quinta-feira, 18 de junho de 2015

Esqueça as mentiras sobre o óleo e faça a coisa certa

Minha moto não apresenta óleo na vareta, mas tem o suficiente...

Um leitor chegou ao blog com esta dúvida, e o que eu respondo para quem tem a mesma dúvida é o seguinte:


Não, amigo, ela não tem o suficiente. 


Ela tem apenas a quantidade recomendada pelo fabricante, e essa quantidade não é suficiente para sair rodando por aí.


A quantidade verdadeiramente suficiente é aquela que permite atingir o nível superior da vareta medidora ou visor de nível fazendo o procedimento de medição corretamente (não é só tirar a vareta), porque o óleo ainda permanecerá na faixa segura na medida em que for consumido.

Se você já começa com o nível lá embaixo, o pouco óleo não dará conta de ajudar a resfriar o motor, será exigido demais e se degradará mais rápido que o previsto.


Esse muito pouco óleo sendo muito exigido será consumido mais rápido que o previsto e seu motor acabará trabalhando abaixo da faixa indicada, ou seja, sem óleo suficiente para lubrificar corretamente o motor, e será danificado.

Apenas a quantidade recomendada nunca atinge a marca de nível superior da vareta / visor de nível de óleo, que é onde sempre deveria ficar para proteger corretamente o motor.


Esse macete foi denunciado na série de postagens A esperteza dos fabricantes e a ingenuidade do povo

Curiosamente, das 5 postagens a maioria do pessoal lê somente a de número 2, sendo que a de número 3 é tão importante quanto


Verifique o nível de óleo pelo procedimento correto na manhã seguinte à retirada de sua moto da concessionária, seja ela 0 km ou passando por revisão, e imediatamente depois de você mesmo ter trocado o óleo.


Todos os manuais de proprietário que vi até agora falam a mesma coisa:


Após colocar a quantidade recomendada, ligue o motor por alguns minutos, desligue e verifique o nível do óleo. 

Se necessário, complete com mais óleo até atingir a marca de nível superior da vareta medidora / visor de nível de óleo.


Macete: SEMPRE É NECESSÁRIO COMPLETAR.


Quase ninguém dá atenção a isso, mas o fato é que sua moto sai da concessionária com a quantidade de óleo suficiente apenas para o motor não fundir durante a garantia.


Se você for um usuário mais ativo (no sentido de usar a moto com frequência e por longos percursos), seu motor trabalhará mais quente do que o normal e acabará fundindo mesmo antes do final da garantia, e você terá de ficar brigando por seus direitos na justiça.

Já reparou como sua moto fica estalando sem parar depois que você a desliga?


Estalar um pouco é normal, mas motores estalando continuamente depois de desligados estão mais quentes do que deveriam estar, e isso acontece porque estão rodando com o nível de óleo muito baixo.

Não adiantará medir o nível de óleo com o motor quente, o óleo estará dilatado e dará uma leitura falsa, próxima do nível máximo da vareta / visor, mas mentirosa.


O óleo tem que ser medido pela manhã, com o motor frio, a moto nivelada (Falcons, Ténérés e outras motos de cárter seco exigem um procedimento especial).

Nessa condição, ligue o motor por 2 a 5 minutos (verifique no seu manual do proprietário) e então desligue, tire a vareta e limpe e meça sem rosquear, ou veja o nível de óleo no visor.

O nível terá de ficar próximo à marca de nível superior, sem ultrapassá-la.


Não se iluda com a frase "o óleo deve ser mantido entre as marcas de nível superior e nível inferior".

Seu motor trabalha melhor e terá vida mais longa se você sempre mantiver o nível de óleo acima da metade da faixa indicada pelas marcas superior e inferior na vareta ou visor de nível de óleo. 

Rodar sempre perto do nível mínimo acelera o desgaste e faz você correr o risco de o consumo normal jogar o nível abaixo do nível mínimo recomendado. 

A faixa de medição existe para não ser ultrapassada, e o certo é começar sempre no nível superior e nunca deixar atingir o nível mínimo. 

Esqueça a mentira que te falaram sobre a medição ser igual à que é feita nos carros, só tirando a vareta.


O manual manda ligar e desligar o motor, e isso rouba óleo da vareta, mas é assim que o fabricante manda medir.

Esqueça a mentira que te falaram sobre ser necessário parafusar a vareta para encontrar o óleo.


OBS: Mentira se o seu manual não manda parafusar. Alguns manuais mandam parafusar para ver o nível. Sempre obedeça o manual.

O manual manda expressamente não parafusar a vareta, é assim que o fabricante manda medir.


Esse mito de rosquear a vareta surgiu porque o pessoal que coloca a quantidade recomendada de óleo e verifica o nível realmente não encontra óleo suficiente na vareta... 

Aí eles acham que estão fazendo o procedimento errado porque pensam que o fabricante não seria capaz de fazer essa sacanagem de indicar uma quantidade abaixo da correta. E colocar no manual a frasezinha marota "se necessário, complete..."

O pessoal que pensa que sabe alguma coisa (inclusive da concessionária) falou erradamente "não coloque mais óleo que a quantidade recomendada, senão estraga o motor" (apesar de o manual mandar colocar mais óleo se o nível estiver baixo), e o pessoal receoso de danificar o motor se iludiu de que então era necessário parafusar a vareta.

Continue parafusando a vareta e você descobrirá que seu motor irá fundir com menos de 50 mil km por falta de óleo suficiente. E um monte de baba inocentes dirá que isso é normal. 

Sério, dá para chegar a 200 mil km com uma boa lubrificação e sem abusar do motor. Fale com proprietários mais velhos antigos. 

Lembre-se daquilo que falam sobre a moto esconder óleo e esqueça aquela bobagem de não poder colocar mais óleo do que a quantidade recomendada.

Sim, ela esconde um pouco de óleo, mas o importante
para o motor é o nível de óleo, e o fabricante manda verificar o nível com o tal óleo escondido depois de ligar o motor por alguns minutos e desligar. 

Isso está escrito no manual do proprietário e quem fala o contrário, não leu e pensa que sabe o que está falando. Não sabe.

Esqueça a mentira que te falaram sobre colocar mais óleo do que a quantidade recomendada prejudica o motor.

Dizem que vai vazar óleo pelas juntas, deslocar os retentores, estourar o motor. Isso só será verdade se você colocar excesso de óleo no motor. 

Mas fazendo exatamente o que o fabricante manda fazer, ligar e desligar o motor, medir e completar até atingir o nível máximo da vareta / visor, você não estará colocando excesso de óleo...

