Notícia publicada no G1 semana passada:
O vídeo mostra o caminhão totalmente na contramão:
Vídeo e reportagem: https://g1.globo.com/sp/itapetininga-regiao/noticia/2020/02/26/motociclista-morre-apos-bater-de-frente-com-caminhao-em-rodovia-de-paranapanema.ghtml
O vídeo finaliza com a frase "As causas do acidente ainda serão investigadas".
Ao ver a cena você não se conforma e junto com todo mundo grita "caminhão na contramão, o motorista é culpado, lincha, lincha!" — e o perigo nessa hora é o pessoal se empolgar e cometer uma tremenda injustiça.
Será mesmo que o acidente aconteceu por causa do motorista do caminhão?
O que você nota ao ver a moto envolvida no acidente?
Imagem e reportagem: https://g1.globo.com/sp/itapetininga-regiao/noticia/2020/02/26/motociclista-morre-apos-bater-de-frente-com-caminhao-em-rodovia-de-paranapanema.ghtml
Frente totalmente destruída e roda traseira quebrada, certo?
Ora, a frente foi destruída no impacto com o caminhão, mas e a roda traseira?
A roda traseira não bateu contra o caminhão, nada ao redor dela bateu — o escapamento está inteiro, a rabeta está inteira.
Todo o lado posterior da moto está bem preservado, então me parece pouco provável que essa roda tenha se quebrado durante a batida. Pode até ser, mas...
Imagem e reportagem: https://g1.globo.com/sp/itapetininga-regiao/noticia/2020/02/26/motociclista-morre-apos-bater-de-frente-com-caminhao-em-rodovia-de-paranapanema.ghtml
A roda se quebrou no aro e também no raio, que mostra uma fratura do tipo frágil (instantânea e não por fadiga) em um local determinado — a roda não foi prensada entre a rabeta e o asfalto, senão ela estaria ovalizada.
Esse é um forte indício de uma pancada muito intensa e localizada — como o impacto contra a quina de um buraco profundo.
Buracos profundos costumam aparecer nas estradas em época de chuvas — estamos passando por uma temporada chuvosa sem precedentes e chovia no momento do acidente.
Buracos ficam cobertos de água suja e não permitem avaliar sua profundidade: o que parece uma poça inofensiva pode ser uma tremenda armadilha para motos.
Um cenário possível seria este (mas somente uma investigação do local e testemunhas poderão confirmar se esta suposição está correta):
Com a roda quebrada, o motociclista teria perdido o controle e a motocicleta começou a dançar na pista.
A moto teria desviado primeiro para a pista oposta, o motorista tentou desviar jogando o caminhão para a contramão, mas a moto sem controle inverteu a trajetória e aconteceu a colisão.
Invadir a contramão e retornar cruzando a pista, fazendo um S, é um comportamento típico de veículos desgovernados, como pode ser visto pelas marcas dos pneus de um carro que vinha na mão correta, perdeu o controle e capotou no acostamento:
Imagem e reportagem: https://planetafolha.com.br/11/01/2020/livramento-em-rolim-de-moura-familia-em-moto-escapa-da-morte-apos-carro-desgovernado-capotar-a-poucos-metros-de-distancia-na-ro-479/
Não se pode descartar que algo parecido tenha acontecido com a moto, por isso que as causas precisam ser investigadas.
Pessoalmente, sempre achei esse tipo de roda extremamente frágil para encarar nossas estradas esburacadas — até fiz uma postagem sobre isso em 2014.
É uma roda projetada para uso urbano, onde via de regra o asfalto é melhor conservado — pelo menos no Japão, onde a moto foi concebida — e as velocidades costumam ser mais baixas.
Naquela última viagem para Floripa em que o buraco na BR-116 quebrou o para-lama traseiro da Jezebel, a primeira coisa que fiz foi inspecionar as rodas — felizmente, a quina pegou na direção do raio e a roda aguentou o tranco.
Se tivesse batido na área entre os raios, o flange teria sido amassado, isso já aconteceu antes, mas uma vantagem da Kansas é usar câmara de ar, então o pneu não esvazia de repente.
Além disso, sua roda traseira é aro 16 polegadas (406 mm), então o espaçamento entre os centros dos raios é menor (255 mm).
Já o aro da suzuki Yes é de 18 polegadas (457 mm), por isso o espaçamento entre os centros dos raios é maior (287 mm).
