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segunda-feira, 7 de agosto de 2017

Tabela da mobil que prova a fraude contra os proprietários

Esta tabela publicada pela mobil é a prova cabal da fraude cometida por fabricantes contra seus clientes — no mínimo, de duas delas.

A mobil teve a melhor das boas intenções, coitadinha, mas foi ingênua de acreditar no que as fabricantes falam... tsc, tsc.

Quem mandou não conferir antes de assinar a tabela, né?

Nesta imagem eu selecionei dois modelos praticamente idênticos em termos de motor, a dafra Kansas 150 e a kasinski Mirage 150:

A fabricante original das duas motos é a chinesa zongshen, que tentou entrar no Brasil comprando e usando a marca da rede kasinski.

Duas motos usando praticamente o mesmo motor, exceto pequenos detalhes (veja as postagens comparativas O jogo das diferenças - parte 1 e parte 2).

Você notou as incoerências?

Eu amplio para você ver:

A dafra recomenda o uso de apenas 1,0 litro de óleo e não especifica quantidade quando da troca do filtro.

Já a zongshen kasinski, que é a mãe das duas crianças, não tem desculpa para errar, certo?

Mas ela também recomenda o uso de 1,0 litro de óleo, e 1,4 litro de óleo apenas nas trocas de óleo com troca do filtro.

Detalhe interessante:

NENHUMA DESSAS MOTOS TEM FILTRO PARA SER TROCADO.

Ambas usam filtro de óleo centrífugo, igual à CG.

A quantidade de óleo na troca é sempre a mesma nas duas motos.

E como sou proprietário de uma Kansas, posso afirmar sem nenhuma dúvida:

A dafra mente quando afirma que é apenas 1,0 litro de óleo, o correto para chegar ao nível recomendado na Kansas 150 é 1,4 litro — sempre.

A zongshen kasinski mentiu (porque saiu do mercado) quando afirmou que é apenas 1,0 litro de óleo, o correto para chegar ao nível recomendado na Mirage 150 é 1,4 litro — sempre.

Nem preciso dizer que a zongshen kasinski mentiu e mentiu feio quando disse que 1,4 litro de óleo é somente na troca do filtro — em uma moto que não usa filtro descartável.

E a mobil, coitada, acabou se tornando responsável pela divulgação de uma tabela com erros grosseiros perpetrados pelas fabricantes...

Você proprietário notou outra coisa?

O mesmo óleo que a dafra recomenda para troca a cada 1.000 1.500 km, a zongshen kasinski recomendou para 3.000 km.

Motores idênticos, mesmo regime de trabalho, mesma tecnologia, e o mesmo óleo dura três duas vezes mais em uma do que na outra...

Alguém está soltando uma mentira deslavada... e por incrível que pareça, desta vez não é a dafra.

Ops, não se pode elogiar... só vi agora. 

A dafra recomenda o uso para 1.500 km e não 1.000 km, como eu havia dito. 

Mas o fato é que o motorzinho sofre quando o óleo chega a 1.200 km até com motul, não dá para passar de 1.000 km com óleo mineral não...

mobil, vocês que entendem do assunto, expliquem essa pra gente...

Vocês concordaram com esse critério diferente para dois motores praticamente idênticos da mesma fabricante, mas com montadoras diferentes?

Mas quem entende de óleo não são vocês, dona mobil?

Como é que a senhora não alertou a kasinski que 3.000 km para óleo mineral não dava não, dona mobil?

O problema, dona mobil, é que alguém está mentindo e a senhora está assinando embaixo...

Isso acaba pegando muito mal para a senhora, dona mobil.

Afinal, é o seu nome que aparece com destaque na foto:

Dona mobil, se eu fosse a senhora, processava essas fabricantes que fornecem informações enganadoras em seus manuais de proprietário...

Senão a senhora e o seu óleo é que vão acabar levando a culpa, dona mobil...

Aliás, se eu fosse a mobil faria uma conferência em todos os modelos de todas as fabricantes e comprovaria que todas elas fazem isso, dona mobil.

Indicam uma quantidade que não é suficiente, causando prejuízo aos proprietários.

E processava todo mundo, porque o pessoal acaba colocando menos óleo do que deve — conforme a tabela da mobil — e depois acaba falando mal do seu óleo, dona mobil...