Você estará colocando a verdadeira quantidade correta fazendo o procedimento recomendado pelo fabricante. 

Não faça aquilo que o povão acha que é o certo porque o povão nunca leu o manual do proprietário e pensa que moto é só ligar e sair acelerando.


Esqueça a mentira que te falaram sobre só colocar óleo quando o nível chegar ao mínimo da vareta / visor.

Esperar o óleo chegar ao nível mínimo apenas prejudica o motor. Faz com que ele trabalhe mais quente do que o normal, e óleo mais quente lubrifica pior, acelerando o desgaste das peças. 


Os sintomas de um motor com pouco óleo são excesso de temperatura, dificuldade para passar marchas, dificuldade para achar o neutro, enfraquecimento do motor sem causa aparente, motor estalando ao ser desligado


A causa do enfraquecimento do motor sem motivo aparente é o aumento excessivo da temperatura por falta de óleo suficiente, o que prejudica a lubrificação e causa maior atrito interno e desgaste das peças.

Reponha o óleo quando o nível atingir a metade da faixa útil de medição. Nas motos pequenas 125/150, com faixa de medição de uns 2 centímetros, isso é mais ou menos 100 ml de óleo, meio copo. A faixa toda é mais ou menos 200 ml, um copo. 


Acredite, essas pequenas quantidades fazem uma boa diferença.

Esqueça a mentira que te falaram de que você só precisa se preocupar com a hora de trocar o óleo.


O óleo é consumido normalmente pelo motor, inclusive na fase de amaciamento do motor, onde dependendo do seu modo de utilização, o consumo poderá ser até mais elevado do que o normal.

Em uma viagem de 300 km é normal o óleo abaixar até 250 ml em estradas de alta velocidade ou serras íngremes. Se você sair de casa com o motor já no nível mínimo de óleo, ao chegar ao destino ele terá girado boa parte do caminho com desgaste acentuado. E desgastou, não tem volta.


Mesmo que você saia de casa com o nível correto, se não completar antes da volta estará na mesma situação. Ao viajar, sempre carregue um frasco plástico com pelo menos 0,5 litro de óleo e reponha o óleo consumido para que o nível fique sempre próximo ao máximo da vareta, sem ultrapassá-lo.

Esqueça o argumento idiota de quem, mesmo depois de ser informado sobre o procedimento correto de medição e complementação do nível de óleo, fica dizendo que "o manual diz 1 litro e 1 litro é 1 litro".


O que o manual fala é "coloque 1 litro, meça ligando e desligando o motor, e complete até o nível máximo"

1 litro é um exemplo genérico, cada motor tem sua quantidade recomendada a ser complementada.


Mas nível máximo é nível máximo, e você entende isso, né? 


Dizer que "1 litro é 1 litro" só mostra que a pessoa não consegue entender o que está escrito no manual. 
 
Nem todo mundo consegue entender, é uma pena, mas é a vida. 

Esqueça a frase suave "se o motor funcionar com pouco óleo, poderá sofrer sérios danos"

Esqueça a frase suave "para evitar o travamento do motor e consequente perda de controle da motocicleta"

A verdade verdadeira é que se o seu motor sofrer sérios danos e você perder o controle da motocicleta enquanto você estiver a 100 km/h ou mais em uma rodovia, você e sua garupa muito possivelmente irão morrer.

Um travamento do motor causa perda de potência que pode ser repentina — você ficará vendido no meio da estrada sem conseguir acelerar e sem acender a luz de freio, bem na frente de um caminhão carregado. Se o motor da sua moto chegar a travar, você cairá na frente de um caminhão carregado.

Dizer isso com todas as letras afugenta compradores, é mais uma daquelas coisas que não te dizem na hora de vender a moto.

Esqueça a mentira que te falaram sobre não poder colocar mais óleo do que a quantidade recomendada porque depois que o motor esquentar ele estará com excesso de óleo.

É verdade que o nível ultrapassará a marca de máximo com o motor quente, mas essa condição foi prevista pelo fabricante. 

O manual do proprietário de alguns fabricantes de automóveis menciona esse fato e afirma que é normal.

Mas, curiosamente, nenhum manual de motocicleta faz o mesmo... no entanto, enfatizam que o nível nunca poderá ultrapassar a marca de nível máximo, dando até instruções para retirar o excesso com uma seringa e mangueira.

Por que será que eles omitem essa informação de que o óleo quente ficar acima do nível máximo é uma condição normal? 

Gostaria de ver a resposta dos fabricantes...

-\°/-
[]

Nem se pode dizer que o fabricante está fazendo sacanagem (ops, eu falei isso lá em cima...) porque ele informa claramente o procedimento no manual que ninguém lê, e a informação não é passada aos compradores de motos de segunda mão, que quase nunca recebem o manual original.

Somente a informação da quantidade é repassada, perpetuando o erro.

Mesmo quem lê o manual reluta em colocar mais óleo porque pensa que o fabricante não iria dar uma informação incorreta sobre algo tão importante como a quantidade de óleo. 

Mas ao subdividir o procedimento em duas etapas, o fabricante só está sendo esperto e esperteza não é crime. 

O povo é que está sendo ingênuo de destruir o seu patrimônio por confiar demais nas empresas e concessionárias.

Ué, como assim? As concessionárias não fazem a coisa certa?

Uma grande maioria de concessionárias não cumpre o procedimento de troca de óleo determinado pelos fabricantes, e os fabricantes são omissos em fiscalizar e obrigar as concessionárias a fazer o que é determinado. 

É só você verificar o nível do óleo corretamente na primeira manhã depois de sua moto voltar da revisão que você descobre o quanto pode confiar na sua concessionária. Ou não.

A concessionária tem a obrigação de entregar sua moto na primeira entrega e nas revisões com o nível correto de óleo — mas muitíssimas se limitam a colocar a quantidade recomendada no manual, e só.

Você recebe a moto apenas com o mínimo de óleo você precisa conferir o nível e completar o óleo já na primeira manhã após a entrega ou a revisão.

Essa é uma omissão vergonhosa dos fabricantes e concessionárias porque coloca a vida dos usuários em risco, um motor mal lubrificado pode fundir e travar no meio da estrada a mais de 100 km/h.

Perder a potência do motor ou ver a roda traseira se travando no meio de uma BR, bem na frente ou do lado de um ônibus, caminhão ou mesmo um carro pode ser fatal.