Principalmente, a área da união entre raio e aro é menor na Yes, o que aumenta proporcionalmente o espaço vazio entre os raios — e quanto maior essa distância sem reforço, maior a fragilidade do aro:
Imagem: Roda traseira de Kansas (esquerda) e Yes (direita)
Na Yes, os raios são mais finos e vazados, e sua posição não ajuda a aceitar impactos — o raio da Kansas está na direção da compressão da pancada, enquanto o raio da Yes está na direção de dobramento, o que facilita sua quebra.
Pode ser um projeto bom para estradas do Japão e primeiro mundo, mas não é um projeto para as estradas do Brasil.
Em minha opinião, a roda traseira se quebrou ao passar por um buraco e causou a tragédia, mas sempre posso estar enganado. Todos nós sempre podemos estar enganados sobre tudo.
Então, tome consciência de que a primeira impressão de um acidente pode ser totalmente enganosa e não se precipite em acusar "culpados".
É para isso que servem as investigações.
Um abraço,
Jeff
Mostrando postagens com marcador Yes 125. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Yes 125. Mostrar todas as postagens
terça-feira, 3 de março de 2020
segunda-feira, 6 de fevereiro de 2017
O verdadeiro motivo para as suzuki fundirem o motor...
ATUALIZAÇÃO: Escrevi esta postagem sem um detalhe importante que passou despercebido... a suzuki entra em contradição no manual e induz a novos erros.
Fazer alterações nesta postagem resultaria em um texto muito confuso, então a postagem de hoje à tarde (08/02) esclarece esse assunto e aborda outros.
Peço a quem notar essa incoerência para ter um pouco de paciência, e leia as duas postagens antes de iniciar a chuva de críticas. Eu mereço.
Há uma crença generalizada entre os proprietários de suzuki de que seus motores podem e devem usar óleo 10W-40...
Não podem e não devem, mas essa crença é muito comum.
É um erro que dá grande prejuízo e vem sendo cada vez mais divulgado na internet...
E você sabe de onde veio essa crença?
Assista este vídeo que vale muito a pena, é uma aula sobre mecânica suzuki muito interessante:
Pois é...
A quantidade de motores suzuki fundidos que chegam até o mecânico que faz retífica de motores é tamanha que o autor de boa vontade fez um vídeo para alertar os proprietários sobre a causa que ele pensa ter encontrado.
Ele acredita que o desgaste prematuro da engrenagem da bomba de óleo ocorra devido ao uso de óleo inadequado..
À primeira vista, a explicação dele é convincente e não chega a ser incorreta — a engrenagem realmente não aguenta o trabalho para a qual foi projetada.
E a engrenagem girando em falso fará o motor fundir por falta de pressão de óleo, sem dúvida.
Mas o motivo para o desgaste da engrenagem não está na viscosidade do óleo, como explico ao longo do texto.
A convicção do pessoal de que as suzuki devem usar o "óleo correto" 10W-40 é tão forte que aos 04:45 ele afirma isso categoricamente...
Imagem: Vídeo acima https://www.youtube.com/watch?v=ah9XIlvbUVM aos 05:05.
Essa afirmação está completamente errada, mas não vou colocar a culpa nele.
Vou procurar o verdadeiro culpado, quem deu início a essa bagunça toda.
Pra começar, no que ele se baseou para falar isso?
De onde veio essa afirmação que ele faz com tanta certeza?
É difícil de acreditar, mas a origem desse 'erro' está em informações incorretas dadas pela própria suzuki...
SAE 10W-40... é isso que está gravado nas tampas de óleo dos motores da suzuki...
A suzuki passa uma informação incorreta para os proprietários.
A própria suzuki admite que essa informação está em contradição com o manual do proprietário:
Desculpa dada pela suzuki para usar uma tampa de óleo com viscosidade incorreta: http://minhaprimeiramoto.blogspot.com.br/2016/11/a-mentira-oficial-da-j-toledo-suzuki.html
Só que o próprio manual do proprietário publicado por ela TAMBÉM induz os proprietários a erro:
Imagem: Manual de proprietário da Intruder 125 enviada pelo leitor Rafael Machado
Percebeu?
Eu também não tinha percebido da primeira vez que olhei.
Veja o zoom:
Imagem: Detalhe da foto acima.
Entendeu qual é a mutreta?
A suzuki teve a cara de pau de publicar tabelas de viscosidade de óleos com o 'lamentável engano' de dar a entender que as viscosidades 10W-40 e 15W-40 também são aceitáveis...
Essa imagem é do manual da Intruder 125, mas a suzuki faz isso em todos os seus manuais...
Olha só o mesmo 'engano inocente' acontecendo no manual da GSR 150i:
Fonte: Manual do Proprietário de j toledo suzuki motos do Brasil da GSR 150i publicado na internet por POWERED Jaislan® Produções©
Entenda minha indignação:
Essas tabelas são mentirosas!!!!
