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segunda-feira, 6 de março de 2017

Primeiro recall da yamaha em 2017

A yamaha continua convocando recalls em 2017...
Imagem e divulgação: https://www.campograndenews.com.br/veiculos/yamaha-convoca-cinco-modelos-para-recall

O subchicote de ignição da Lander, Fazer 250 e Ténéré 250 2016 a 2018 pode permitir a entrada de água e oxidação dos contatos e levar a panes elétricas.

Imagem e divulgação: https://www.campograndenews.com.br/veiculos/yamaha-convoca-cinco-modelos-para-recall

Além disso, todas as MT-03 e R3 2016 a 2018 estão com possível problema de trinca do tanque permitindo vazamento de combustível — e também o mesmo problema no subchicote de ignição.

Enquanto isso, os proprietários continuam fazendo testes de durabilidade das motos para as fábricas sem serem remunerados por isso.

Não se descuide de atender a recalls, se eles convocam um recall publicamente é porque o risco para você é bem grande.

Um abraço,

Jeff

quarta-feira, 11 de janeiro de 2017

O que a concessionária diz, o que a concessionária não diz e o que a fabricante escreve

Dá só uma conferida no que o pessoal da yamaha diz na hora de entregar a moto:


Isso que o vendedor fez se chama entrega técnica.

É o momento de explicar as particularidades do modelo para o novo proprietário.

Não é muito diferente do que outras montadoras fazem, quando fazem.

Na melhor das hipóteses, é no máximo algo muito próximo a isso. 

Comparada às demais, essa foi uma boa entrega técnica.

O chefe de oficina foi muito profissional e abordou vários pontos essenciais com objetividade — já vi entregas muito menos informativas.

Por exemplo, um ponto positivo foi que ele alertou sobre algumas coisas importantes que poucos comentam, como o desgaste acelerado da embreagem por falta de costume de usar o neutro.

No entanto, ele não falou que esse desgaste ocorrerá sempre que o cabo de embreagem estiver mal regulado... 

E não falou o principal, que esse cabo se desregula constantemente nos primeiros milhares de km até estabilizar o comprimento.

E depois ele continua a se desregular, mas em uma taxa bem mais lenta, até chegar a hora da troca.

Ele não disse uma palavrinha sobre o procedimento super simples de regulagem do cabo da embreagem, que elimina o problema de maneira definitiva, instantânea e sem custo.

A regulagem do cabo da embreagem é tão simples que dá para fazer durante uma parada no semáforo sem levantar do banco da moto e sem usar ferramenta.

É algo que o próprio dono pode resolver sem trabalho, mas a oficina da concessionária está lá pra isso, né?

Também não falou uma palavra sobre a necessidade de regular o freio traseiro para andar com garupa, outra coisa que pode colocar os ocupantes da moto em risco no meio do trânsito.

Ops, falei bobagem... 

Conforme alertado pelo leitor Ernesto Schramm, o freio traseiro da Fazer é a disco e não precisa de regulagem para andar com garupa. Fui maus aê...

Somente freios a tambor necessitam desse ajuste, afrouxando a regulagem para compensar o arriamento da suspensão.

Nenhuma palavra sobre a necessidade de manter o tanque de gasolina acima da metade da capacidade para evitar danos por aquecimento excessivo da bomba de gasolina...

São procedimentos e dicas importantes que você precisa conhecer e usar pelo resto da vida.

Adiar a regulagem do cabo fará a embreagem ir se desgastando aos poucos em todas as trocas de marcha e até durante o uso normal em casos extremos.

Mas usando o neutro nas paradas, o desgaste por falta de regulagem do cabo não ocorrerá dentro daquele período de 1 ano da garantia.

Ops 2, falei bobagem de novo... 

A garantia não cobre o desgaste da embreagem... 

Aliás, não cobre um monte de coisas que você pensa que cobre e acha natural que devesse cobrir, mas a montadora considera desgaste por uso normal. Leia as letras miúdas de sua garantia.

Depois que acabar a garantia e o cliente parar de fazer as revisões, na casa de 2 anos, o serviço de troca dos discos de embreagem será necessário e muito possivelmente trará o cliente de volta à concessionária.