E mesmo as concessionárias que hoje colocam a quantidade correta (e ficam livres de problemas de motor em garantia) sabem que depois que você parar de fazer revisões com eles acabará trocando o óleo colocando somente a quantidade recomendada, insuficiente para seu motor.

É só ficar esperando que o bom freguês voltará para comprar peças de reposição ou outra moto novinha...

Então, meu caro, deixe de ser ingênuo, leia o manual do proprietário e faça o que está escrito lá exatamente como é dito, e pare de dar ouvidos a esse bando de zé manés que nunca leram o manual e pensam que sabem o que estão falando. 

Não acredite em números mágicos, o que determina se o seu motor está com a quantidade correta de óleo é o nível correto.

Se há contradição entre a quantidade e o nível, ligue seu desconfiômetro — alguma informação está errada ou incompleta.

Leia o manual e veja que a quantidade recomendada não é algo definitivo, mas apenas um ponto de partida para você complementar com uma quantidade adicional não especificada pelo fabricante.

Na minha dafra Kansas, 1 litro na real é 1,4 litro, e na minha mvk regal raptor Fenix Gold 1,9 litro na real são 2,25 litros.

Nunca confie que a concessionária tenha feito a coisa certa após a entrega ou a revisão. 

Se ela não tiver feito, você virará freguês da oficina até desistir da moto e ser convencido a comprar outro modelo.

Que também irá padecer dos mesmos problemas, e você pensará que toda moto é assim mesmo.

Não é.

Cuidando bem, até moto chinesa corresponde ao que você espera dela. 

Sei disso porque minha primeira moto era japonesa naturalizada e hoje tenho duas chinesas na garagem. 

E essas duas eu amo de paixão.

Já a primeira... sou grato porque me fez aprender muitos macetes.

Um abraço,

Jeff

51 comentários:

  1. Essa postagem me lembrou um carinha que chegou ontem na oficina que minha moto estava sendo revisada com uma Titan 2014 com apenas 24 mil km que terá que fazer o cabeçote, até tentei explicar pra ele, mas o mesmo não quis acreditar no que eu falei que consta nessa postagem.

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  2. Numa moto Honda zero km q usa óleo 10w30 como fazer o procedimento?

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  3. Este comentário foi removido pelo autor.

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  4. Oi tudo bem, gostei da sua postagem. Que óleo você recomenda para a CB 300 HONDA, o da fábrica 10-30 ou o nosso velho e bom 20 50 w ?

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  5. Olá Jeff!
    Seu Blog é excelente! Tem me ajudado muito! Parabéns pela iniciativa!
    Somente uma questão: Para a CB300R o óleo que você recomenda é o 20w50, ao invés do 10w30 recomendado pelo fabricante? O que até o nível máximo daria em média 1800ml?

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    1. Olá, Rossana, obrigado!
      O que eu digo é que o principal motivo para o uso do óleo 10W-30 é a necessidade que o fabricante tem de atender às normas de emissões e economia de combustível imposta pelos governos em todo o mundo.
      Para atingir essas metas, o que está sendo sacrificado é a vida útil de nossos motores. O resultado do uso de:
      1) um óleo mais fino (10W-30) de viscosidade não adequada para o clima de nosso país,
      2) somado à prática lesiva de usar menos óleo do que o recomendado em uma infinidade de concessionárias (prática essa nunca reprimida pela honda),
      3)mais a maneira abstrusa de orientar os consumidores enfatizando a quantidade de óleo e complicando desnecessariamente o procedimento de medição (prática comum a todos os fabricantes, menos os americanos)
      resultou em prejuízo tanto para os clientes quanto para a própria imagem da honda, que viu desmoronar a fama consolidada de fabricante de motores confiáveis.
      Quanto ao nível, meça você mesma em sua moto e verifique a quantidade — nas informações que disponho são as repassadas pelos proprietários, nunca tive uma moto desse modelo.
      Todos que passaram a usar o 20W-50 na quantidade certa aprovaram o desempenho da moto. Se você não sentir segurança na troca do tipo de óleo, continue a usar o 10W-30, mas seja muito atenta quanto à necessidade de reposição do óleo consumido, que some do cárter bem mais rápido. Em compensação, o óleo semissintético não precisa ser trocado em períodos tão curtos quanto o óleo mineral.
      Eu passo as informações, mas a decisão tem que se basear em seu próprio julgamento.
      Um abraço,
      Jeff

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    2. Com relação a Honda, basta entrar no site e procurar, por exemplo, o manual da Lead. Em 2010 o óleo recomendado era o 20W50... em 2012 já era 10W30!!!

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    3. No caso específico da honda lead, o manual do modelo 2010 recomenda o óleo 20W50, já o manual do modelo 2012 mudou para 10W30 mesmo não havendo mudança no motor. Basta entrar no site da própria honda e conferir os manuais!

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    4. Olá, James!
      É exatamente como você falou, o motor não mudou, mas o óleo foi trocado pelo tipo que até a véspera era expressamente proibido pela honda... deu no que deu. Pena que quem pagou o pato foram os proprietários.
      Um abraço,
      Jeff

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  6. Oi jeff, eu de novo. Troquei a minha moto por uma kawasaki z300. Tirei ontem da loja e adivinha? Sim, isso mesmo, óleo no mínimo antes mesmo de medir conforme manda o figurino. Na entrega me disseram que tinham checado tudo, mas como sou cri cri com o nível eu já comprei 1 litro do óleo recomendado para evitar maiores surpresas.

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    1. Olá, Takashi!
      Parabéns, é uma linda moto! Certamente ela será feliz contigo e você com ela!
      Um amigo meu que traduziu o manual do proprietário dela, se tiver alguma reclamação fala pra mim que ele fica sabendo... ;)
      Obrigado por informar! É mais uma na lista sem fim... O negócio é muito lucrativo, não vão abandonar essa prática nunca. Se o dono não ficar de olho, será prejudicado, no Brasil esfolar os clientes é a regra do mercado e muito poucos percebem. O pessoal reclama do peso do pãozinho mas não cuida de detalhes como esses que podem dar enormes prejuízos e em situações de uso mais exigentes pode até colocar em perigo a vida dos ocupantes...
      Felizmente você é consciente e não se deixará enganar nunca!
      Forte abraço!
      Jeff

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    2. Olá Jeff, hoje completei o óleo faltante e pasme! Faltaram 200ml pra chegar no meio! Sacanagem das grandes. Pra chegar na marca max necessários por volta de 300ml, ou seja, a moto sai de fábrica já faltando 300ml de óleo. É brincadeira viu.