Ao associar tipos diferentes na mesma linha, fica parecendo que os óleos 10W-40 e 15W-40 estão na mesma categoria de viscosidade e temperatura que os 10W-50 e 15W-50, né?
E parece que podem ser usados até acima de 40°C, indiferentemente, não parece?
É MENTIRA!!!
Uma tabela de viscosidade de verdade mostra o oposto, esses óleos tipo 40 não atingem a mesma temperatura recomendada que os do tipo 50 — não podem ser usados um no lugar do outro!
Nem mesmo as temperaturas mínima e máxima são iguais:
Imagem: http://www.lubrificantes.net/esp-003.htm
Colocar dois tipos diferentes de óleo na mesma faixa de uso como se fossem equivalentes serve somente para que os proprietários estraguem seus motores...
A suzuki criou uma tabela irreal e divulgou uma informação enganosa.
O mecânico autor do vídeo é mais uma vítima da estratégia das montadoras (intencional ou não — você sabe a minha opinião) de confundir a cabeça dos proprietários.
Apesar de a própria suzuki NÃO RECOMENDAR EXPLICITAMENTE outro óleo que não o 20W-50 ou 15W-50 no próprio manual:
Fonte: Manual do Proprietário de j toledo suzuki motos do Brasil da GSR 150i publicado na internet por POWERED Jaislan® Produções©
E nem quando questionada especificamente a respeito...
Imagem: http://minhaprimeiramoto.blogspot.com.br/2016/11/a-mentira-oficial-da-j-toledo-suzuki.html
... mas as pessoas se baseiam muito em informação visual.
E uma coisa que chama muita atenção no manual é a tabela que no Brasil nem precisaria mencionar o 10W-40, mas menciona.
O principal motivo para os proprietários se deixarem enganar pela suzuki é este aqui:
A maldita tampa de abastecimento de óleo que a suzuki coloca em suas motos com a informação incorreta 10W-40 gravada para todo mundo ver...
Imagem: http://minhaprimeiramoto.blogspot.com.br/2016/11/a-mentira-oficial-da-j-toledo-suzuki.html
Tá vendo o que dá publicar informações erradas e contraditórias nos seus manuais e nas suas peças, dona suzuki?
Tá vendo o que dá fazer as coisas sem respeitar o Código de Defesa do Consumidor — que obriga os fabricantes a divulgarem informações corretas sob as penas da lei?
Resultado:
Agora tem muita gente fundindo o motor porque usa o óleo errado pensando que está usando o óleo certo...
É culpa dos proprietários que encontram informações erradas em suas motos e seus manuais?
É culpa de pessoas que querem esclarecer o assunto com vídeos na internet com base nas motos e seus manuais?
Este vídeo é excelente para comprovar o que sempre digo:
Os fabricantes "se descuidam" de "detalhes insignificantes" da literatura técnica e acabam passando informações que diminuem a vida útil dos motores...
O vídeo também é uma ótima aula sobre a mecânica das suzuki de baixa cilindrada, e mostra um detalhe interessantíssimo:
Imagem: Vídeo acima https://www.youtube.com/watch?v=ah9XIlvbUVM aos 01:50.
A engrenagem de acionamento da bomba de óleo é de plástico...
Dona suzuki, me diz uma coisa:
Essa engrenagem precisava mesmo ser de plástico?
Porque se fosse de aço, dona suzuki, durava muito mais tempo, né?
E aguentava fazer muito mais força...
Essa engrenagem se desgasta não é porque os proprietários usam óleo mais viscoso do que deveriam...
Essa engrenagem se desgasta porque foi projetada para ser barata e ter uma vida útil reduzida.
A senhora sabe, dona suzuki, que essa engrenagem se desgastando, o motor funde e o dono não tem como antecipar, só abrindo o motor periodicamente...
Por causa dessa economiazinha tosca aí, o prejuízo é enorme — para os proprietários...
Mas para a senhora, dona suzuki, dá um lucro danado, né?
Ah, bons tempos aqueles em que as coisas eram feitas para durar...
Hoje colocam plástico em elementos que não poderiam ser de plástico... qual a desculpa?
Deixar a moto mais leve?
Esse uso do plástico em um componente importante como esse não aliviou 100 gramas do peso da moto...
E deve ter reduzido o custo de fabricação em uns 10 reais.
Então, proprietário de suzuki, não seja trouxa de ficar usando óleo 10W-40 e confiar cegamente nas boas intenções dos fabricantes:
Fique de olho no estado dessa engrenagem para não ter uma perda total ou quase total do motor por causa de um projeto feito para não durar.
