terça-feira, 7 de março de 2017

Como pilotar nas nuvens

Pilotando desse jeito você está pilotando nas nuvens...

Nas nuvens porque não está atento ao trânsito à sua volta...

Ou porque está muito perto de pilotar diretamente no céu.
Imagem: Vídeo em http://olddogcycles.com/2017/03/existem-motociclistas-velhos-e-motociclistas-audazes.html

Assista ao vídeo na postagem do Olddogcycles neste link.

E não me venha com o mimimi "o cara do ônibus não olhou no espelho".

O motociclista é quem saiu pilotando sem considerar o trânsito à sua volta.

Os motoristas não contam com a agilidade das motocicletas, é algo fora da realidade deles — e das regras de trânsito.

Além de não prever que o ônibus poderia fazer a conversão, naquela velocidade ele não teria condição de ver a seta piscando.

Nem daria tempo de abortar a tentativa de passar pelo ônibus a tempo de impedir a batida.

Essa é a diferença entre pilotar e pilotar feito um doido.

O motofilmador saiu junto com ele e não se acidentou...

O acidentado nasceu de novo.

Com qual dos dois você prefere aprender alguma coisa?

Um abraço,

Jeff

segunda-feira, 6 de março de 2017

O depoimento do dono da Lead

É com muita felicidade que transcrevo o depoimento do leitor James Locke, atuação destacada em Lost e grande filósofo iluminista: 

Falae Jeff, blz?

Bem, comigo não... minha brava gorduchinha (Lead 110 2012) com TODAS as revisões feitas na mesma CC está "cansada" e não é de pegar a marginal pinheiros inteira todo dia, graças a vc eu sei como e porque!

Imagem: https://pt.wikipedia.org/wiki/Honda_Lead_110

Vou te contar o que aconteceu na esperança de que outras pessoas não sejam levadas ao erro.


Quando comprei minha scooter estava decidido que cuidaria muito bem dela para que durasse muito (não ligo em não ter a scooter mais moderna ou mais nova).


O plano era simples, seguir a recomendação do fabricante! Sem ler o manual atentamente é claro!


E foi executado com maestria por mim e minha parceira CC, até o dia que a levei para a revisão de 40.000 km... 


Me ligaram informando que seria necessário trocar um retentor do motor e que custaria R$ 21,08. Troca autorizada.


No dia de buscá-la fui informado pelo mecânico que executou a revisão que sou um cara de muita sorte, ele tirou cerca de um copo de café de óleo do motor!!! 

Imagem: http://www.mexidodeideias.com.br/cultura/quadrinhos-no-copo-de-cafe/

A minha sorte era que o motor não havia travado.


Indaguei sobre o vazamento e fui informado que não vi poças de óleo em razão do óleo ter vazado para o câmbio...


Na revisão seguinte (44.000 km) informei que a moto estava "manca" quando fria, sem força... disseram que como padrão regularam as válvulas... a moto melhorou um pouco...


Chegamos a revisão de 48.000 km, novamente a moto "manca" quando fria, sem força para vencer o menor aclive... 


Novamente um copo de café de óleo retirado, a ladainha sobre um homem de sorte e as válvulas reguladas... 

Imagem: http://www.mexidodeideias.com.br/cultura/quadrinhos-no-copo-de-cafe/

Mas desta vez veio a notícia, se isto não resolvesse teria de trocar o cabeçote!!!

A esta altura esbarrei no seu ótimo blog e comecei a me informar... 


E vc deve ter imaginado que é óbvio que eu NUNCA havia medido o óleo entre as trocas... sequer sabia o procedimento correto...


Entendi a razão da moto melhorar imediatamente após as revisões... vc já adivinhou? 


Era o óleo!!! Eles punham óleo no motor!!! Tente não rir por favor!


Bom, estou caminhando para os 52.000 km (rodo em média 950 km/mês) e a verdade é que a moto não está boa... 


Em pouco mais de 3.000 km completei cerca de 800 ml de óleo e com isso ela está apenas razoável... 


Não conheço mecânicos de moto de confiança e o reparo na CC é caro demais (claro que fui ver, por baixo ficaria R$ 1.500,00)...


Perdi o tesão, entreguei os pontos... 


