sexta-feira, 19 de maio de 2017

Motor projetado para óleo 30 não pode usar óleo 50 !!!!!! — Então avisa a BMW que ela não está sabendo...

ALERTA:

Depois da publicação, encontrei alguns erros nas informações divulgadas, que serão corrigidos na postagem posterior a esta.

O leitor Victor Garcia esclarece vários pontos nos comentários.

Então leia o assunto com as devidas ressalvas e aguarde a revisão que será publicada assim que eu terminar de revisar BEM para não cometer mais nenhum erro em relação a este assunto.

Sabe aquele papo que a gente ouve muito quando fala de óleo de moto?

"Os novos motores foram projetados para usar óleo 10W-30, as passagens de óleo são estreitas demais para o 20W-50."

"Você precisa usar o óleo genuíno desenvolvido especialmente pela fabricante, senão vai estourar o motor."

"O novo óleo menos viscoso original de fábrica é o único que garante a maior proteção e vida mais longa para o seu motor."

"É loucura colocar um óleo mais grosso que o recomendado pelo fabricante, eles sabem o que fazem."

Você certamente já ouviu essas estórias.

Bom, nem tudo aí em cima é só estória.

Afinal, os fabricantes sabem muito bem o que fazem.

Constroem máquinas fantásticas de alto desempenho como esta aqui, por exemplo:
Imagem: http://www.bmw.com.br/pt/all-models/m-series.html

É um bmw (a pronúncia correta é bê-eme-) Série M seguido de alguns números.

Tem várias séries, esse aí de cima é um Série M6xx.

Mas também tem a Série M3 (os comuns 318i, 325i, etc.), a Série M5, etc. e tal.

Sabe porque os carros bmw dessas séries M são tão interessantes para este blog?

Porque durante vários anos todos os seus manuais de proprietário mandaram usar uma viscosidade de óleo — enquanto a fábrica até hoje manda usar outra, ou usa outra apenas na concessionária (ou usava, já que esses modelos já saíram de linha.)

Ué, mas o manual do proprietário e a fábrica não deveriam dizer a mesma coisa?

Pois é, né? Quem diria...

Nem seria um caso inédito, aqui no Brasil a renault cometeu um engano parecido, mas agora está serto:
Manual que engana: http://www.olhonooleo.com/single-post/2014/10/17/Manual-que-engana

(Esse caso da renault é tão pitoresco que merece uma postagem exclusiva...)

Para descobrir o que acontecia de estranho nesse caso dos motores da bmw eu baixei o manual de proprietário de vários modelos.

O que ocorre é o seguinte:

A bmw fabrica vários modelos com a mesma carroceria, mas usando motorizações diferentes. 

Então a bmw faz um único manual para atender a todos os modelos de uma mesma série, independente do tipo de motor:
Manual de proprietário bmw Série 5 ano 2010 página 240 https://www.bmwsections.com/docs/5series/

Tanto faz se o modelo usa um motor 6 em linha ou um V8, os dados fornecidos no manual do proprietário sobre o óleo lubrificante são os mesmos.

Atualização:

Eu errei nesse comentário.

Existem séries de motores com manual de proprietário específicos para os motores de alta potência.

Mas existe mesmo um caso de mudança de viscosidade do óleo entre os anos 2001 e 2002 para os mesmos motores, devido aos problemas de bronzinas e bielas comentados abaixo.

A discussão nos comentários e a postagem posterior a esta trazem esclarecimentos sobre o assunto.

Por exemplo, qual é a viscosidade de óleo recomendada no manual para todos os modelos Série M5 2010, independente da motorização?
Manual de proprietário: https://www.bmwsections.com/docs/5series/ página 213

manual diz somente que a viscosidade deve ser ajustada em função da temperatura ambiente, e dá as opções SAE 0W-40, 0W-30 ou 5W-30, 5W-40.

Não existe uma única palavra sobre o uso de óleos de quaisquer outras viscosidades além dessas três quatro em todo o manual, eu conferi. Valeu, Pedra!

E depois disso o manual afirma:

"Estes óleos podem ser usados para condução em todas as temperaturas externas."

Ué, mas não é uma contradição com o que foi dito na linha anterior, que precisava selecionar a viscosidade adequada em função da temperatura ambiente?

Se todos atendem, então porque uma tabela de seleção em função da temperatura?

Sim, é uma contradição; mas todo mundo passa por cima de detalhes pequenos como esse, tudo bem.

Então vamos fazer de conta que você acaba de comprar um bmw 2010 de segunda mão e está em busca do óleo certo para o seu motor.

Qual o melhor lugar para você buscar informações confiáveis fornecidas pelo próprio fabricante do carro? 

No manual do proprietário que vem no porta-luvas, claro!

Se procurar na internet, irá encontrar em fóruns as opiniões dos donos, e a maioria não foge do que está escrito lá, então a discussão fica só entre a marca X e a marca Y.

Aparece um único dono de bmw que diz que está usando óleo 20W-50, e todo mundo cai de pau e pua em cima dele, porque "o doido quer estragar o motor".

Se entrar no site da bmw do Brasil vai ser difícil encontrar um link para o manual do proprietário, pelo menos eu não achei.

Mas no site internacional da bmw você encontra todos os manuais dos últimos 20 anos para download.

Agora voltemos à sua bmw e vamos conferir seu manual em inglês... 

Como estamos no Brasil, e a viscosidade do óleo precisa ser selecionada entre as recomendadas SAE 0W-40, 5W-40, 0W-30 ou 5W-30, qual você escolheria?

Pelo critério de adequação à temperatura, você escolheria o mais viscoso, o 0W-40 ou 5W-40, certo?

Mas olha que legal o que a bmw diz em seu site sobre o único xxW-40 à venda no Brasil, o óleo 0W-40:
Imagem: Obtida originalmente em http://www.bmw.com.br/pt/topics/offers-and-services1/personal-services/oil_service.html

Então você, dono confuso da bmw 2010 de segunda mão, ao saber que não deve usar o óleo 0W-40 — apesar de o manual dizer que "todas as viscosidades recomendadas atendem a todas as temperaturas ambientes" e a viscosidade 0W-40 supostamente ser a recomendada para nossas temperaturas no Brasil — busca qual opção?

A outra recomendação do manual, certo?
Imagem: Obtida originalmente em http://www.bmw.com.br/pt/topics/offers-and-services1/personal-services/oil_service.html

Ah, agora sim...

O 0W-30 é recomendado para todos os automóveis bmw, sem exceções... você fica certo de que é o óleo certo para sua bmw no Brasil.

Afinal, foi a bmw quem disse.

E você lê aquela frase do manual que diz que todos "estes óleos podem ser usados para condução em todas as temperaturas externas" daí fica tranquilo, a bmw está dizendo que você pode usar esse óleo numa boa.

O manual diz para usar, o adesivo debaixo do capô diz para usar, você não quer se arriscar com outros óleos que a fábrica não recomenda, você seria um idiota se usasse outro óleo que não o 0W-30, certo?

Afinal você não quer se arriscar a danificar o motor do seu carro.

Mas você é um cara curioso e experimenta clicar naquela opção estranha no ninho, o 10W-60 — aquela que o seu manual nem fala que existe. 
Imagem: http://www.bmw.com.br/pt/topics/offers-and-services1/personal-services/oil_service.html

Eu achei bizarro a bmw oferecer um óleo desses, afinal 10W-60 é um óleo mais viscoso do que todos os outros usados em todos os outros carros.

Você só encontra no Brasil óleo SAE 25W-60 mineral recomendado para motores com alta quilometragem, como o shell Helix H3 e o Castrol GTX Alta Quilometragem. Sei disso porque uso na minha moto com alta quilometragem.

Notou o que está escrito no rodapé? 
Imagem: Obtida originalmente em http://www.bmw.com.br/pt/topics/offers-and-services1/personal-services/oil_service.html

O site da bmw no Brasil e em outros lugares do mundo diz que a Série M5, assim como as outras séries mencionadas, devem usar óleo sintético multiviscoso 10W-60.

Pois é, óleo sintético multiviscoso 10W-SESSENTA.

Sem fazer distinção nenhuma quanto ao motor ser de 6 cilindros ou V8 ou V10, o site diz que esse é o óleo para seu bmw dentro daqueles anos de modelos. 

Apesar de o manual de proprietário de todos os modelos Série M5, M3, M6 e Z8 mandar usar óleo muito, muito menos viscoso. 

Qual a pegadinha?
Manual de proprietário: https://www.bmwsections.com/docs/5series/ página 213

"Troque o óleo somente em sua concessionária bmw ou em uma oficina que trabalhe de acordo com os procedimentos de reparo da bmw com o pessoal treinado correspondentemente."

As concessionárias e oficinas autorizadas sabem que o 10W-60 se destina 'somente' a determinados motores — explico as aspas mais pra frente.

O proprietário que compra o carro de segunda mão não recebe essa informação oficialmente.

Se o dono anterior não falar, já era. Se comprar em revenda de usados seminovos, já era.

Na maioria das vezes o dono de um carro comprado fora da rede bmw fará as trocas de óleo fora da concessionária porque a máquina já está fora da garantia. 

Aí ele acaba obedecendo o manual do proprietário enganoso e as informações contraditórias do site oficial não ajudam...

E acaba induzido a usar o famigerado óleo 0W-30 em um motor que foi projetado e deveria estar usando óleo 10W-60.

Dica: Reduzir a viscosidade não dá certo, detona o motor.

SAE 10W-60 é um óleo ainda mais viscoso em alta temperatura (e também à temperatura ambiente) que o tão combatido e mal falado 20W-50 "tão grosso que não passa pelos dutos do motor"... 

Calma, leia até o final que a grande novidade está lá embaixo...

Mas as concessionárias bmw usam "óleo grosso demais" nos motores até mesmo lá no hemisfério norte, onde é mais frio...

Sabe por quê?

Para aguentar o tranco.

Somente um óleo suficientemente viscoso consegue dar boa vida útil para um motor de alto desempenho duramente exigido...

Se não tiver a viscosidade adequada, o motor superaquece, queima junta, empena cabeçote, funde, quebra biela, estoura a carcaça...

E os clientes não gostam quando isso acontece.