E use o óleo correto, não se deixe tapear pelas artimanhas usadas para te induzir ao erro.
O óleo certo para sua suzuki no Brasil é o 20W-50 ou 15W-50, não tem conversa. O número com W não é significativo porque indica a viscosidade em condições de temperatura abaixo de zero.
Como prolongar a vida útil dessa engrenagem de plástico?
1) Você sabe que plásticos e altas temperaturas não combinam — todo plástico perde resistência com o calor, mesmo os plásticos de engenharia usados em motores.
O que você pode fazer para manter uma temperatura um pouco menos elevada dentro do seu motor é usar a quantidade correta de óleo.
Não caia no conto da quantidade, o certo é manter o nível certo complementando o óleo até chegar no nível correto — e para isso você precisa usar mais óleo que a quantidade escrita no manual.
Ao trabalhar com a quantidade certa de óleo, o motor não se aquece tanto, aquela engrenagem não se aquece tanto, os dentes daquela engrenagem não amolecem e se desgastam tanto...
Entendeu agora porque é tão importante manter o nível de óleo correto?
2) Você sabe que plásticos e abrasivos não combinam — plásticos são lixados com muito mais facilidade que aço e bronze.
Entendeu agora porque é tão importante fazer a troca do óleo e filtro em intervalos que não permitam o acúmulo de contaminantes que irão lixar sua engrenagem de plástico?
Intervalos menores que as quilometragens absurdas que os fabricantes adoram recomendar?
No caso das suzuki, isso foi provado e comprovado de todas as maneiras...
A menos que você queira se tornar freguês de oficina.
Um abraço,
Jeff
PS:
Descobri mais esses macetes graças aos leitores Rafael Machado, que me encaminhou uma dúvida sobre o manual da Intruder, e Pedra Veloz, que me encaminhou este vídeo... muito obrigado a ambos!!!
Cada vez mais a participação de leitores conscientes tem contribuído para que mais informações corretas sejam divulgadas e se esclareçam de uma vez por todas as mazelas de um mercado mal acostumado a ganhar dinheiro explorando seus consumidores de maneira absolutamente condenável.
Fazer alterações nesta postagem resultaria em um texto muito confuso, então a postagem de hoje à tarde (08/02) esclarece esse assunto e aborda outros.
Peço a quem notar essa incoerência para ter um pouco de paciência, e leia as duas postagens antes de iniciar a chuva de críticas. Eu mereço.
Há uma crença generalizada entre os proprietários de suzuki de que seus motores podem e devem usar óleo 10W-40...
Não podem e não devem, mas essa crença é muito comum.
É um erro que dá grande prejuízo e vem sendo cada vez mais divulgado na internet...
E você sabe de onde veio essa crença?
Assista este vídeo que vale muito a pena, é uma aula sobre mecânica suzuki muito interessante:
Pois é...
A quantidade de motores suzuki fundidos que chegam até o mecânico que faz retífica de motores é tamanha que o autor de boa vontade fez um vídeo para alertar os proprietários sobre a causa que ele pensa ter encontrado.
Ele acredita que o desgaste prematuro da engrenagem da bomba de óleo ocorra devido ao uso de óleo inadequado..
À primeira vista, a explicação dele é convincente e não chega a ser incorreta — a engrenagem realmente não aguenta o trabalho para a qual foi projetada.
E a engrenagem girando em falso fará o motor fundir por falta de pressão de óleo, sem dúvida.
Mas o motivo para o desgaste da engrenagem não está na viscosidade do óleo, como explico ao longo do texto.
A convicção do pessoal de que as suzuki devem usar o "óleo correto" 10W-40 é tão forte que aos 04:45 ele afirma isso categoricamente...
Imagem: Vídeo acima https://www.youtube.com/watch?v=ah9XIlvbUVM aos 05:05.
Essa afirmação está completamente errada, mas não vou colocar a culpa nele.
Vou procurar o verdadeiro culpado, quem deu início a essa bagunça toda.
Pra começar, no que ele se baseou para falar isso?
De onde veio essa afirmação que ele faz com tanta certeza?
É difícil de acreditar, mas a origem desse 'erro' está em informações incorretas dadas pela própria suzuki...
SAE 10W-40... é isso que está gravado nas tampas de óleo dos motores da suzuki...
A suzuki passa uma informação incorreta para os proprietários.
A própria suzuki admite que essa informação está em contradição com o manual do proprietário:
Desculpa dada pela suzuki para usar uma tampa de óleo com viscosidade incorreta: http://minhaprimeiramoto.blogspot.com.br/2016/11/a-mentira-oficial-da-j-toledo-suzuki.html
Só que o próprio manual do proprietário publicado por ela TAMBÉM induz os proprietários a erro:
Imagem: Manual de proprietário da Intruder 125 enviada pelo leitor Rafael Machado
Percebeu?