Vou apenas entregá-la em uma CC a preço de banana (como alguém que devolve um presente) e tentar novamente.

Imagem: http://www.top1price.com/boyan-diy-mug-creative-cup-keep-calm-banana-coffee-cup-stainless-steel-20-cm-14-oz-travel-water-cup-fe1b46258c15435b.html

Meu consolo é que nesta nova empreitada entro mais preparado e com a esperança de alcançar 100.000 km sem ter que abrir o motor... minha nova companheira será uma PCX.


E a propósito, não sei se vc já viu, mas a Honda aperfeiçoou a armadilha do óleo... 


Usando o mesmo óleo e sem mudanças significativas (pelo menos que eu saiba) as revisões da PCX agora são a cada 6.000 km!!!


Se vc leu até aqui, gostaria muito de agradecer a atenção...


E aproveitar para tirar uma dúvida... 


Posso usar óleo 20W50 semissintético por cima do óleo da Honda? (quero dizer que vou fazer a troca por outro óleo) 


Pq é isso que pretendo fazer... Vc conhece algum além do Castrol Actevo Extra 4T 20W50?


Muito obrigado pela atenção, pelo espaço e por compartilhar com todos suas experiências e conhecimento!


[]s


Nem preciso dizer que fiquei muito feliz com esta mensagem, porque já disse lá em cima...

Mas vou dizer de novo, porque a felicidade é muita.

Saber que as pessoas estão descobrindo a realidade (triste realidade) por elas mesmas e aprendendo a se livrar das armadilhas criadas pelas fabricantes e concessionárias...

Isso significa que atingi meu objetivo de conscientizar as pessoas.

Que essas notícias se espalhem cada vez mais para que as empresas lucrem somente com o que é de pleno direito delas, sem recorrer a expedientes lesivos aos consumidores...

Se bem que a honda colocando a quilometragem para a troca aos 6 mil km... nem preciso dizer, né?

E essa estória de que o óleo vazou para o câmbio, sério que tiveram a cara de pau de dizer isso na concessionária?

Porque a Lead não tem propriamente um câmbio, não no sentido tradicional:
Imagem: Motor Lead / PCX com transmissão CVT, divulgação honda

Nas motocicletas de motor tradicional, as engrenagens e eixos do câmbio são integrados ao cárter do motor, lá dentro é tudo uma coisa só, o mesmo óleo circula sem divisão.

Mas o motor da Lead não tem engrenagens nem câmbio!!!

transmissão é do tipo CVT, continuamente variável. 

Ela usa polias expansivas e uma correia de transmissão.

A correia muda a profundidade na polia conforme a velocidade aumenta... o que altera a relação de transmissão sem os degraus chamados "marchas".

Na Lead não existem engrenagens, não existem marchas, não existe câmbio de marchas.

Como não tem câmbio, o óleo simplesmente não pode ter vazado para o câmbio...

E nem poderia ficar preso ali na caixa de proteção da transmissão, porque vazaria e deixaria poças — ou faria a correia patinar impedindo a moto de sair do lugar...

Ou seja, o funcionário da concessionária que disse isso faltou na aula do curso de treinamento obrigatório da honda e falou uma grande bobagem, sabe-se lá com que intenção... 

Por que ele não disse que o que faz o óleo sumir do cárter é o consumo natural por queima e evaporação?

Será que dizer a verdade daria a ideia para os clientes de que esse óleo 10W-30 não vale 10% do que a honda gastou em propaganda para ele?

Note que a concessionária não cumpriu com a obrigação fundamental de avisar o cliente de que o óleo precisa ser reposto nos intervalos entre todas as revisões até chegar aos 40.000 km — quando o estrago já estava feito.

Se é que falou, né?

Porque o James não comentou sobre isso, é capaz de nem terem falado nada...

Sem contar a política de colocar uma marca de tinta lacre na tampa de abastecimento / vareta medidora...

O único efeito dessa tinta lacre é desestimular os proprietários a fazer a manutenção por conta própria com medo de perder a garantia e deixá-los na ilusão de que o motor durará mais apenas com as revisões da concessionária...

Ou a honda dá um péssimo treinamento aos funcionários de suas concessionárias, ou contratam gente muito incapaz para trabalhar e falar em nome da empresa...

