Mostrando postagens com marcador Capacete. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Capacete. Mostrar todas as postagens

segunda-feira, 24 de fevereiro de 2020

O mau exemplo que vem de cima de uma moto

Pilotar com o capacete solto na cabeça é a mesma coisa que pilotar sem capacete.

Num tombo, capacete é a primeira coisa que voa, você vem logo atrás.

O capacete se manda e sua cabeça é a primeira coisa que bate no asfalto.

Então é péssimo que aqueles que deveriam dar o bom exemplo façam esse tipo de coisa:
Vídeo e reportagem: https://g1.globo.com/sp/santos-regiao/noticia/2020/02/24/bolsonaro-comete-infracao-de-transito-ao-andar-de-moto-com-capacete-solto-em-guaruja.ghtml

O pessoal das relações públicas lá de Brasília já disse que não vai comentar — perdem a oportunidade de reverter e minimizar o estrago, perpetuam o erro sem remissão. É com ss, eu conferi.

Não é questão de ser contra fulano ou sicrano, nem de apoiar sicrano ou beltrana.

A autoridade máxima do país não deveria dar mau exemplo, ponto final.
Imagem e reportagem: http://g1.globo.com/Noticias/Politica/0,,MUL100590-5601,00-LULA+POSA+PARA+FOTOS+COM+MOTO+ESTILIZADA.html

Não importa que seja só uma pose para os fotógrafos e ninguém vá pilotar de verdade, quem vê a imagem só vê uma coisa: 

O cara sem capacete no comando de uma moto, o cara com o capacete solto no comando de uma moto.

A mensagem dada: liberou geral.

Poxa, o bom exemplo deveria vir de cima.

Infelizmente, a preocupação em dar bons exemplos não passa pela cabeça do pessoal lá de cima.

Usar capacete sem afivelar é a mesma coisa que rodar numa moto sem freios.

Na hora em que você mais precisar, vai fazer uma poooota de uma falta.

Arrependimento não mata... 

O lado bom (bom?) é que sem capacete, o arrependimento só dura uma fração de segundo, depois nunca mais.

Um abraço,

Jeff

segunda-feira, 10 de fevereiro de 2020

Meu pior tombo e a importância de usar equipamentos de proteção

Bom, agora a parte que todo mundo estava esperando, o tombão.

Felizmente uma câmera no local flagrou o momento em que fui ao chão:

Na hora em que a roda desgarrou, não deu tempo de pensar em mais nada, e enquanto eu via as pedrinhas rolando na viseira do capacete, meus pensamentos foram apenas dois.

Felizmente, um gravador no local registrou meus pensamentos:

NÃO!!!! NÃO!!!!.... que legal, o capacete está funcionando!

O local do acidente foi este aqui, na Serra do Ribeira:
Essa estrada corta o parque até a cidade de Apiaí, onde começa o Rastro da Serpente.

O estrago na Jezebel foi este:

Para-lama quebrado (agora o dianteiro, o traseiro já tinha sido remendado com arame na mesma viagem), os dois espelhos, os dois piscas do lado direito ficaram pendurados e acabaram caindo pelo caminho, os alforjes rasgaram na emenda, o cabo do velocímetro se soltou na pancada com a placa... 

E falando na placa, ela foi a grande heroína do dia:
Não dá para ver direito na foto, mas depois dela tem um abismo.

Se não fosse a placa, Jezebel teria deslizado para o abismo, um tombo de uns 100 metros, pelo menos.

Com a escapada da roda, ela desviou para a direita e bateu contra a placa, enquanto eu deslizei junto, mas do lado da estrada — o maior risco que corri foi ser atropelado por uma onça, porque na estrada não passava ninguém.

Não passava ninguém e eu preso embaixo da moto, sem conseguir sair.

Quase quebrei as costelas, a primeira coisa que fiz foi avaliar se tinha quebrado ou não — a segunda foi desligar o corta-corrente com o pé livre, o outro preso embaixo da moto.

Cabeça fria nessa hora: 

Se eu me levantasse afobado, uma costela quebrada poderia se deslocar e perfurar o pulmão, e aí eu estaria no mato sem cachorro. Só onças.

Depois de apalpar e ter certeza de que as costelas não estavam quebradas, mas poderiam estar trincadas (porque a dor era muito forte), começou a luta para sair de debaixo da moto vazando combustível... tudo era urgente e eu não conseguia fazer nada com rapidez.