— Magina, que absurdo! Nunca ouvi falar de motor bmw estourando! Só pode ser engano! É erro do site! É um perfeito blog desinformador! Um óleo grosso desses ia estourar qualquer motor! A bmw nunca ia fazer uma coisa dessas! Nunca vi óleo 60 em manual do proprietário nenhum, e tenho bmw! Óleo 60 é tão grosso que a bomba de óleo não aguenta! Não passa pelos dutos! Óleo grosso dá pressão no cárter! Estoura retentor! Quebra a carcaça! Dá urticária! Sapinho! Espinhela caída!...

Será? Será mesmo?

Não é erro de site não, essa informação está amplamente disseminada:
Tabela: http://carrorac.com/oleo-motor/bmw/6-series.html

Este site informativo sobre todos os motores diz que o óleo 10W-60 deve ser usado nos motores V10 S85B50.
Imagem: Motor bmw V10 S85B50 

E também nos motores de 6 cilindros em linha S54 da Série M3.
Motor bmw S54 6 cilindros em linha http://www.bmwblog.com/2008/12/31/bmw-m3s-32-liter-straight-six-engine-comes-to-an-end/
Tabela: http://carrorac.com/oleo-motor/bmw/3-series.html

Mas essa informação não consta no manual nem do 328i, nem do 335i.
Manual: https://www.bmwsections.com/docs/3series/

E o site da própria bmw não faz distinção quanto à motorização ser de 6, 8 ou 10 cilindros.

Você ficou confuso?

É porque você não leu a pegadinha do manual:
Manual: https://www.bmwsections.com/docs/3series/

"Óleos de motor especificados"   

"Sua concessionária pode aconselhar você quanto aos óleos de motor que foram aprovados pela fabricante de seu veículo."

A informação de que os motores V10, V8 e 6 em linha de alto desempenho usavam óleo 10W-60 era conhecida pelas concessionárias e proprietários de primeira mão que receberam a informação.

Mas além de o manual recomendar o uso de óleo xxW-30 ou 0W-40, debaixo do capô do motor tem uma gravação dizendo que o motor usa óleo 5W-30.

O inocente que caiu fora da rede autorizada e pegou um mecânico não treinado pela fábrica e que seguiu as instruções do manual ou da gravação de orientação no veículo... condenou seu motor.

Você recorreu a mecânicos fora da rede e caiu na arapuca. Quem armou?

O mecânico fora da rede não recebeu treinamento da fábrica, não foi informado que as informações no manual e a etiqueta no cofre do motor estão lá só para não deixar o espaço vazio.

Ou para atender às necessidades de proprietários que só usam o seu bmw para levar os filhos à escola e fazer compras no supermercado.

Ignorante disso, o mecânico fez a coisa errada e agora você terá de comprar as peças na concessionária ou então fazer o serviço por lá mesmo, se sentindo culpado pela besteira.

Você nunca poderá dizer que foi a fabricante que deu informações contraditórias e induziu os proprietários a erro. Nunca.

A culpa sempre será do proprietário... porque você que não obedeceu as instruções do manual. Seu otário, quem mandou ir em oficina não autorizada? Tosco...

Só que em tempos de internet isso gerou um efeito interessante:

Não só você, mas um monte de proprietários em todo o mundo ficaram confusos (e irritados) com essas informações contraditórias e seus motores estourando bielas, bronzinas, virabrequins e cabeçotes e blocos.

Lá no exterior muitos proprietários trocaram ideias e buscaram solução de modo civilizado.

Não aquelas brigas de torcida e marketeiros disfarçados de proprietários que a gente vê nos fóruns por aqui.

Dá uma lida nesta conversa deste fórum de proprietários norte-americanos de bmw Série M5 — aquela cujo óleo recomendado era o 5W30 ou o 5W-40, mas na verdade é o 10W-60.


São donos de bmw compradas zero km que fazem a manutenção em concessionárias e não estavam satisfeitos com seus motores:
Fórum: http://www.m5board.com/vbulletin/e39-m5-e52-z8-discussion/37511-finally-end-5w-30-vs-10w-60-oil-debate.html

Vou resumir os pontos principais:

"FINALMENTE, um fim para o debate do óleo 5W-30 versus 10W-60!"

O adesivo no compartimento do motor diz que o proprietário pode usar óleo 5W-30, que é o original de fábrica para os modelos no mercado dos EUA, conforme manual.

O proprietário mudou para o 10W-60 sem dizer como chegou a essa viscosidade — mas o fato de ser recomendado pela BMW no Brasil e outros países nos dá uma pista...

E o consumo de óleo que já havia diminuído depois do amaciamento de 10 mil milhas (16 mil km) se tornou praticamente nulo.


Mas ele mandou trocar o óleo novamente e se esqueceu de avisar que estava usando o 10W-60, e a oficina voltou a colocar o 5W-30 seguindo a determinação da etiqueta no compartimento do motor.


Agora textualmente:

"No entanto, na manhã seguinte durante a partida, eu notei mais ruído mecânico do que o costume. De fato, pelos primeiros 2–3 segundos, ele soou "seco" como ele faz logo depois que você troca o óleo e filtro e não pré-abastece o cartucho de óleo. Pode ser coisa da minha cabeça, mas eu também achei que o motor fez mais barulho de matraca quando dirigia moderadamente após o aquecimento. Ele ficou desse jeito por duas semanas."

Depois de ler outra discussão [do fórum] sobre como um de seus membros estourou uma biela e alguns suspeitavam de deficiência de lubrificação dos cilindros n° 7 e n° 8, eu retornei ao 10W-60. Bem, o motor imediatamente ficou mais silencioso, com menos ruído mecânico de matraca. A partida a frio agora é mais silenciosa, também. Nunca mais soou "seco".


Ainda por cima, eu lembro de ler que houve um lote de motores E46 M3 que estavam experimentando falha de bronzinas/mancais. A bmw posteriormente mudou sua recomendação de 5W-30 para 10W-60 para todos os motores E46 M3.


Este não é um estudo científico, é claro, e sua quilometragem pode variar, mas como resultado disto, eu continuo com o 10W-60 e não coloco mais o 5W-30. Para mim, pelo menos, o grande debate do óleo acabou."

  
Agora, olha só que interessante:

Todos os modelos M3 E46 da época citados na conversa usavam apenas o motor de 6 cilindros em linha:
Wikipedia: https://en.wikipedia.org/wiki/BMW_3_Series_(E46)

Atualização da atualização:

Ao fazer a primeira atualização, fiz uma confusão dos diabos; vai dar um pouco de trabalho, mas vou esclarecer isto.

Em princípio, todas as denúncias estão válidas, mas os exemplos acabaram se misturando... 

Então só me resta pedir desculpas aos leitores pela salada que fiz, e vou reescrever a postagem com os dados e os exemplos corretos.

Não apagarei esta porque o que está dito, se for retirado, parecerá que estou renegando tudo que eu disse.

Não renego, porque em princípio as afirmações esão corretas e a denúncia permanece válida.

Atualização:

O bloco abaixo faz uma série de afirmações com base em uma premissa errada da minha parte: 

A de que a Série 3 compreendia os motores de alto desempenho.

Como foi esclarecido pelo leitor Victor Garcia, que entende muito bem desses motores:

O correto seria fornecer os dados de motores de alto desempenho que são identificados à parte no site da bmw como Série M.

Conforme alertado pelo leitor Victor Garcia, havia um manual específico para a Série M de alto desempenho.

Não vou riscar o que está escrito, mas a postagem posterior a esta esclarecerá definitivamente o assunto.

Mesmo porque, nada muda em relação ao essencial:

Os motores da Série M de 2001 usavam exatamente a mesma recomendação de óleo, portanto tudo que é dito aqui permanece válido.

Esta tabela publicada originalmente abaixo é dos modelos de baixo desempenho:
Manual de proprietário: https://www.bmwsections.com/docs/3series/ bmw Série 3 Sedan 2001 página 192

E não há nenhuma menção ao tipo de motor de alto desempenho S54 que deveria usar o óleo 10W-60.

Nem poderia haver pelo motivo exposto acima. 

Ou melhor dizendo:

O manual de proprietário da Série M3 não menciona em lugar algum que esse motor de alto desempenho S54 que equipava a família E46 deveria utilizar óleo SAE 10W-60 — apenas óleo 5W-40 e 5W-30, veja o manual abaixo.

Nem precisava, já que aquele manual não compreendia um motor de alto desempenho que tem manual próprio.

Mas a tabela para os motores da Série M 2001 correta é esta aqui:
Manual de proprietário: https://www.bmwsections.com/docs/3series/ bmw M3 Convertible 2001

E independente do desempenho ser alto ou baixo, a parte de bloco e cárter dos motores 6 em linha era a mesma com as mesmas galerias de óleo que supostamente seriam exclusivamente para óleos menos viscosos 5W-40 e 5W-30 — agradeço a dica do leitor Victor Garcia!

Este assunto será esclarecido na postagem posterior a esta.
Manual de proprietário: https://www.bmwsections.com/docs/3series/ bmw Série 3 2001 Sedan página 140

Este manual não é de um Série M3 2001, mas de um modelo Sedan que não usava motor de alto desempenho de 333 hp.

Segue a página correta:
Manual de proprietário: https://www.bmwsections.com/docs/3series/ bmw M3 Convertible 2001

Pois é, é a mesma coisa, mesma recomendação de óleo.

Então qual a desculpa para mudar a especificação do óleo?

Como a bmw diz na seção de óleos de motor especificados:

"Baseada em testes extensivos, a bmw aprovou somente determinados tipos de óleo."

Mas os motores estavam sendo abastecidos pelas concessionárias norte-americanas com óleo 5W-30 estavam estourando — então a bmw mudou a recomendação do óleo para 10W-60...

O 10W-60 era um dos óleos testados e aprovados, mas essa informação não foi aberta ao público...

Motores estourando são bons para os negócios, né?

Nem todo mundo vai estourar o motor, somente quem exigir um pouco mais do carro ou rodar o suficiente para o carro sair da garantia, aí a culpa é sempre do mau uso do proprietário.

Eu também baixei o manual do proprietário de um Série M5 2001 para ver a especificação que os proprietários comentaram no fórum americano, olha o que encontrei:
Manual de proprietário: https://www.bmwsections.com/docs/5series/

Na verdade, pesquisei vários manuais dentro daquela faixa de anos de modelos e não encontrei nem mesmo um único manual de proprietário recomendando o uso de óleo 10W-60.