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    3. Olá, Takashi!
      Até que não foi muito! Tive que colocar 650 ml na Fênix Gold... hehehe
      Mas concordo contigo, é revoltante ver as concessionárias não fazerem o que está determinado no manual. Que confiança podemos ter de que limparão os filtros internos e farão as regulagens previstas? Como confiar na qualidade dos serviços que prestarão se já não cumprem com o dever básico de entregar a moto zero km nas perfeitas condições explicitadas pelos fabricantes?
      É complicado.
      Obrigado por me manter informado!
      Um abraço,
      Jef

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    4. De nada, quanto ao nível eu não coloquei na marca max. O manual da z300 diz o seguinte: Caso você vá fazer uma condução em alta velocidade ele explicitam que o nível deve ser no max, caso contrário deixar no meio. Como não estou passando de 6k rpm deixei no meio mesmo, mas estou tentado a seguir o que eu sempre fazia na minha ex gsr, deixar no max por segurança. Mal não faz.

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    5. Valeu, Takashi!
      Afinal, a gente nunca sabe a hora em que aparece uma boa oportunidade de dar uma esticada com segurança...
      Óleo baixo e de viscosidade menor que a recomendada é coisa para piloto de competição.
      Na pilotagem esportiva o óleo baixo e de baixa viscosidade permitem ganhar alguns segundos a cada volta.
      Mas quem está interessado em manter o motor funcionando bem por muito tempo não está preocupado com isso, e vice-versa.
      Um abraço,
      Jeff

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    6. Então, a viscosidade recomendada é o 10w40. Como onde moro a temperatura fica na média de 34 graus no verão não vejo problema nenhum em usar essa viscosidade. Se eu encontrasse um 10w50 eu usaria sem medo porém o 10w40 atende perfeitamente desde que observado o nível correto com frequência.

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    7. Bom, você sabe o que penso a respeito. 35°C é o limite máximo de uso recomendado para a viscosidade 10W-40. Isso quer dizer que ele está na iminência de começar a carbonizar, passou disso já estará carbonizando em taxas inaceitáveis. Já o 10W-50, 15W-50 ou 20W-50 começam a carbonizar excessivamente acima dos 45¯C. A kawasaki tem arrefecimento líquido que mantém o motor em temperatura mais estável que os motores a a ar, é uma condição melhor do que para as GSR ou Titan. Monitore a condição do seu motor, sinta o desempenho e o que ele te dirá. Os motores falam com a gente, a gente é que precisa entender o que eles estão dizendo.
      Um abraço,
      Jeff

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  7. Eae jeff acompanho seu blog já a algum tempo e gostaria de citar um relato, só não citei isso antes pois estava testando para ter mais precisão, bom a uns 3 meses atras levei a minha honda XR 250 tornado para uma revisão geral na Honda e a mesma voltou com um óleo 15w50 estranhei porque tornado esquenta muito e sai dela meio de cabeça quente por ter colocado um óleo do tipo sintético, só chequei o óleo antes de sair da concessionaria estava no nível ideal como indica aqui blog e fui embora... e para a minha surpresa a moto não esquenta mais como antes e a embreagem ficou muito mais macia (me alegaram que não foi trocada por não ser necessário) a moto também ficou mais arisca esperta, encaro com ela terrenos arenosos, lama e uma buraqueira numa estrada de terra para o trampo todos os dias e mesmo fazendo trocas de óleo a cada 1200km aproximado o óleo não apresenta sinais de ter queimado muito, antes com o óleo mineral na mesma km ficava bem escuro (preto) mesmo e não baixava muito, enfim na revisão foi feito pouca coisa tipico de revisão anual mesmo {limpeza e pastilhamento de válvula, anéis foram trocados por precaução mesmo e as juntas} e alguns outros detalhes que acho que não vem ao caso.

    Então acredito que para aqueles que optam por usar um óleo sintético ou semi-sintético acho que o 15w 50 é a melhor opção sim, atualmente estou usando o motul 5100 15w50 que no caso é uma empresa de confiança e é bem mais em conta que "original honda" ja que a mesma não tem dó do bolso de nós não, então é isso espero ter ajudado alguém.

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    1. Olá, Dione!
      Obrigado pelo depoimento!
      Óleos sintéticos são melhores que os minerais no quesito resistência ao calor e à oxidação. Por esse motivo estão com aparência de novos depois de intervalos que deixariam os óleos minerais com aparência ruim. E lubrificam bem, o que deixou sua moto com bom rendimento. Além de tudo, foi usada a viscosidade correta para o motor. Óleos 20W-50 e 10W-50 são equivalentes à temperatura normal no Brasil, eles só mostrariam comportamento notavelmente diferente em temperaturas abaixo de zero.
      Mas não são óleos mágicos que justifiquem um intervalo de troca de 5 mil ou 6 mil ou 10 mil km, como estão querendo nos convencer. O motor continua se desgastando e gerando limalha e cavacos. Limalha é um pó metálico fino produzido pelo atrito obrigatório entre as peças. Os pequenos cavacos e a limalha de maior granulometria ficam retidos no filtro, mas a limalha mais fina passa pelos poros do filtro e continua circulando junto com o óleo e atuando como uma lixa dentro do motor.
      Então a economia aparente com as trocas de óleo acaba saindo caro na troca das peças quando o motor atinge uma certa quilometragem em que a troca é obrigatória. Essa quilometragem chegará mais cedo ou mais tarde, e o cuidado com as trocas é quem determinará isso.
      Felicidades com a sua moto,
      Jeff

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    2. Verdade posso citar como exemplo donos de modelos yamaha que alegam trocar oleo a cada 4-5 mil km o que pra mim tambem é um periodo muito longo acho que a dó de gastar 20 à 40 reais por mes de oleo (bom eu gasto até mais que isso rsrs), corre um grande risco de virar 2000 reais depois facil.

      outro ponto que deve ser observado é o filtro de oleo algumas concessionarias, bom a honda eu tenho certeza ksks, alega que a troca do filtro de oleo é a cada 10.000 kms (o_O). Rapaz eu quando vou trocar oleo o primeiro que vai pra lata de lixo é o filtro

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    3. Olá, Dione!
      Motores honda pequenos não usam filtros descartáveis, eles são limpáveis e raramente precisam de substituição. Você está se referindo a que modelo da honda?
      Um abraço,
      Jeff

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    4. Está certo, ontem vi uma Tornado estacionada e ela não tinha mais o bujão do filtro de tela.
      Estou preparando uma postagem sobre a manutenção desses filtros com base nos manuais da honda.
      Abração,
      Jeff

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  8. Jeff, assista este vídeo https://youtu.be/pURIOXIEb5c
    Um engenheiro químico falando sobre o óleo. Ele diz que quanto mais viscoso o óleo mais quente trabalha o motor. Então, estamos todos errados quanto a questão da temperatura? Por quê meu carro trabalhou aparentemente mais frio com um óleo 60?