E por que eu não conseguia me levantar?

Porque o pé livre não conseguia fazer força... eu estava usando botinas desse tipo aí embaixo (não eram da mesma marca, mas o modelo é parecido):
Bonitinhas e baratinhas, mas com um sério problema se você for viajar em uma estrada com onças:

No tombo, a bota deslizou no pé e ficou no meio do caminho, não entrava nem saía do pé.

Deitado eu não conseguia calçar de novo porque ela entra muito justa, nem tinha como tirar de vez porque não tinha ponto de apoio e a dor nas costelas impedia de me sentar ou fazer força.

Felizmente os outros equipamentos funcionaram bem.

O capacete robocop aguentou a pancada e protegeu muito bem o meu rosto. 

Eu sempre achei que a queixeira seria arrancada no caso de um tombo — e também sempre achei que nunca iria cair — mas de moto, nunca pense em nunca acontecer um acidente, use sempre os equipamentos de proteção.
E a queixeira realmente quase foi arrancada durante a queda. 

Ela quebrou na articulação — se eu estivesse uns 10 km/h mais rápido, a outra articulação sozinha não teria aguentado, a queixeira seria arrancada e eu certamente teria me machucado.

Moral da história: 

Capacete robocop nunca mais, o conforto não compensa o risco.

Quem também se portou muito bem foi a jaqueta de couro, fez o trabalho dela com perfeição e ganhamos estes registros de batalha que nos enchem de orgulho:
E o que causou tudo isso?

Acredite se puder, aquelas pedrinhas ridículas que resolveram se soltar na nossa frente — e o uso de medicação contra dores que prejudica nossa capacidade de julgamento e reação.

Desviando de um buraco, ficamos muito perto da lateral suja da estrada, e não deu tempo de fazer mais nada, só ir pro chão colecionar mais uma história.

Aquelas pedrinhas ridículas no canto direito da foto — Jezebel está na contramão, virada em direção da subida para não cair do cavalete, a serra é íngreme e em descida nesse trecho.
Depois que consegui sair e me levantar, e com dificuldade e muita dor calçar novamente a bota, aí do nada apareceram dois carros e em seguida mais um.

O pessoal dos dois carros me ajudou a colocar a moto em pé e o pessoal do mais um se mandou.

Foram os primeiros que bateram estas fotos, menos a do tombo e a vista da serra, e me ajudaram a prender os alforjes caídos em cima da moto com os elásticos que eu sempre carrego.

Eles que perceberam que eu e a Jezebel quase tínhamos caído no abismo.

Duas semanas antes, um motociclista e sua moto caíram em outra barroca da mesma estrada e só foi resgatado porque ficou horas chacoalhando uma árvorezinha comprida e um motorista desconfiou que aquilo não era coisa de macaco.

Depois de ter certeza de que eu conseguiria subir de novo na moto e ligar o motor, e eu dizer que estava tudo bem, eles foram embora, gente boa — até endireitaram a placa para que ela continuasse avisando o pessoal sobre a curva logo à frente. E quem sabe segurar alguma outra moto...

Depois de alguns dias me enviaram as fotos porque eu havia passado meu email atual ainda não hackeado e já estava pensando na postagem que iria estrear de novo o blog...

Eu disse que estava tudo bem, mas não estava não.

A dor era muita, agora na coluna e também nas costelas. Costelas dóem pacas.

Subi na moto e percebi que não havia removido o cabo do velocímetro que estava arrastando no chão.

Descer e subir de novo com a dor que eu estava? Nã nã nã. 

Pisei no cabo e acelerei a moto, ele ficou por lá mesmo, consciência pesada de poluir a natureza, mas era questão de sobrevivência.

Agora eu iria mesmo chegar a Apiaiaiai com a noite caindo, não tinha como ir ligeiro, cada buraquinho e pedregulhozinho da estrada eram motivo de dor intensa... eu não podia escorregar nas poças de lama, eu tinha de chegar rápido até o hospital e bater uma radiografia naquelas costelas.

Mas nessas horas tudo ajuda, e do nada no meio de lugar nenhum surgiu uma onça um filho de cadela que começou a me seguir e avançar contra o pé que eu não podia dar uma bicuda por causa da dor. Espaço reservado para protestos de defensores de animais que não pilotam motocicleta.