A decisão da bmw de passar a usar óleo 10W-60 nesses motores aparentemente foi posterior à criação do projeto usando 5W-40 e 5W-30...

A bmw colocou "óleo grosso capaz de estourar o motor" em motores projetados para trabalhar com óleo fino a fim de impedir que os motores continuassem estourando...

A informação chegou aos proprietários nos EUA por outro caminho que não ficou registrado — pelo menos, oficialmente não encontrei nada publicado.

Arrisco dizer que tudo isso só foi descoberto por conta de conversas com funcionários de concessionárias. 

Sabe aquela conversa de quem está pulo da vida porque o motor do carro novo estourou e o pessoal não tem mais o que dizer e acaba entregando a informação do novo óleo? Pois então.

A gente só fica sabendo que isso rolou por lá porque o assunto foi comentado em fóruns — na grande mídia nadica de nada, informação nenhuma. 

Aliás, descobri que mudar para um óleo mais viscoso depois que o veículo é lançado parece ser uma prática meio que recorrente lá na bmw:
Fórum: http://f800riders.org/forum/showthread.php/112313-BMW-Changing-Oil-Viscosity-for-F-bikes

Por que a bmw mudou o tipo de óleo?

Por causa da chuva de reclamações como esta aqui:


É só fazer uma pesquisa sobre bmw F800 e aparece um monte de comparações e reclamações desse tipo anteriores à mudança para o óleo mais viscoso.

Quais as reclamações?

Ruído mecânico, motor parecendo "seco", barulho de matraca, motor estourando... mesmos sintomas, mesma causa... óleo de viscosidade incorreta.

Problema corrigido pela fabricante fazendo o que deveria ter feito antes do lançamento da moto:

Usar um óleo de viscosidade adequada não só à temperatura ambiente, mas ao regime de trabalho exigido do motor.

A conversa entre os proprietários de carros da Série M prossegue, e outro proprietário comenta:
Fórum: http://www.m5board.com/vbulletin/e39-m5-e52-z8-discussion/37511-finally-end-5w-30-vs-10w-60-oil-debate.html

"Acho que chegamos ao ponto onde, se você dirige com o pé embaixo ou em alta velocidade durante muito tempo – como em uma pista de corrida – ou visita regularmente o limitador de giros, é preferível usar o óleo 10W-60. Se o carro é usado para condução diária, ou para saídas aos fins de semana em dias de sol, o 5W-30 provavelmente é satisfatório (...)

Em todos os casos, o óleo deve ser trocado MUITO mais frequentemente do que as luzes [de advertência do painel] indicariam.


Isso se chama bom senso.

Esse segundo proprietário passou a usar o 10W-60 na revisão de 1.200 milhas (nossa revisão de 2.000 km) e faz as trocas a cada 3.000 milhas (4.800 km).

Lembrando, a rotação máxima desses motores é inferior a 7 mil rpm.

Nas motos, a diversão começa aos 7 mil rpm — o óleo é muito mais exigido e por isso não dá para rodar a mesma coisa que um carro.

O proprietário explica que a quilometragem é baixa porque ele roda pouco, mas volta e meia pega o carro para correr em pista.  

Mas o mais interessante é o que ele diz na linha verde:

Note que o uso de óleo 5W-30 é recomendado [pela bmw] somente nos EUA, também o único lugar (até onde eu sei) onde a BMW paga pela manutenção rotineira pelos primeiros 3 anos / 36.000 milhas (58 mil quilômetros).


Olha só que interessante...

Em termos de durabilidade do motor, 60 mil km para um carro é mais ou menos a mesma coisa que uns 20 mil km para uma moto... 

Depois disso, depois do fim da garantia, o que acontecer sai do bolso do dono... 

Se essa informação estiver correta, que coisa estranha, não? Lembrou de alguma fabricante de motos? Todas elas? 

Eu sempre soube que a viscosidade do óleo era ditada por critérios de temperatura ambiente da região de utilização, um parâmetro de engenharia...

Será que para a bmw a viscosidade do óleo também é determinada por critérios de marketing?

Tem mais um exemplo interessante extraído dessa conversa do fórum americano:
Fórum: http://www.m5board.com/vbulletin/e39-m5-e52-z8-discussion/37511-finally-end-5w-30-vs-10w-60-oil-debate.html

Ah, esse admirável mundo novo em que vivemos...

Se os consumidores não descobrem os macetes, o pessoal deita e rola vendendo peças, motores e carros novos...

Quem viveu na época da liberação das importações nos anos 1990 se lembra da epidemia de motores bmw estourando com baixa quilometragem.

A desculpa que se deu então era que a culpa era da gasolina brasileira.

Até eu acreditei e reproduzi essa versão aqui no blog.

Eu ainda não sabia dos motores pipocando nos Estados Unidos...

Quando escrevi a postagem, ainda não tinha lido o comentário postado no Jalopnik (quando ouvi falar e procurei na internet, só vieram links de vídeos falando mal desta postagem, talvez por causa da chulice do título):
Reportagem: http://thegarage.jalopnik.com/bmw-engines-are-gigantic-pieces-of-shit-1784684330

Tradução:

"Motores bmw são gigantescos pedaços de навоз".

E lá são comentados vários problemas de vários motores bmw, muitos deles relacionados a connecting rod bearings - bronzinas de bielas.

A Série M3, a mais popular no Brasil, tem grande destaque:
Reportagem: http://thegarage.jalopnik.com/bmw-engines-are-gigantic-pieces-of-shit-1784684330

"Os motores eram atormentados (ou infestados) com quebras falhas de bronzinas de bielas..."

— Ah coitada da bmw, então a culpa é do fabricante da biela bronzina, não dela...

Não, meu caro amiguinho ingênuo e sem malícia...

A biela e a bronzina sempre levam a culpa pela má lubrificação que causa superaquecimento e travamento do motor com / por causa do rompimento da biela / derretimento da bronzina.

Sem boa lubrificação, os componentes fazem mais esforços do que o projetado, em uma temperatura acima da qual deveriam estar trabalhando.

Tanto é que o problema foi resolvido com a adoção de óleo 10W-60.

Mas a informação ventilada para o público é que o problema só acontece por culpa dos donos que forçam demais o motor, são desleixados — mesmo sendo clientes de concessionária fazendo todas as revisões.

O que é divulgado é que esse óleo se destina somente aos motores V8, V10 e 6 em linha de alto desempenho — quando na verdade a montadora usa sempre que o calo aperta e a coisa ameaça ficar muito feia para as vendas.

Sim, aquela informação inicial no início da postagem também está errada. 

Mas é isso que é informado para quem se interessa pelo assunto aqui no Brasil.

No exterior dá um pouco mais de trabalho enrolar os consumidores.

Como lá fora não tem a desculpa da gasolina brasileira e o governo americano cai em cima de fabricantes que pisam na bola, eles são obrigados a resolver os problemas — desde que ganhem notoriedade.

Se não aparecerem muitos problemas, fica tudo por isso mesmo. 

Enquanto isso, aqui no Brasil...
Imagem e reportagem: http://quatrorodas.abril.com.br/auto-servico/sinais-de-fumaca/
Imagem: http://www.carrosnaweb.com.br/opiniaolista.asp?fabricante=BMW&modelo=320I

Tudo sintoma de motor mal lubrificado por óleo fino demais para a aplicação...

Mas sabe qual a explicação que a tchurma dá?
Imagem e reportagem: http://quatrorodas.abril.com.br/auto-servico/sinais-de-fumaca/

Os mecânicos dizem que "os retentores das válvulas se ressecam e precisam ser substituídos" porque "não aguentam a temperatura e a gasolina do Brasil" — será que essa informação chega da fábrica para eles?

Eu acredito no que os mecânicos dizem — afinal, quem é que iria contestar a autoridade da própria fabricante e dizer que o problema está no óleo inadequado recomendado pela fábrica? Fora eu?

Quem imaginaria que os engenheiros testaram o óleo 10W-60, mas não recomendam, a menos que o excesso de motores estourando ameace a imagem da empresa de ficar respingada pelas queixas dos consumidores? Nem eu imaginava isso...

Já a fábrica diz que é desleixo e mau uso por parte do dono — como sempre, claro. 

Nunca é porque a fábrica e as concessionárias recomendam e colocam o óleo com a mínima viscosidade possível a fim de parecer que seus carros são econômicos... nunca.

Nesse meio tempo o problema está na mão do proprietário e a concessionária o convence a comprar outro modelo da mesma marca — que usa o óleo de sempre, claro — dando a sucata como entrada.
Imagem: https://www.amazon.com/Plucked-Sitting-Ducks-Danielle-Mentzer/dp/0843110759 — É a estória de um pato que perde as penas e não sabe como foi depenado. Nada a ver com o assunto da postagem, mas imagino que esse seja o sentimento de um proprietário que levou seu carro a uma oficina fora da rede autorizada bmw. 

Mas se o mercado for grande e importante para as vendas, como o dos EUA, e o pessoal reclamar muito, a fabricante e as concessionárias mudam a recomendação do óleo para aquele modelo sem tornar isso público, sem recall, sem fazer barulho.

Afinal, o óleo 10W-60 é um dos "determinados tipos de óleo" que a bmw, baseada em testes extensivos, aprovou.

Aprovou, mas não recomendou publicamente...

Quem levar o carro para trocas de óleo na concessionária, se não reclamar, recebe o óleo fino.

E você que não quis levar seu carro para trocar o óleo na concessionária, problema seu — a fabricante não tem compromisso nenhum contigo.

Nem se sente na obrigação de convocar recalls ou alterar as informações publicadas... 

Então não se esqueça:

Se você comprar um bmw de segunda mão, seja carro ou moto, não leve o manual do proprietário ao pé da letra — pode ter alguma informação importante faltando.

E se depois de ler tudo isso você optar por usar um óleo mais viscoso no seu carro ou moto, seja bmw, seja honda, seja etc., prepare-se para ouvir um monte de coisas por usar esse óleo que "certamente vai estourar seu motor".

Capaz até de você ganhar umas inimizades...

Reflita sobre como funciona esse mercado automotomotivo e como tudo isso pode se aplicar — ou não — à sua moto, e seja feliz com ela.