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    1. Olá, Takashi!
      Obrigado pelo vídeo!

      Foi ótimo para elucidar algumas incoerências que são divulgadas pelas petroleiras e montadoras, inclusive a resposta a essa sua dúvida;

      Vamos lá:

      Como diz, temperatura do óleo é fundamental, frequência de troca é fundamental, frequência de troca do filtro é fundamental...

      Mas tudo que eles falam é pensado em motor de automóvel, que trabalha na metade da rotação do motor da moto e em temperaturas mais baixas, principalmente considerando as motos arrefecidas a ar.

      5 mil km é razoável para um motor de carro com cárter grande e arrefecimento a água.

      Motos não têm cárter grande e na maioria das vezes não têm radiador de água.

      E como ele diz, o volume de óleo é fundamental. As motos já trabalham com volume mínimo de cárter, toda ajuda é essencial, daí a importância de manter sempre o nível próximo do máximo.

      O óleo aumenta a viscosidade devido à evaporação e com o tempo acaba entupindo galerias...

      É uma verdade se você usar o óleo por quilometragens tão elevadas quanto as recomendadas pelas montadoras.

      Aí você percebe a incoerência de uma suzuki recomendar a troca a cada 3 mil km e uma yamaha recomendar a troca a cada 5 mil km em motores arrefecidos a ar.

      O que pode ser aceitável no limite para as motos de 4 cilindros de arrefecimento líquido é inadmissível para as motos de 1 cilindro de arrefecimento a ar.

      O óleo só formará borra em quantidade significativa se o volume abaixar muito sem reposição.

      Mantendo o nível próximo do máximo, repondo óleo fresco, a taxa de formação de borra é bem menor porque o óleo novo traz nova carga de detergentes.

      Alguns óleos sintéticos serem agressivos para vedações é uma informação interessante.

      Os vendedores de óleo não falam nada sobre isso na hora em que empurram óleos mais caros para a freguesia.

      Mas ao que parece isso só ocorre com sintéticos não formulados para motos, não acredito que o problema exista entre os semissintéticos formulados para motos.

      Nestes o único problema está no uso de uma viscosidade menor.

      A atual escola de engenharia considera apenas a uniformidade das bolas de futebol / moléculas de óleo como justificativa para reduzir a viscosidade recomendada. Inventaram esse conceito de lubricidade do óleo independente da viscosidade.

      Interessante é que as fórmulas usadas para o cálculo de cargas em mancais não levam em conta esse novo fator. Não levam porque não é determinante.

      Viscosidade é a capacidade de as moléculas permanecerem unidas umas às outras. Se elas não têm essa capacidade, também não são capazes de suportar cargas impostas à película de óleo. Mas todo mundo fecha os olhos para isso e diminui a viscosidade recomendada com a desculpa de que os novos óleos lubrificam melhor.

      É verdade, lubrificam melhor, desde que sejam comparados com óleos de mesma viscosidade.

      Escoar rápido e “chegar mais rápido” aos mancais não é o critério para se avaliar a qualidade lubrificante de um óleo.

      A capacidade de permanecer no mancal e garantir a lubrificação inicial é que determinam a boa qualidade de um lubrificante, e isso os novos óleos menos viscosos não fazem.

      O motivo que ele aponta para não usar mineral onde foi determinado sintético: maior temperatura de trabalho.

      Isso não é válido para os motores de motos, que sempre trabalharam no limite.

      É válido para motores turbo e motores realmente modernos de automóveis que extraem alta potência do motor, como os tricilíndricos compactos atuais.
      (continua...)

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    2. (continuação)

      Ele diz que a viscosidade define o tempo de circulação do óleo?

      Não é bem assim.

      A vazão de uma bomba é função da rotação do motor. Óleo e demais fluidos líquidos não se comprimem.

      Cada giro da bomba envia para circulação uma quantidade de óleo que é função da velocidade de rotação da bomba e do volume da câmara da bomba.

      A diferença de viscosidade à temperatura ambiente entre os óleos 50 e 30 não é tão significativa a ponto de interferir no desempenho do bombeamento à nossa temperatura ambiente.

      A bomba vai lidar com um fluido exatamente como ele está na embalagem na hora em que você abre.

      Aí eu te pergunto:

      Na hora em que você abre um óleo 10W-30 e ao mesmo tempo à mesma temperatura você abre a embalagem de um 10W-50, a viscosidade dos dois é a mesma, como diz o engenheiro da mobil, ou o 10W-50 é mais grosso, como qualquer um pode constatar na prática?

      Porque é nessa temperatura ambiente que ocorrerá a partida. O óleo não muda magicamente de viscosidade no momento da partida o você vê é o óleo que estará circulando na bomba durante a partida.

      Em determinado momento, questionado sobre o uso de um 0W-40 no lugar de um 10W-40, ele diz que o “óleo 0W-40 passou a subir mais rápido"...

      Em que região do planeta??? Lá na Sibéria?

      Por que se foi aqui em São Paulo, Rio de Janeiro, Bahia, Pernambuco, Maranhão, Acre, Mato Grosso, Goiás, Santa Catarina, Rio Grande do Sul ou todos os outros Estados da república federativa, ele continuou subindo na mesma velocidade com que sai da embalagem.

      O que ele diz é simplesmente a perpetuação do mito de que a viscosidade W tem qualquer importância para a partida em países tropicais.

      Dizer que o óleo mais viscoso rouba mais energia do motor, não é bem assim.

      Existe o atrito viscoso, ele realmente "rouba" energia do motor, o motor da moto gira um pouco mais pesado com óleo 20W-50, 15W-50 ou 20W-50 — porque o que importa aqui é o 50.

      Mas ele não causa mais atrito metal-metal, porque mantém uma película de óleo mais espessa, e o metal "flutua" sobre uma camada de óleo mais espessa, portanto, o motor gira melhor lubrificado.

      Qual motor trabalha mais frio, o de uma honda CG com óleo 20W-50 ou uma honda CG ou bmw com óleo 10W-30 que todo mundo reclama que é mais barulhento e esquenta mais?

      Você constatou isso no motor do seu carro.