A mobil processando todas as fabricantes seria um espetáculo e tanto...
Imagem: http://pixar.wikia.com/wiki/Flaming_Death

Um abraço,
Jeff

sexta-feira, 5 de maio de 2017

O preconceito burro do brasileiro contra motos chinesas e indianas

Hoje encontrei por acaso o site de um "fabricante" inglês de motos, a lexmoto.

E aí dei de cara com este modelo nosso velho conhecido:
Imagem: http://www.lexmoto.co.uk/

Reconheceu?

É a nossa dafra Horizon 150 (com motor 125), que apesar de a dafra dizer aos quatro ventos que é fabricada pela sul coreana daelim, na verdade é fabricada pela chinesa zongshen, a mesma que fabricou a Kansas. Para conhecer a salada toda, leia a postagem A dafra e seu marketing criativo pelos motivos errados — a história da Kansas chinesa chamada Horizon 150 no Brasil.

O que me chamou a atenção foi o destaque:

"Oferecendo qualidade de construção superior de um fabricante associado com a Harley-Davidson"...

Que papagaiada é essa?, pensei.

Desde quando a zongshen é associada com a H-D?

Bom, para minha surpresa, desde 2009...
Reportagem: http://www.motorcyclecruiser.com/harley-davidson-takes-aim-at-chinese-motorcycle-market

Parceria desde 2009.

Mas o preconceituoso mercado brasileiro rejeitou a zongshen por estas bandas.

Evitou comprar as motos deles quando se instalaram por aqui em 2009 comprando a kasinski.

Não compraram motos da zongshen kasinski porque "honda é honda"...

E nós perdemos a chance de contar diretamente com um fabricante desse gabarito devido à ideia preconcebida de que "moto chinesa não presta".

Azar nosso, porque para os americanos da harley-davidson, presta a ponto de eles colocarem o nome deles na parceria.

Outro fabricante de gabarito mundial que poderia estar atuando diretamente aqui no Brasil é a indiana tvs, fabricante da dafra Apache.

Quem não teve preconceito de se associar com eles foi a alemã bmw:
Imagem e reportagem: https://www.indiacarnews.com/news/the-k03-300cc-will-be-the-1st-tvs-bmw-bike-in-india-8037/

Mas o brasileiro esnobou a "moto feita na Índia", a Apache vendeu pouco apesar de suas inúmeras qualidades, e os indianos não vieram diretamente para cá.

Perdemos a chance de ter no Brasil motos como a Apache 250:
Imagem e reportagem: http://www.upcomingbikesindia.com/2016/tvs-apache-250-rtr/


Por não conhecer nada do mundo lá fora, o Brasil esnoba fabricantes e fica fiel às mesmas empresas que sempre o apunhalaram pelas costas.

Vamos ver qual será a reação do mercado brasileiro para as novas clássicas royal enfield sendo lançadas agora.
Imagem: https://royalenfield.com/br/images/data/motorcycles/slider1/Bullet500-right-green-600x463.png

Já conferi o manual do proprietário em inglês na internet e ele é direto quanto ao procedimento de medição e troca do óleo.

Resta saber se o manual brasileiro respeitará isso.

Problemas como a vibração excessiva muito comentada provavelmente poderão ser eliminados ou pelo menos reduzidos por meio do ajuste fino da moto, tipo otimizando a relação de transmissão secundária.

A Kansas original de fábrica vibra um pouquinho, mas a colocação de um pinhão com um dente a mais resolve o problema sem prejuízo para o desempenho da moto.

Espero que os proprietários encontrem soluções como essa antes de queimarem o filme de mais uma fabricante que tenta se instalar por aqui.

Certamente aparecerá muita gente querendo queimar o filme da royal enfield.

Os mesmos que queimaram o filme das Apache e da zongshen.

Quem faz o que faz com os próprios clientes, não se acanha na hora de passar a perna na concorrência.

Um abraço,

Jeff

quinta-feira, 20 de outubro de 2016

O longo histórico de mentiras da dafra — Horizon 250, Cityclass 200i, Kansas 250, Horizon 150, Maxsym 400

A Horizon 250 é aquela moto que a dafra lançou como se fosse um projeto exclusivo em parceria com a sul-coreana daelim.

Divulgação: http://g1.globo.com/carros/motos/noticia/2013/06/primeiras-impressoes-dafra-horizon-250.html

"Um produto 50% daelim e 50% dafra"... 

A dafra se atribuiu o mérito pelo desenvolvimento até do motor:

"Alteramos o motor [da Roadwin 250] para deixar com mais torque em baixos giros"...

