Você nunca sabe quando uma encrenca poderá resolver atravessar a rua...
E nem imagina o que pode acontecer depois. Dica: fique de olho no caminhão...
Para esconder os links que atrapalham a imagem, clique no botãozinho com formato de engrenagem e no botãozinho Anotações, depois no Play para sumir o menu.
HOLY ПОЛЕТ DOG!!!
Veja o mesmo acidente por outro ângulo:
Realmente, o cara foi muito ninja! Agradeço a colaboração do leitor José Carlos Aires que enviou o link fantástico!
É por isso que motos viajando em grupo precisam se manter a uma boa distância, nunca uma ao lado da outra, e nunca em fila indiana.
Se algo acontece com quem está na sua frente, você terá melhor chance de escapar da encrenca se não estiver logo atrás ou do lado — veja a foto lá embaixo.
No vídeo, o primeiro piloto evitou o cachorro, já o segundo não teve o que fazer — quando viu o bicho já estava debaixo da roda...
Mas quem quase morreu foi o terceiro cara, que viajava logo atrás e freou e caiu antes de bater na moto que atropelou o cachorro.
Se ele não tivesse sido ninja para sair da frente do caminhão, não ia dar para mostrar o vídeo neste horário.
Encrenca não tem hora para acontecer, então o negócio é ser prudente.
Passear em grupo é muito legal, exige precaução de todos os integrantes, mas pelo menos você pode combinar esses detalhes com os amigos.
Quando alguém do grupo visualiza um cachorro ou outro animal na pista ou no acostamento, o sinal universal para alertar e reduzir a velocidade é levantar o braço esquerdo com a mão espalmada e quatro dedos levantados — indicando um bicho de 4 patas. Canguru perneta, só o dedo do meio.
Imagem e reportagem: http://diariogaucho.clicrbs.com.br/rs/dia-a-dia/noticia/2013/07/ao-viajar-de-moto-em-grupo-fique-atento-aos-sinais-4195566.html
Mas no trânsito comum não há sinais combinados e você nunca sabe como o pessoal vai se posicionar perto de você, então fique atento para não rodar muito perto de outras motos.
Os outros pilotos e os cachorros não leem o blog, mas você já faz ideia das encrencas que podem aparecer na rua de repente — então seja prudente. Puxa, não canso de repetir isso...
Um abraço,
Jeff
PS: Hoje foi dia de postagem dupla, tem outra logo abaixo.
Mostrando postagens com marcador Animais. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Animais. Mostrar todas as postagens
quarta-feira, 27 de julho de 2016
quinta-feira, 30 de julho de 2015
Animais, carcaças e aves na pista
Animais na pista são um enorme perigo para motoristas e motociclistas, mesmo quando não passam de uma carcaça na beira da estrada. Me refiro aos animais, não a este que vos fala quando volta de viagem. Aliás, estou devendo a postagem.
Os mais comuns nas cidades são os cachorros e gatos, mas basta ir para os subúrbios que você encontra cavalos, vacas e outros animais de criação cruzando a via.
E não pense que animais soltos na pista são coisa de cidade do interior ou de estradas secundárias não.
A irresponsabilidade dos proprietários de animais se estende de norte a sul do Brasil.
Reportagem: http://osoldiario.clicrbs.com.br/sc/noticia/2012/10/acidente-com-cavalo-causa-fila-na-br-101-em-balneario-camboriu-3919414.html
Redobre a atenção quando avistar animais na pista ou no acostamento, eles podem mudar de direção e cruzar sua frente de maneira totalmente irracional. Esperar o quê de uma mula?
Reportagem: http://www.cliquenoticias.com.br/plus/?pg=mostra&id=23457
Pois é, o coitado do motociclista vai parar no hospital e o pessoal se comove é com a situação da mula... estamos mal na fita.
À noite o perigo se torna ainda maior, esses bichos ficam invisíveis na escuridão.
Frear no susto é isso aí... os freios da moto podem ser muito traiçoeiros. Pratique frenagens de emergência.
Animais de grande porte representam um grande risco mesmo depois de atropelados e mortos, porque suas carcaças podem provocar outros problemas.
Carcaças de animais podem obstruir parte da via, obrigando a desvios repentinos, além de tornarem a pista escorregadia.
Uma simples carcaça de cavalo caída à beira da estrada pode causar acidentes fatais, como você vê neste vídeo incrível.
O acostamento é um lugar muito perigoso... ainda mais se não houver sinalização em acidentes. Evite ficar no acostamento após um acidente, os acidentes secundários são muito comuns. Caso seja necessário sinalizar um acidente, tome cuidado extremo para não ser atropelado.