Um abraço, 

Jeff, o dono da Kansas que roda com óleo de mesma viscosidade que os carros da bmw.

77 comentários:

  1. BMW aprovando 10w60... quem diria! Estou quase convencido a migrar pro 15w50 na minha kawasaki z300 mesmo. Meu motor tem uns ruídos metálicos que me incomodam bastante mesmo como nível até no talo (marca max), sei não...

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    1. Pois é, Takashi...
      Acho que esta foi a postagem mais "quem diria" que escrevi até hoje...
      Eu também fiquei surpreso com tudo isso.
      Um abraço,
      Jeff

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  2. Boa noite Jeff.
    Por volta de 2010/11, fui surpreendido na troca de óleo em uma concessionária que o novo óleo recomendado (com rótulo da Honda) era fabricado pela Ipiranga, não mais pela Mobil. Não lembro se olhei a viscosidade, mas fiquei desconfiado e, também, por outros problemas (parafusos frouxos, roscas espanadas, etc), passei eu mesmo a fazer as trocas, sempre Mobil 20W50.

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    1. Olá, Eduardo!
      Essa mudança foi a coisa mais desastrosa que a honda fez, foi quando eles adotaram o óleo 10W-30. É tema recorrente de várias postagens aqui no blog.
      O problema não foi a troca do fabricante em si, mas a adoção de uma viscosidade totalmente inadequada à temperatura de nosso país em contradição com tudo que diziam até a véspera.
      A propaganda do óleo semissintético quase milagroso levou muita gente a perder o motor muito cedo, aliás, perdem até hoje.
      Ter permanecido fiel ao óleo foi o que salvou seu motor.
      Um abraço, e obrigado por acompanhar o blog,
      Jeff

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    2. Esse lubrificante genuíno Honda é fabricado tanto pela Mobil quanto pela Ipiranga, a Honda usa óleo dos 2 fornecedores, cada um com sua embalagem típica.

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    3. Olá, Deivisson!
      Genuíno de dois fabricantes diferentes? Pode isso, Arnaldo?
      Um abraço,
      Jeff

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    4. Negativo. A Honda antes usava o genuíno dela, fabricado pela Mobil. Depois das reclamações, ela fechou parceria com a Ipiranga e está até hoje. Testei tanto o Mobil 20w50, quanto o 10w30 da Honda (Mobil e Ipiranga), Ipiranga 10w30, Lubrax 10w30 e Motul 5100 10w30. Todos eles utilizei na minha Honda Fan 150ESi 2011/2011. De todos eles, posso dizer sem sobra de dúvidas que o Motul é o melhor. Depois dele, pode-se usar o Lubrax que achei muito bom também. Os outros ? Nem de graça !!!

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    5. Olá, Marcelo!
      Obrigado pelo depoimento!
      Um abraço,
      Jeff

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  3. Eu de novo.
    Faz algum tempo, falei com você sobre ruídos no motor da minha Falcon, que comprei usada há dois anos. Falei sobre o orçamento de uns 4000,00. Incluia troca do eixo de comando, balancins, corrente de comando e tensor. Algo que me deixou cismado foi o barulho ter surgido no periodo em que eu usei pela primeira vez o Motul 20W50, que parece, ser mais viscoso que o Mobil. O que você diz?

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    1. É estranho, porque o Motul deixa o motor mais silencioso. Quando fomos até Foz em 4 Kansas, a minha com Motul a viscosidade do óleo da minha máquina ainda era melhor que a das outras três quando todo mundo fez a troca lá em Foz. A pergunta crucial:
      Você mede o nível de óleo depois da troca, no dia seguinte? Por acaso coloca apenas a quantidade recomendada no manual sem conferir se ela é suficiente para atingir o nível recomendado?
      Porque não basta apenas usar um bom óleo, o nível precisa estar correto.
      Chegou a ler as denúncias sobre isso aqui no blog? Se não, eu indico peo menos uma postagem:
      http://minhaprimeiramoto.blogspot.com.br/2014/12/como-ver-o-nivel-do-oleo.html
      Há várias sobre o assunto, estão na aba Óleo na lateral direita do blog visualizado em uma tela de PC.
      Um abraço,
      Jeff

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    2. Sim, eu sigo o procedimento. Com o manual da Falcon veio uma lâmina de plástico, com as intruções que estão no manual também. Aproveito pra perguntar se ao ultrapassar o nível superior em 200 ml traz problemas. A Falcon tem sistema de carter seco.

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    3. Ultrapassar o nível superior nunca é recomendável.
      Como sua moto é de cárter seco, ao ser desligada todo o óleo escoa durante a noite e se acumula no cárter. Você dá a partida e a maior parte do óleo que está lá no cárter é bombeada para o depósito na parte superior.
      Um nível excessivo pode até mesmo causar um calço hidráulico na partida, porque o pistão desce e encontra uma poça de óleo que não tem para onde ir enquanto a bomba não esvaziar o excesso e a quantidade que deve ser enviada para o tanquinho de óleo.
      Outra dúvida?
      Você dá a partida no motor com a moto inclinada ou na vertical?
      No caso das motos de cárter seco, a partida com a moto inclinada pelos primeiros 10 a 20 segundos evita a chance de calço hidráulico. Por outro lado, tem o inconveniente de marcar o cilindro devido ao esforço lateral pelo peso do pistão/biela/virabrequim.
      Não me recordo da quilometragem da sua moto...
      Abraço,
      Jeff

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    4. Ao fazer uma medição de manhã, na primeira partida do dia, acho que demorei pouco pra aquecer (uns 5 minutos) com ela na vertical. Desliguei e esperei os 2 min. Estava uns 200 ml abaixo da marca superior. Adicionei os 200 ml. No dia seguinte aqueci por 7 minutos e apresentou 200 ml acima da marca superior. Já saí com ela assim umas 4 vezes. Ligo sempre na vertical. Está com 47000 Km.

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    5. Olá, Eduardo!
      7 minutos é um período muito prolongado, a menos que o dia esteja extremamente frio, batendo recorde de temperatura negativa.
      O calor se acumula no cabeçote sem ventilação e existe o risco de empenamento do cabeçote. O limite máximo recomendado é de 5 minutos e eu já considero muito.
      Aqueço por 3 minutos e saio devagar por uns 5 quilômetros, mas não forço tipo pegar a estrada até depois dos 20 km. Quando morava em São José a BR era a principal via utilizada, então eu ia pela marginal até o motor chegar no ponto de poder exigir o normal dele.
      Um abraço,
      Jeff

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  4. Caramba... estou boquiaberto... informação bombástica, sem dúvida. Sempre ouvi e li que óleo 60 é só para motores cansados, com muita folga é uma forma de enganar o comprador pois elimina os barulhos do motor, deixando-o silencioso.
    Então na verdade o que ocorre é que o óleo 60 faz muito bem ao motor dando-lhe longevidade. O que não deve ser feito é alterar viscosidades para baixo, pois isso vai danificar motor, mas subir a viscosidade (e manter assim) é bom para o mesmo.
    Muito legal essa novidade.

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    1. Olá, José Carlos!
      Também achei!
      Se eu soubesse disso antes, teria começado a usar óleo 25W-60 há anos... não teria esperado o motor ficar cansado... e provavelmente ele não se cansaria tão cedo...
      O que talvez seja um pequeno problema para quem mora no sul é que os únicos óleos xxW-60 à venda por aqui são exclusivamente minerais e com viscosidade de inverno 25. Em dias extremamente frios, a partida pode ser um pouco difícil.
      Mas lá no Japão nos dias em que neva o pessoal costuma dar um banho de chaleira no motor antes da primeira partida pela manhã... Outro caminho é usar uma viscosidade mais leve somente durante o pico do inverno
      Um abraço,
      Jeff

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  5. Eu de novo II.
    Acabei fazendo parte do serviço na Falcon. Conversei com o mecânico, que me passou confiança, por ser fissurado em motos e gostar da Falcon (por estranho que pareça, há mecânicos que não gostam do que fazem). Conversei sobre prioridades e cheguei à conclusão que o que trazia mais riscos pro motor era a corrente de comando, que troquei, junto com a guia, o tensor e o acionador do tensor. Deixei o eixo de comando pra mais tarde. O barulho sumiu. Agora, quando motor ainda está frio, escuto um leve barulho de válvulas. O mecânico gerou um laudo informando que o eixo está um pouco desgastado e ele só trocou as peças que eu autorizei. Inclusive, o tensor e a guia fui eu que determinei. Ele especificou a troca apenas da corrente e do acionador. Agora estou pensando em usar um 20W60, mas lembro do Motul e...

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    1. Que bom que você detectou a causa do problema de barulho.
      Eu sempre desconfiei que a viscosidade do Motul estaria mais para 25W-60 do que para 20W-50. Finalmente juntei condições para fazer um teste comparativo de viscosidades nos moldes daquele teste russo (o mais simples, com tubos de vidro e esferas de aço) para conferir o desempenho comparado de algumas marcas e viscosidades em relação ao que eles informam na embalagem. Creio que será bastante interessante.
      Um abraço,
      Jeff

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    2. Uso Motul 3000 em minha moto e também acho que tem uma viscosidade maior que os outros 20W50. Nunca considerei este fato como negativo mas como algo positivo. Ansioso pelos resultados em seus testes.

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  6. Nunca vi óleo dessa viscosidade para motos por aqui. Será que existe?
    Acho que um óleo 10W-60 para motos seria muito bom em termos de lubrificação tanto faz com o motor frio ou quente.
    Daqui uns tempos é capaz de não fabricar mais óleos de viscosidades acima de 30 porque a maioria das montadoras estão diminuindo a viscosidade.

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    1. Olá, Maicon!
      Realmente seria uma faixa muito boa para nós, para motos não existe não. Eu me recusaria a pagar o que é pedido no óleo da bmw e os aditivos dele e similares para carros os tornariam muito impróprios para motos por causar patinagem da embreagem.