Eu também não tinha percebido da primeira vez que olhei.
Veja o zoom:
Imagem: Detalhe da foto acima.
Entendeu qual é a mutreta?
A suzuki teve a cara de pau de publicar tabelas de viscosidade de óleos com o 'lamentável engano' de dar a entender que as viscosidades 10W-40 e 15W-40 também são aceitáveis...
Essa imagem é do manual da Intruder 125, mas a suzuki faz isso em todos os seus manuais...
Olha só o mesmo 'engano inocente' acontecendo no manual da GSR 150i:
Fonte: Manual do Proprietário de j toledo suzuki motos do Brasil da GSR 150i publicado na internet por POWERED Jaislan® Produções©
Entenda minha indignação:
Essas tabelas são mentirosas!!!!
Ao associar tipos diferentes na mesma linha, fica parecendo que os óleos 10W-40 e 15W-40 estão na mesma categoria de viscosidade e temperatura que os 10W-50 e 15W-50, né?
E parece que podem ser usados até acima de 40°C, indiferentemente, não parece?
É MENTIRA!!!
Uma tabela de viscosidade de verdade mostra o oposto, esses óleos tipo 40 não atingem a mesma temperatura recomendada que os do tipo 50 — não podem ser usados um no lugar do outro!
Nem mesmo as temperaturas mínima e máxima são iguais:
Imagem: http://www.lubrificantes.net/esp-003.htm
Colocar dois tipos diferentes de óleo na mesma faixa de uso como se fossem equivalentes serve somente para que os proprietários estraguem seus motores...
A suzuki criou uma tabela irreal e divulgou uma informação enganosa.
O mecânico autor do vídeo é mais uma vítima da estratégia das montadoras (intencional ou não — você sabe a minha opinião) de confundir a cabeça dos proprietários.
Apesar de a própria suzuki NÃO RECOMENDAR EXPLICITAMENTE outro óleo que não o 20W-50 ou 15W-50 no próprio manual:
Fonte: Manual do Proprietário de j toledo suzuki motos do Brasil da GSR 150i publicado na internet por POWERED Jaislan® Produções©
Imagem: http://minhaprimeiramoto.blogspot.com.br/2016/11/a-mentira-oficial-da-j-toledo-suzuki.html
... mas as pessoas se baseiam muito em informação visual.
E uma coisa que chama muita atenção no manual é a tabela que no Brasil nem precisaria mencionar o 10W-40, mas menciona.
O principal motivo para os proprietários se deixarem enganar pela suzuki é este aqui:
A maldita tampa de abastecimento de óleo que a suzuki coloca em suas motos com a informação incorreta 10W-40 gravada para todo mundo ver...
Imagem: http://minhaprimeiramoto.blogspot.com.br/2016/11/a-mentira-oficial-da-j-toledo-suzuki.html
Tá vendo o que dá publicar informações erradas e contraditórias nos seus manuais e nas suas peças, dona suzuki?
Tá vendo o que dá fazer as coisas sem respeitar o Código de Defesa do Consumidor — que obriga os fabricantes a divulgarem informações corretas sob as penas da lei?
Resultado:
Agora tem muita gente fundindo o motor porque usa o óleo errado pensando que está usando o óleo certo...
É culpa dos proprietários que encontram informações erradas em suas motos e seus manuais?
É culpa de pessoas que querem esclarecer o assunto com vídeos na internet com base nas motos e seus manuais?
Este vídeo é excelente para comprovar o que sempre digo:
Os fabricantes "se descuidam" de "detalhes insignificantes" da literatura técnica e acabam passando informações que diminuem a vida útil dos motores...
O vídeo também é uma ótima aula sobre a mecânica das suzuki de baixa cilindrada, e mostra um detalhe interessantíssimo:
Imagem: Vídeo acima https://www.youtube.com/watch?v=ah9XIlvbUVM aos 01:50.
A engrenagem de acionamento da bomba de óleo é de plástico...
Dona suzuki, me diz uma coisa:
Essa engrenagem precisava mesmo ser de plástico?
Porque se fosse de aço, dona suzuki, durava muito mais tempo, né?
E aguentava fazer muito mais força...
Essa engrenagem se desgasta não é porque os proprietários usam óleo mais viscoso do que deveriam...
Essa engrenagem se desgasta porque foi projetada para ser barata e ter uma vida útil reduzida.