Animais menores também complicam a vida dos motociclistas — você não precisa ser um HOG para dar de cara com um porco na estrada:
Reportagem: http://www.midiamax.com.br/noticias/764757-porco-atravessa-pista-e-causa-acidente-com-moto-de-750cc-em-rodovia-no-interior-de-ms.html
E não basta tomar cuidado apenas com os animais circulando ou caídos na beira da pista.
Carniça sendo devorada por cães ou aves carniceiras também precisam de atenção.
Urubus e carcarás costumam atacar em bando as carcaças de animais atropelados, e com a aproximação de veículos eles podem sair voando em todas as direções.
Caso você não conheça, dê uma olhada no comportamento imprevisível dessas aves e entenda porque são tão perigosas para nós motociclistas:
Algumas dessas aves sempre podem sair voando na direção da moto, e em uma estrada ou avenida de alta velocidade o resultado da colisão com pássaros de grande porte — até 1 kg para carcarás, até 2 kg para urubus — pode ser fatal.
Esse tipo de acidente não costuma ser noticiado com grande destaque, mas costuma acontecer com alguma frequência.
Este atropelamento seguido de queda aconteceu aqui na minha cidade:
Reportagem: http://g1.globo.com/Noticias/Brasil/0,,MUL951860-5598,00-PEDREIRO+MORRE+APOS+TER+MOTO +ATINGIDA+POR+ URUBU+EM+SC.htmlFique precavido contra alguma dessas aves sair voando na sua direção — passar longe do bando alvoroçado ou se preparar para um possível impacto pode evitar um tombo perigoso.
Mas alguns acidentes acontecem porque a ave se enrosca na roda ou na corrente de transmissão, então ao avistar uma concentração desses bichos, reduza a velocidade (mas não seja atropelado por quem vem atrás) e desvie o máximo que puder.
Nunca subestime a capacidade de um bando de aves atrapalhar o trânsito.
Se um único urubu ou galinha é capaz de derrubar o motociclista, do que não será capaz um mar de patos furiosos?
Melhor parar e esperar.
Um abraço,
Jeff
quinta-feira, 18 de setembro de 2014
Bichinhos soltos na pista
Filme que prova que você tem que tomar muito cuidado com animais soltos na estrada (a mão de direção nesse país do filme é a inglesa, então os veículos se mantêm à esquerda na rodovia):
Um abraço,
Jeff
PS: A postagem anterior é para donos de carros, e serve também para proprietários de motos de outras marcas que não leram a postagem Alerta aos proprietários de kawasaki.
Eu também dava a volta e saía correndo, e mais rápido que o cara. ;)
Um abraço,
Jeff
PS: A postagem anterior é para donos de carros, e serve também para proprietários de motos de outras marcas que não leram a postagem Alerta aos proprietários de kawasaki.
sábado, 30 de agosto de 2014
Tem uma cobra na minha moto!
Se a sua moto passa a noite ao ar livre, cuidado para não ter a surpresa de encontrar uma cobra enrolada logo pela manhã.
Reportagem: http://g1.globo.com/sc/santa-catarina/noticia/2014/08/cobra-e-retirada-de-dentro-de-painel-de-motocicleta-no-sul-de-sc.html — Onde leu-se carro, leia-se motoneta.
Essa aí apareceu ontem em uma cidade aqui perto.
Motos são quentinhas e as cobras gostam de passar a noite aconchegadas junto a elas. E quem não gosta?
Reportagem: http://g1.globo.com/ro/rondonia/noticia/2013/06/cobra-se-esconde-dentro-de-motocicleta-em-guajara-mirim-ro.html
As cobras gostam de ficar junto ao painel...
Reportagem: http://oglobo.globo.com/rio/cobra-sobe-em-moto-assusta-entregador-no-jardim-botanico-2713517
E também perto do motor.
Reportagem: http://www.radiocacula.com.br/noticias/policial/motociclista-encontra-cobra-enrolada-no-pedal-da-moto-e-leva-maior-susto
Ou do painel E do motor:
Reportagem: http://www.olhardireto.com.br/noticias/exibir.asp?id=171164
Você nunca sabe quando uma cobra resolverá dar as caras.
Esta aqui tinha mais juízo que o piloto e resolveu se mandar antes que acontecesse uma encrenca a 250 km/h.
Ok, uma cobra na moto é algo meio raro.
Ratos e camundongos são bem mais comuns e têm o péssimo hábito de roer e romper os cabos de comando e a fiação elétrica de motos e carros.