As reportagens da época repetiam a informação divulgada pela dafra de que a Horizon 250 era um "modelo desenhado integralmente no Brasil" — pela dafra.
Divulgação: http://motordream.bol.uol.com.br/noticias/ver/2013/06/19/teste-dafra-horizon-novos-horizontes

"Desenvolvimento feito em conjunto com a coreana daelim"...

"Desenho integralmente criado no Brasil"...

O mesmo texto e material de divulgação foi encaminhado a vários divulgadores na internet:
Divulgação: http://www.jornalcruzeiro.com.br/materia/482588/marca-aposta-na-pequena-oferta-de-customs-de-250-cc-para-lancar-a-horizon

Se você ainda tiver paciência de ver novamente as mesmas informações, encontrará mais uma vez tudo isso dito de novo aqui.

A dafra sempre gostou de divulgar informações sem fundamento na verdade:
Divulgação: http://g1.globo.com/carros/motos/noticia/2013/06/primeiras-impressoes-dafra-horizon-250.html

Quando lançou a Kansas 250, a dafra disse que era uma versão da Kansas 150 com motor V2.

Só que a Kansas 150 era um modelo da zongshen com base na mecânica da honda CG 1999, enquanto a Kansas 250 era um modelo da lifan com base na mecânica da yamaha Virago 250.
Imagem: yamaha Virago 250 e dafra Kansas 250

Os projetos da Kansas 150 e da Kansas 250 são totalmente diferentes. 

Mas dizer que a 250 era uma versão da Kansinha dava "mérito" para a "engenharia" da dafra, né? 

A mesma prática mentirosa foi usada no lançamento da Horizon 250:

"Desenho integralmente criado no Brasil"?

A verdade verdadeira é que a Horizon 250 é uma mera Daelim Daystar 125 com motor maior e pequenas modificações, sendo que esse design do modelo da Daystar 125/250 já existe desde o ano 2006 no mercado mundial.

A partir do momento em que a daelim lançou a Daystar 125 e o motor 250 já estava em desenvolvimento para a Roadwin 250, o lançamento do modelo que deu origem à Horizon 250 era um passo lógico e planejado. 

Da daelim.

Nunca precisou da interferência nem palpite da dafra para se concretizar.

A verdade verdadeira é que essa moto que recebeu o nome de Horizon 250 foi criada exclusivamente pela Daelim — veja a notícia de seu lançamento na Coreia:
Reportagem: http://english.hankyung.com/news/apps/news.view?c1=04&nkey=201304230724251 

Tradução:

A Daelim Motor (DMC) anunciou em 22 de abril que vai lançar sua moto modelo topo de linha Daystar 250 dentro do próximo mês. 

A Daystar 250 é um modelo topo de linha (flagshipque a DMC desenvolveu para lançar em mercados globais.

Após dois anos de Pesquisa e Desenvolvimento (R & D — Research & Development), a DMC desenvolveu novos projetos para o motor e quadro da Daystar 250.

A Daystar 250 foi exportada para o Brasil em fevereiro de 2013 sob o nome de Horizon, ou seja, uma moto que percorre vagarosamente um vasto oceano.

A DMC espera que a Daystar 250 ganhe popularidade por lá como um meio de transporte e atividade de lazer.


Conforme o dicionário Cambridge, "flagship" é uma expressão que significa "o melhor ou mais importante produto, ideia, construção, etc. que uma organização possui ou produz".

Fonte: http://dictionary.cambridge.org/pt/dicionario/ingles/flagship

A reportagem coreana afirma que a daelim desenvolveu a moto por dois anos.

A dafra nascida em 2008 quer enganar os consumidores que, já em 2011, com sua imeeeeensa experiência adquirida em míseros 3 anos no mercado brasileiro, desenvolveu o projeto integralmente no Brasil para a daelim...

A dafra quer convencer o consumidor brasileiro que a cinquentenária daelim, empresa criada na Coréia do Sul em 1962, confiou o desenvolvimento do carro-chefe — ou melhor, moto-chefe — da sua linha de produtos para exportação mundial aos engenheiros brasileiros da dafra...

O que seria da Daelim se não fosse a dafra, hein?

Só rindo...

A única coisa que a dafra fez foi servir de intermediária para o projeto-piloto de vendas da daelim em um mercado secundário no cenário global.

Os consumidores brasileiros foram as cobaias para o lançamento mundial do novo produto sul-coreano da daelim e a dafra apenas colocou sua logomarca e tentou ficar com os louros da fama.