A senhora sabe, dona suzuki, que essa engrenagem se desgastando, o motor funde e o dono não tem como antecipar, só abrindo o motor periodicamente...
Por causa dessa economiazinha tosca aí, o prejuízo é enorme — para os proprietários...
Mas para a senhora, dona suzuki, dá um lucro danado, né?
Ah, bons tempos aqueles em que as coisas eram feitas para durar...
Hoje colocam plástico em elementos que não poderiam ser de plástico... qual a desculpa?
Deixar a moto mais leve?
Esse uso do plástico em um componente importante como esse não aliviou 100 gramas do peso da moto...
E deve ter reduzido o custo de fabricação em uns 10 reais.
Então, proprietário de suzuki, não seja trouxa de ficar usando óleo 10W-40 e confiar cegamente nas boas intenções dos fabricantes:
Fique de olho no estado dessa engrenagem para não ter uma perda total ou quase total do motor por causa de um projeto feito para não durar.
E use o óleo correto, não se deixe tapear pelas artimanhas usadas para te induzir ao erro.
O óleo certo para sua suzuki no Brasil é o 20W-50 ou 15W-50, não tem conversa. O número com W não é significativo porque indica a viscosidade em condições de temperatura abaixo de zero.
Como prolongar a vida útil dessa engrenagem de plástico?
1) Você sabe que plásticos e altas temperaturas não combinam — todo plástico perde resistência com o calor, mesmo os plásticos de engenharia usados em motores.
O que você pode fazer para manter uma temperatura um pouco menos elevada dentro do seu motor é usar a quantidade correta de óleo.
Não caia no conto da quantidade, o certo é manter o nível certo complementando o óleo até chegar no nível correto — e para isso você precisa usar mais óleo que a quantidade escrita no manual.
Ao trabalhar com a quantidade certa de óleo, o motor não se aquece tanto, aquela engrenagem não se aquece tanto, os dentes daquela engrenagem não amolecem e se desgastam tanto...
Entendeu agora porque é tão importante manter o nível de óleo correto?
2) Você sabe que plásticos e abrasivos não combinam — plásticos são lixados com muito mais facilidade que aço e bronze.
Entendeu agora porque é tão importante fazer a troca do óleo e filtro em intervalos que não permitam o acúmulo de contaminantes que irão lixar sua engrenagem de plástico?
Intervalos menores que as quilometragens absurdas que os fabricantes adoram recomendar?
No caso das suzuki, isso foi provado e comprovado de todas as maneiras...
A menos que você queira se tornar freguês de oficina.
Um abraço,
Jeff
PS:
Descobri mais esses macetes graças aos leitores Rafael Machado, que me encaminhou uma dúvida sobre o manual da Intruder, e Pedra Veloz, que me encaminhou este vídeo... muito obrigado a ambos!!!
Cada vez mais a participação de leitores conscientes tem contribuído para que mais informações corretas sejam divulgadas e se esclareçam de uma vez por todas as mazelas de um mercado mal acostumado a ganhar dinheiro explorando seus consumidores de maneira absolutamente condenável.
domingo, 18 de outubro de 2015
suzuki e seus jogos de letras e números
Olha como são as coisas:
Naquele dia em que estive no estacionamento da UFSC e descobri aquelas tretas da honda com a Bros e a Lead, por coincidência havia duas suzys estacionadas uma do lado da outra.
Pude comparar muito bem uma Yes 125 com uma GSR 150, e uma coisa me chamou a atenção e me deixou cabreiro...
Verifique você mesmo e tente encontrar uma razão lógica para isso:
Alguém me explique por favor como é que pode o motor 125 da Yes, de carcaça visivelmente menor, como pode ele pedir mais óleo (1100 ml) do que o grandalhão motor 150 com balanceiro (1000 ml) da GSR?
Ou melhor dizendo:
Como é possível que caiba menos óleo no motor com carcaça maior da GSR do que cabe no motor de carcaça bem menor da Yes?
Os valores estão gravados nas carcaças para quem quiser ver.
Se você tiver a oportunidade, compare os dois lado a lado como eu fiz.
E não pense que a causa esteja na sexta marcha: se ela ocupa mais espaço, em compensação há um vão maior para o balanceiro.
Acho que isso ajuda bem a entender a denúncia feita pelo leitor Guto nesta outra postagem.
Só lembrando para quem não leu, a suzuki diz que o motor da GSR 150 pede apenas 1000 ml de óleo, conforme está no manual e na gravação da carcaça, mas as concessionárias honestas entregam a moto com 1,5 litro de óleo — meio litro de óleo a mais — e essa é a quantidade certa para esse motor.
