sexta-feira, 9 de dezembro de 2016

Me desculpe, errei ao falar sobre o óleo.

Péraí, errei mesmo?

Quando se chega na idade dos cabelos restantes bran... ahn... grisalhos, as ideias e a visão vão ficando meio confusas...
Imagem: Walkure Romanze, episódio 2 - Cada capacete mais bonito que o outro, senpai... pai... pai...

Segunda-feira levei um tremendo puxão de orelha do Daniel por causa da postagem do esvaziamento do radiador de óleo...

O email demorou para chegar porque precisou ser retransmitido para o novo endereço no hotmail.

E o que ele falou é verdade, taí o radiador de óleo da Fazer 250 :/

Imagem: Radiador de Fazer 250 com mangueiras de entrada e saída à venda na internet.

As mangueiras entram e saem por baixo e aqueles olhinhos assustados são os pontos de fixação onde vão os parafusos.

Não tem como o óleo ficar preso dentro do radiador.

Mas todos nós vimos que havia sim óleo preso nos dutos do radiador depois que o óleo parou de gotejar, então o que está acontecendo?

Levei um tempo para digerir a informação e pensar e tentar entender como eu poderia ter errado tão feio assim... os compromissos urgentes de final de ano me atrasaram e só pude escrever a resposta agora.

Vou começar relembrando tudo que falei sobre o assunto em postagens e nas respostas de comentários, se você já leu pule o texto em itálico e vá direto para a conclusão após ***:

Na postagem Cárter seco, cárter úmido e um engano muito comum eu disse o seguinte:

Nos motores de cárter úmido durante um bom tempo após o desligamento do motor uma quantidade de óleo permanece retida nas galerias que percorrem a carcaça e vão até o cabeçote do motor.

Esse óleo tem o percurso de retorno ao cárter dificultado por uma válvula de retenção instalada junto à bomba de óleo e também pelas folgas reduzidas da própria bomba nos motores de motos maiores. 


Nos motores de motos menores, essa retenção é causada exclusivamente pelas folgas diminutas da bomba de óleo, já que não são equipados com válvula de retenção.


E em resposta a uma dúvida sobre instalação de radiador de óleo em uma moto não projetada para isso, feita na postagem O que acontece com um motor com excesso de óleo, eu respondi

Adaptar um radiador de óleo tem alguns riscos sim. (...) Para começar, uma quantidade adicional de óleo será necessária. 

Além disso, para o radiador ser eficiente, o óleo precisaria sair da bomba e circular pelo radiador antes de entrar no cabeçote — mas o projeto do motor não prevê esse caminho, então o óleo teria de ser colhido via tampa do cabeçote.


Como garantir a lubrificação do comando no cabeçote enquanto o radiador é preenchido de óleo durante a partida do motor?


Com o motor desligado, esse óleo contido no radiador descerá para o cárter, tornando a partida mais pesada. Talvez o motor de partida e/ou bateria abram o bico com frequência imprevista. 


Dependendo da quantidade de óleo acumulada no radiador que desça para o cárter, pode até causar um calço hidráulico danificando a biela.


[Depois de ver a foto do radiador de óleo da Fazer posso descartar esse risco, a quantidade ali é insuficiente para um calço hidráulico.]

Mesmo a adaptação de uma válvula de retenção não garantiria que o óleo não descesse para o cárter, além de gerar uma contrapressão na bomba não prevista em 
projeto.

E na postagem Você pensava que a yamaha era santa? eu respondi:

O objetivo do tempo que eles mandam esperar [após desligar o motor] é justamente permitir o máximo de óleo retornar para o cárter.

De onde virá esse óleo?

Ele escorrerá das paredes do cárter, do meio dos dentes das engrenagens porque durante o funcionamento do motor o óleo é espirrado pelas peças em movimento. 


Mas a principal quantidade, aquela que fica dentro da bomba, filtro e galeria de óleo, essa demora mais a retornar porque as folgas internas da bomba nas motos pequenas e essa folga somada a uma válvula de retenção nas motos maiores dificulta o retorno por mais de 15 minutos. (...)


***
Mas naquela Fazer do vídeo da postagem, o óleo aparentemente parou de gotejar e não havia nenhuma válvula de retenção atuando — o filtro estava removido.

E mesmo que estivesse instalado, o filtro de óleo da yamaha nem sequer tem essa válvula. Jezebel está com a bateria arriada, não pude ir na concessionária conferir, mas a ausência da válvula é visível na foto.
Imagem: Vídeo da postagem O problema gravíssimo das dicas dr dicas da internet. O vídeo você acessa diretamente neste link.