O totó não desistia e eu não tinha como fugir dele, até que tive a ideia de acionar a embreagem e acelerar ao máximo. Jezebel não é veloz, mas sabe como fazer um barulhinho bom.

Cheguei no hospital e uma enfermeira percebeu que eu não estava visitando um parente, então me ajudou a descer da moto. 

Atendimento preferencial para idosos estropiados, radiografias tiradas, costelas inteiras, pensei que ia receber um colete de gesso ou pelo menos um enfaixamento para diminuir as dores.

Costela não pode enfaixar. Pelo menos, não no meu caso. Ia ter de conviver com a dor. Um mês inteiro de dor, acordando a toda hora por causa da dor.

E aí, medicado contra dores de novo, vem a questão: o quequeu faço?

Eu TINHA de ir até Floripa para receber meu pagamento, ou não teria como voltar para casa.

A noite de quinta-feira eu passei no hotel emendando as duas metades dos alforjes com laça-gatos, felizmente eu tinha levado uma dúzia deles. Furava o couro corvim com a chave de fenda e suturava com os laça-gatos.

O conserto ficou tão bom que eles estão lá até hoje. Emendados e remendados pela segunda vez. 

Chegou a madrugada, hora de dormir, hora dos caminhões que levam madeira para as padarias e pizzarias começarem a subir a ladeira em frente ao hotel. Noite inteira sem dormir, e com dor.

Sexta-feira pela manhã, éramos os primeiros na loja/oficina de motos de Apiaiaiai.

Peripécias para conseguir que minha filha fizesse o pagamento do conserto sem poder falar diretamente com ela, tipo email sem fio via balconista da loja.

No final da história, consertos realizados, Jezebel ganhou um para-lama amarelo que odeio até hoje e tive de comprar o único capacete que entrou muito apertado na minha cabeçona gorda.

Fomos os primeiros a entrar na oficina e só saímos quando perdi a paciência às três da tarde e fui buscar a moto lá dentro da oficina, eu precisava chegar até Floripa ainda naquela noite porque tinha o compromisso de me encontrar com minha amiga e fonte pagadora no dia seguinte.

Estavam esquentando o motor para lavar a moto. Pois é, não pergunte. Não tem explicação.

Chegamos em Curitiba já estava anoitecendo e ainda tínhamos 300 km pela frente, com dores, cansado e com problemas para digerir aquela maldita coxinha de beira de estrada.

O cansaço era tanto que diminuí o ritmo para poder ficar atrás de um caminhão cheio de luzes sem ter de decidir o que fazer, apenas não perder as luzinhas de vista.

Depois de uns 50 km o motorista desconfiou da moto que o seguia e parou no acostamento, acabei parando junto, foi uma luta conseguir sair dali.

Chegando em Palhoça, rodei a cidade inteira várias vezes procurando o hotel que eu conhecia o caminho de cor.

Mas de noite e tão cansado, eu não sabia mais para que lado estava a serra e para que lado estava o mar, e de madrugada não tinha para quem perguntar.

E ainda por cima, sob os efeitos desesperadores da coxinha de Curitiba.

Acabamos morrendo em um motel na BR-116 ops, BR-101 lá pelas 6 da manhã onde pude tomar um banho. E lavar as roupas — coxinha em Curitiba, nunca mais. 

Jezebel ficou na garagem (não passava pela porta da suíte) e o motel tinha um degrau daqueles que você não vê e fui para o chão, onde fiquei me perguntando why, God, why?

Mas no final final deu tudo certo, até recuperei o blog um ano depois, e estamos aqui para contar a história.

É como diz a camiseta que eu usei na viagem:
Continue rodando, nunca desista

"Ué, falou tanto, mas cadê a jaqueta?"

Motivos religiosos.

Minha religião não permite usar jaqueta em trajetos inferiores a 5 km. Se eu cair de casa até a padoca, eu fiz por merecer.

Aproveito para mandar um forte abraço aos meus amigos Daniel e Meri que bateram as fotos e me deram sustança enquanto estive por lá, e agradeço aos leitores pela paciência de ouvir até aqui,

Jeff & Jezebel

domingo, 19 de novembro de 2017

Vídeo com as quatro maiores causas de acidentes fatais de moto

O acidente deste vídeo publicado pelo canal Wolf Biker Motovlog é chocante mas não tem sangue.