A dafra, por meio de sua diretoria, seu marketing e sua engenharia, tem o péssimo hábito de querer se atribuir méritos que não possui.

Você se lembra da Cityclass 200i, que nas palavras do presidente da empresa "não é de um parceiro específico", mas fruto do desenvolvimento da dafra em "parceria" com outras empresas?

O Motonline denunciou que o tal "projeto exclusivo não encontrado em lugar nenhum do mundo" era simplesmente a falecida Garelli XÒ 200 lançada em 2012, mesmo ano da falência da empresa.

Repaginada com injeção eletrônica e freios CBS, mas basicamente a Garelli XÒ

Flagrada na contradição, a dafra ainda tentou defender o indefensável...

A dafra rebateu dizendo que não é a mesma moto, apenas "compartilha o corpo e o design italiano"

Hahahahaha... Claro, claro, dona dafra, claro. Essa foi a melhor...

Desmascarada pelo Motonline, a dafra assumiu que a moto não era uma exclusividade mundial e em 2014 sustentou a desculpa esfarrapada da "releitura":

O fato é que o projeto não é apenas uma "releitura inspirada" da Garelli XÒ 200. 

As vendas da XÒ 200 na Europa não foram o esperado e por isso a tradicional montadora italiana Garelli fechou as portas em 2012.

O projeto foi comprado por empresas chinesas que modernizaram a moto com injeção eletrônica para atender às novas normas de emissões — empresas chinesas que estão disponibilizando o pacote para a dafra.

E como eles mesmos disseram na divulgação da Horizon 150:

"A Dafra repetiu a fórmula usada no scooter Cityclass 200i. Comprou um projeto pronto e aplicou melhorias para adequá-lo ao Brasil."

Tanto é um pacote pronto que a injeção eletrônica nem é citada na lista de modificações introduzidas pela dafra...

Eles citam o "contato de ignição", mas não mencionam a única coisa meritória do projeto, a injeção eletrônica...

Quando se repetem tantas mentiras, uma hora alguma delas acaba contradizendo a outra...

Mentira tem perna curta, dona dafra...

Não adianta tentar tapar o Sol com uma peneira estourada...

Eu citei aquela treta da Horizon 250 / Daystar lá no fórum da dafra, comentando as "reportagens" sobre o lançamento da Horizon 250, mas a página foi eliminada da internet (por que será, né, dona dafra?)

Felizmente eu pude resgatar este fragmento do meu comentário citado no fórum Motoscustom:

Foi mais uma das minhas postagens eliminadas do fórum de proprietários de motos dafra.

Tal qual um zumbi, dura de matar, ela volta para infernizar a vida do pessoal da dafra... 

Falando em postagens incômodas que a dafra eliminou do fórum criado por eles e que a gente pensava que era de nós, proprietários, olha só que interessante!

Lá mesmo no fórum encontrei uma bela prova da conduta antiética da dafra eliminando minhas postagens.

Ao mesmo tempo, também é prova gritante da maneira como a dafra divulga informações mentirosas aos proprietários.

Essa postagem que a fórum ainda não eliminou faz referência às conversas mantidas com o sr. Fábio do SAC da dafra.

Aquele mesmo sr. Fábio da denúncia da conversa eliminada publicada na postagem sobre as mentiras da Horizon 150Clique na figura que aumenta.
Fórum: http://dafra.forumais.com/t3789p960-cuidado-quadros-quebrando — Visite antes que a dafra remova a página.

Em nome da empresa, no tópico sobre quadros de Kansas se partindo ao meio o sr. Fábio do SAC informou que a dafra estava ciente do problema de falta de óleo alertado por mim, e que seus engenheiros estavam fazendo um teste de 10.000 km com a Kansas...
Imagem: Conversa que você não vai mais encotrar no fórum de proprietários de Kansas porque foi eliminada pela dafra após referência a ela feita na postagem A dafra e seu marketing criativo pelos motivos errados — a Kansas chinesa chamada Horizon 150 no Brasil

O fato é que a Kansas já saiu de linha e o teste não acabou até hoje, o sr. Fábio nunca mais voltou para dar satisfação sobre o assunto e a dafra eliminou a participação dele no fórum...

E agora está tentando apagar todas as referências de que essas conversas realmente existiram...