Fonte: http://www.hardmob.com.br/carros-motos-and-som-automotivo/501843-achei-rato-eletricista-de-autos-hoje.html
Então, caso sua moto não funcione pela manhã nem com as dicas daqui do blog, ou algum componente elétrico deixe de funcionar, dê uma conferida se aqueles fofinhos transmissores de leptospirose e peste bubônica não aprontaram contigo.
E trate de se livrar deles — ratos atraem cobras.
Talvez seja melhor contar com um gato perto de sua moto durante a noite.
Imagem: http://my.englishclub.com/profiles/blogs/my-traumatic-cat-experience?id=2524315%3ABlogPost%3A3757997&page=3
Hummm...
Pensando bem, gatos atraem sucuris.
Um abraço,
Jeff
Reportagem: http://g1.globo.com/sc/santa-catarina/noticia/2014/08/cobra-e-retirada-de-dentro-de-painel-de-motocicleta-no-sul-de-sc.html — Onde leu-se carro, leia-se motoneta.
Essa aí apareceu ontem em uma cidade aqui perto.
Motos são quentinhas e as cobras gostam de passar a noite aconchegadas junto a elas. E quem não gosta?
Reportagem: http://g1.globo.com/ro/rondonia/noticia/2013/06/cobra-se-esconde-dentro-de-motocicleta-em-guajara-mirim-ro.html
Reportagem: http://oglobo.globo.com/rio/cobra-sobe-em-moto-assusta-entregador-no-jardim-botanico-2713517
E também perto do motor.
Reportagem: http://www.radiocacula.com.br/noticias/policial/motociclista-encontra-cobra-enrolada-no-pedal-da-moto-e-leva-maior-susto
Ou do painel E do motor:
Reportagem: http://www.olhardireto.com.br/noticias/exibir.asp?id=171164
Você nunca sabe quando uma cobra resolverá dar as caras.
Vídeo: Diário Digital — http://diariodigital.sapo.pt/news.asp?id_news=579815
Esta aqui tinha mais juízo que o piloto e resolveu se mandar antes que acontecesse uma encrenca a 250 km/h.
Ok, uma cobra na moto é algo meio raro.
Ratos e camundongos são bem mais comuns e têm o péssimo hábito de roer e romper os cabos de comando e a fiação elétrica de motos e carros.
Fonte: http://www.hardmob.com.br/carros-motos-and-som-automotivo/501843-achei-rato-eletricista-de-autos-hoje.html
Então, caso sua moto não funcione pela manhã nem com as dicas daqui do blog, ou algum componente elétrico deixe de funcionar, dê uma conferida se aqueles fofinhos transmissores de leptospirose e peste bubônica não aprontaram contigo.
E trate de se livrar deles — ratos atraem cobras.
Talvez seja melhor contar com um gato perto de sua moto durante a noite.
Imagem: http://my.englishclub.com/profiles/blogs/my-traumatic-cat-experience?id=2524315%3ABlogPost%3A3757997&page=3
Hummm...
Pensando bem, gatos atraem sucuris.
Um abraço,
Jeff
sábado, 16 de agosto de 2014
Bichos soltos
Imagem: http://wp.clicrbs.com.br/guarda-sol/2014/08/14/capivaras-ao-estilo-dos-beatles/?topo=98,2,18,,,67
Cada vez mais os animais selvagens têm seu habitat reduzido e migram para as cidades, podendo causar situações de risco no trânsito.
Essas capivaras foram flagradas em Itajaí, cidade catarinense com 174 mil habitantes.
Já esta capivara marinha solitária foi avistada em Balneário Camboriú, 108 mil balneo-camburienses, também atravessando pela faixa:
Imagem: http://divemag.org/leao-marinho-atravessa-avenida-em-balneario-camboriu/
Estas daqui foram flagradas em São José do Rio Preto, cidade paulista com 373 mil cidadãos:
Imagem: http://www.teckler.com/pt/DeniseTremura/Capivarasurbanas-38454
Note o desrespeito à faixa de pedestres.
E outros animais estão seguindo o exemplo capivariano, como ascapivaras de rabo listado kuats quatis em Campo Grande, capital do Mato Grosso do Sul, 774 mil campo-grandenses:
Imagem: http://minhavidanimal.blogspot.com.br/2011_12_01_archive.html
Infelizmente, era uma mãe resgatando o filhotinho atropelado. Ele não sobreviveu.
Você não está livre das capivaras (e kuats) nem mesmo em São Paulo, capital.