Ótima hora para o pessoal de vendas aproveitar para sugerir a troca por uma moto nova "antes que a moto comece a dar muitos problemas".

Essa prática é super difundida e funciona muito bem, todo mundo usa. 

Vendedores trabalham por comissão sobre as vendas e concessionárias trabalham por lucros sobre as vendas. 

Não estão errados em tentar vender, estão errados quando induzem conscientemente ou não o cliente a gastar mais dinheiro do que precisaria.

O chefe de oficina não está se omitindo quanto a isso. Pelo contrário, está dando uma dica valiosa. Mas poderia ter dito mais.

Muitos vendedores e mecânicos nem sequer têm consciência de que estão fazendo tal coisa, apenas repetem informações que vêm sendo repassadas há anos e já viraram verdades na "sabedoria popular".

Mais errado está o dono da moto que não é curioso, não se interessa em pesquisar e não usa o bom senso para tomar decisões.

As informações sobre a regulagem do cabo estão no manual do proprietário, que geralmente é esquecido em uma gaveta esquecida. 

Para a concessionária tudo bem, porque se esse desgaste da embreagem não trouxer o cliente de volta à concessionária, muito provavelmente o mecânico lá do bairro dele virá comprar as peças originais — dono de moto nova gosta de usar peças originais.

E a probabilidade de o cliente voltar logo, agora que a moto começa a dar problemas, será alta...

Outra coisa fundamental:

O cliente que vai retirar uma moto zero km está sob profunda emoção, mil ideias passando na cabeça.

Logo aos 1:25 o chefe de oficina recomenda a troca do óleo mineral a cada 2 mil km e do semissintético a cada 5 mil km.

Curiosamente, isso é melhor do que a yamaha escreve no próprio manual do proprietário.

No manual a yamaha não fala nada sobre essa diferença de prazo para a troca de óleo mineral ou semissintético — joga todos os prazos para 5 mil km:
Inclusive, no manual ela enfatiza o uso de óleo mineral :
Não fala absolutamente nada sobre essa diferença de intervalo de troca para mineral e semissintético no manual do proprietário.

Será que o primeiro dono emocionado retirando sua primeira moto vai se lembrar dos detalhes do intervalo de troca do óleo?

Ou será que ficará em dúvida sobre a hora da troca do óleo e irá consultar o manual?

Ao ler a informação escrita no manual, o que ele irá pensar?

Que ele mesmo se enganou sobre a troca a cada 2 mil km? Errado.

Que o chefe de oficina se enganou sobre a troca a cada 2 mil km? Errado.

Que a concessionária está querendo apenas vender mais óleo? Errado. Ela está querendo apenas que a moto não dê problema durante a garantia.

Ora, se no manual está escrito que o proprietário só precisa fazer as revisões a cada 5 mil km e só precisa verificar o nível e trocar o óleo a cada 5 mil km, isso se tornará um hábito.

Se a yamaha recomenda o Yamalube mineral, se a moto sai de fábrica com o Yamalube mineral e se as primeiras trocas são feitas na concessionária a cada 5 mil km (e o cliente não vê o estado do óleo que saiu do motor), o proprietário pensará:

O certo é mesmo fazer as trocas a cada 5 mil km — por que gastar mais trocando o óleo a cada 2 mil km? Assim economizo 20 reais... Errado.

Resultado:

Para o novato yamaha, óleo = 5 mil km Errado.

(Para o novato honda, óleo = 4 mil km) Errado.

Fazendo isso, o motor terá boa chance de chegar aos 10 mil km sem problemas — e aí acaba a garantia. Danou-se.

Passou de 10 mil km, meu caro leitor, o problema será seu. Micão.

Não que antes disso também não seja... mas é mais raro de acontecer antes do fim da garantia com a yamaha.

Eles ainda usam um óleo MINERAL de viscosidade adequada para o motor. Mas estão migrando para um semissintético de menor viscosidade 10W-40 (que ainda assim é mais do que a honda usa).