Fazendo corretamente o procedimento descrito no manual para medição e troca do óleo, você é obrigado a colocar 1,5 litro de óleo para atingir o nível superior da vareta medidora.
É aquele truque de dizer uma coisa e fazer outra: enquanto o cliente não está olhando, eles colocam a quantidade certa sem ele saber — depois que o cliente parar de levar na concessionária, o cliente começa a estragar o motor colocando menos óleo do que o necessário.
Concessionárias que não fazem isso vêm os clientes fundindo o motor antes do fim da garantia, o que acaba pegando muito mal para a imagem da fabricante — né, dona honda? né, dona dafra?
A suzuki fornece a maior prova concreta dessa prática nefasta utilizada por todas* as fabricantes de fornecer informações enganosas quanto à quantidade de óleo do motor.
Uma coisa é ter um procedimento confuso no manual, que requer interpretação. E outra é ter a carcaça gravada com uma quantidade incorreta.
A gravação na carcaça será a referência utilizada pelo proprietário na hora de trocar o óleo — gravar uma quantidade insuficiente só servirá para induzir o proprietário a erro.
Estou errado, dona suzuki?
Ou a senhora consegue explicar qual a vantagem de gravar um número que não serve para nada, a não ser indicar a quantidade mínima insuficiente de óleo a ser colocada na carcaça?
Não seria melhor gravar a quantidade correta de óleo para que o proprietário mantivesse a moto sempre bem lubrificada e não a estragasse pelo uso contínuo com óleo abaixo do nível mínimo?
Mas aí não ia vender peças caras, nem serviço de retífica, e o pessoal ia demorar mais para comprar moto nova, né dona suzuki?
Acho que entendi o motivo de gravar uma informação inútil... ela só é inútil para o dono da moto, né dona suzuki?
E enquanto eu pesquisava uma imagem para ilustrar uma postagem antiga sobre a suzuki GSR 150i, encontrei esta denúncia antiga no bestriders, a qual vim adiando a publicação até hoje:
Denúncia: http://www.bestriders.com.br/suzuki-gsr-150-nada-mais-e-que-uma-yes-reformulada/
Leia a denúncia na íntegra neste link.
Vale a pena comentar o assunto para você ver como o consumidor brasileiro é feito de otário por todo mundo, não escapa ninguém.
Há muitos anos a j. toledo suzuki comercializa o modelo Yes 125. E em 2011 lançou a "nova" GSR150i com câmbio de seis marchas e injeção eletrônica.
Mas olha só que coisa...
Esta é a GSR150i brasileira:
Basicamente, uma Yes com câmbio de 6 marchas e injeção eletrônica.
E ela é quase xará desta outra moto, a GS150R vendida no resto do mundo:
Notou a diferençazinha?
Um modelo que não é mais comercializado no resto do mundo é despejado em nosso país no lugar de um outro, mais moderno — mas com o nome quase igual.
Mais ou menos como se a vw colocasse farol esportivo no fusquinha e passasse a vendê-lo com o nome de vwGol Golf Golfe.
Imagem: http://omelhorlugardomundo.loveblog.com.br/231156/FUSCA-FAROL-TRI/
Até quando as montadoras brasileiras de motos permanecerão na vanguarda do atraso?
A denúncia do bestriders é de 2011.
Estamos em 2015 e a suzuki continua vendendo os mesmos produtos, não foi uma medida transitória rumo a um modelo mais moderno.
A propósito, no início de agosto de 2015 esse modelo mais bonito e moderno era comercializado na Índia pelo equivalente a 4518 reais com o câmbio da época antes do estouro do dólar.
Enquanto isso, nós no Brasil só vemos modelos como essa moto indiana da suzuki em novela.
Filmada no exterior.
Um abraço,
Jeff
Naquele dia em que estive no estacionamento da UFSC e descobri aquelas tretas da honda com a Bros e a Lead, por coincidência havia duas suzys estacionadas uma do lado da outra.
Pude comparar muito bem uma Yes 125 com uma GSR 150, e uma coisa me chamou a atenção e me deixou cabreiro...
Verifique você mesmo e tente encontrar uma razão lógica para isso:
Alguém me explique por favor como é que pode o motor 125 da Yes, de carcaça visivelmente menor, como pode ele pedir mais óleo (1100 ml) do que o grandalhão motor 150 com balanceiro (1000 ml) da GSR?
Ou melhor dizendo:
Como é possível que caiba menos óleo no motor com carcaça maior da GSR do que cabe no motor de carcaça bem menor da Yes?
Os valores estão gravados nas carcaças para quem quiser ver.
Se você tiver a oportunidade, compare os dois lado a lado como eu fiz.