Há capivaras ao longo das marginais, esta daqui foi flagrada (e comentada em bela crônica) na Marginal do Pinheiros:
Imagem e crônica: http://www.checaribe.com/?p=358

Aquelas placas de alerta sobre a travessia de animais silvestres na Marginal Pinheiros estão lá (ainda estão?) por causa das capivaras, e não pela proximidade com a sede de algum time de futebol.
Animais selvagens no trânsito urbano ou rodoviário representam um perigo ainda maior do que os cães e gatos de sempre:
Eles costumam andar em bandos e ao anoitecer.
Ao se aproximarem cada vez mais de zonas urbanas densamente povoadas, aumentam muito o risco de causar acidentes como este:
Reportagem: http://g1.globo.com/sc/santa-catarina/noticia/2014/05/motociclista-morre-atropelado-apos-atingir-capivara-e-cair-de-moto.html
O acidente aconteceu na cidade vizinha de Biguaçu, em plena BR-101. A capivara derrubou o motociclista, e o motorista atrás dele não conseguiu desviar ou parar a tempo.
Biguaçu é uma cidade conurbada com São José e Florianópolis, principais integrantes da região metropolitana da capital do estado de Santa Catarina, 1 milhão de habitantes.
Então você, motociclista que se aventura para fora de sua região, ou até os limites dela, tome cuidado com a presença desses e outros animais selvagens desalojados para as regiões periféricas das grandes cidades, onde costumam aparecer cada vez com mais frequência.
Um abraço,
Jeff
Cada vez mais os animais selvagens têm seu habitat reduzido e migram para as cidades, podendo causar situações de risco no trânsito.
Essas capivaras foram flagradas em Itajaí, cidade catarinense com 174 mil habitantes.
Já esta capivara marinha solitária foi avistada em Balneário Camboriú, 108 mil balneo-camburienses, também atravessando pela faixa:
Imagem: http://divemag.org/leao-marinho-atravessa-avenida-em-balneario-camboriu/
Estas daqui foram flagradas em São José do Rio Preto, cidade paulista com 373 mil cidadãos:
Imagem: http://www.teckler.com/pt/DeniseTremura/Capivarasurbanas-38454
Note o desrespeito à faixa de pedestres.
E outros animais estão seguindo o exemplo capivariano, como as
Imagem: http://minhavidanimal.blogspot.com.br/2011_12_01_archive.html
Infelizmente, era uma mãe resgatando o filhotinho atropelado. Ele não sobreviveu.
Você não está livre das capivaras (e kuats) nem mesmo em São Paulo, capital.
Há capivaras ao longo das marginais, esta daqui foi flagrada (e comentada em bela crônica) na Marginal do Pinheiros:
Imagem e crônica: http://www.checaribe.com/?p=358
Aquelas placas de alerta sobre a travessia de animais silvestres na Marginal Pinheiros estão lá (ainda estão?) por causa das capivaras, e não pela proximidade com a sede de algum time de futebol.
Animais selvagens no trânsito urbano ou rodoviário representam um perigo ainda maior do que os cães e gatos de sempre:
Eles costumam andar em bandos e ao anoitecer.
Ao se aproximarem cada vez mais de zonas urbanas densamente povoadas, aumentam muito o risco de causar acidentes como este:
Reportagem: http://g1.globo.com/sc/santa-catarina/noticia/2014/05/motociclista-morre-atropelado-apos-atingir-capivara-e-cair-de-moto.html
O acidente aconteceu na cidade vizinha de Biguaçu, em plena BR-101. A capivara derrubou o motociclista, e o motorista atrás dele não conseguiu desviar ou parar a tempo.
Biguaçu é uma cidade conurbada com São José e Florianópolis, principais integrantes da região metropolitana da capital do estado de Santa Catarina, 1 milhão de habitantes.
Então você, motociclista que se aventura para fora de sua região, ou até os limites dela, tome cuidado com a presença desses e outros animais selvagens desalojados para as regiões periféricas das grandes cidades, onde costumam aparecer cada vez com mais frequência.
Um abraço,
Jeff
terça-feira, 15 de julho de 2014
Quero-queros e skatistas
Às vezes acontecem coincidências que inspiram uma postagem, foi o que aconteceu com esta aqui.
Pela manhã, na rua de casa, avistei um bando de quero-queros atrás de uma caçamba de entulho.