E o motor da yamaha também usa um cilindro revestido de nicasil que é super durável, é quase vitrificado, mas não permite retífica — na hora que desgastou, só trocando o caro conjunto completo.

É por isso que a yamaha AINDA não precisa dar trocas de óleo grátis durante a garantia que nem a honda. Mas se adotarem 10W-30... terão de fazer isso para adiar o abacaxi para depois do fim da garantia.

Interessante que aos 10:05 ele fala sobre a importância de sempre acompanhar o nível de óleo, mas não fala uma palavra sobre o procedimento obrigatório de ligar e desligar o motor.

E não foi esquecimento não, tenho outros vídeos de entrega técnica de outras concessionárias yamaha e de outras montadoras — ninguém explica a necessidade de ligar o motor para conferir o nível de óleo.

Curioso, né?

Por que motivo o chefe de oficina não explica aquele que é o detalhe mais importante do procedimento de medição do nível de óleo das motos?

Por que motivo nenhum representante da concessionária fazendo a entrega técnica explica isso para os clientes — seja qual for a montadora? 

Se bobear, capaz de ainda te falarem que "é igual carro, você mede pela manhã sem ligar o motor"... Mentira.

E por que a quantidade recomendada sempre deixa o nível de óleo no mínimo?

Por que as montadoras não dizem logo de cara a quantidade correta?

Mistério, mistério...

Mais uma coisa:

Notou que ele alerta que o proprietário irá começar a pagar as revisões a partir dos 10 mil km?

Ele enfatiza as peças, mas não cita a mão de obra. 

O cliente vai pagar todas as peças mais a mão de obra, mas isso ficou subentendido, apenas bons entendedores entenderão. Ou não.

Porque desde a primeira revisão ele já paga tudo que é consumido na moto, só não paga a mão de obra, que nas primeiras revisões é tão ridícula que nem merece mesmo ser cobrada. Você já pagou muitas e muitas onças na sua máquina, a concessionária está abrindo mão de uma. Se for ver nem onça, é só um mico ou arara mesmo.

Então, caro leitor interessado em pegar a primeira moto, fica aí meu conselho:

Antes de ligar a moto para sair da concessionária, pegue o manual e abra na página do procedimento de inspeção do nível de óleo:
E faça exatamente o que está determinado ali na frente do vendedor.

Pergunte por que motivo ele não falou que precisava ligar o motor antes de medir... e depois conte pra gente aqui no blog qual foi a desculpa esfarrapada que eles vão dar.

E não deixe de fazer a medição novamente no dia seguinte pela manhã, porque a concessionária te entregará a moto com o motor pré-aquecido e nessa condição toda medição resultará alta.

O nível verdadeiro é obtido na condição determinada no manual, com o motor praticamente frio.

Faça o procedimento ligando e desligando o motor pelo número de minutos determinado no manual e tenha certeza de rodar sempre com o óleo próximo da marca superior do visor de nível, sem exceder. O óleo totalmente quente se dilata e irá exceder o nível máximo, mas essa é uma condição normal já prevista no projeto que não traz problema algum. Mas o pessoal gosta de tacar terror nos novatos... motos rodando com pouco óleo são lucrativas.

Essa estória de que o nível de óleo pode chegar a ficar abaixo do mínimo, partindo de um fabricante, chega a ser indecente.
Não se deixe enganar pelas informações desencontradas de fabricantes e vendedores.

No caso desta entrega técnica, a recomendação do intervalo de troca do óleo feita pelo chefe de oficina consegue ser melhor do que a da própria fabricante...

É uma pena que por atitudes como essas a yamaha esteja aparentemente trilhando o mesmo caminho ladeira abaixo que a honda percorreu.

Um abraço,

Jeff
PS1: Fica registrado meu agradecimento ao leitor Pedra Veloz que me indicou o vídeo, e a todos os leitores que estão se empenhando em me enviar sugestões de postagens, vídeos e fotografias para me tirar da letargia. Estão quase conseguindo, mas continuo resistindo bravamente. 

PS2: Uma das próximas será sobre as varetas de medição de nível de óleo, está pendente por algumas fotos e fatos novos, mas não esqueci não.