Parece que estão totalmente desinteressados em fazer o melhor pelos seus clientes... essa era a filosofia do sr. Soichiro Honda que, ao que tudo indica, jogaram fora há muito tempo. Acho que nem sabem quem foi...

Já passou muito da hora de arrumar essa casa, e a dona honda continua não fazendo nada...  

Sobre a PCX, estou preparando uma postagem somente sobre ela... já está há algum tempo no mercado, já deu tempo de descobrir coisas bem interessantes.

Sobre o óleo, realmente não há muitos semissintéticos 20W-50 no mercado.

Além do castrol, só encontrei o motul 5100, que é 15W-50 (ou seja, para nós é totalmente equivalente, já que praticamente não temos temperaturas abaixo de zero para que 15W ou 20W façam qualquer diferença). 

Tem também os óleos automotivos, que supostamente as motos não podem usar porque os aditivos comprometeriam irremediavelmente a embreagem...

Digo supostamente, porque uso óleo mineral automotivo na minha moto e não tenho problemas de embreagem...

Mas como não há diferença de preço entre os semis automotivo e para motos, não compensa arriscar.

Um abraço,

Jeff

Primeiro recall da yamaha em 2017

A yamaha continua convocando recalls em 2017...
Imagem e divulgação: https://www.campograndenews.com.br/veiculos/yamaha-convoca-cinco-modelos-para-recall

O subchicote de ignição da Lander, Fazer 250 e Ténéré 250 2016 a 2018 pode permitir a entrada de água e oxidação dos contatos e levar a panes elétricas.

Imagem e divulgação: https://www.campograndenews.com.br/veiculos/yamaha-convoca-cinco-modelos-para-recall

Além disso, todas as MT-03 e R3 2016 a 2018 estão com possível problema de trinca do tanque permitindo vazamento de combustível — e também o mesmo problema no subchicote de ignição.

Enquanto isso, os proprietários continuam fazendo testes de durabilidade das motos para as fábricas sem serem remunerados por isso.

Não se descuide de atender a recalls, se eles convocam um recall publicamente é porque o risco para você é bem grande.

Um abraço,

Jeff

Quem nunca?

Atire a primeira pedra quem nunca caiu nessa...

Motivo do tombo revelado aos 01:25.


Vale pela lembrança.

Um abraço,

Jeff

sábado, 4 de março de 2017

Coisas que as pessoas não sabem sobre a corrente da moto

As pessoas têm alguns conceitos errados sobre a relação e a corrente das motos...

Vou reproduzir o vídeo do Fagner Prioli porque ele demonstra perfeitamente a maneira como a imensa maioria das pessoas encara sua relação com a moto:


Observe algumas coisas que valem a pena comentar:

1) O Fagner atribui o problema à relação gasta — mas essa relação não está tão desgastada assim.

Essa relação está no máximo com meia vida, e olhe lá se não for muito mais.

Uma corrente só chega ao fim da vida útil quando acaba a faixa de regulagem.

2) A relação está na regulagem inicial — ela provavelmente nunca foi regulada depois da instalação e foi por isso que ela escapou da coroa.

3) A corrente não está encaixada na coroa — os elos estão encavalados sobre os dentes e é por esse motivo que a roda está dura de girar, os mancais e os elos estão forçados.
Imagem: Vídeo https://www.youtube.com/watch?v=tfyfcBr5WX4 aos 01:10

Quando a corrente escapa, não adianta simplesmente recolocá-la no lugar sobre a coroa.

O mais provável de acontecer será isso, ela ficar encavalada sobre os dentes — a moto não pode funcionar assim porque forçará excessivamente o eixo do câmbio.

Mesmo que ela se encaixe direito (não é o caso no vídeo), uma corrente frouxa escapará de novo em minutos...

Você precisa afrouxar o eixo, chutar a roda para a frente, encaixar corretamente a corrente, trazer a roda para trás e regular os ajustadores para deixá-la com a folga correta — e não esquecer de apertar bem a porca do eixo e as contraporcas dos ajustadores.

É um serviço impossível de fazer sem ferramentas.

Outra coisa:

A corrente não pode ficar totalmente esticada, senão ela se romperá ou quebrará o eixo do câmbio.

A corrente precisa ter uma folga mínima na casa dos 3 centímetros no meio da parte de baixo para compensar as flutuações da suspensão traseira.