      Chega a ser engraçado como as afirmações dos especialistas das petroleiras e montadoras estão em contradição com o que nós motociclistas encontramos na prática.

      Isso ocorre porque nos carros essas afirmações das petroleiras e montadoras são mais difíceis de constatar e contra-argumentar, os proprietários aceitarão o que é dito sem ter como contestar.

      Nós motociclistas somos a minoria que tem contato muito próximo com motores mais exigidos o tempo todo, temos condições de perceber coisas que os motoristas não percebem.

      O motivo real de usar óleo menos viscoso é atender a metas de redução de consumo impossíveis de atingir sem investir em tecnologias que representariam um aumento de custo de produção, como usar cilindros revestidos de cerâmica.

      Então as montadoras unem o útil ao agradável, passam a usar um óleo inadequado que reduz a vida útil dos motores e tem o efeito de colateral de aumentar as vendas de peças de reposição e a velocidade de sucateamento e consequente renovação da frota.

      É a mesma filosofia que foi desmascarada no escândalo da fraude dos níveis de emissões dos motores diesel da volkswagen e agora também descobriu-se , da audi e renault e possivelmente mais montadoras envolvidas.

      É impossível atingir as metas sem aumentar os custos? “Paciência, os proprietários que arquem com o prejuízo.”
      (continua...)

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    3. (continuação)

      No vídeo, toda a argumentação sobre o óleo é feita em cima dos motores dos carros. São o maior mercado.

      Medir pela manhã antes de ligar o motor? Tem uma postagem sobre isso a caminho, este vídeo chegou em ótima hora... O Ernesto sabe do que estou falando... hehehe...

      Já faz muito tempo que os carros estão recomendando a medição com o motor totalmente quente. Décadas, para ser exato, mas o engenheiro da mobil ainda não sabe disso e continua recomendando a medição totalmente a frio...

      Uma coisa ele falou que foi música para os meus ouvidos:

      “Rodar continuamente com o mínimo de óleo é problema...”
      Queria ver a cara de quem insiste raivosamente de que não se deve colocar mais óleo no motor depois da troca... hahahaha....

      Não, pensando bem... não quero ver a cara, nem ouvir a voz irritante, nem ter notícias desse pessoal não... eles que se lasquem com as motos deles.

      "As vedações não vão suportar [o óleo a mais], o peso é maior..."

      As vedações não vão suportar o peso de 0,5 litro de óleo a mais? 1 litro de óleo pesa 900 gramas, o retentor de óleo não aguenta esse "peso" a mais?

      O problema não está nisso, está no calço hidráulico. Calço hidráulico ocorre na hora em que o pistão desce e bate contra o nível excessivo de óleo.

      Meio litro de óleo é significativo em um motor de moto de cárter pequeno, mas não no de um carro.

      "O certo é no meio, 3/4 da vareta."

      Perfeito, nos carros o cárter é grande. Nas motos, toda quantidade conta — e por isso todos os fabricantes de motos mandam completar até a marca de máximo da vareta.

      E finalmente, start-stop é tudo isso mesmo?

      Qual a diferença que ele faz entre ligar e desligar o motor?

      Dúvidas, dúvidas...

      E para coroar as contradições, vale lembrar que Bugatti, Ferrari, Audi, BMW, Aston Martin e Koenigsegg usam óleo 10W-60...

      O óleo 10W-60 é mais espesso à temperatura ambiente do que os 0W-20, 10W-30 recomendados para os motores comuns.

      Então quer dizer que para aquelas máquinas de alta potência, não existe o problemão de o óleo chegar mais rápido aos mancais?

      Esse vídeo e estes comentários irão virar uma postagem depois que eu desencalhar algumas outras que estão na fila há um tempão.

      Inclusive aquela que prova que os motores de carros mudaram a regra de medição do nível de óleo há décadas e ninguém ficou sabendo porque os proprietários não leem os manuais...

      ... e ninguém nas concessionárias se preocupou em avisar, porque assim se ganha mais dinheiro.

      Este vídeo foi a contribuição que eu precisava para finalizar essa postagem que eu vinha adiando há meses.

      Muito obrigado pela colaboração!

      Um abraço,
      Jeff

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    4. Rapaz, que aula agora hein! Bom, só pra constar tenho novidades no uso do óleo 25w60 no meu mondeo. O consumo de combustível também diminui, como já conheço o carro há uma década posso afirmar que na cidade está fazendo por volta de 9km/l contra 7,6km/l na medição anterior. Como isso pode ter ocorrido? Será que foi a mudança do óleo mesmo?

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    5. Olá, Takashi!

      Eu aposto que sim.

      Se você viajou no feriadão, não se esqueça que o consumo rodoviário em velocidade moderada é menor do que no para e anda do trânsito urbano.

      Se você levou isso em conta, e o consumo realmente diminuiu, a resposta é simples:

      O motor agora está melhor lubrificado, as peças deslizam melhor, o atrito interno diminuiu, menos calor é gerado, o motor necessita de menos esforço para girar, e acaba economizando esse combustível que era queimado apenas para vencer os atritos internos e se desgastar.

      O óleo fino melhorar (diminuir) o consumo só funciona enquanto o motor é novo.

      Depois que se desgastam, os motores tratados a óleo fino consomem mais combustível, queimam mais óleo e poluem mais.

      Aí o carro começa a ser reprovado nos testes de emissões (quando existem), o proprietário fica encafifado e acaba investindo em um carro mais novo para deixar de ter dor de cabeça.

      Não sei se chamo de marketing perfeito ou crime perfeito.

      Você comprovou isso na prática... milhões de proprietários seguem a manada e ficam jogando dinheiro no colo das montadoras e do governo, ou melhor, se sacrificando para mover a economia de mercado.

      Parabéns por ter tido a coragem de arriscar e comprovar aquelas coisas que sempre repito aqui!

      Um abraço,

      Jeff

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    6. Esqueci:

      "Depois que se desgastam — e se desgastam mais rápido usando óleo fino — os motores tratados a óleo fino consomem mais combustível, queimam mais óleo e poluem mais.
      Eu de novo,
      Pra variar

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    7. Ops:

      O óleo fino melhorar (diminuir) o consumo de combustível só funciona enquanto o motor é novo.
      Vou parar de reler para não ficar complementando, sempre falta alqugma coisa.
      Um abraço,
      Jeff

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    8. Pois é, não viajei no feriado. Apenas andei na cidade, final de semana, do mesmo modo que vinha rodando. Como uso o carro somente finais de semana nada mudou nesse sentido. Isso quer dizer então que se eu por acaso comprar um carro 0km e usar um óleo 10w50 ou um 10w60 desde zero teoricamente esse motor iria durar infinitamente mais. Interessante, pena que fazer isso é impossivel senão vc perde a garantia do veículo.

