jeff

quinta-feira, 28 de agosto de 2014

Que importa uma morte ou outra se os lucros vão bem?

Reportagem completa: http://g1.globo.com/sc/santa-catarina/noticia/2014/07/vereadores-de-pomerode-dizem-que-lei-seca-atrapalha-cultura-local.html 

As blitze (plural de blitz) para cumprimento da Lei Seca prejudicaram os negócios dos empresários e vendedores de bebidas da cidade de Pomerode, Santa Catarina.

O que eles fizeram?

Acionaram os vereadores para questionar (e cortar) as horas extras dos fiscais, já que o horário normal de trabalho é o comercial e não as madrugadas em que os ebriosos beberrazes bebaços avinhados borrachos voltam para casa.

Resultado, acabou a fiscalização noturna dos bebuns ao volante.

Que morram famílias inteiras vítimas de acidentes de trânsito causados por bêbados ao volante, o que importa é manter os velhos hábitos, manter a tradição e não prejudicar os negócios, não é, senhores? 

Reportagem completa: http://g1.globo.com/sc/santa-catarina/noticia/2014/08/pai-e-filho-morrem-em-acidente-na-br-101-em-balneario-camboriu.html — Balneário Camboriú é cidade vizinha de Pomerode; infelizmente, beber e dirigir é parte da cultura local brasileira...

O motociclista atropelado pelo motorista bêbado acima tinha 53 anos, e o filho 24. Por coincidência, as mesmas idades que eu e minha filha. 

Poderíamos ser nós nessa notícia. Poderia ser qualquer um de nós, e com maior chance ainda, poderiam ser os cidadãos pomerodenses.

Até mesmo familiares desses aí que estão incomodados com a fiscalização antitemulentos podem ser vítimas de bêbados ao volante, mas isso não os sensibiliza.


Reportagem: http://g1.globo.com/sc/santa-catarina/noticia/2014/08/caminhoneiro-embriagado-pede-informacoes-policial-e-e-preso.html — Mafra fica a 2 horas de Pomerode...

Afinal, as blitze contra bêbados ao volante "atrapalham a cultura local"...

Ora, façam o favor, até a cidade de Sucupira seria mais sensata. 

Até Odorico Paraguaçu teria mais sensibilidade do que esses empresários e políticos de Pomerode.

Não "atrapalhar a cultura local" quer dizer ganhar grana não se importando com as consequências, não é, senhores empresários e políticos?

E olha que a cidade é líder regional em "crimes envolvendo embriaguez ao volante".

Impedir esses irresponsáveis que bebem e saem dirigindo antes que prejudiquem outras pessoas é a finalidade da lei seca ao volante.
Vídeo e reportagem: http://diariocatarinense.clicrbs.com.br/sc/geral/noticia/2014/08/video-mostra-motociclista-embriagado-na-br-101-em-itajai-4583754.html

E não só ao volante, ao guidão também. 

Dirigir e pilotar depois de beber é uma atitude criminosa que precisa ser combatida, e não estimulada.

Os empresários e políticos dessa cidade não pensaram em alternativas, como carona solidária ou serviço de entrega de pacotes clientes embriagados em suas casas — foi mais fácil cortar o bem pela raiz. 

São atitudes como essa tomada por esses empresários e políticos pomerodenses (mas podiam ser de qualquer cidade do Brasil) que me deixam deprimido.

Haja remedinho para tanto absurdo...

Um abraço,

Jeff

domingo, 13 de abril de 2014

S'embora esquadrão de aço

Ia para o centro hoje pela manhã quando se aproxima uma moto buzinando sem parar.

Instintivamente confiro se meu cavalete lateral está recolhido e o alforje está fechado, quando o cara me ultrapassa sem tirar a mão da buzina.

Viseira aberta, bermuda e chinelão, sem camisa e com a bandeira do Figueirense enrolada no pescoço, hoje foi dia de final do campeonato catarinense.


Nem dá tempo de avisar que aquela bandeira poderia enroscar na roda e matá-lo, já estava o entusiasmado torcedor do Furacão lá na frente.

Na bifurcação, um carro parado impediu que ele avançasse, e ele continuou ali, firme na buzina, comemorando o título por antecipação.

Tão mamado estava o bezerrão que não conseguiu coordenar os movimentos, deixou escapar a embreagem e bateu parado no carro parado.