PS3: Continuo de férias do blog. 
Por mim eu passava o ano inteiro de férias. Ficava 2017 inteiro sem pensar em postagem. Mas felizmente existem os assuntos suficientemente revoltantes que fazem a gente escrever, senão ficava só na vagabundiagem.

PS4: Caro pra салями, MotoGP 15 sem chance.

Eu de novo,

Fui. Mas não para onde você pensou.

terça-feira, 15 de setembro de 2015

A maneira errada de trocar o óleo, e a moto que consertaram uma coisa e pifaram outra

Na internet você encontra uma tonelada de vídeos feitos no Brasil ensinando a trocar o óleo da moto.... todos errados.

Selecionei este aqui, que mostra a troca de óleo de uma Fazer 250, mas poderia ser qualquer moto de qualquer marca.

Os procedimentos de troca de óleo (e filtro no caso) estão corretos, mas todo mundo comete o mesmo erro.

Veja como se faz a troca de óleo e filtro de cartucho de uma moto, e a MANEIRA ERRADA de medir o nível de óleo:

É incrível como não se encontra um único vídeo mostrando a maneira correta de trocar o óleo, medir e completar o nível de óleo, como TODOS OS MANUAIS DE PROPRIETÁRIO MANDAM FAZER.

Onde está o erro?

É necessário ligar e desligar o motor para medir o nível de óleo corretamente — conforme o manual do proprietário.

Quando se mede o nível sem ligar o motor, do jeito que ele fez, o óleo vai estar enganosamente "certinho no máximo da vareta" — todo mundo faz isso, todo mundo é induzido a esse erro. Por que será, né? 

Se ele fizer a medição do mesmo jeito errado no dia seguinte, o óleo também estará "certinho no máximo da vareta". 


E assim sucessivamente, ninguém percebe que está comendo mosca há dezenas de anos... 

Porque não é assim que se mede o nível de óleo de moto — todos os fabricantes MANDAM LIGAR O MOTOR POR ALGUNS MINUTOS E DESLIGAR ANTES DE MEDIR.


Na hora em que você liga o motor, o óleo preenche o filtro e as galerias até o(s) cabeçote(s) — o nível fica baixo na vareta.

E está escrito no manual do proprietário: Se o nível estiver abaixo do mínimo, complete — rodar com o nível de óleo baixo danifica o motor.

MAS PENSE UM POUCO:

A faixa de medição da vareta indica o nível de óleo máximo e o mínimo — isso se chama faixa de segurança.

Ficou abaixo dessa faixa, o motor já está sendo danificado aos pouquinhos.

QUAL O INTERESSE DO FABRICANTE EM MANDAR REPOR O ÓLEO APENAS QUANDO ELE ESTIVER ABAIXO DO MÍNIMO?

Mínimo é mínimo.

Ao contrário do que o fabricante estranhamente afirma, O NÍVEL DE ÓLEO NUNCA PODE FICAR ABAIXO DO MÍNIMO!

Se você troca o óleo e mede errado, como no vídeo, parece que o motor tem óleo suficiente, mas não tem.

Medindo errado, seu motor já começa com o nível mínimo, ou abaixo dele.

Mesmo que comece no mínimo, ele estará abaixo do mínimo em pouquíssimo tempo — porque você jogou fora a faixa de segurança.

O fabricante adora quando você faz isso... logo estará comprando peças de reposição (bem caras) ou pensando em trocar de moto (muito cara).

E é incrível como tanta gente cai nesse engano. 

Não lê o manual do proprietário, ou lê e não entende, e depois o que se vê são essas coisas que o pessoal não espera — moto batendo o motor com 86 mil km rodados:
Imagem: https://www.youtube.com/watch?v=3M8op-0ZxII   

Não caia no conto da quantidade exata e medição errada induzido pelos manuais de proprietário, concessionárias e por tantos vídeos errados postados na internet.

Cuide bem de sua moto mantendo o nível correto e medindo conforme o manual do proprietário, e não como te ensinaram.

Seu motor irá durar muito mais.

Esses "enganos" quanto à quantidade de óleo são perpetuados porque ser cliente de oficina movimenta toda uma economia... baseada em seu bolso.