O piloto provavelmente morreu ao bater a cabeça no solo e/ou quebrar o pescoço — a gente sempre torce pelo melhor, o corpo humano é capaz de coisas surpreendentes, mas não tenho mais informações.

No entanto, o vídeo é um exemplo fantástico dos principais erros que todo mundo comete e não percebe ao pilotar uma moto na cidade.

Primeira coisa, o piloto não foi prudente.

A velocidade em que ele veio era maior do que os 20 a 40 km/h recomendados para vias estreitas de bairros.

O pessoal pensa que o perigo está somente quando você roda na velocidade máxima, ou pelo menos acima dos 80 km/h.

Mas acidentes podem ser fatais a partir de 50 km/h, memorize este número.

Mesmo que a moto estivesse dentro do limite urbano de 60 km/h, já seria demais para rodar naquela rua.

Segunda coisa, faltou cautela ao chegar na intersecção.

A preferencial ali é difícil de identificar.

Provavelmente a moto estava na preferencial, o mesmo caminho do ônibus, mas a separação do asfalto deixa margem para dúvidas.

Você nunca chega em uma velocidade que te impeça de impedir um acidente porque alguém desrespeitou a preferencial em uma intersecção ou cruzamento.

Carros ou motos poderiam vir nos dois sentidos e o motociclista não conseguiria parar, como não parou.

Os outros sempre poderão errar, mas o motociclista não pode errar nunca, senão o resultado é esse do vídeo.

Terceira coisa, ele não previu que um veículo poderia estar atrás do ônibus e cruzar a frente dele.

Veículos opacos sempre ocultam outros veículos menores e você só descobre quando não dá mais tempo de fazer nada.

A única saída é prever que isso possa acontecer e rodar em velocidade que te permita evitar o acidente.

E finalmente, mas não menos importante:

Ele perdeu todas as chances de sair dessa apenas com um susto quando não afivelou o capacete corretamente. 

Um capacete frouxo é a primeira coisa que voa longe em uma batida.

Se estivesse bem afivelado, permaneceria na cabeça e amorteceria o impacto contra o solo.

Talvez até mudasse a trajetória contra a parede.

Sinceramente, torço para que o rapaz tenha sobrevivido e aprendido essa lição dolorosa.

Mas se a lição não serviu para ele, que sirva para você não cometer os mesmos erros tão comuns.

Erros básicos e facilmente evitáveis que estão matando muita gente dessa maneira triste. 

Um abraço, especialmente ao meu amigo Daniel que me enviou o vídeo,

Jeff
PS: Como observado pelo leitor Patrick Lemos, ele estava pilotando de chinelos. 

É nessas horas em que se precisa frear desesperadamente que o chinelo costuma escorregar da pedaleira. Principalmente se estiver molhada.

terça-feira, 4 de julho de 2017

Vida real e capacetes não recomendáveis das propagandas

Propaganda:



Vida real:
Imagem, vídeo e reportagem: http://g1.globo.com/sp/santos-regiao/noticia/mulher-fica-com-o-rosto-desfigurado-apos-passar-de-moto-sobre-buraco-e-cair-em-sp-vou-processar.ghtml — A moto é uma honda PCX modelo DLX.

Será que o pessoal lá na honda e lá na agência de propaganda não fica com remorso quando vê alguém que acreditou no que eles disseram passando por uma situação dessas?

Falo das propagandas de scooters mostrando usuários e usuárias usando capacetes abertos como se fossem os mais seguros do mundo.

Não são não, honda, yamaha e demais fabricantes, e vocês sabem disso.

Mas as propagandas venderiam menos motos se mostrassem os usuários usando capacetes integrais fechados e abafados, não é?

Questão de não querer diminuir o "market share".

Mas capacetes fechados não deixariam essa moça com o rosto machucado — por pouco ela quase precisou de cirurgia plástica.

Outras pessoas não têm tanta sorte. Não pesquise no google, você vai encontrar cenas horríveis.

Horríveis e muitas delas seriam evitáveis com um capacete integral.

Mas todas as fabricantes gostam de fazer propagandas fofinhas com segurança no trânsito.

E continuam anunciando motonetas com o pessoal usando o pior capacete possível para motociclistas.
Vocês aí na honda, yamaha e demais fabricantes de scooters...

Vocês não têm remorso não?