      Os mais próximos disso acho que só mesmo os 25W-60 minerais que comentei na postagem, mas que em dias de geada podem ser um pouco mais difíceis de partir pela manhã.
      Um abraço,
      Jeff

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    2. E o que você comentou é um fato, a oferta de lubrificantes de viscosidade elevada está sendo reduzida lá fora por conta dessa lavagem cerebral sobre as virtudes mágicas dos óleos cada vez mais finos.
      Um abraço,
      Jeff

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  7. Desculpe Jeff,mas eu tenho que ser chato,se nao vao dizer que o blog e´ ruim. sao 4 oleos recomendados e nao 3,0W30-0W40-5W30 e 5W40,e como no texto voce diz que conferiu,ficou muito esquisito mesmo.
    Tive que fazer isto pra nao deixar motivo pra eles,entende?
    Aquele abraço!

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    1. Obrigado, Pedra!
      Eu só contei as viscosidades da linha de baixo, my bad.
      O que eu conferi e fiz uma busca no texto de todos os manuais que pesquisei foi a ocorrência dos termos "viscosidade" e depois "10W-60", nenhum dos dois é mencionado junto a qualquer outro valor que não essas três, ops, quatro classificações de viscosidade.
      Um abraço,
      Jeff

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  8. Bom dia e obrigado pela ajuda Jeff.
    Baixei os 200 ml que tinha colocado a mais e o nível, agora, está na marca superior.
    Abraço

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    1. Bom dia, Eduardo!
      Como esses 200 ml a mais foram parar no seu motor?
      Um abraço,
      Jeff

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  9. A medição na Falcon, de acordo com o manual, deve seguir os passos:
    1- Ligue o motor e deixe em marcha lenta de 3 a 5 min ( no encarte diz: aproximadamente 5 min). Se a temperatura ambiente for inferior a 10°C, prolongue o aquecimento por mais 5 min.
    Nota: Se o motor não estiver suficientemente aquecido, a leitura do nível será incorreta.
    2- Desligue o motor e mantenha a moto na vertical, num local plano e firme.
    3- Após 2 a 3 min faça a verificação com a vareta sem rosquear.
    4- Se necessário, adicione o óleo recomendado até atingir a marca de nível superior. Não abasteça em excesso.
    Nota: Esta motocicleta possui um parafuso de inspeção de nível de óleo da carcaça do motor. Verifique se o nível do óleo atinge a borda do orifício. Se atingir, acione o motor e verifique o nível de óleo do motor.
    Nota: Se o nível de óleo da carcaça estiver baixo, adicione o óleo recomendado antes de acionar o motor.

    É só isso. Rs. Este último tem que se visto por um orifício minúsculo, nunca verifiquei.
    Os 200 ml a mais eu coloquei após ter trocado o óleo e filtro depois que saiu da oficina. Na medição inicial, parecia faltar uns 200 ml. No dia seguinte, fui medir e o espaço vazio antes da marca superior, tinha pulado pra cima, só que agora acima da marca superior preenchido com óleo.

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    1. Obrigado pela explicação!
      Esse detalhe do parafuso de inspeção eu não conhecia.
      Incrível a filosofia das fabricantes, parece que para elas, quanto mais complicado o procedimento, melhor.
      A recomendação da quantidade correta de óleo e uma indicação de nível com o motor desligado pela manhã eliminaria toda e qualquer dúvida quanto ao procedimento, toda e qualquer dúvida quanto ao nível correto.
      Bastaria conferir o nível sem ligar o motor, via visor ou vareta, e pronto.
      Mesmo em uma moto com cárter seco, o nível poderia ser indicado no cárter e não no reservatório superior.
      Uma segunda indicação do nível com o motor totalmente aquecido no reservatório permitiria medir o nível facilmente no meio de uma viagem.
      Mas elas preferem complicar ao máximo tudo, isso aumenta a chance de o proprietário errar e facilita a justificativa de que o motor deu problema não por causa da quantidade de óleo insuficiente recomendada, mas por "descuido" do dono.
      Conveniente para elas, um transtorno para nós.
      Tudo de bom, obrigado pelo empenho em clarificar o problema, e felicidades com sua máquina,
      Jeff

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  10. Jeff, se tiver com um tempinho sobrando, dá uma olhada nos videos das teleaulas 31 a 33.

    https://m.youtube.com/watch?list=PL5DAE5710FC2797E9&params=OAFIAVgf&v=WrRHOqDR-3E&mode=NORMAL

    Lembro que assistia isso de madrugada, tomando meu café antes de ir pra lida diária.

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    1. Olá, McGyver! Obrigado! Chegaram bem na hora do almoço.

      O primeiro vídeo serve para dar uma noção muito básica sobre o assunto, mas que pode ser mal interpretada por quem tem o primeiro contato com o assunto através dele.

      Por exemplo, não se tratou de lubrificação de motores automotivos e não se tocou no assunto nível de óleo, a não ser no momento em que ele fala sobre manter mínimo o nível de óleo em mancais de rolamento.

      Isso é correto para caixas de mancais fechadas, mas eles não existem dentro de um motor, todos são abertos e estão acima do nível de óleo do cárter.

      Se alguém extrapolar essa ideia erradamente para o que deve fazer em um motor, cometerá o erro que interessa aos fabricantes, manter o nível de óleo do motor no mínimo "porque eu aprendi isso numa aula do telecurso".

      É incompreensível que não tenham aproveitado para mostrar que aquele tanque hidráulico que o mané estava colocando óleo sem saber o que estava fazendo era dotado de um visor de nível que não deveria atingir o limite mínimo sem reabastecimento, nem superar o limite máximo recomendado.

      Esse exemplo que eles não deram poderia ser extrapolado para o mundo dos motores moto e automotivos.

      Talvez venha daí esse conceito popular de que o nível de óleo do motor deve ficar no mínimo — apesar de o manual do fabricante dizer que tem de ficar no máximo — tão arraigado no imaginário popular.

      Incrivelmente, o segundo episódio ignora novamente a questão da inspeção do nível dos reservatórios de óleo e fluido hidráulico, bem como a reposição do óleo consumido...

      No terceiro episódio, para meu estarrecimento, eles entram em aspectos laboratoriais da análise dos contaminantes do óleo.

      EM NENHUM MOMENTO falaram daquele que é o aspecto mais fundamental, a inspeção do nível do óleo e sua complementação.

      Aí você me pergunta, será que as máquinas industriais têm essa necessidade de verificar o nível?

      E eu te respondo que meu principal trabalho como estagiário no departamento de manutenção de uma montadora de caminhões foi elaborar um procedimento de controle da lubrificação programada.

      Tem sim, e os níveis precisam ser repostos e os fluidos substituídos periodicamente.

      Mas as teleaulas não comentam absolutamente nada sobre isso...

      Então, apesar de serem interessantes no aspecto conhecer um pouco da questão lubrificação, o que é apresentado não pode ser extrapolado para nossos motores de motos e carros porque neles o consumo é ainda mais elevado que nas máquinas industriais, e a verificação e complementação precisam ser mais frequentes.

      Outro fator que pode levar a conclusões erradas na primeira teleaula é o comentário de que os óleos precisam ser específicos para a aplicação.

      Alguém pode concluir erradamente que por isso não se pode usar um óleo não determinado pelo fabricante, ou de viscosidade não determinada pelo fabricante.

      A primeira informação é correta:

      Você não vai colocar um fluido hidráulico ou um óleo para redutores de engrenagens no cárter do motor, ele irá fundir porque esses óleos não são feitos para isso.

      Mas um óleo para motores sempre poderá ser usado em um motor, desde que você considere a questão fundamental discutida abaixo.

      A segunda afirmação da teleaula é relativa, e é outro assunto que não foi abordado no telecurso:

      A viscosidade sempre precisa ser adaptada à temperatura ambiente da região de utilização, e essa é a denúncia que venho fazendo aqui no blog — as montadoras jogaram no lixo essa regra básica com a desculpa da tecnologia dos novos óleos, o que é uma gorda mentira.

      Os novos óleos simplesmente resistem melhor à oxidação e são mais estáveis quanto à viscosidade.

      Mas você sempre precisa partir da viscosidade correta em função da temperatura ambiente para que eles possam proteger o motor de verdade, e não apenas durante o período de garantia deixando a bucha estourar no colo do proprietário.

      Bom, basicamente é isso.

      (continua...)

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    2. Bom, basicamente é isso.

      Quem tiver alguma dúvida, é só falar nos comentários.

      A propósito, vou transformar este comentário em uma postagem daqui a algum tempo.

      Obrigado pela dica dos vídeos, e um abraço,

      Jeff

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  11. Valeu, Jeff. Sempre achei essas teleaulas um bom passatempo, apesar de muito superficiais.

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    1. Bem por aí, mas nunca tive muita paciência.

      Saudade do telecurso da tv Cultura quando ela foi inaugurada... até hoje lembro da primeira aula de geografia, construíram uma maquete de montanha dentro de um aquário e foram desenhando linhas de nível para depois mostrar a maquete rebatida para explicar como funciona a simbologia de uma mapa topográfico.

      Era 1969...

      Conferi a aula 5 de geografia do telecurso para ver como é ensinado hoje, tem muito mais informação, computação gráfica, informações interessantes (descobri que o morro da Igreja fica a 1.870 metros do nível do mar... mas duvido que uma criança de 8 anos assistindo essa aula hoje ficará encantada como eu fiquei naquela época.

      A meninada está perdendo a capacidade de se encantar com as coisas, o que é uma pena.

      Um abraço,

      Jeff

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  12. Jeff, seu lindo. Belíssima postagem. Posso dizer agora que tenho todo o conhecimento amador que preciso pra garantir vida útil ao motor é discutir sobre óleo com outras pessoas. Em troca, gostaria de te dar um presente de natal (tá longe, mas é pra ir me planejando já hahaha).

    Me diz uma coisa. Vc tem alguma postagem sobre velas? O mecânico trocou a vela da minha moto por uma q não é a do manual, mas tá funcionando legal, e hj descobri que existe vela quente e fria.
    Abraços!