Quero-quero é esse bicho invocado aqui, ó:
Imagem e reportagem: http://noticias.bol.uol.com.br/esporte/2013/01/05/anderson-pico-gabriel-e-edilson-estao-fora-dos-planos-do-gremio-para-2013.jhtm
Aqui no Sul quero-quero abunda... humm, isso ficou muito esquisito... melhor mudar.
Quero-quero aqui no Sul abunda, tanto que é a ave símbolo do Uruguai.
Imagem: Google doodle para o jogo da Copa do Mundo Costa Rica e Uruguai
É maior que um pombo (e tão ousado quanto) e menor que um frango (mas voa bem, e voa baixo — na altura exata da sua viseira).
Quando você se aproxima de um bando de quero-queros, eles saem voando em várias direções, inclusive na sua, como estratégia para atrair predadores para longe dos ninhos — e não hesitam em te atacar se você chegar muito próximo aos ovos/filhotes.
Sabendo disso, ao passar pela caçamba de entulho, intuitivamente diminuí a velocidade para o caso de algum sair voando por trás da caçamba.
Não deu outra, um deles atravessou voando bem à minha frente, choque evitado.
Aí à tarde aconteceu a coincidência que eu havia falado.
Começava a cair a noite, a hora do lusco-fusco, quando avistei um grupo de skatistas descendo a rua no lado oposto ao meu, mas na mesma direção.
É, eles estavam na contramão, e eram uns seis ou oito deles, todos ziguezagueando perto da calçada do outro lado.
Imagem meramente ilustrativa: http://www.inlinestreetskatersofeurope.com/sector-nine-sales/
Não representavam perigo, a menos que resolvessem atravessar a rua, mas fiquei de olho neles mesmo assim.
E foi aí que me lembrei do bando de quero-queros — e se um deles se desgarrasse e cruzasse bem na minha frente?
Ou pior... e se houvesse um pedestre atravessando a faixa de pedestres oculto no meio daquela revoada, difícil de ver por causa do sol baixo no horizonte?
Pois tinha mesmo, e eu ter diminuído a velocidade ao me aproximar da faixa de pedestres permitiu que eu parasse a tempo de não atropelar um pedestre que saiu inesperadamente do meio daquele grupo.
Lição que ficou:
Ao avistar um grupo de pedestres, skatistas, ciclistas, estudantes, aves ou outros animais em bando, conte com a possibilidade de um deles (ou alguém/algum no meio deles) se desgarrar e atravessar bem na sua frente, e evite um acidente.
Um abraço,
Jeff
Pela manhã, na rua de casa, avistei um bando de quero-queros atrás de uma caçamba de entulho.
Quero-quero é esse bicho invocado aqui, ó:
Imagem e reportagem: http://noticias.bol.uol.com.br/esporte/2013/01/05/anderson-pico-gabriel-e-edilson-estao-fora-dos-planos-do-gremio-para-2013.jhtm
Aqui no Sul quero-quero abunda... humm, isso ficou muito esquisito... melhor mudar.
Quero-quero aqui no Sul abunda, tanto que é a ave símbolo do Uruguai.
Imagem: Google doodle para o jogo da Copa do Mundo Costa Rica e Uruguai
É maior que um pombo (e tão ousado quanto) e menor que um frango (mas voa bem, e voa baixo — na altura exata da sua viseira).
Quando você se aproxima de um bando de quero-queros, eles saem voando em várias direções, inclusive na sua, como estratégia para atrair predadores para longe dos ninhos — e não hesitam em te atacar se você chegar muito próximo aos ovos/filhotes.
Sabendo disso, ao passar pela caçamba de entulho, intuitivamente diminuí a velocidade para o caso de algum sair voando por trás da caçamba.
Não deu outra, um deles atravessou voando bem à minha frente, choque evitado.
Aí à tarde aconteceu a coincidência que eu havia falado.
Começava a cair a noite, a hora do lusco-fusco, quando avistei um grupo de skatistas descendo a rua no lado oposto ao meu, mas na mesma direção.
É, eles estavam na contramão, e eram uns seis ou oito deles, todos ziguezagueando perto da calçada do outro lado.
Imagem meramente ilustrativa: http://www.inlinestreetskatersofeurope.com/sector-nine-sales/
Não representavam perigo, a menos que resolvessem atravessar a rua, mas fiquei de olho neles mesmo assim.
E foi aí que me lembrei do bando de quero-queros — e se um deles se desgarrasse e cruzasse bem na minha frente?
Ou pior... e se houvesse um pedestre atravessando a faixa de pedestres oculto no meio daquela revoada, difícil de ver por causa do sol baixo no horizonte?