Não pinta um sentimentozinho de culpa ao saber que lesões como essa seriam evitadas se vocês não colocassem na cabeça das pessoas a ideia de usar o capacete aberto? (desculpe, trocadilho não intencional)

Custava alguma coisa conscientizar as pessoas de que o capacete aberto não é a melhor opção, que na verdade é um erro optar por um capacete que não protege o rosto?

Ah, é... o tal "market share"...

Bom, pelo menos eu tento fazer a minha parte alertando as pessoas sobre a porcaria que é o capacete aberto na hora em que ele deveria fazer alguma coisa.

http://minhaprimeiramoto.blogspot.com.br/2015/11/motonetas-e-capacetes-para-motonetas.html


http://minhaprimeiramoto.blogspot.com.br/2017/03/dois-capacetes-fazendo-muito-bem-o-seu.html

http://minhaprimeiramoto.blogspot.com.br/2014/11/entendeu-porque-capacete-aberto-nao.html


http://minhaprimeiramoto.blogspot.com.br/2017/03/meninas-scooters-propagandas-e-mundo.html

Estaria ao alcance das fabricantes fazer muito mais.

Mas para isso teria de prevalecer algum sentimento pelas pessoas, e não apenas pelo dinheiro delas.

Um abraço, menos aos responsáveis pelas propagandas de motonetas,

Jefferson

quinta-feira, 30 de março de 2017

Pequenas distrações e viseiras abertas

Usar corretamente um capacete não é apenas colocá-lo bem afivelado na cabeça.

Também é manter a viseira sempre bem fechada para evitar que ela cause situações como esta:

Imagem e reportagem: http://www.rondoniagora.com/policia/motociclista-morre-ao-se-chocar-na-lateral-de-carreta-na-br-364


Viseiras abertas causam distrações, podem ameaçar ser arrancadas com o vento ao ultrapassar um caminhão.


Essa pequena distração momentânea pode causar um acidente fatal como esse aí de cima.

A gente costuma pensar que a única utilidade da viseira é impedir a entrada de insetos e pequenos ciscos no olho.

Isso não deixa de ser verdade, e é sua utilidade mais comum:

Imagem e reportagem: http://www.atualfm.com.br/site/capacete-com-viseira-levantada-causa-acidente-em-concordia/

Abrir a viseira para conversar com a garupa pode ter sido a causa primária deste acidente, o inseto foi a causa final.

Mesmo motociclistas que costumam rodar de viseira fechada costumam abri-la para poder ouvir a garupa.

Aliás, essa atitude pode ter sido a causa deste segundo acidente aí em baixo.

A viseira bem fechada do capacete também oferece proteção para situações que o pessoal nem imagina, como esta:

Imagem e reportagem: http://www.midiamax.com.br/transito/retrovisor-perfura-olho-motociclista-colidiu-camionete-ernesto-geisel-321801
Reportagem: http://www.midiamax.com.br/transito/retrovisor-perfura-olho-motociclista-colidiu-camionete-ernesto-geisel-321801

Por estar aberta, a viseira não impediu o impacto contra a haste do espelho retrovisor.

O que poderia ter sido um acidente besta teve um resultado trágico e irreversível.

Situações como essa são extremamente raras.

Muito mais fácil de acontecer é o piloto ser arremessado contra o mato na beira da estrada, onde tem um monte de arbustos com muitas hastes capazes de fazer o mesmo estrago.

E para finalizar, duas reportagens curiosas relacionadas à viseira do capacete:
Imagem e reportatgem: http://www.piracurucaaovivo.com/2015/06/homem-morre-em-acidente-apos-viseira-de.html

A coitada da viseira e o capacete acabaram sendo responsabilizados por matar o piloto que já havia quebrado o pescoço com o tombo...

Essa notícia não resiste a um mínimo de análise, é uma pena que o pessoal não avalie as informações antes de publicá-las.

O capacete somente impede ferimentos à cabeça, não impede que o pescoço seja quebrado.

Única coisa que pode talvez impedir um pescoço quebrado é manter a velocidade dentro dos limites permitidos.

Alguém com o pescoço quebrado já está morto, a jugular cortada não influi em mais nada.

Sabe, a viseira faz algumas coisas ruins, mas matar o piloto... acho que não.

Uma viseira mata no máximo um pombo:
Imagem e reportagem: http://www.visordown.com/news/bizarre/rider-survives-140mph-pigeon-crash

O pombo bateu na viseira a 80 km/h, desacordou o piloto que abriu o acelerador e saiu da pista a 225 km/h.