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    1. Olá, Daniel!
      Esse foi o elogio mais insólito que eu recebi em toda minha vida... nem minha mãe parou de me chamar disso quando finalmente começou a usar óculos e eu tinha uns 5 anos.
      Presente de natal? Precisa se preocupar não...
      Sobre velas, um assunto que muita gente fica em dúvida, não tenho certeza se fiz postagem aqui ou no fórum, ou se comentei com o Vinícius e a postagem nunca foi escrita nem por um nem por outro...
      Substituir uma vela fria por uma quente é um perigo, porque esta última não dissipa o calor tão eficientemente e gera um ponto de calor concentrado logo acima da cabeça do pistão de alumínio.
      Um cuidado fundamental a tomar é com a classificação do grau térmico:
      Enquanto a NGK adota uma numeração crescente de um grau para outro, tem outra fabricante grande (que não tenho certeza se é a Bosch) adota numeração decrescente.
      Ou seja, uma vela de determinado grau de uma fabricante não tem o mesmo grau térmico da outra, apesar da numeração ser igual, e isso deve ter matado muito motor por aí.
      Um abraço,
      Jeff

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    2. A falta que faz uma vírgula:

      nem minha mãe, parou de me chamar disso...

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    3. Faço questão de presenteá-lo. Só tenho q pensar em algo maneiro.
      Sobre a vela. Pesquisei as diferenças entre elas (são NGK) e mudam somente 2 coisas. A primeira é o eletrodo, o atual é multi-ground e o original que estava na moto era iridium. A segunda coisa é a folga do eletrodo. A multi-ground é 0,7 mm e a de iridium é 0,8 mm. Será que isso é ruim? A princípio a moto está boa, mais mansa.

      Agora sobre óleo novamente, é uma sugestão.
      Sempre que as pessoas falam de óleo, sempre se fala em óleo mais ou menos viscoso, temperatura ambiente etc. Percebi que NUNCA se fala em números absolutos. Nunca se fala que a vitriosidade de um SAE50 está na casa dos 20 cSt, e um SAE40 na casa dos 16cSt. Consequentemente não fica claro que um óleo SAE40, na média, é 25% menos viscoso que um SAE50.
      Lembra que te perguntei se um óleo 25% menos viscoso causa 25% a mais de desgaste? Esse pode ser um questionamento bastante interessante em postagens futuras, vai colocar o povo pra pensar de forma diferente.

      Pelo que vi nas postagens sobre os carros da BMW que rolou esse fds aqui no blog parece que é verdade não acha? O amigo falando que os motores deveriam durar 400 mil km, mas agora estão na casa dos 250 mil km.

      Abraços!

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    4. Olá, Daniel!
      Vitriosidade? É a qualidade de alguma coisa parecer vítrea, não me parece estar relacionado com qualquer parâmetro relacionado à lubrificação.
      Eu evito entrar em tecnicidades no blog, porque se o conceito simples e empírico já é difícil de entender, sinto que colocar unidades não ajudará a ficar mais claro.

      E como esses valores mudam conforme a temperatura em que são medidos, retornamos à estaca zero.

      Essa proporcionalidade inversa entre a viscosidade e o desgaste é algo percebido empiricamente, mas é necessário ter acesso a um universo grande onde você veja as coisas acontecendo.

      Infelizmente, cada proprietário e cada moto acabam sendo um universo em si, as experiências não são compartilhadas e problemas comuns não são percebidos... o que resulta na continuidade dos procedimentos lesivos ao povo e ao país por parte de quem os pratica.

      Que nem em Brasília, capitais estaduais e câmaras municipais de todo o Brasil... O que ocorre com as motos não é muito diferente do que acontece no mercado moto e automotivo.

      Basta ver os últimos recalls de vw e fiat.

      Alternadores "com defeito". O defeito deles é serem subdimensionados para a tarefa, não fornecem carga suficiente para a bateria, ela se descarrega em serviço e o motor para de funcionar por tensão insuficiente na ECU.

      Já acontecia nos tempos da autolatina.

      Mas ninguém fiscaliza, ninguém moraliza, ninguém pune, o pessoal deita e rola até que dá rolo, aí convoca recall.

      Desgaste por óleo inadequado ninguém percebe, todo mundo aceita como fato natural e a as montadoras continuam posando de interessadas na longa vida útil de nossos motores.

      Redução da vida útil de nossos carros e motos é um jogo de aparências — todo mundo finge que é para nosso bem, mas na verdade é apenas mais uma das maneiras de transferir grana da classe média para a classe bem menos média.

      Esse esquema de coisas me dá nojo.

      Estou trabalhando na revisão dos enganos cometidos na postagem de ontem, mas depois de uma série de postagens pesadas, o trabalho acumulou e no momento não posso dar a prioridade que gostaria para o assunto.

      Um abraço,

      Jeff

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    5. Jeff, há alguns anos vi na mostra Ver Ciencia um vídeo sobre uma nova transmissão que montadoras japonesas estavam desenvolvendo (se não me engano, se chamava CVT toroidal, não lembro o nome exato), e nesse vídeo eles mencionavam o desenvolvimento de um lubrificante específico para este mecanismo, que quando submetido a altíssima pressão se solidificava e formava uma placa que protegia as peças. Creio que seja essa a vitriosidade que o Daniel se referiu no comentário acima.

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    6. Acho que o documentario é este, não estou com tempo de vê-lo até o final:
      https://www.youtube.com/watch?v=GJvErxb05ro

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    7. Obrigado pela informação, McGyver e pelo vídeo!
      Essa característica é importante para condições de extrema alta pressão que só ocorrem em transmissões altamente exigidas. No motor você não chega a ter situações de pressão tão extremas sobre os mancais, então acredito que esse parâmetro não seja aplicável ao óleo para motores em escala mensurável.
      Forte abraço a todos,
      Jeff

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    8. O curioso é pensar que no final do século 19 os automóveis usavam transmissão CVT, abandonada por causa da curta vida útil dos componentes... a tecnologia evoluiu e hoje permite que ela dure muito mais.
      Eu de novo,
      Eu

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    9. Escrevi o texto acima de qualquer jeito, desculpe, estava com pressa.

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    10. Olá, McGyver!
      Pedido de desculpas pelo quê?
      Não há motivo para isso não! Eu é que nunca vou me perdoar por desperdiçar uma ótima denúncia como a da bmw. Por causa do erro de misturar motores de alto e baixo desempenho sem saber que existia um manual específico, o pessoal que diz que o site é desinformador vai deitar e rolar, quando a na verdade a denúncia é válida...

      A bmw realmente trocou a especificação do óleo de um ano para outro nos mesmos motores...

      Uma pena. Que falta que faz um DeLorean voador nessas horas...

      Um abraço,
      Jeff

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  13. Jeff, de me permite desenvolver um raciocínio aqui nos comentários, já que sou fã dos seis cilindros da bmw dos anos 80 e 90, e já que penso em comprar uma 525 perua com motor m50 e colocar umas pecas de m54, estudei umas coisas sobre esses motores,e por favor, se achar pertinente, incorpore ao texto!

    O motor M20 de 12 válvulas e os M50, M50 e M54 de 24V, bem como os das M3 que são os S50 e S54, baseados nos M50 e 54 compartilham as exatas mesmas bronzinas e da pra fazer uma salada mista de pistões, virabrequins, bielas, e no caso dos M5x e S5x cabecotes, comandos, tuchos mecânicos e hidráulicos, carcaça do filtro de óleo com e sem termostato e saída para radiador de óleo e bombas de óleo.

    O M20, do fim da década de 70 e o M50 da década de 90 tem óleo 20W50 e 10W40 nas recomendações dependendo do ambiente, e se não me engano uma observação pra galera que vive em lugares muito frios pra conversar com a concessionária, provavelmente lá eles eram instruídos a usar óleo 5W e 0W.

    As versões de alta performance sempre usaram óleo 60, mesmo possuindo radiadores de óleo, são motores muito lindos, o S54B32 que o jeff postou uma ilustração em corte é uma obra prima, e possui um corte de giro a 8500 rpm!!!!
    São motores que conseguem correr uma corrida de 24h, passando marcha no corte de giro e fazer tudo de novo no fim de semana que vem, claro, possuem uma bomba de óleo de maior vazão, radiador de óleo, pistões grafitados e usam óleo 60 sintético de alta estabilidade (geralmente a base de ésteres, como o maravilhoso motul 300V que da vontade de beber, um óleo hors-concours ) que mantém a viscosidade boa a 150 graus, digamos e oxidam pouco, comparado a um óleo mortal.

    O M54, o último motor dessa arquitetura e que podemos comparar diretamente, saia de fábrica com óleo 30, mas a sua versão de performance, o S54 usa óleo 60, claro! Num carro de performance o consumo não é importante, e como fabricantes são exigidos quando as emissões de carbono média pela linha de produtos, e os esportivos pouco contribuem, óleo grosso pros esportivos e fino pro resto de nós...

    O redução do consumo foi constante, injeção eletrônica nos anos 80, comando de válvulas variável nos anos 90, nos 2000 ÓLEO FINO porque não tinha o que fazer, e nos 2010, injeção direta.

    O motor M50, que usava óleo 20W50 era um motor pra 400 mil km! Os de hoje, metade disso tá bom....

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    1. Olá, Victor!

      Estava aguardando mesmo o seu comentário!

      Eu baixei todos os manuais de todos os modelos E46 M3 do site da bmw e não encontrei nenhum manual de proprietário fazendo referência ao uso do óleo 10W-60.

      Onde essa informação era veiculada? Como ter acesso a ela?

      Vou incorporar seu comentário ao assunto sim, será a próxima postagem para não deixar o assunto esfriar.

      Um abraço,

      Jeff

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    2. Todos os modelos do ano 2001, no meio da faixa de fabricação 1998 a 2003/4/5/6.

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  14. E da série M5 com motor S85B50, dos anos 2009 e 2010.

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  15. Não precisa aceitar o comentário, eh série 1,2,3,4,5,6,7, e o M na frente vem só nos modelos esportivos de cada uma, M2, M3, M5, M6. M7 não tem porque é um sedan de luxo e M1 não tem porque eh o nome do M1, um carro de motor central dos anos 70, aí é M140i. (Uma série 1 com um motor 3.0 seis cilindros turbo com uma potência de 4.0)

    O resto eh o modelo seguido pelo motor, antigamente era a cilindrada, hoje é nível de potência 320, 340, 550, 118....

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    1. Olá novamente, Victor!

      Eu aceito seu comentário sim, não conheço ninguém que conheça a fundo esses motores, então esta conversa poderá ser muito esclarecedora e, caso eu tenha cometido algum erro na postagem, farei a devida retratação.

      Mas o fato é que não encontro nenhum manual de proprietário no site oficial da bmw com a informação e recomendação do óleo 10W-60.

