Esta semana foi lançada a mais moderna moto antiga de todos os tempos.
Olha que coisa mais linda:
Imagem: https://indianautosblog.com/2017/11/royal-enfield-interceptor-650-twin-royal-enfield-continental-gt-650-twin-2017-eicma-289789/royal-enfield-interceptor-650-twin-orange-press-shot-front-left-quarter
Parece a Jezebel depois de malhar na academia...
Vai de bônus um vídeo com a história da royal.
Não se espante com o tamanho, a parte boa é do início até os 03:45, e depois a partir dos 11:45 para ver as motos...
Apesar do jeitão de motor antigão, por dentro ele é moderno, com 4 válvulas por cilindro e comando no cabeçote.
E para quem gosta de motores sem complicação, arrefecimento a ar e óleo, em vez de água. Infelizmente, vem com injeção eletrônica... bom, nada é perfeito...
O sincronismo do motor é a 270 graus, ou seja, as faíscas ocorrem em cada cilindro a cada 3/4 de volta do virabrequim, e não a 180 ou a 360 graus como no motor da CB 400/450.
Paradoxalmente, com essa configuração e um eixo balanceiro, é possível obter a mínima vibração total de um motor bicilíndrico.
E ainda preservar aquele ronco clássico de moto antiga... melhor dos mundos.
No press release que o pessoal publicou, enfatizaram a resistência e os testes do chassi... por que será, né?
Se for mesmo verdade, em 2019 mais tardar 2020 teremos essas motos muito interessantes rodando em nossas ruas, a Interceptor e a Continental GT.
Apesar de grandalhão, o motor é pacato, gera no máximo 47 cavalos. Uma kawasaki Ninja com a mesma cilindrada gera 72 cavalos.
Então o motor é fraco?
Beeem... digamos que isso tem vantagens e desvantagens...
Uma Ninja gera toda essa cavalaria em rotações elevadas, 8.500 rpm, e o torque máximo acontece com o motor girando a 7.000 rpm.
O motor 650 da royal gera 47 cavalos a 7.100 rpm, mas o maior torque acontece em baixíssimas 4.000 rpm.
O que isso implica?
Torque é o que faz a moto acelerar, e potência é o que permite atingir altas velocidades.
Rodando na faixa de torque máximo, o motor está na zona de conforto, rodando tranquilo e podendo fazer muita força se precisar.
A velocidade máxima da Continental GT e da Inteceptor será de apenas 160 km/h, a Ninja passa dos 200 km/h.
Para mim, 160 km/h é mais do que suficiente, não preciso chegar a isso...
Fazendo uma regra de três simples (aquela aula chata de má temática enfim serviu para alguma coisa), calculo que o motor estará a ridículas 5.000 rpm para rodar a 110 km/h — o limite para não tomar multas.
É uma moto para rodar com conforto e viajar tranquilo — com reserva para acelerar forte nas ultrapassagens, se necessário.
Um motor que roda sem ser muito exigido tem vida mais longa e menor custo de manutenção. Sem falar que a baixa rotação economiza combustível.
Para muita gente, uma moto como essa é mais empolgante do que uma esportiva magrela e desconfortável.
Ah, e sabe o preço na Índia?
O equivalente a 16 mil reais dos nossos.
Então é isso, não pude conter a empolgação...
A tendência de motos retrô está ganhando terreno para a alegria da galera... (alguém ainda fala galera?)
Um abraço,
Jeff






