O piloto só não morreu porque o capacete era bom.

Se a viseira estivesse aberta, a manchete certamente seria muito pior.

Viseiras fazem coisas ruins, como embaçar em dias de chuva e impedir a entrada de ar nos dias quentes.

No entanto, a proteção que ela oferece fechada compensa as desvantagens, e muito.

A única situação aceitável para abrir a viseira apenas um pouquinho, coisa de um dedo, é em dias de chuva para deixar entrar um pouco de ar para desembaçar — e somente pelo tempo suficiente para isso.

Se a viseira estiver embaçando muito, será hora de parar e esperar a chuva melhorar.

Melhor abrir um pouco a viseira do que pilotar às cegas até achar um lugar seguro para parar.

Mas não abra o suficiente para entrar muita água, porque a água suja respingada nos olhos por um carro passando ao seu lado é um risco muito grande.

Mantenha a viseira sempre fechada e você não se arrependerá.

Um abraço,

Jeff

segunda-feira, 13 de março de 2017

Dois capacetes fazendo muito bem o seu trabalho

Aproveitando o assunto dos capacetes da postagem anterior, segue um vídeo para mostrar capacetes bem afivelados fazendo muito bem o seu trabalho:


Como visto, acidentes podem acontecer até mesmo quando você pilota dentro dos limites de velocidade, e pelos motivos mais inesperados. E bizarros...

E nessas situações a coisa mais comum é meter a cara no asfalto — por isso que sou contra capacete aberto... 
Imagem: Vídeo acima https://www.youtube.com/watch?v=Vlq7_wwcyY8

Ou sair fazendo um voo de baixa altitude...
Imagem: Vídeo acima https://www.youtube.com/watch?v=Vlq7_wwcyY8

A primeira coisa que baterá no solo será sua cabeça, e é para isso que serve o capacete...

É mais que óbvio, mas o pessoal não dá a importância que merece.

Ainda mais com toda a publicidade com o pessoal rodando de capacete aberto como se fosse a melhor coisa do mundo. 

Não é.
Imagem: http://www.lordofmotors.com/2012/04/harley-propaganda.html

Já imaginou a cara do cara da Harley se ele estivesse usando o capacete preferido das propagandas da harley?

Como resultado dos bons capacetes bem afivelados, ambos os pilotos saíram praticamente ilesos do acidente.

O piloto da esportiva só não machucou a coluna caindo sobre a mochila nas costas porque usava um protetor de coluna.
Imagem: Pesquisa no google.

É um equipamento de segurança que já não custa tão caro — você encontra a partir de 75 reais, menos que um capacete — e pode fazer uma enorme diferença na hora de um acidente.

Afinal, uma lesão na coluna pode envolver meses e anos de fisioterapia, e algumas são irreversíveis, obrigando ao uso de cadeira de rodas.

E vou aproveitar para corrigir uma informação que fiz na outra postagem:

Eu disse que o capacete mal afivelado é a primeira coisa que voa longe, e você é a segunda.

Mas eu esqueci... e o leitor Felipe Rafael Valenzuela me lembrou:

Sapatos também saem voando, não são apropriados para andar de moto.
Imagem: Bakuon!! Episódio 4. — Não se preocupe, ela saiu ilesa. Bom, mais ou menos...

Ah, sim!

Sua garupa também sai voando, ainda mais se for uma criança. Ou uma boneca inflável como aquela da propaganda da harley.

Um abraço,

Jeff

sexta-feira, 10 de março de 2017

O detalhe que faz toda a diferença — afivelar bem o capacete

Vídeo com flagrante de acidente totalmente inesperado, felizmente tudo bem com as garotas na moto:
Imagem, vídeo e reportagem: http://g1.globo.com/sao-paulo/itapetininga-regiao/noticia/2017/03/motorista-do-carro-que-bateu-em-motocicleta-segue-internado-em-tatui.html

Note os capacetes rolando na rua...
Imagem, vídeo e reportagem: http://g1.globo.com/sao-paulo/itapetininga-regiao/noticia/2017/03/motorista-do-carro-que-bateu-em-motocicleta-segue-internado-em-tatui.html

Os capacetes não estavam bem afivelados, talvez nem mesmo estivessem afivelados.

Se as garotas tivessem batido a cabeça no chão, os capacetes não teriam servido pra nada.