Quando cheguei, o motorista (que devia ser avaiano) estava reclamando da atitude do manezão, ao que ele respondia "tudo bem, tudo bem".

Emparelhei com ele e falei que ele não devia pilotar de fogo, ia acabar se matando.

Ao que ele respondeu "tudo bem, tudo bem".

Tentar dialogar com bêbado é perder tempo, saí do enrosco e segui em frente.

Daqui a pouco o manezão me ultrapassa buzinando bem naquelas famosas curvas mata-burro aqui do meu bairro.

Libero o maior espaço e vejo ele ultrapassar o carro à minha frente em plena curva, obrigando o motorista em sentido oposto a subir na calçada para não matar o feliz.

No final da tarde, o Figueirense foi campeão em cima do Joinville com um gol marcado no último minuto, mas duvido que o manezão tenha visto.

Não tem televisão na UTI.

Um abraço,

Jeff

segunda-feira, 20 de janeiro de 2014

Goiânia aprova lei para fotos de acidentes em bebidas

O pessoal de Goiânia lê o blog!

E aproveitaram a ideia postada aqui pelo Vinícius para criar uma lei municipal obrigando as empresas a colocarem fotos de acidentes de trânsito nas embalagens de bebidas.



http://g1.globo.com/goias/noticia/2014/01/rotulos-de-bebidas-alcoolicas-devem-estampar-fotos-de-acidentes-em-go.html

Agora falando sério, esse projeto de lei foi apresentado por uma vereadora goianiense há alguns anos, foi aprovado pela Câmara Municipal de lá, e agora resta saber se a lei poderá ser cumprida.

Tenho sérias dúvidas quanto à viabilidade de uma lei municipal se impor sobre empresas transnacionais; no mínimo, teria de ser uma lei estadual ou federal, já que as fábricas podem se localizar em outros estados.


Também tem a questão de dar resultado em curto prazo.


Após décadas de campanha antifumo, somente agora a quantidade de fumantes começa a cair significativamente nos EUA.


Será que alguém vai ver e se sensibilizar com fotos de acidentes nas latinhas durante a apresentação da megadupla sertaneja dizendo que bebe e bebe mesmo, e o negócio é beber sim, num show universitário patrocinado pelo megafabricante de cerveja? 


É tenso.

Até as pessoas se conscientizarem de que bebida e direção/pilotagem não podem conviver, só nos resta tomar muito cuidado.


E procurar conscientizar nossos conhecidos.


Um abraço,


Jeff

terça-feira, 7 de janeiro de 2014

Não relaxe no fim da viagem

Agora sim, voltando das férias com histórias pra contar!

São várias, e a primeira que vou postar foi uma experiência pessoal.

Aproveitei a semana de férias de fim de ano para ir com minha filha para diversas praias daqui da ilha de Santa Catarina.

A ilha é grande, então cada ida a uma praia é uma microviagem. 

Passeio agradável, mas toda a atenção na estrada, como de praxe.

E a lição que tirei relembrei foi aquela de nunca relaxar quando estamos perto de casa.


Não foi dessa vez...
Imagem: http://www.cfc.lu/pages/english/tips-golden-rules.php

Nossa tendência é de baixar a guarda ao sair da estrada (no meu caso, o trecho recordista nacional de acidentes de todas as rodovias federais).

E isso não pode ser feito nunca.

Já estávamos no bairro perto de casa quando começamos a conversar, eu e minha filha, e foi aí que um bêbado na contramão quase levou uma das minhas pernas de estimação.

Não chegamos a bater, mas ele passou a uns 20 centímetros do meu joelho. Só o percebi quando ele já estava perto demais, o susto foi grande.

Então reforço a mensagem para todo mundo:

A maioria dos acidentes acontece nas proximidades de nossa casa ou de nosso trabalho, justamente quando baixamos a guarda por rodar em terreno bem conhecido e supostamente tranquilo.

Não se descuide nunca, especialmente na época das férias, quando as pessoas estão mais sossegadas e/ou alcoolizadas.

Amanhã tem outros exemplos disso.

Um abraço,

Jeff

domingo, 22 de dezembro de 2013

Fim de ano, bebida e carona

Olá meus amigos! 