Pois tinha mesmo, e eu ter diminuído a velocidade ao me aproximar da faixa de pedestres permitiu que eu parasse a tempo de não atropelar um pedestre que saiu inesperadamente do meio daquele grupo.
Lição que ficou:
Ao avistar um grupo de pedestres, skatistas, ciclistas, estudantes, aves ou outros animais em bando, conte com a possibilidade de um deles (ou alguém/algum no meio deles) se desgarrar e atravessar bem na sua frente, e evite um acidente.
Um abraço,
Jeff
sexta-feira, 1 de novembro de 2013
Vacas, cavalos e cavalgadas
Mais uma tragédia causada por animal solto na estrada à noite, assunto que já abordei aqui e também nesta postagem.
Você que trafega por estradas à noite tem que tomar muito cuidado com essa possibilidade.
No escuro, a gente só percebe o bicho quando está a a uma distância muito curta, fica quase impossível frear a tempo.
Mas nem sempre esses animais estão soltos, e nem mesmo numa rodovia.
Em cidades do interior e algumas periferias de capitais, você encontra trânsito de cavalos e carroças, além de carrinhos puxados por recicladores, todos sem qualquer refletor que permita a visualização noturna à distância.
Outra noite eu quase entrei na traseira de um cavalo, (ô, visão), e nem moro no interior.
Basta morar perto de um CTG para aumentar muito as chances de dar de cara... bom, não necessariamente de cara... com cavalos na pista.
Imagem: http://portaldailha.com.br/folhanortedailha/cavalgada-da-paz-lanca-oficialmente-o-rodeio-dos-praianos/ Meus vizinhos chegando. O problema é na partida, à noite.
Mas à noite, com chuva, a indumentária é outra:
Imagem: http://www.ndonline.com.br/florianopolis/noticias/8711-cavalgada-da-paz-abre-festividades-do-rodeio-no-ctg-os-praianos.html
Bah, fica praticamente impossível enxergar um tordilho apatacado com seu cavaleiro usando uma capa gaúcha.
Áreas com circulação de animais também trazem outro risco para nós, motociclistas.
Eles costumam estender um tapete verde que pode fazer a moto escorregar como se fosse uma poça de óleo e te levar para o chão.
Sem mais detalhes,
Jeff
ATENÇÃO:
Conferir o óleo apenas tirando a vareta é errado e está destruindo seu motor! Os fabricantes divulgam informações contraditórias e o prejudicado é você. Veja a denúncia neste link.
quarta-feira, 15 de maio de 2013
Cachorros e Crianças
Reportagem: http://wp.clicrbs.com.br/guarda-sol/?topo=67,2,18,,,67 Foto: Rafaela Martins
Voltando para casa, avistei um cachorro junto de um andarilho.
Macaco velho que sou, já me precavi para o caso de o cachorro atravessar à minha frente.
Não deu outra.
Na maior inocência, apesar de ter me visto, o cachorro teve a atenção atraída por alguma coisa do outro lado da rua (cachorros são curiosos por natureza).
E o inocente se esqueceu de mim e começou a atravessar a avenida.
Se eu já não estivesse de olho nele, o atropelamento (e o tombo) seriam inevitáveis.
Consegui desviar e me encolhi, torcendo para o alforje lateral não pegar o focinho dele...
Mas foi o suficiente para evitar atropelar o bichinho.
Por que o título da postagem é Cachorros e Crianças?
Porque as crianças pequenas (e as nem tão pequenas, adolescentes e alguns marmanjos inclusos) têm o mesmo nível de inocência para atravessar uma rua.
Se lançam à frente se vêm do outro lado da rua uma tia, avó, amigo ou bob esponja fajuto de porta de loja.
Então, ao pilotar, fique atento a esses riscos potenciais nas calçadas e beiras das ruas.
Cachorros e crianças podem resolver cruzar sua frente repentinamente, então se prepare para uma manobra de emergência sempre que avistá-los.
Eles não pensam para fazer as coisas, você tem de pensar por eles.
Estar preparado pode ser a diferença entre um susto e uma tragédia.
Um abraço,
Jeff
Jean, 11 anos, correu no meio do trânsito para resgatar o amigo atropelado.
Crianças e cachorros não avaliam os riscos, você tem de pensar por eles.
Voltando para casa, avistei um cachorro junto de um andarilho.
Macaco velho que sou, já me precavi para o caso de o cachorro atravessar à minha frente.
Não deu outra.
Na maior inocência, apesar de ter me visto, o cachorro teve a atenção atraída por alguma coisa do outro lado da rua (cachorros são curiosos por natureza).