      A diferença entre modelos esportivos e não esportivos é o M na frente da série, correto?

      O que você afirma é que existem por exemplo modelos 325i normais e modelos M325i, e este último usa originalmente óleo 10W-60.

      Eu baixei os manuais do BMW M3 Convertible e BMW M3 Coupe no site da bmw https://www.bmwsections.com/docs/3series/

      Eles usam o mesmo motor de 333 hp mostrado no texto e todos os manuais mandam usar somente 5W-40 ou 5W-30.

      Não há menção ao 10W-60.

      Então nós precisamos saber de onde vem essa informação do 10W-60, porque do manual do proprietário certamente não é.

      Descobrir como essa informação chegou ao mercado, e o motivo de ela não constar no manual do proprietário divulgado até hoje será fundamental para a compreensão do que acontece.

      Um abraço,
      Jeff

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    2. Essa questão de os motores modernos terem de atender aos níveis de emissões usando óleos finos é complexa.

      São menos poluentes porque são melhor queimados via sistema de ventilação positiva do cárter?

      Ou são mais poluentes porque evaporam mais do que óleos mais viscosos que não deixavam as temperaturas do motor chegarem a níveis tão altos?

      Somente um teste de emissões comprovaria o que acontece.

      Minha opinião a respeito é de que o argumento pregado pelas montadoras de que os óleos de baixa viscosidade são necessários para reduzir as emissões é mera desculpa para o ganho de potência dos motores com redução do consumo de combustível, mas cobrando em troca a redução de sua vida útil.

      O caso daquelas motores fumando relatado pela 4 Rodas para mim é prova de que a opção por óleos menos viscosos para reduzir emissões não se sustenta.

      Minha CG comprada zero km em 1979 fumava com 5 mil km, passei a usar outro óleo mais viscoso e a fumaça desapareceu totalmente. Então não tenho como aceitar que essa diminuição de viscosidade seja benéfica para as emissões.

      Um abraço,

      Jeff

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  16. Aquela coisa, emite menos no dinamômetro com a temperatura do óleo em 90 graus e tal...
    O motor chupa qualquer vapor, a mistura é um tanto pobre e queima óleo sem fumar.
    E aí a baixa energia necessária pra cisalhar o óleo contribui pra um fator de atrito menor nos mancais rotativos nos elementos girantes e lineares nos pistões e válvula, resultando num consumo e emissão menor...

    Vou pegar a geração E46 da série 3 como base, fabricada de 1999 até 2006, se não me me engano.

    Ela usou uns motores 4 cilindros e os motores de 6 cilindros M52 e M54 com versões de 2.2 a 3.0 litros, nomeadas 320, 325, 328 e 330, tinha a 330M, que era uma "semi-M3", uma 330 com rodas maiores, suspensão mais baixa, saias e spoilers, essas eram as versões regulares da série 3. E possuíam um manual.

    A M3 era uma versão especial, com motor S54 de 3,2 litros, que era um M54 com bloco mais forte de ferro ao invés de alumínio, mas de mesmas dimensões. Esse motor tinha maravilhosas borboletas individuais, injetores maiores, coletor tubular dimensionado, radiador de óleo, não tinha tuchos hidráulicos, girava 8500 rpm entre outras coisas, resumindo, um motor de corrida. E o carro tinha bandejas de suspensão de alumínio, discos de freio mais leves com o cubo de alumínio, diferencial blocante e outras coisas.

    A M3 tinha um manual separado que eu anexo aqui, na página 123 tá a recomendação para o óleo 60
    http://www.linquist.net/system/files/E462004M3.pdf

    De novo, o jogo de bronzinas de todos os motores da bmw de 6 cilindros de 1990 a 2007 é o mesmo

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    1. Ótimo, obrigado, Victor!

      Apareceu o primeiro manual da bmw recomendando o óleo 10W-60 e na página 123 no modelo 2003 ela afirma:

      Viscosity [Viscosidade]
      preferred [preferida]: SAE 10W-60
      alternative [alternativa]: SAE 5W-40 or [ou] SAE 10W-40

      Ou seja, deixaram a escolha do óleo ao gosto do freguês da oficina.

      Incrível, né?

      Não fazem referência alguma à temperatura, apenas dizem que você pode optar por um outro de viscosidade menor.

      Mas fizeram uma alteração no manual:

      Low ambient temperatures
      The oils used by BMW at the factory for your vehicle model can be used at virtually any ambient temperature.

      Traduzindo:
      "Baixas temperaturas ambientes"
      "Os óleos usados pela bmw na fábrica para seu modelo de veículo podem ser usadas em virtualmente qualquer temperatura ambiente." E se a temperatura for inferior, entrar em contato com a concessionária.

      A potência do motor série M 2003 que preferencialmente (mas não obrigatoriamente deveria usar 10W-60) era de 333 hp, exatamente a mesma do modelo top do ano 2001.

      Isso confirma a informação daquele fórum da postagem, a bmw passou a recomendar o óleo 10W-60 somente a partir de 2002 (acabei de baixar o manual) depois que os motores 2001 que usavam exclusivamente SAE 5W-30 e SAE 10W-40 começaram a abrir o bico.

      Não encontrei no site de manuais referência à 330M na página de manuais, apenas 330Ci, mas apenas com óleo SAE 5W-40 ou SAE 10W-40.

      Então, ao que parece, realmente o óleo 10W-60 somente foi adotado depois da epidemia de motores ralando bronzinas e estourando bielas de 2001.

      A menos que exista alguma outra informação não publicada pela bmw, é a conclusão que eu chego.

      As coisas estão ficando ainda mais claras, obrigado pelas informações!

      Um abraço,

      Jeff

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    2. Errei a posição do ):

      A potência do motor série M 2003 que preferencialmente (mas não obrigatoriamente) deveria usar 10W-60 era de 333 hp, exatamente a mesma do modelo top do ano 2001.

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  17. http://fcp-engineering.com/m50-m52-m44/857-bmw-m20-m50-m52-m54-s50-s52-s54-mahle-main-bearings-081hs19400-std.html

    E lembrando que os virabrequins são intercambiáveis entre todos eles.

    Motores de 120 a 343 cavalos com mesmos mancais. O antigos que tinham de 120 a 190 usavam óleo 50, os modernosos de mais de 200 óleo 30, tá certo....

    Aí o de corrida que vai andar despejando de fato mais de 300 cv por aí ela teve o bom Censi de usar óleo 60

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  18. Uma coisa muito legal que as BMW possuem desde a década de 80 é uma barrinha que enche a medida que o óleo vai deteriorando, encurtando o intervalo de troca em trajetos curtos e alongando em uso rodoviário e tal (o que já sabemos, mas com um software que vai somando o dano no óleo em função da temperatura baixa ou alta, fora da temperatura de serviço vezes o tempo nessa condição)

    E uma peculiaridade das versões M, termômetro de óleo e nas mais modernas, a partir da e46, que te mandei o manual, o tacometro tem uma faixa amarela e vermelha variável com leds, que muda a zona de perigo de acordo com a temperatura do motor

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    1. Essa informação dos mancais é muito interessante!

      Mas como você viu na resposta que fiz antes de eu ler sua continuação do comentário, não foi bom senso não... está mais para tentativa e erro...

      Coitados dos donos de bmw 2001 e daqueles de modelos posteriores que acreditaram no manual dizendo que a alternativa era válida...

      Resta ver a confiabilidade dessa indicação do sensor de qualidade do óleo... será que sou muito desconfiado demais em relação a esses recursos automatizados?

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    2. Mesmas bronzinas, mesmas folgas.

      Isso desmonta completamente o argumento do pessoal "motores novos tem folgas mais justas, óleo mais grosso não lubrifica direito"...

      Tudo argumento para justificar o injustificável.

      Parece aquelas coisas que a gente vê no noticiário todo dia.

      Um abraço,

      Jeff

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  19. Pois é jeff, mesmo part Number em virabrequins, válvulas, bielas, casquilhos e bronzinas, óleos diferentes, me explica essa!

    Te falei num comentário num post anterior que olhei um livrão da mahle onde tem as folgas de tudo de todos os motores, prestei atenção nos GM, que sei que desde a década de 80 não muda nada, e de fato, nada mudou, só o óleo. E isso deve se repetir em todas as fabricantes.

    Os motores m20 e m50 são motores pra 400 mil km, óleo 20W50, 10W40. Já a espectativa de um bmw mais moderno com óleo 5W30 é de menos de 250 mil km.

    Tão claro como cristal.

    Folgas menores meus ovo!

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    1. Olá, Victor!

      Estou trabalhando no texto da próxima postagem em função desta nossa conversa aqui nos comentários.

      Fiz um alerta de correção no texto desta postagem, acrescentei figuras, e vou abordar um resumo de tudo isso; eu ia transcrever, mas é tanta coisa, vou condensar e quem quiser, poderá acompanhar o raciocínio desenvolvido por aqui mesmo.

      Muito obrigado pelo esclarecimento, e um forte abraço,
      Jeff

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  20. Só mais duas coisas nessa prosa interminável, heehhe.

    Da pra ver que a BMW esconde o jogo, no manual não tem a especificação do óleo da caixa e diferencial, e só fala do óleo do motor pro cara saber com o que completar se estiver na puta que pariu longe das concessionárias deles. Qualquer outro manual que eu já tenha visto é muito mais completo. Até mesmo na descrição do óleo, que me pareceu rasa.

    O indicador de troca de óleo é legal pra saber que esses últimos 5 mil, 7 mil km foram mais ou menos severos que o intervalo anterior e tal, como um auxiliar a quilometragem pre-determinada é legal

    É uma terceira coisa, hehe

    Óleo 20W50 na cabeça da minha 125 até minha BMW!

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  21. Olha esse vídeo muito bom!
    Com alguns pensamentos extras

    https://m.youtube.com/watch?v=6VLMfUz34R0

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    1. Obrigado, Victor!

      Vou deixar para ver amanhã, estou exausto com o trabalho que estou fazendo e mais a confusão que é esse assunto... hoje não tenho mais cabeça pra nada.

      Amanhã voltarei a trabalhar na nova postagem e acrescentarei as informações que puder, acredito que só conseguirei postar na terça ou quarta.

      Quero revisar muito bem para evitar cometer novos enganos que podem ser mal interpretados.