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    9. Pois é, eles não deixam buraco na rede.
      No caso, rede de pesca.

      Eu gostaria de comprar uma moto que dessas que a fabricante manda colocar 10W-30 ou 10W-40 e começar a rodar de cara com óleo mais viscoso, mandando a garantia às favas.

      Eu iria comprovar de vez que tudo que se fala não é bem assim.

      O consumo de combustível pode até aumentar um pouco, mas o ruído de funcionamento melhora, a suavidade do câmbio melhora, o motor trabalha mais frio, o nível de emissões não aumenta por causa do óleo correto e o óleo não necessita de reposição tão frequente.

      Mas na hora em que eu falasse meu nome para emitir a nota fiscal...

      Acho que não iriam concluir a venda... hehehe

      Um abraço,
      Jeff

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    10. Olá Jeff, tenho novidades. Após 2 semanas com o óleo 25w60 que segundo os especialistas disseram iria travar e quebrar meu motor posso concluir na prática 2 coisas importantes. A primeira é que a temperatura de trabalho realmente diminuiu, carro parado em engarrafamento o ponteira mal passa do meio, chegando em casa posso sentir o menor calor vindo do cofre também.
      Segundo e mais ou tão importante quanto: O consumo reduziu drasticamente, abasteci hoje e entraram o tanque 38,41 litros e percorri 331km consumo de 8.61km/l contra uma média de 7,4km/l. Uma melhora muito grande. Tenho certeza agora que o óleo foi fator contribuinte pra essa melhora. Abraços e vamos ficar de olho. Se meu motor não quebrar no próximo ano farei um vídeo sobre isso e espero mesmo que não quebre por causa disso.

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    11. Olá, Takashi!

      Sério que disseram que seu motor iria travar e quebrar por causa do óleo 25W-60?

      Hahahahaha... ah, esses especialistas...

      Me divirto com eles.

      Fico contente que você esteja feliz com os resultados!

      Um abraço,

      Jeff

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    12. E o consumo de óleo também diminuiu, certo?

      Como previsto.

      Por mim, não pelos especialistas ;)

      Até mais notícias,
      Jeff

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    13. Ah já me disseram que meu motor ia quebrar, estourar, arrebentar bomba de óleo, desbielar, moer, corroer, dar borra, dar merda, dar isso, dar aquilo hehehehe. Sim, o consumo de óleo diminuiu sim, mas não cessou (óbvio). Na vareta baixou pouca coisa em 2 semanas de uso, mas ainda tá beirando a marca máximo. Mês que vem tem mais novidades, aguarde. Abraços

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    14. Hahahaha...

      Lembrei do filme Alien...

      Imaginei o motor rasgando a tampa, saindo do cofre e dando no pé, as pessoas fugindo em pânico...

      O óleo vazando e corroendo o asfalto... hahaha...

      Um abraço,

      Jeff

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    15. Opa, eu de novo. Mais novidades, é que estou namorando um novo carro, o hiunday i30 e como sou chato pra caramba já estou vendo o manual do proprietário e ao capítulo que mais nos interessa (sim, o óleo) diz o seguinte:
      "A viscosidade (espessura) do óleo do
      motor afecta a economia de combustível
      e o funcionamento com o tempo frio
      (arranque e fluxo do óleo). Os óleos do
      motor de menor viscosidade permitem
      melhores níveis de economia de
      combustível e de performance com o
      tempo frio, mas os óleos de maior
      viscosidade são necessários para obter
      uma boa lubrificação com o tempo
      quente.
      A utilização de óleos com uma
      viscosidade diferente das recomendadas
      pode causar danos no motor.
      Ao escolher um óleo, tenha em conta o
      intervalo térmico a que o seu veículo
      será sujeito antes da próxima mudança
      do óleo.
      Seleccione um óleo com uma
      viscosidade recomendada consultando a
      tabela.
      "
      A tabela não tenho como colocar aqui mas se vc procurar nos manuais do i30 deve achar na internet bem fácil.
      O problema de eu pegar um carro usado é que eu vou ficar tão neurótico com o óleo que acho que vou trocar de mil em mil pra ter certeza que lavei o motor com o óleo que eu julgar mais adequado a minha região. Na verdade to muito tentado a usar o óleo 10w60 da bmw num possível próximo carro hehehe.

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    16. Olá, Takashi!
      Encontrei esta tabela de viscosidade x temperatura aqui, não sei se é a mesma que você viu:

      https://www.manualslib.com/manual/623622/Hyundai-I30.html?page=358

      Ela mostra que o óleo SAE 15W-40 é plenamente recomendado pela hyundai, mas algum "entendido" denunciou a caoa por estar colocando o óleo correto e a caoa deu de ombros e, para não ter de ficar lidando com desconhecedores do assunto perturbando a toda hora, passou a usar óleo 5W-30.
      Você sabe que viscosidade de óleo eu usaria nesse motor...
      Um abraço,
      Jeff

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    17. Fala Jeff, pois então, o mondeo vai embora da família. Comprei um i30 com câmbio manual. Provavelmente este carro só deve ter usado o 5w30 pois as revisões foram todas feitas na hyundai.

      Andei lendo no fórum do i30 esse problema do óleo. Segundo os relatos dos donos desde zero km este motor não fazia qualquer barulho e logo após a primeira revisão começou dar barulho nos tuchos hidráulicos. Alguns relatos dizendo que a fabricante trocou até o eixo comando de válvulas e os tuchos em garantia.

      Alegaram que o problema foi a hyundai ter adotado o óleo 10w40 sem o consentimento da matriz sul coreana e que essa viscosidade fez com que houvesse esse problema de tuchos batendo pela manhã e alguns casos mais dramáticos a troca do comando de válvulas e os tuchos.

      Agora vamos raciocinar um pouco. No manual do i30 diz que a medição do nível de óleo deve ser feita EXATAMENTE como fazemos nas motos, ligar o motor até esquentar, aguardar 5 minutos e fazer a medição. O nível deve estar entre o mínimo e máximo, se for completar colocar até a marca máximo. Aposto com vc que na época NINGUÉM se atentou a isso e provavelmente após a primeira troca o motorzão já saia da revisão sofrendo com falta de lubrificante. Assim como eu, só agora que fui ler atentamente o manual e descobrir a malandragem das montadoras.
      Até que no caso da hyundai o caso não é tão grave pois no manual diz com todas as letras como a medição de nível deve ser feita. No manual do meu mondeo não dizia claramente, eu é que fui tonto e nunca prestei atenção.