E o inocente se esqueceu de mim e começou a atravessar a avenida.
Se eu já não estivesse de olho nele, o atropelamento (e o tombo) seriam inevitáveis.
Consegui desviar e me encolhi, torcendo para o alforje lateral não pegar o focinho dele...
Mas foi o suficiente para evitar atropelar o bichinho.
Por que o título da postagem é Cachorros e Crianças?
Porque as crianças pequenas (e as nem tão pequenas, adolescentes e alguns marmanjos inclusos) têm o mesmo nível de inocência para atravessar uma rua.
Se lançam à frente se vêm do outro lado da rua uma tia, avó, amigo ou bob esponja fajuto de porta de loja.
Então, ao pilotar, fique atento a esses riscos potenciais nas calçadas e beiras das ruas.
Cachorros e crianças podem resolver cruzar sua frente repentinamente, então se prepare para uma manobra de emergência sempre que avistá-los.
Eles não pensam para fazer as coisas, você tem de pensar por eles.
Estar preparado pode ser a diferença entre um susto e uma tragédia.
Um abraço,
Jeff
sábado, 6 de abril de 2013
A hora em que a vaca vai para o brejo (2)
Fonte: http://diariocatarinense.clicrbs.com.br/sc/geral/noticia/2013/01/leao-baio-e-flagrado-andando-tranquilamente-na-serra-catarinense-4021218.html
Eu já tinha subido a serra pela BR-282, que é caminho para Urubici/São Joaquim/Serra do Rio do Rastro, uma das melhores estradas do mundo para se rodar de moto, mas não tinha ido muito longe porque começou a chover e eu ia acabar terminando o percurso à noite, o que não é recomendável.
Masontem à noite hoje de madrugada desisti de tentar dormir com a serenata dos meus vizinhos queridos (longe), então Jezebel me convidou para um passeio.
E lá fomos nós por esta estradinha linda acima, três e meia da manhã, estrada praticamente só para nós, quando chegamos numa curva maravilhosa e demos de cara com um representante da fauna local.
Não foi um leão-baio (como é chamada nesta região a suçuarana, onça parda ou puma vista recentemente na fota acima — aliás, na mesma estrada).
Mas erauma raposa um cachorro-do-mato ou graxaim, que infelizmente tinha acabado de ser atropelado e estava estendido bem no meio da pista.
Carros e caminhões talvez passassem apenas pelo susto, mas poderiam tentar desviar e perder o controle.
Como ele estava bem no meio da pista, essa situação é muito mais perigosa para uma moto.
Bom, o fato é que parar para remover o corpo do pobreraposinha graxainzinho e talvez salvar alguém de um tombo feio pode ter salvado minha vida.
Consegui desviar com um belo susto, até aí o normal para a situação.
No entanto, ao tentar manobrar para retornar ao local do atropelamento, percebi que eu não tinha domínio da moto.
Quase caí ao fazer o retorno em baixa velocidade; acabei ficando atravessado por alguns instantes na rodovia, tentando juntar forças para não deixar a moto cair e tirá-la dali, pernão para um lado e a moto pro outro.
O que aconteceu foi que eu havia ficado entorpecido pelo frio da serra, sem perceber.
Enquanto pilotava em alta velocidade, a moto se equilibrava sozinha, tudo ia muito bem.
Mas ao diminuir e precisar de maior domínio sobre a moto, eu simplesmente não tinha força suficiente. Remover o animal da pista foi mais difícil do que parecia a princípio.
Esse entorpecimento causado pelo frio é extremamente perigoso. Já havia acontecido comigo há uns muitos anos, ao parar no semáforo não sentia o chão e quase dei de cara com ele.
Como seguir em frente ia me levar para regiões ainda mais frias, aproveitei para contemplar o céu onde a única nuvem era formada por estrelas, recuperei um pouco das forças e voltei até um posto localizado uns 20 km antes, onde me aqueci e pude retomar a jornada para casa.
Só que esses 20 km foram de um sacrifício impensado, a moto parecia reagir de maneira estranha, parei duas vezes para ter certeza de que os pneus não estavam furados.
O problema não estava em Jezebel, e sim na minha preparação inadequada para a viagem (e nos meus vizinhos).
A morteda raposinha do graxainzinho salvou minha vida. (Já meus vizinhos, esses quase me matam todos os dias... mas já arranjei um lugar sossegado para morar, semana que vem estou livre deles).
Há malas que vêm para bem.