Então qual a causa de tanta demora para o óleo retornar para o cárter que todos nós vimos?

Apenas as folgas internas muito reduzidas da bomba de óleo.

Aquele gotejamento não iria parar antes de vários e vários minutos.

Então o Daniel está correto em afirmar que eu fui uma besta em não considerar isso na hora de fazer a postagem.

Mas assim como essa demora enganou a mim, e olha que eu já sabia disso, ela engana a todo mundo que vê o vídeo.

E engana todo mundo que tem uma moto com radiador de óleo e faz essa troca.

Você poderá contar nos dedos de uma mão a quantidade de donos de motos com radiador de óleo que terá a paciência e o tempo disponível para fazer uma troca e ficar esperando o óleo gotejar naquele ritmo até todo o óleo descer do radiador. Só conheço o Daniel.

A imensa maioria dos proprietários não escoará o óleo do radiador, manterá aquela quantidade residual lá dentro e abastecerá com óleo novo.

E talvez seja também por esse motivo que tão poucos proprietários de Fazer 250 reclamam de problemas...

Ao repor o óleo apenas com a quantidade recomendada e mantendo óleo preso no radiador, eles estão fazendo inconscientemente aquela complementação que o próprio fabricante recomenda.

E por que isso funciona para preservar o motor da Fazer 250 e não funciona para o motor da CB 300?

Por causa do óleo muito fino usado pela honda.

Na CB 300, o óleo 10W-30 desce do radiador muito mais rápido e todo o óleo do radiador é drenado, enquanto na yamaha o óleo Yamalube 20W-50 causa uma demora que o pessoal não tem paciência de esperar.

Minha conclusão é que manter esse óleo residual no radiador, apesar de sujo, acaba sendo mais benéfico do que prejudicial para a vida do motor.

Quer a prova?

Onde estão os donos reclamando de problemas no motor das antigas CBX 250 Twister e Tornado que também usam óleo 20W-50?

Não tem, né?

E pode ser que o motivo seja esse, as motos com radiador usando um óleo de viscosidade mais elevada contam com um "reservatório" que uma troca feita às pressas não drena.

Mesmo sem medir e completar, acabam ficando livres do problema da quantidade insuficiente recomendada pelos fabricantes, mas pelos motivos errados.

Também chego à conclusão de que toda essa história de "medir e completar se necessário" que todos os fabricantes adotam talvez tenha surgido apenas por motivo de padronização da literatura técnica.

Ao elaborar um procedimento universal que atenderia tanto motos sem radiador de óleo quanto motos com radiador de óleo, em qualquer condição de troca, os fabricantes economizaram uns trocados na hora de publicar seus manuais de proprietário.

Causaram uma dor de cabeça dos diabos para todo mundo que não tem radiador de óleo, mas tiveram um efeito colateral muito útil para eles...

O efeito de recomendar uma quantidade de óleo insuficiente para as motos que não passam por essa situação e que prejudica os motores de quem não faz corretamente o procedimento desnecessariamente confuso.

E isso inclui suas próprias concessionárias, olha só que coisa...

Então, chego à conclusão de que, se errei sobre o escoamento do óleo do radiador porque ele iria sair de qualquer maneira ao final de uma longa espera, não errei quanto a todo o restante.

E não retiro nada do que disse sobre o óleo do motor.

As empresas se beneficiam disso e os proprietários são prejudicados.

Se você quiser trocar o óleo e remover o óleo do radiador, não solte os dutos, é um procedimento que pode trazer mais problemas do que benefício.

Espere no mínimo meia hora depois que o filete de óleo começar a gotejar que o radiador estará drenado.

Em compensação, o motor demorará um tempinho angustiante trabalhando sem óleo até o radiador ser preenchido.

Vale a pena?

Na minha opinião, não.

Mas não tenho moto com radiador de óleo, então essa decisão terá de ser sua.

E nunca se esqueça de medir o nível de óleo fazendo o procedimento correto para completar o nível de óleo, é a única maneira de garantir a lubrificação adequada do motor em qualquer condição de troca.