De carona na postagem do Jeff e numa imagem compartilhada no facebook do nosso amigo Igor do WD±40, falarei do fim de ano também. 

Fim de ano é aquela época que quase todo mundo esquece das brigas, se empanturram de comida e faz planos para o ano que vem: 

Ano que vem vou pegar firme nos estudos.

Ano que vem vou reeducar minha alimentação. 

Ano que vem vou ser mais controlado com grana. 

Ano que vem eu aprendo a dirigir/pilotar. 

É uma época não só de promessas, mas de esperança. 

Nada contra as esperanças das pessoas, e justamente por isso venho aqui dar um toque pra galera que curte "tomar umas":

Tá em promoção no mercad... ops...

Bebida e volante/guidon é bicho feio, se o cansaço já prejudica sua noção de espaço, imagine a bebida. 

Por isso, se for beber, encoste num cantinho por aí, salve a sua vida e a dos demais ;-) 

Segue uma campanha da FIAT, simples e direta: 

Mesmo que você seja prudente e não conduza seu veículo alcoolizado, sempre haverá um que o fará: Quando precisar ultrapassar alguém que visivelmente não está em condições de manter o carro em linha reta, faça de uma vez e o mais longe possível, se não tiver condição, não faça. Procure um ponto em que ele não poderá te fechar e que você não será atropelado pelos demais, avalie onde é mais seguro pra você antes de decidir ultrapassar ou não.

Se decidir passar, simplesmente passe, não xingue, não brigue e não acene, bêbados costumam ter muita coragem e a honra hiper valorizada.

Abraço

Vinícius Melo

sábado, 21 de dezembro de 2013

Natal, Ano Novo e Amigush Secretush

Feliz Natal, Ano Novo, Dia do Peru, Festinha da Empresa, etc. para todo mundo!

Mas não se esqueça que depois tem o caminho de volta...
Imagem: http://beernexus.com/beermyway19.html

Muito cuidado com o pessoal animado que sai rodando por aí, no caminho para cá um cara não viu o caminhão na preferencial, perdeu o para-choque de bobeira.

Ainda ontem conseguiram tombar um caminhão aqui no trevo com o trânsito a 20 por hora... o cara foi mágico.

Nos dias de festas, aumenta a incidência dos acidentes bobos, muitos deles causados por alcoolizados ao volante/guidão.


Fonte: http://diariocatarinense.clicrbs.com.br/sc/

Pode ser bobo para o motorista, mas pode cobrar um alto preço para nós, motociclistas.

Então, cuidado redobrado, olhos atentos e boas festas/boas férias!

Um forte abraço a todos os leitores do blog, eu e Jezebel voltamos só em janeiro!

Jeff

sexta-feira, 2 de agosto de 2013

Às vezes o motociclista pode ser o culpado

Fonte: http://g1.globo.com/sc/santa-catarina/noticia/2013/08/ciclista-morre-apos-colidir-com-moto-em-jaragua-do-sul-veja-o-video.html

No vídeo, o motociclista na contramão se choca com o ciclista que circulava corretamente próximo ao meio-fio.

O que causou este acidente? 

Muita gente dirá que o motociclista devia estar alcoolizado (e infelizmente a grande maioria de acidentes desse tipo é causado por álcool).

Mas não é possível descartar outras possibilidades.

O motociclista pode ter sofrido um mal súbito, como um AVC. 

Não existem estatísticas para esse tipo de causa, porque os sintomas, quando detectados, não podem ser diferenciados daqueles de uma consequência do acidente. 

Ou talvez o motociclista tenha dormido pilotando a moto (não seria o primeiro)

A imagem não permite comprovar, mas talvez ele tenha desviado de um motorista que não respeitou sua preferencial.

Somente a investigação poderá descobrir os motivos reais.

Mas se for realmente o álcool, cadeia é pouco.

Um abraço,

Jeff

segunda-feira, 11 de fevereiro de 2013

Justificando o injustificável


Caminhonete em alta velocidade bate em táxi num cruzamento e mata um passageiro.

Motorista da caminhonete faz o teste do bafômetro e o resultado dá 0,59 mg/l.

Só lembrando, o limite para não ser multado é de 0,05 mg/l e o limite para constituir crime de trânsito é de 0,34 mg/l

A advogada do ente causador do acidente afirmou que ele não estava em alta velocidade e disse que já está com os depoimentos para pedir a liberdade dele. 