Mas para azar deles e a máscara cair de vez, fui prudente de ter tudo registrado:
Imagem por enquanto disponível em http://dafra.forumais.com/t3789p975-cuidado-quadros-quebrando

Naquela época eu já não tinha a menor expectativa de que essa promessa fosse séria, e eu não estava enganado... Clique na figura que aumenta.
Fórum: http://dafra.forumais.com/t3789p960-cuidado-quadros-quebrando — Visite antes que a dafra remova da página.

Apesar de o sr. Fábio ter sido positivo quanto às atitudes que a dafra supostamente estaria tomando. 

E muito antes do sr. Fábio, o sr. Alexandre do SAC da dafra já tinha sumido sem dar retorno sobre assuntos de tamanha relevância como a vida de seus consumidores:

O fato é que as únicas respostas e medidas concretas que a dafra deu e tomou foram dizer para o MPF que os quadros se quebravam por uso abusivo dos proprietários e fraudar o manual do proprietário para impedir que o Ministério Público Federal e os consumidores descobrissem a verdade...

Uso abusivo que só os proprietários de Kansas cometem e viram notícia.

Outras motos nacionais vendidas em quantidades tremendamente maiores e há muito mais tempo não viraram notícia de jornal... 

Certamente os proprietários não abusam de suas CG, YBR e Intruder, né?

Mas o mercado percebe essas contradições e responde passando longe das concessionárias. 

E as "pequenas" inverdades continuam até hoje:

Fechando o círculo iniciado com a denúncia da moto chinesa que virou coreana por artes da dafra, vou citar mais um exemplo com a Horizon 150:

A dafra propala que a Horizon 150 possui arrefecimento a água ar e óleo... ops, falha minha... PS: Obrigado por avisar, Alex! Só vi sua mensagem no facebook depois de ter consertado. Um abraço!

Perante os leigos isso a colocaria em um patamar superior a todas as concorrentes da categoria 125 / 150 com arrefecimento meramente a ar, como a Intruder, Yes, Titan, Fan, Factor, Crosser...

Eles chegam a mencionar isso na própria e sagrada Ficha Técnica da moto em seu próprio site:
Divulgação: http://www.daframotos.com.br/modelos/index/26/horizon-150.html — Olha só que engraçado, na época do lançamento a dafra criada pelos donos da rede de concessionárias fiat itavema recomendava o óleo selenia da fiat... agora que a mobil perdeu a exclusividade com a honda, o mobil supermoto 4T está sendo recomendado pela dafra e kawasaki. Será por mérito do óleo ou dos acordos comerciais? 

MENTIRA.

Dizer que a Horizon 150 possui arrefecimento a ar e óleo é a dafra forçando a amizade, vou explicar o porquê.

Toda motocicleta esfriada a ar na verdade conta com o óleo para o esfriamento.

Além das aletas de dissipação de calor do cilindro e cabeçote, é o óleo que rouba o calor das partes mais quentes do motor e o entrega para o cárter.

É nessa grande bacia com uma grande área de paredes de alumínio em contato com o ar/vento que o óleo esfria antes de ser bombeado novamente para o cabeçote e mancais do motor.

Algumas motos usam um radiador de óleo para ajudar o esfriamento nesse percurso e essas sim são as motos corretamente chamadas de arrefecidas a ar e óleo. 

Radiador de óleo da CB Twister, uma moto com verdadeiro arrefecimento ar e óleo
Imagem: http://revistaautoesporte.globo.com/Analises/noticia/2015/10/avaliacao-honda-cb-250-twister.html

Um radiador faz a troca de calor entre o ar frio e o fluido que circula nele, assim radiadores comuns fazem a troca entre água com aditivo e o ar ambiente, enquanto radiadores de óleo fazem a troca entre o óleo do motor e o ar ambiente.

Nenhuma moto 125/150 nacional possui radiador de óleo — eles são utilizados apenas da CB 250 e Fazer 250 para cima, mesmo assim nem todas.
Motor kasinski Comet 250, verdadeiro arrefecimento a ar e óleo
Já as motos 500/600 para cima usam arrefecimento líquido, o que significa que não é mais um radiador de óleo, mas de água com aditivo. Exceções são a Fenix Gold, a Inazuma, a Next 250, as kawasaki Ninja e mais alguém que eu tenha esquecido.mas agora o post já foi publicado...

Dizer que a Horizon 150 usa refrigeração a ar e óleo é mera tentativa comercial de fazer a moto parecer superior à concorrência.

Como você pode ver claramente, ela não tem radiador algum...
Imagem: Divulgação

É uma moto que quanto ao arrefecimento está na mesma categoria de motores esfriados a ar, como as Intruder, Yes, GSR, Factor, Fazer 150, Titan e Fan, Kansas...