Um abraço,

Jeff

24 comentários:

  1. Saúde & Paz.
    Jeff...comprei para minha filha uma Biz 125.
    No manual remonda gasolina comum ou álcool...
    Combustíveis recomendados:
     Gasolina comum (sem aditivo)
     Etanol (álcool) comum (sem aditivo)
    E o oléo:
    Óleo recomendado
    para o motor:
    SAE 10W-30 SJ ou superior.
    Como devo proceder e se posso usar o óleo 20w50.
    E posso colocar gasolina aditivada (uma vez que segundo informações) a partir julho 2017 toda gasolina será aditivada.
    Aguardo retorno.
    J.Alves

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    1. Olá, J. Alves!
      Se você passar a usar 20W-50, certamente irão te cancelar a garantia. O que você pode e deve fazer é conferir o nível de óleo que está presente nessa moto.
      Mas você irá notar que existe uma marca de tinta-lacre na tampa de abastecimento / vareta medidora, até estou fazendo uma postagem para a semana que vem sobre isso.
      Seria interessantíssimo você perguntar para sua concessionária se você perderá a garantia por inspecionar o nível de óleo da moto...
      Eles não podem fazer isso, porque inspecionar o nível de óleo é uma das responsabilidades do proprietário da moto estipuladas no manual do proprietário, mas tem um monte de coisas que eles não poderiam e não deveriam fazer, mas fazem mesmo assim.
      No seu lugar, eu manteria o nível sempre próximo do máximo usando o óleo original recomendado por eles até a hora em que estivesse disposto a abrir mão da garantia ou não, porque aí você poderá fazer o que achar melhor com a sua moto.
      Sobre a gasolina aditivada, não há problema algum. A gasolina regular usada lá fora já tem um nível de octanagem melhor que a nossa gasolina comum com álcool, então toda ajuda é bem vinda. Rodo com aditivada há 6 anos e nunca tive qualquer problema, pelo contrário, nunca fui forçado a desmontar o carburador para limpeza. Sua moto usa injeção eletrônica, terá menos manutenção ainda, já que a aditivada mantém o bico injetor limpo por muito mais tempo.
      Fique de olho em uma coisa que as meninas não costumam verificar, a folga da corrente de transmissão. E fala para ela dar uma lida nas dicas de pilotagem com segurança, tem muita informação para quem é novato.
      Felicidades para ela e para você, e um abraço,
      Jeff

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  2. Estou procurando informações sobre a Shineray bolt 250,e não acho nada,nem manual existe,nem na consecionaria,por favor me ajude,

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  3. Olá, preciso de ajuda para obter informações sobre a Shineray bolt 250, procedência do motor, nível de óleo,manual que não existe nem na fábrica, são poucas informações disponíveis.

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    1. Olá, Marcelo! Também não tenho muitas informações sobre essa moto, as Shineray não vendem muito aqui na região. Encontrei referências na internet de que a shineray seria a mesma empresa, ou a empresa mãe, da mvk. Sobre as mvk eu posso falar um pouco porque tive uma, a mvk Regal Raptor Fenix Gold 250 que batizei de Edith, já várias postagens sobre ela no blog.
      O motor não era igual ao da Bolt, que é monocilíndrico esfriado a ar. A mecânica base do motor bicilíndrico da Fenix Gold, esfriado a água, é da honda Rebel 250, hoje vendida somente nos EUA, nunca veio para o Brasil.
      A linha Regal Raptor era de mecânica mais refinada, o motor da Fenix Gold era mais aperfeiçoado porque tinha balanceiro e resfriamento líquido. O mesmo motor sem esses aperfeiçoamentos era comercializado na linha puramente mvk, que ganhou má-fama por conta do excesso de vibração. Tive a oportunidade de andar em motos tanto puramente mvk quanto Regal Raptor em um test drive que ocorreu há alguns anos. Tirando as Regal Raptor, as mvk realmente vibram mais do que as motos comuns no mercado, mas a vibração não chegou a assustar quem rodou em CG 1978 e CB 400, é um nível de vibração que assusta a moçada de hoje, mas não era incomum nos velhos tempos. Entre as duas, é claro que eu optaria por aquela com menos vibração.
      Com base nisso, eu arrisco dizer que as shineray usem motor de mecânica base honda, mas não há garantia alguma de que seja alguma honda comercializada no Brasil. Não sei qual será a facilidade de encontrar peças vitais como pistão. Se bem que a mvk tem um parque razoável instalado na Argentina, onde dominam o mercado.
      Se você estiver disposto a se casar com a moto (não pensar em vender fácil nem por bom preço) e tolerar um nível alto de vibração, poderá ser uma compra atraente se encontrar uma moto a baixo preço e boa conservação. Talvez. Não posso garantir nada.
      Penso que a melhor fonte de informação será conversar com um proprietário que não esteja vendendo a moto.
      Boa sorte na sua pesquisa,
      Jeff

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    2. Segue o link para o teste que fizemos nas Regal Raptor (só eu rodei na mvk de um funcionário).
      http://dafra.forumais.com/t3674-test-drive-regal-raptor-mvk
      Um abraço,
      Jeff

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  4. Jeff pra se livra da bomba q é o óleo da honda(10w30),quero o mineral 20w50, devo usar o FLUSH?
    Pois tenho muito medo da mistura virar borra. Diz ai o passo a passo.