Justificativa da advogada:

“Ele está bastante consternado, porque foi uma fatalidade. Lógico que ele não teve nenhuma intenção, ele não estava alcoolizado. O acidente ocorreu em razão de uma distração....

Ele foi plugar o celular, que tinha acabado a bateria, para ligar para a mãe dele, garantiu a advogada.

Coitadinho.... Que fatalidade... que rapaz mais bem intencionado... 

E essa advogada, que coraçãozinho mais puro...

Fatalidade o cacete!!!!

Infelizmente, enquanto se apelar para esse tipo de recurso para livrar da cadeia quem merece ir para a cadeia, este país continuará sendo a %&*@# que é.

Num país decente, um advogado decente declararia que seu advogado cliente se considera culpado para recorrer à pena mínima. 

Mas isso aqui é Brasil, e já virou tradição escarnecer, tripudiar, ridicularizar a justiça e a opinião pública.

"Tem que levar vantagem em tudo, certo?"

Os adeptos da lei de Gerson apelam a artifícios totalmente sem apoio dos fatos com o cinismo de quem sabe que não será punido por mentir descaradamente.

Justiça é um conceito abstrato, mas facilmente compreensível por todos. 

Defender uma causa como essa recorrendo a tais subterfúgios não constitui defesa da justiça, mas parceria no crime.

No mínimo, tentativa de encobrimento. 

Ou obstrução da verdadeira justiça.

Essa é a minha opinião.


Matéria completa aqui:

http://g1.globo.com/mato-grosso-do-sul/noticia/2013/02/video-mostra-caminhonete-atingindo-taxi-em-avenida-de-campo-grande.html

Referências para a quantidade de álcool no teste do bafômetro aqui:

http://g1.globo.com/politica/noticia/2013/01/contran-endurece-tolerancia-quem-flagrado-dirigindo-apos-beber.html

domingo, 20 de janeiro de 2013

Oh, the humanity!

Fonte: http://www.thehistoryblog.com/archives/11531

Hoje foi dia (cacófato intencional) que eu não devia ter saído para dar uma volta.

Logo no trevo embaixo da BR, dou de cara com um cidadão que pensa que estamos em Londres e resolve fazer o retorno pela contramão. 

Era ele ou eu, atravessei a moto na frente dele e ele teve que voltar de ré. 

Esse foi o número 1. 

O número 2 foi outro cidadão trafegando pela contramão. Avançou 100 metros e parou do meu lado sobre a calçada.

Tasquei-lhe um CONTRAMÃO, TIO!!!! na orelha, ele sorriu e disse... obrigado!

Vinha eu (ui!) filosofando sobre como é perigoso sair na hora do almoço de domingo por estas bandas, onde o pessoal costuma chapar o coco, costume herdado de outra época, quando não havia o trânsito que existe hoje, momento em que mais um cidadão quase perde o controle do carro na curva.

Esse foi o coco chapado número 3.

Parei na padaria para tomar um suco de laranja (sério, não bebo nada quando piloto), porque o dia começou pesado.

Foi aí que ocorreu o evento número 4, motivo desta postagem.

Ao sair da padaria, atravesso o cruzamento e viro à esquerda. O único trânsito era uma motonetinha lilás vindo lá na outra quadra. 

Cruzo a rua e percebo que a motonetinha era ocupada por duas garotas e estava em alta velocidade, incompatível com aquela rua. 

Deviam estar a uns 70 km/h numa rua sinalizada para 40 km/h.

Mas não houve nenhum risco de acidente, cruzei na frente delas e quando alinhei a moto de frente para elas, ainda estavam a uns 50 metros de mim.

Pois esses 50 metros ambas as duas moçoilas passaram me xingando. E continuaram me xingando. Devem estar me xingando até agora.

Eu entenderia a reação delas se eu estivesse num carro, caminhão, ônibus, semirreboque ou bitrem.

Mas Jezebel é tão curtinha... e nós estávamos tão longe...

Foi nesse instante que me veio na cabeça o título da postagem de hoje.

Duas meninas tão novas, tão cheias de vida, e tão candidatas a virarem estatística...

Oh, the humanity....

Um abraço,

Jeff