      Sábado já vou levar o carro pra fazer a troca de óleo na minha mão, vou tentar colocar um sintético com uma ampla faixa de viscosidade, um 5w40 ou 5w50. Quero que esta máquina seja extremamente bem cuidada, já que graças ao bom Deus agora tenho condições dignas de manter um carro desse porte.

      Agradeço a você pela atenção e espero colaborar mais com este blog. Sou chato pra caramba com óleo e aqui podemos ter uma discussão saudável sobre o assunto.

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    18. Parabéns pelo novo carro!

      Acredito que pondo em prática aquilo que sabemos ser o correto para nossos motores, você terá muita satisfação com ele.

      Esse negócio de óleo demorar a subir eu nunca engoli, mas nunca pude comprovar na prática, nunca tive carro com motor com tuchos hidráulicos.

      Pena que não acompanharemos mais a história do Mondeo com óleo 25W-60...

      Um abraço.
      Jeff

      Bom

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    19. Quanto ao mondeo com o 25w60 depois de rodados uns 600km posso dizer que o nível se manteve estável e o óleo já escureceu um pouco, sinal de que está cumprindo bem o seu papel. Nas partidas pela manhã numa temperatura de 17 graus a luz do óleo se apaga logo após a partida (não leva nem 2 segundos). Funcionamento redondo, consumo excelente, pararam os ruídos internos do motor (eu já estava acostumado a ouvi-los, só depois que troquei percebi a diferença). Para um motor fabricado na década de 90 que pedia óleo mineral 20w50 só poderia ter benefícios. Eu que fui idiota e andei usando 5w30 durante um período. Certamente acentuou o seu desgaste, se eu tivesse sempre mantido no 20w50 mineral o mondeo estaria ainda muito melhor.
      Quant a nova máquina, ela sim pede um lubrificante mais moderno de classificação API SN (só encontra sintético creio eu). Vou tentar não inventar moda e usar um óleo de ampla faixa de viscosidade de preferência sintético e no nível sempre no máximo. Certamente o carro será feliz comigo e eu com ele. Grande abraço! Logo mando novidades sobre o bate bate de tuchos do i30 heheheh

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    20. Olá, Takashi!

      Sim, classificação SM para cima (caso do SN), somente sintético puro.

      Aguardo notícias sobre os tuchos, e suspeito que serão as melhores possíveis!

      Afinal, se funciona bem e não é problema para Ferrari, BMW, Veyron...

      Um abraço,

      Jeff

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    21. Troca de óleo feita. Infelizmente não achei um 5w40 de marca boa. Foi o 5w30 100% sintético (havoline 5w30 sintético api SN) mesmo (meio que contra minha vontade). Bem, o ruido do motor não pude perceber nem melhora nem piora pois ainda não conheço o carro 100%. Porém nenhum ruido pela manhã, tudo normal. Sem batidas ou qualquer outro barulho anormal.

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    22. Uma pena que você não tenha encontrado o óleo... Melhor sorte na próxima vez!
      Um abraço,
      Jeff

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    23. Jeff, novidade de hoje. Levei minha z300 pra revisão dos 6 mil km. Reclamei que nas primeiras trocas a moto veio praticamente sem aparecer óleo no visor e o mecânico argumentou aquilo que já sabemos. Eles recebem orientação da fábrica para colocar somente o que pede o manual nem uma gota a mais. Porém o interessante é que depois que reclamei a moto voltou com o óleo no nível exatamente no meio, engraçado não?! Será que a má fé é da kawasaki ou das oficinas credenciadas? Ou de ambos?

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    24. Olá, Takashi!
      Bom, eu sou suspeito para falar... hehehe...

      Na minha opinião, se as montadoras tivessem algum interesse em resolver essa pouca vergonha, teriam acabado com isso há muito tempo.

      Poder para isso elas têm, chama-se descredenciamento.

      Se a concessionária não cumpre com o que é determinado pela montadora, perde o direito de representar uma marca consagrada e se quiser continuar no mercado, que vá atrás de uma empresa que não tenha respeito à própria marca.

      Quem quiser continuar a representar a marca famosa, que preste o melhor atendimento possível aos clientes...

      Mas o fato é que todo mundo sai lucrando quando os clientes perdem, simples assim.

      As concessionárias e as filiais nacionais precisam cumprir metas de vendas impostas pelas matrizes. A coisa é medida em dólares, não em índice de satisfação dos clientes.

      E a imensa maioria dos clientes nem se dá conta de que está sendo vítima dessa prática moralmente condenável, lesiva e potencialmente causadora de panes mecânicas e consequentes acidentes, o que em motocicletas representam sempre um risco de morte.

      Uma coisa que eu gostaria de comprovar é se as motos saem das revisões no Japão com a quantidade mínima de óleo ou se eles cumprem rigorosamente o que é determinado pelas montadoras em seus manuais de serviços, treinamentos e manuais de proprietário.

      Particularmente, ainda tenho um pouquinho de fé na humanidade e esperança de que o pessoal das montadoras japonesas não estejam cientes desses absurdos que acontecem por aqui.

      Gosto de imaginar que eles ficariam chocados se fizessem uma auditoria rigorosa e comprovassem as denúncias feitas aqui, e até emitiriam um pedido público de desculpas de parte da matriz em nome das filiais brasileiras que nunca cumpriram nem fiscalizaram o cumprimento do que foi acordado nos contratos de representação de montadoras locais e concessionárias.

      Taí, denunciar essas práticas para as matrizes japonesas seria muito interessante.

      Um abraço,
      Jeff

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    25. Não seja por isso, tenho um primo que mora no Japão e ele acabou de comprar uma moto da suzuki, uma gsx-r250. Posso pedir pra ele relatar como será feita a revisão do outro lado do planeta.
      Vou tirar fotos, documentar tudo e abrir uma reclamação na kawasaki daqui do Brasil, talvez eu tente comunicar com a matriz japonesa também de alguma maneira, vamos ver se consigo. Até mais.

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    26. Puxa, essa foi a melhor notícia que tive em uma semana muito ruim...
      Muito grato mesmo!
      Curioso para ver o que ele relata do atendimento por lá!

      Mas ele precisa fazer a revisão sem falar nada antes, só assim a gente descobre se a má fé é coisa local ou universal.

      Um abraço,
      Jeff

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