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    1. Olá, Leylson!
      Não precisa usar nenhum produto químico não. Explico o procedimento em detalhes nesta postagem aqui:
      http://minhaprimeiramoto.blogspot.com.br/2014/12/misturei-oleo-mineral-com-sintetico-e.html
      Um abraço,
      Jeff

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    2. Mas os óleos se fixam nas peças do motor e o sintético e o mineral n se misturam. Então fica um pouco vago a idéia de q o no óleo lave o anterior ja q eles n se misturam.
      Aqui na minha região só achei o 10w40 semissintético lubrax, o q vc acha?

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    3. Olá, Leylson!
      Por favor, me informe a fonte dessa informação de que os óleos não se misturam. Vou precisar fazer uma postagem a respeito, porque isso não é verdade.
      Eles não devem ser misturados, porque podem reagir quimicamente entre si. Mas o interior do motor é uma batedeira aquecida, é impossível eles não se misturarem.
      10W-40 já será uma viscosidade melhor que o 10W-30 e 15W50 ou 20W-50 seriam melhores ainda.
      Um abraço,
      Jeff

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  5. Vi em um vídeo no youtube, estava pesquisando sobre o assunto. Tem toda a lógica o q vc falou. Fui procurar o vídeo pra conferir se eu entendi errado ou eles erraram (acho q entendi errado rsr), de qualquer forma n encontrei. Vou procurar o 15w50, mas até agr n encontrei. Gostei muito das suas dicas! Obrigado!

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    1. Obrigado! Mas não descarto a possibilidade de ser uma informação incorreta publicada, cada dia me surpreendo mais com o que o pessoal anda falando na net.
      Ainda hoje ou no máximo amanhã sai uma postagem abordando um desses assuntos que é coisa para ficar espantado.
      Um abraço,
      Jeff

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  6. Jeff achei um video de uma bros com 400 km sem óleo, ele mediu do jeito errado, mas do jeito q ele mediu era pra saído alguma coisa.
    Segue o link: https://m.youtube.com/watch?v=rBCQrg0YCqM

    Gostaria de pedir pra vc fazer uma postagem sobre condicionador de metal.
    Uma curiosidade, vc sabe pq as novas motos principalmente honda n vem mais com o filtro de óleo. Valeu um abraço!

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    1. Olá, Leylson!
      Obrigado pelo vídeo!
      É um ótimo exemplo do que eu digo, você não pode confiar, precisa sempre verificar as condições da moto antes de ligar o motor e sair da concessionária. Casos de motos saindo sem óleo após revisão (mais raramente depois da entrega) são mais frequentes do que se imagina, mas nem sempre viram vídeos revoltados.
      Agora o autor do vídeo está pagando um micão.
      Medir o nível de óleo com a moto apoiada no cavalete lateral é totalmente errado. A vareta está calibrada para medir o nível com a moto na vertical, isso está dito claramente no manual do proprietário que, pra variar, ele não leu. Provou apenas que ele desconhece totalmente o assunto e não tem condição de fazer a denúncia que fez. Pelo menos, não com a demonstração que ele fez...
      Só tenho condição de falar sobre o único condicionador de metais que experimentei, cito estas duas postagens:
      http://minhaprimeiramoto.blogspot.com.br/2014/07/velocidade-de-cruzeiro-motor-rajando-e.html
      e
      http://minhaprimeiramoto.blogspot.com.br/2014/08/jezebel-e-o-militec-na-ultima-viagem.html
      Você está se referindo ao filtro de óleo de tela, aquele bujão grandalhão que existia do lado esquerdo do motor nas antigas CG, né?
      Sei o motivo sim, inclusive é tema de uma postagem que estou preparando.
      A honda mudou o projeto e agora o filtro é interno, é necessário remover a tampa direita do motor para poder limpá-lo. Na postagem falarei mais a respeito.
      Um abraço,
      Jeff

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  7. Nunca quis escrever sobre este post,porque acho que ja´ enchi o saco de tanto perguntar,mas hoje,lendo mais uma vez,decidi perguntar .
    1- jeff,voce disse que acha que nao vale a pena esvasiar todo o carter porque na hora da partida o motor fica vazio e o atrito aumenta caso o radiador de oleo esteja sem oleo,certo?
    2- mas nao acontece exatamente isso,todos os dias de manha,esteja a moto com oleo ou sem oleo no carter?
    3- durante a noite nao desce todo o oleo para o carter e assim se repete a mesma situaçao da troca de oleo?
    4- e se apenas mais uma vez o processo se repete,ao menos na troca de oleo o motor recebe oleo novo,minorando os efeitos ao longo do periodo de uso do oleo.
    4- conclusao: uma vez a mais, porem com adicional de oleo novo,acho sim que vale a pena,afinal toda noite o oleo desce e o motor fica seco do mesmo jeito,e´ isto mesmo ou estou errado?