Um capacete solto é a primeira coisa que voa longe em um acidente, você é a segunda.

E geralmente a sua cabeça chega ao chão antes do capacete...

Você nunca espera que um acidente possa acontecer.
Imagem e reportagem: http://www.correiodoestado.com.br/cidades/carro-sem-condutor-atropela-duas-pessoas-em-motocicleta/299548/ — Dois acidentes bizarros na mesma data... hoje foi dia.

Então afivelar corretamente o capacete é o mínimo que você pode fazer por você mesmo / mesma.

Para fazer sua função, o capacete precisa ficar justo na sua cabeça. 

A cinta do capacete deve ficar justa no queixo, sem apertar a ponto de incomodar.

A folga máxima da cinta jugular deve ser a espessura do seu dedo mínimo, daí para menos.

E você, dono / dona da moto, tem a obrigação de conferir se o capacete de sua garupa está bem afivelado.

Você é responsável pela vida de seu amigo passageiro / amiga passageira.

Como você viu no vídeo e na reportagem, não basta pilotar com cuidado.

Poxa, isso é tão fácil...

Não entendo porque o pessoal se descuida tanto disso.

Um abraço,

Jeff

segunda-feira, 16 de janeiro de 2017

Uma imagem vale por mil palavras

Não tem imagem mais feliz do que essa para mostrar que em viseira fechada não entra passarinho:


Só posso agradecer pela imagem e comentário, Robson!

Certamente serviu para um post sobre conselhos para manter a viseira fechada!

Estamos rindo, mas por apenas alguns centímetros a postagem seria bem trágica...

Pense nisso antes de sair por aí com a viseira aberta.

Se ela estiver muito riscada, se apresse e troque.

Se o calor é muito, não abra a viseira mais do que o suficiente para entrar um pouco de ar.

Dois centímetros já permitem entrar uma brisa, mas também deixam passar uma abelha.

Um centímetro já deixa entrar um marimbondo.

E até uma mosquinha inofensiva já é um estorvo.

Um abraço,

Jeff

segunda-feira, 14 de dezembro de 2015

Dois acidentes por um motivo bizarro (e muito possível de acontecer com você)

Se o acidente daquele outro dia foi causado por um motivo tolo, os acidentes de hoje foram causados por um motivo tolo e bizarro...

Veja esta cena:

 

E leia esta reportagem:


Imagem e reportagem: http://g1.globo.com/ro/rondonia/noticia/2015/10/motociclista-fica-em-estado-grave-apos-acidente-na-br-364-ro.html

O vento da moto em alta velocidade é suficiente para arrancar um capacete mal afivelado, você imaginava isso?


No acidente da reportagem, piloto e garupa quase foram parar embaixo das rodas de um caminhão tanque, e sabe o que causou isso?
Reportagem: http://g1.globo.com/ro/rondonia/noticia/2015/10/motociclista-fica-em-estado-grave-apos-acidente-na-br-364-ro.html

O capacete do garupa saiu voando.


O garupa não se deu ao trabalho de afivelar o capacete.


O piloto não se deu ao trabalho de conferir se o capacete do garupa estava bem afivelado.


Ao passar pelo caminhão, o vento arrancou o capacete da cabeça do garupa, que se desequilibrou, fez o piloto perder o controle da moto e bater contra as rodas da carreta. 


A culpa foi do garupa?


Não; a culpa foi do piloto, que é o capitão do navio, o responsável pela segurança própria e do passageiro. E da moto.


O piloto tem a obrigação de saber que o capacete deve estar bem afivelado — o garupa talvez nunca tenha usado um capacete, talvez nem saiba ajustar e fechar a fivela.


Ao sair pilotando sem conferir o ajuste e o fechamento da fivela do capacete do garupa, o piloto acabou sofrendo o prejuízo do tombo da moto e várias fraturas na perna. 


Um descuido simples que talvez resulte em uma perna amputada, e que saiu barato, porque poderia facilmente ter custado as vidas dele e do garupa.


Se você dá carona para alguém, essa pessoa é próxima de você, é um um amigo ou parente.


Cuide bem dela zelando por sua segurança.


O capacete sempre precisa estar bem afivelado, seja o seu, seja o do garupa.

Conferindo se o capacete de sua garupa está bem afivelado, o maior beneficiado será você mesmo.


Um abraço,


Jeff