Preste atenção na denúncia que o proprietário da Fazer cereja vermelha faz no segundo vídeo a partir dos 7:00...
 

Ele levou a moto para resolver um problema e voltou com outro que não poderia ter ocorrido sem que alguém abrisse a tampa do motor...

É um dano que não tem como acontecer por causas naturais.

Como será que ele foi ocorrer lá dentro da concessionária, hein?

Mistério a ser esclarecido...

Um abraço,

Jeff

quinta-feira, 10 de setembro de 2015

A experiência do proprietário de uma yamaha Fazer 250 zero km

Transcrevo o relato do leitor Guilherme Jorge, proprietário de uma Fazer 250 zero km (obrigado por acompanhar o blog e pelo depoimento, Guilherme! Muito ilustrativo! (Os grifos e o russo são meus.)

Mais uma pra você, Jeff: 

Minha Yamaha Fazer 250 Zero:

Peguei na concessionária num dia de noite, dirigi até em casa e medi o óleo conforme o manual na manhã seguinte, adivinha?

Perto (para baixo) da metade da vareta.

Fui na concessionária e perguntei como é que media o óleo: o cara me disse que era pra medir na vareta pela manhã ANTES DE DAR PARTIDA.

Perguntei porque no manual falava diferente, que tinha que ligar o motor antes e tals... ele fez cara de merda.

Perguntei também qual o óleo que vinha na moto. 

Resposta: 

A fábrica manda com o 10W40, semissintético. E ainda veio um "plus":

"Mas na revisão de 1000km a gente coloca o 20W50, a não ser que o cliente peça o 10W40".


Eu: Mas você troca duas vezes pra não misturar o mineral com o semissintético?

CSS: Não precisa, está trocando o filtro junto.

Eu: Poker face.

Comprei um litro de 10W40 pra poder completar o que estava faltando e fui embora.

Coloquei na cabeça que as duas primeiras revisões, que são "de graça", vou mandar eles continuarem com o 10W40. Depois vou passar pro mineral por minha conta, fazendo o procedimento correto.

É Тюлень...



E pensar que eu tinha ficado animado porque uma concessionária aqui na região estava fazendo a coisa certa (mas sem falar nada para os clientes — parou de levar na concessionária, o abacaxi de rodar com pouco óleo sobra para os clientes...)

Agora vem esse relato de que outra concessionária da yamaha não está cumprindo com as determinações do fabricante.

Só lembrando, não é só a yamaha que comete esses... ahn... descuidos quanto ao abastecimento correto de óleo no motor.

Entregam a moto já pedindo reposição de óleo, quando sua obrigação seria entregar a moto com o nível correto (marca superior da vareta ou visor) para que o consumo normal não jogue o nível abaixo da faixa de segurança mostrada pelos medidores de nível.

Outro dia conversei com um ex-funcionário de uma concessionária de uma marca qualquer dessas que tem por aí, fiquei sabendo de cada história...

Como a do cara que comprou a moto e saiu viajando direto com ela — que nem eu fiz com a Edith, lembra?

Entregaram a moto com o nível mínimo, como fizeram para o Guilherme, e a moto fundiu o motor no meio do caminho.

Juntou não seguir as instruções do amaciamento com a falta de óleo do cárter, o resultado é esse mesmo.

Maior briga para devolverem o dinheiro, queriam retificar o motor em garantia...

Os profissionais do ramo aproveitam que o pessoal não lê o manual do proprietário, e jogam toda a culpa sempre no coitado do desinformado.

É assim que é.

Mas na hora em que os donos dessas empresas (lá no Japão) descobrirem o quanto que as concessionárias aqui no Brasil estão prejudicando a imagem das marcas por conta dessa política rastaquera — que em países de primeiro mundo seria considerada lesiva ao consumidor — e que as representações locais não coíbem, não fiscalizam, não proíbem as concessionárias de causar prejuízo e colocar a vida dos clientes em risco...

Vai sobrar шампанское пробка para muita gente. 

Só a пробка, sem a шампанское.

Tomara que isso ocorra logo.

Um abraço,

Jeff