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    1. Olá, Pedra!

      Sim, isso acontece em todas as motos todos os dias, o óleo desce completamente para o cárter.

      O problema maior é não fazer a complementação do nível na troca.

      E você lembrou bem, naquele tempo o pessoal já não completava o nível na troca. Inclusive os donos de Twister antiga e Tornado, e mesmo assim as motos duravam mais.

      AO que penso é que quando o pessoal fazia a medição do jeito errado no período entre trocas e completa o nível, surpreso de estar tão baixo, acaba ganhando a complementação que não foi feita no ato da troca.

      Com óleo mineral 20W-50, dependendo da condição de uso, o óleo não abaixava tanto e era trocado de mil em mil km.
      A tragédia foi a honda adotar um óleo de viscosidade inadequada ao mesmo tempo que lavou a cabeça do pessoal que ele durava uma eternidade e ao mesmo tempo começar a lacrar as varetas medidoras. E nunca explicar o procedimento correto na entrega das motos.

      Foi aí que a honda começou a ter problemas que antes a gente só via na dafra, motor estourando em baixa quilometragem.

      Aí também entra aquele negócio que só atentei posteriormente a esta postagem, a limpeza do filtro de tela interno do motor:

      http://minhaprimeiramoto.blogspot.com.br/2017/02/o-dia-em-que-honda-deu-um-tiro-no-pe.html

      E você está certo, óleo novo é melhor que óleo velho.

      É dessa troca de ideias que a gente consegue formar um quadro cada vez mais claro do motivo de as coisas acontecerem do jeito que acontecem.

      Forte abraço, e muito obrigado por todas as suas colaborações, Pedra!

      Jeff

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    2. Desculpe os erros de concordância, acabei de acordar...

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  8. Obrigado,Jeff. E sobre erros; alguem escreve pior do que eu?E´ mei difici!!

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    1. Hehehehe...

      Não seja tão rigoroso com você mesmo... afinal, a vida não é um campeonato.

      Tentamos fazer o melhor, mas se não der, é a vida.

      Um abração,
      Jeff

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    2. O que é inaceitável é errar intencionalmente e depois vir na tv dizer que foi vontade divina...

      Eu de novo,
      Jeff

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  9. Ola jeff, meu nome é leylson, comprei um moto honda fan 125i 0km, li muito suas postagem no blog, resolvi trocar o óleo semi sintético da honda pelo mineral lubrax 10w50, fiz como vc disse usei o primeiro litro de mineral ate 100km, descartei e pus novamente o mineral. Só q agora minha moto ta com cambio duro, seja fria ou quente, e escampando a marcha,algumas vezes parado se eu por a marcha parado tenho q soltar um pouco a embreagem para a marcha poder entrar e ela ta um pequeno estalo, minha embreagem é alta, pois n gosto dela baixa. Minha moto ta com 2350km rodei com o semi sintético ate 2000km e nada disso ocorria quando estava usando o semi sintético. Não gostei do resultado e ainda por cima perdi a garantia!

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    1. Olá, Leylson.

      Pena que você não tenha ficado satisfeito com o resultado. Procuro sempre recomendar que mudanças como essas sejam feitas apenas quando se está disposto a abrir mão da garantia.

      Pena também que o óleo que colocaram na sua moto não faça parte da linha Lubrax, porque não existe Lubrax mineral 10W-50.

      Só existe o Lubrax mineral Essencial 4T 20W-50 ou o sintético Lubrax Feroces 15W-50, o semissintético Lubrax Indicc 10W-30, o semissintético Lubrax Tecno Moto 10W-40.

      Provavelmente o resultado seria melhor com um óleo desses em vez de um que não é produzido e comercializado pela petrobras.

      Fonte: site da petrobras

      http://www.br.com.br/pc/produtos-e-servicos/para-seu-veiculo/lubrificantes

      Um abraço,
      Jeff

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  10. Errei na hora do comentário é 20w50 mineral, do frasco na cor verde. Em contra partida achei a moto mais silenciosa e a embreagem mais macia, mas essa parte do câmbio ta me incomodando bastante.

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    1. Bom, nesse caso, a melhor coisa é retornar para o óleo que você sente que dá o melhor resultado para você.
      Um abraço,
      Jeff

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