Apenas nas divulgações e fichas técnicas sem compromisso com a verdade publicadas pela dafra é que você ouvirá falar desse motor com "refrigeração a ar e óleo"...

Outra coisa, dona dafra:

Por que motivo a senhora não divulga para todo mundo que a velocidade máxima recomendada pelo fabricante de verdade da Horizon 150 é de apenas 90 km/h? 

Clique na imagem que amplia, está escrito lá na penúltima linha:

Максимальная скорость 90 км / ч (desculpe)

Imagem: http://moto.infocar.ua/zongshen/zs150-58-ra1_4285/prices/

Será que é porque o pessoal rodando inocentemente acima da velocidade máxima da moto está invadindo a faixa vermelha não mostrada no seu velocímetro e assim destruindo seu motor mais rápido?

Bom, disso não posso acusá-los, a honda e demais fabricantes também não divulgam essa informação, deixam a moçada esguelar o motor e só ficam contando o dinheiro das vendas de peças e serviços de retífica...

Mas se o fabricante original zongshen divulga, por que motivo a dafra omite um dado tão importante para o consumidor brasileiro?

Para não ficar em desvantagem comercial?

A senhora não tem remorso de alguém estourar o motor da moto e se matar na estrada por desconhecer essa informação?

Bom, se a honda e as outras montadoras não têm, por que a senhora iria ter remorso, né?

Quem já comprou uma dafra sabe das artes que eles praticaram para negar aos consumidores seus direitos básicos — o direito a três recalls da Kansas e Speed 150 por problemas intrínsecos potencialmente fatais.

Ocultar e distorcer informações para os clientes parece ser uma prática instituída recorrente nessa empresa.

Por exemplo, alegar que as motos iniciais da dafra decepcionaram porque eles "subestimaram a sofisticação do mercado brasileiro" e não porque foram tratadas sem óleo e se partiram ao meio sem que a empresa fizesse nada para solucionar o problema.

Quando se começa com uma mentira, acaba precisando de outra e mais outra, e a coisa fica cada vez mais complicada de explicar, as contradições vão aparecendo.

Nem vou mencionar o caso do Maxsym 400 que chegou ao Brasil "turbinado" apenas na reportagem do VRUM...

Afinal, pode ser somente um caso de força de expressão usada pelo jornalista e não de propaganda enganosa da própria dafra.

Um leitor desavisado é capaz de ficar impressionado pensando que o scooter tem uma tecnologia de turbocompressor que realmente não tem...

Se essa informação estivesse em uma propaganda e não em uma reportagem de divulgação sobre o produto, alguém poderia alegar que isso seria propaganda enganosa. 

Mas é uma inverdade que a dafra não desmentiu apesar de saber perfeitamente da reportagem...

E que divulga essa mesma reportagem sem qualquer reparo ou observação no próprio site da dafra:


Pelo jeito esse pessoal da dafra nunca vai aprender que esse tipo de prática pseudoesperta torna a empresa mal vista pelos consumidores.

No mínimo, ela deixa de ser levada a sério.

Não dá para levar a dafra a sério quando ela repete os mesmos vícios de fabricação que cometeu na antiga Kansas 150 com a nova Horizon 150:


A dafra não iniciou uma "nova fase" coisa nenhuma.

Continua sendo a mesma empresa cujo único interesse está em vender motocicletas para lucrar com a venda de peças de reposição omitindo informações fundamentais aos clientes.

Não importa se para isso seus clientes estarão expostos a risco de morte por travamento do motor no meio de uma rodovia.

É uma pena que a dafra tenha optado conscientemente por essas práticas danosas, a marca dafra no início tinha tudo para se tornar respeitável no mercado.

Hoje dafra é sinônimo de descrédito que acaba refletido em fabricantes honestos (até prova em contrário) por ela representados, como a tvs, sym, haojue, zongshen...

A única coisa que os salva são as parcerias com empresas como a ducati, indian, bmw — a dafra oferece suas instalações e serviços de montagem para essas empresas.

Mas é só uma questão de tempo para que caiam fora da parceria, como fez a aprilia e agora a bmw inaugurando fábrica própria exatamente hoje.

Só esperamos que os outros fabricantes não saiam do mercado brasileiro por causa de uma má experiência que não é em hipótese alguma de responsabilidade dos consumidores.

Um abraço a todos os leitores, menos ao pessoal da dafra e demais montadoras,

Jeff