      Um abraço,

      Jeff

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  22. No vídeo quando ele diz em sair de um óleo 60 pra 50 quando o motor tiver esquentando muito, a explicação tá na estabilidade do filme, com um óleo suficientemente grosso e com altas rotações, um óleo grosso pode esquentar e se estabilizar em certa viscosidade igual a um óleo mais fino, que rouba menos energia e acaba se estabilizando nesta viscosidade a uma temperatura menor. Ambos os casos são saudáveis, mas é preferível uma temperatura menor, obviamente. E ambos os casos estão bem longe de um filme instável, caso dum óleo fino.

    No lado direito do gráfico, o óleo esquenta e afina, vindo para a esquerda, aí o fator de fricção cai, o óleo esquenta menos dentro do mancal, se deslocando pra direita, e assim ele acha um equilíbrio, se ele chegar a passar da linha, fudeu! Ele esquenta, o fator de fricção aumenta e ele esquenta mais e seu motor vai pro espaço, provavelmente o que acontece com um óleo 30

    https://encrypted-tbn3.gstatic.com/images?q=tbn:ANd9GcSjexUU1eM4SpkE_3WKvWUSXDbxre-yjiETSTFUV29OwiQQ96CZoQ

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    1. Que ótimo encontrar um vídeo técnico explicando o assunto nesse nível de detalhe, Victor!

      Não sei como, mas seria bom fazer uma cópia, porque é bem capaz de desaparecer do youtube...

      Já quase finalizei a atualização da postagem da bmw com os novos detalhes que descobri graças a suas explicações, mas preciso entregar alguns trabalhos acumulados e estou muito cansado depois dessa sequência de postagens pesadas, trabalho e os perrengues do dia a dia...

      Mas sai até o meio da semana, de um jeito ou de outro!

      Forte abraço,

      Jeff

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    2. Olá!
      Confesso que me dei uma pausa de uns dois dias para conseguir acompanhar, de tão confuso que é esse assunto dos óleos da BMW!

      Sobre fazer cópia de vídeos do YouTube, recomendo o Freemake Video Downloader. Bastante simples, você configura a qualidade, o que é pra fazer (baixar ou converter) e onde salvar; cola a url do vídeo e voilá! Espera um pouco que já tá pronto.

      Caso queira um pouco mais de ferramentas para trabalhar com o vídeo, o Freemake Video Converter. Além de converter para diversos formatos, permite cortar* e juntar vídeos. Também oferece, pago, a opção de adicionar legendas e mais umas coisas.

      Ambos podem ser baixados aqui: http://www.freemake.com/br/downloads/

      *Lembra daqueles vídeos de acidente com vinte-e-tantos, trinta-e-tantos minutos, em que a parte interessante acontece lá no meio? Pois é... Dá pra cortar só a parte interessante e converter para o formato desejado.

      Abraço!

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    3. Obrigado pela dica, Max!
      Ás vezes aparece um acidente exemplar no meio dessas coletâneas e acabo não postando... com esse recurso ficará mais fácil, se eu conseguir usar...
      Um abraço,
      Jeff

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  23. O índice SAE mede o tempo em segundos que certa quantidade de óleo leva para escorrer de um funil calibrado na temperatura de 100 graus. Um óleo 50 demora 25% a mais de tempo do que um 40.

    É uma medida de viscosidade dinâmica, que é a viscosidade absoluta dividida pela densidade do óleo, portanto óleos de mesma viscosidade absoluta podem ter índices SAE diferentes, mas essa discussão não vem ao caso, todos os óleo tem uma viscosidade muito parecida entre 800 e 900 gramas por litro.

    A viscosidade absoluta é a que conta para projeto.

    Num caso ideal só há desgaste na partida, onde a velocidade das partes móveis é baixa ou o óleo desceu e o filme hidrodinâmico não existe ainda, aí você tem contato metal-metal. No movimento alternativos de válvulas e pistões, as peças chegam a parar, por isso motores não duram para sempre!

    Existem eixos de turbinas de hidrelétricas operando a 100 anos que não tem absolutamente nenhum desgaste, pois funcionam 24 horas por dia.

    Um óleo 40 causa mais desgaste do que um 50?

    Talvez, depende do uso, o fato é que o 40 vai suportar menos carga, pois o filme hidrodinâmico é mais fino, na hora em que se acelera fundo, pode ocorrer contato, mas não dá pra dizer que 40 causa 25% mais desgaste do que um óleo 50.

    Pode causar 1% a mais, pode causar 100% a mais, tudo depende do projeto dos componentes e do uso.

    Quem de fato não gosta muito de óleo fino é câmbio.

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    1. Só retificando, densidade entre 800 e 900 gramas por litro, que é um parâmetro intimamente ligado à viscosidade.

      E lembrando, um óleo menos viscoso pouco permanece nas superfícies em repouso, o que deixa as paredes desprotegidas para a partida inicial.

      Um óleo mais viscoso garante uma permanência maior do óleo, minimizando o desgaste durante a partida.

      Por isso que considero essa estória de óleo fino proteger melhor porque chega mais rápido nas peças outra das falácias contadas pelo marketing que quer convencer todo mundo que quanto mais fino, melhor o óleo.

      Um abraço, quase finalizando a postagem, amanhã vai para o ar,

      Jeff

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  24. Acho que ele quis dizer viscosidade mas o auto corretor corrigiu errado.

    Esses fluidos malucos que endurecem sobre pressão pertencem à classe dos fluidos não newtonianos, onde a viscosidade varia de acordo com a Tensão cisalhante.

    Dois exemplos do dia a dia são a pasta de dente e graxa, que tem uma viscosidade infinita dentro do tubo são sólidos, pois elas não escorrem, e quando apertamos o tubo elas fluem. Se não me engano são chamados de fluidos não newtonianos do tipo tixotrópico

    E um caso oposto é a mistura de água com maisena, que é fluida, escorre, mas quando sofre um esforço endurece, existem vários vídeos de pessoas correndo em piscinas de água com maisena e quando caem tem que puxar a perna devagar senão a viscosidade sobe muito. Esse tipo de fluido não newtoniano é chamado de fluido de bingham se não me engano.

    Existem outro tipos de fluidos não newtonianos.

    Oleo, água e mel e a maioria por aí é newtoniano.

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  25. Tinta é um fluido não newtoniano com memória, por isso mexemos bem a lata de tinta para a viscosidade cair e aplicarmos na parede espalhando bem, e uma vez na parede ela não escorre.

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    1. Quem imaginaria que esta postagem traria tantos acréscimos interessantes para a discussão?
      E eu continuo correndo com o trabalho atrasado (por que será?) e o pessoal me cobrando...
      Obrigado a todos e um abraço,
      Jeff

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  26. Boa noite Jeff!
    Queria tirar uma duvida, meu tio tem uma cg 150, e toda vez que ele troca o óleo a moto solta fumaça durante uns 3 dias, somente na partida a frio depois passa, por que só fuma quando troca o óleo? Durante umas 3 ou 4 partidas a frio e depois some?

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    1. Olá, Maicon!
      Fumar só quando troca o óleo é novidade para mim... geralmente o motor fuma quando está perto da hora de trocar quando você usa um óleo com maior tendência a sumir do cárter, mas para de fumar com o óleo novo.

      Mas adoro tentar resolver mistérios!

      Fumaça na partida é óleo vazando pelos retentores das válvulas durante a noite, se acumulando na câmara de combustão e sendo queimado ao ligar a moto.

      Será que o óleo novo com detergentes zero km limpa a sujeira acumulada em volta dos retentores e depois ela começa a se acumular de novo?

      Isso me parece muito pouco provável, a limpeza não seria instantânea nem sumiria de repente.

      Deve estar acontecendo alguma coisa que ainda não percebemos.

      Vou precisar de mais detalhes:

      Ele usa sempre o mesmo tipo e marca de óleo, ou a cada troca ele usa óleo diferente?

      Que viscosidade ele usa? Que marca? Isso acontece o ano todo, ou se intensificou agora no inverno?

      Teria havido coincidência de entrar uma frente fria ou quente nos dias em que ele trocou o óleo e notou o acontecimento?

      É um trabalho de detetive...

      Vamos ver se a gente descobre alguma pista.

      Um abraço,

      Jeff

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  27. Ele sempre usa lubrax 20w50 igual eu, e troca a cada 1 500 km rodados. Ele falou que Antes dos 55 mil km fumava bem pouco somente quando colocava oleo novo, depois passou a fumar mais.
    Hoje está com 63 mil km rodados e toda vez que troca o óleo, no dia seguinte na primeira partida solta fumaça branca, quando o motor esquenta a fumaça vai pro espaço. Essa fumaça só se repete umas 3 ou 4 dias na partida a frio e depois disso a moto não fuma mais.
    Já ensinei ele como medir o nivel do óleo, ele sempre mantém o nivel no maximo desde o primeiro abastecimento. Não é só a moto dele que faz isso. Aqui na região conheço varios relatos de pessoas que dizem que a moto só fuma quando troca o óleo...
    acho isso estranho porque deveria fumar conforme o óleo fosse ficando velho, a dele fuma com óleo novo e mesmmo rodando com o óleo os 1500 km não fuma.
    Será que tem mais a ver com pistão e anéis, ou retentores de válvulas?

    Abraço!

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    1. Hum, pistão e anéis parecem apontar para o caminho certo.

      Com o motor frio, um motor com anéis e camisa desgastados deixará passar mais óleo até o pistão se aquecer, dilatar e eliminar as folgas excessivas.

      Quando notei meu motor queimando um pouco de óleo, passei a usar 25W-60.

      Mas continua o mistério de isso só acontecer com óleo novo.

      Um óleo como o Lubrax aumenta de viscosidade conforme vai sendo usado, mas isso não deveria ser notado em um período de tempo tão curto, 3 ou 4 dias.

      A menos que o seu tio e essas pessoas que viram isso acontecer com suas motos façam uso intenso a ponto de o nível baixar e o óleo encorpar significativamente em menos de uma semana.

      Qual o regime de uso da moto do seu tio? Ele trabalha com ela ou usa apenas para ir e vir do trabalho/passeio?

      Cada vez mais curioso,

      Jeff

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  28. Ele usa para o trabalho 36 km ida e volta, e as vezes percorre pequenas distâncias (menos de 6 km).

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