Um abraço,
Jeff
Eu já tinha subido a serra pela BR-282, que é caminho para Urubici/São Joaquim/Serra do Rio do Rastro, uma das melhores estradas do mundo para se rodar de moto, mas não tinha ido muito longe porque começou a chover e eu ia acabar terminando o percurso à noite, o que não é recomendável.
Mas
E lá fomos nós por esta estradinha linda acima, três e meia da manhã, estrada praticamente só para nós, quando chegamos numa curva maravilhosa e demos de cara com um representante da fauna local.
Não foi um leão-baio (como é chamada nesta região a suçuarana, onça parda ou puma vista recentemente na fota acima — aliás, na mesma estrada).
Mas era
Carros e caminhões talvez passassem apenas pelo susto, mas poderiam tentar desviar e perder o controle.
Como ele estava bem no meio da pista, essa situação é muito mais perigosa para uma moto.
Bom, o fato é que parar para remover o corpo do pobre
Consegui desviar com um belo susto, até aí o normal para a situação.
No entanto, ao tentar manobrar para retornar ao local do atropelamento, percebi que eu não tinha domínio da moto.
Quase caí ao fazer o retorno em baixa velocidade; acabei ficando atravessado por alguns instantes na rodovia, tentando juntar forças para não deixar a moto cair e tirá-la dali, pernão para um lado e a moto pro outro.
O que aconteceu foi que eu havia ficado entorpecido pelo frio da serra, sem perceber.
Enquanto pilotava em alta velocidade, a moto se equilibrava sozinha, tudo ia muito bem.
Mas ao diminuir e precisar de maior domínio sobre a moto, eu simplesmente não tinha força suficiente. Remover o animal da pista foi mais difícil do que parecia a princípio.
Esse entorpecimento causado pelo frio é extremamente perigoso. Já havia acontecido comigo há uns muitos anos, ao parar no semáforo não sentia o chão e quase dei de cara com ele.
Como seguir em frente ia me levar para regiões ainda mais frias, aproveitei para contemplar o céu onde a única nuvem era formada por estrelas, recuperei um pouco das forças e voltei até um posto localizado uns 20 km antes, onde me aqueci e pude retomar a jornada para casa.
Só que esses 20 km foram de um sacrifício impensado, a moto parecia reagir de maneira estranha, parei duas vezes para ter certeza de que os pneus não estavam furados.
O problema não estava em Jezebel, e sim na minha preparação inadequada para a viagem (e nos meus vizinhos).
A morte
Há malas que vêm para bem.
Um abraço,
Jeff
domingo, 6 de janeiro de 2013
A hora em que a vaca vai para o brejo...
...costuma ser à noite.
Esse é um dos principais motivos para não fazer viagens noturnas pelas estradas deste nosso(?) Brasil varonil.
A foto foi tirada ontem pela Polícia Rodoviária Federal em plena BR-282, a principal via de ligação leste-oeste de Santa Catarina.
Mas recentemente houve um acidente fatal na BR-101, a principal ligação norte-sul. Um local conhecido como Morro dos Cavalos.
Esse acidente envolveu três motos, um carro, um caminhão e um cavalo.
Infelizmente, a irresponsabilidade do proprietário do animal resultou na morte de mais um motociclista.
Atualizando a informação, ontem à noite (10/01) aconteceu novamente na BR-101, felizmente sem vítimas, a não ser o touro (que sobreviveu).
E mais uma atualização:
Vídeo e reportagem: http://g1.globo.com/rs/rio-grande-do-sul/transito/noticia/2014/12/vaca-solta-em-rodovia-e-atropelada-por-caminhonete-no-rs-veja-o-video.html
Detalhe que a vaca estava "solta na estrada em Santa Catarina" e a reportagem da globo a filmou lá na Freeway do Rio Grande do Sul... Voou longe essa vaca.
Como esse quadro não vai mudar, só nos resta ficarmos atentos e preparados mentalmente para desviar de animais cruzando a pista.
O perigo é maior à noite, mas nada impede que animais desgarrados cruzem rodovias em plena luz do dia.
Cavalos e vacas não recuam, então encontrando um bicho desses cruzando a sua frente, a melhor alternativa é tentar passar por trás dele.
Já cachorros são mais espertos e podem alterar sua trajetória e mesmo recuar diante do perigo. São mais difíceis de evitar.
Respeitar os limites de velocidade ajuda muito. Velocidades mais baixas permitem uma fração de segundo a mais para tentar uma manobra evasiva.
E numa situação dessas, uma fração de segundo é uma diferença de vida ou morte.
Um abraço,
Jeff
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