E não pense que a causa esteja na sexta marcha: se ela ocupa mais espaço, em compensação há um vão maior para o balanceiro.
Acho que isso ajuda bem a entender a denúncia feita pelo leitor Guto nesta outra postagem.
Só lembrando para quem não leu, a suzuki diz que o motor da GSR 150 pede apenas 1000 ml de óleo, conforme está no manual e na gravação da carcaça, mas as concessionárias honestas entregam a moto com 1,5 litro de óleo — meio litro de óleo a mais — e essa é a quantidade certa para esse motor.
Fazendo corretamente o procedimento descrito no manual para medição e troca do óleo, você é obrigado a colocar 1,5 litro de óleo para atingir o nível superior da vareta medidora.
É aquele truque de dizer uma coisa e fazer outra: enquanto o cliente não está olhando, eles colocam a quantidade certa sem ele saber — depois que o cliente parar de levar na concessionária, o cliente começa a estragar o motor colocando menos óleo do que o necessário.
Concessionárias que não fazem isso vêm os clientes fundindo o motor antes do fim da garantia, o que acaba pegando muito mal para a imagem da fabricante — né, dona honda? né, dona dafra?
A suzuki fornece a maior prova concreta dessa prática nefasta utilizada por todas* as fabricantes de fornecer informações enganosas quanto à quantidade de óleo do motor.
*que eu tenho conhecimento até agora
Enquanto todos divulgam informações ambíguas apenas no manual do proprietário, e podem usar a desculpa de que o leitor não leu o procedimento completo escrito no manual, qual a desculpa da suzuki para gravar uma quantidade insuficiente de óleo na carcaça do motor?Uma coisa é ter um procedimento confuso no manual, que requer interpretação. E outra é ter a carcaça gravada com uma quantidade incorreta.
A gravação na carcaça será a referência utilizada pelo proprietário na hora de trocar o óleo — gravar uma quantidade insuficiente só servirá para induzir o proprietário a erro.
Estou errado, dona suzuki?
Ou a senhora consegue explicar qual a vantagem de gravar um número que não serve para nada, a não ser indicar a quantidade mínima insuficiente de óleo a ser colocada na carcaça?
Não seria melhor gravar a quantidade correta de óleo para que o proprietário mantivesse a moto sempre bem lubrificada e não a estragasse pelo uso contínuo com óleo abaixo do nível mínimo?
Mas aí não ia vender peças caras, nem serviço de retífica, e o pessoal ia demorar mais para comprar moto nova, né dona suzuki?
Acho que entendi o motivo de gravar uma informação inútil... ela só é inútil para o dono da moto, né dona suzuki?
E enquanto eu pesquisava uma imagem para ilustrar uma postagem antiga sobre a suzuki GSR 150i, encontrei esta denúncia antiga no bestriders, a qual vim adiando a publicação até hoje:
Denúncia: http://www.bestriders.com.br/suzuki-gsr-150-nada-mais-e-que-uma-yes-reformulada/
Leia a denúncia na íntegra neste link.
Vale a pena comentar o assunto para você ver como o consumidor brasileiro é feito de otário por todo mundo, não escapa ninguém.
Há muitos anos a j. toledo suzuki comercializa o modelo Yes 125. E em 2011 lançou a "nova" GSR150i com câmbio de seis marchas e injeção eletrônica.
Mas olha só que coisa...
Esta é a GSR150i brasileira:
Basicamente, uma Yes com câmbio de 6 marchas e injeção eletrônica.
E ela é quase xará desta outra moto, a GS150R vendida no resto do mundo:
Notou a diferençazinha?
Um modelo que não é mais comercializado no resto do mundo é despejado em nosso país no lugar de um outro, mais moderno — mas com o nome quase igual.
Mais ou menos como se a vw colocasse farol esportivo no fusquinha e passasse a vendê-lo com o nome de vw
Imagem: http://omelhorlugardomundo.loveblog.com.br/231156/FUSCA-FAROL-TRI/
Até quando as montadoras brasileiras de motos permanecerão na vanguarda do atraso?
A denúncia do bestriders é de 2011.
Estamos em 2015 e a suzuki continua vendendo os mesmos produtos, não foi uma medida transitória rumo a um modelo mais moderno.
A propósito, no início de agosto de 2015 esse modelo mais bonito e moderno era comercializado na Índia pelo equivalente a 4518 reais com o câmbio da época antes do estouro do dólar.
Enquanto isso, nós no Brasil só vemos modelos como essa moto indiana da suzuki em novela.
Filmada no exterior.
Um abraço,
Jeff
Assinar:
Postagens (Atom)





