E esse ajuste precisa ficar por igual dos dois lados, senão a roda ficará torta no quadro.

Se ficar torta, a corrente poderá escapar de novo, ou os rolamentos da roda ou eixo do câmbio serão danificados.

4) O tranco sofrido pela coroa quando a corrente escapou alterou a posição de fixação do eixo, deixando a roda torta em relação ao quadro — o Fagner, assim como a imensa maioria dos donos de motos, desconhece o fato.

É algo que pode ser resolvido soltando o eixo e regulando a corrente, sem depender de socorro mecânico — se você estiver com as ferramentas da moto.

5) Essa corrente está totalmente seca, nunca viu óleo na vida depois que foi instalada. A coitadinha não merece isso.

A melhor lição que tiramos deste vídeo é:

Se você não inspeciona e corrige os problemas de sua moto de trabalho, a vítima do acidente será você mesmo.

Você é o maior interessado em rodar com a moto em perfeitas condições.

O Fagner teve muita sorte, outras pessoas não têm uma segunda chance na vida:

A falta de regulagem da corrente mata... mesmo em baixa velocidade.
Imagem e reportagem: http://g1.globo.com/sp/presidente-prudente-regiao/noticia/2017/03/motociclista-vitima-de-acidente-na-avenida-ana-jacinta-morre-no-hr.html

Olhe na foto, não existe a sombra da corrente.

A corrente frouxa escapou e causou a perda de controle da moto.

O motociclista bateu e foi atropelado ao cair no asfalto.
Reportagem: http://g1.globo.com/sp/presidente-prudente-regiao/noticia/2017/03/motociclista-vitima-de-acidente-na-avenida-ana-jacinta-morre-no-hr.html


Outro caso de motociclista que não sobreviveu para contar a história:
Imagem e reportagem: http://www.drd.com.br/news.asp?id=50089800012695010000


Nem precisou ser atropelado, bastou a queda de cabeça no asfalto para matar o motociclista:
Reportagem: http://www.drd.com.br/news.asp?id=50089800012695010000

Então, jovem novato no mundo das motos, não se descuide dessa regulagem (e lubrificação) tão fácil de fazer e que pode salvar sua vida.

É um cuidado de 5 minutos... motos não são como carros.

Carros têm margem de segurança muito grande quanto a descuidos na manutenção.

Motos podem matar por um descuido muito fácil de acontecer...

Você é o maior interessado na sua vida, não é?

Então faça o que deve ser feito, sem vacilar.

Um abraço,

Jeff

sexta-feira, 3 de março de 2017

Como identificar óleo na pista

Óleo na pista é uma coisa muito traiçoeira, mas olhos atentos não caem nessa. Pelo menos, nem sempre.

O acidente acontece aos 04:50, mas os comentários que o autor do vídeo faz antes do acidente são bastante interessantes.



Notou o rastro brilhante bem no meio da faixa logo que começa a curva?

Você precisa ficar de olho nesses rastros para evitá-los.

É mais fácil encontrar óleo na faixa da direita porque quem vaza óleo geralmente são os caminhões e algumas vezes os ônibus.
Imagem: Vídeo acima em https://www.youtube.com/watch?v=hJGkN7dGHJY aos 04:58

O óleo costuma aparecer mais frequentemente nas curvas e subidas de serras.

Curvas são inclinadas, permitem que o diesel do tanque cheio do caminhão / ônibus vaze pelo gargalo.

O diesel (e mais raramente o óleo lubrificante em falhas mecânicas) vão deixando esse rastro brilhante, o negócio é fugir dele. 

Aí você me pergunta:

O filmador também passou por cima do óleo, por que ele não caiu?

Por causa da velocidade em que ele estava.

Quanto maior a velocidade, mais você inclina a moto para fazer a curva. 

E quanto maior a inclinação, maior a força de atrito aplicada pelo asfalto sobre o pneu para impedir que a moto derrape.

Exagerando para ficar bem claro (ops, acho que ficou meio fora de centro...):
Coloque óleo nessa equação da alta velocidade e a força de atrito do asfalto desaparece, só resta a grande força tangente, é tombo certo.

Você precisa ficar de olho não apenas nos rastros de óleo que aparecem do vazamento do tanque dos caminhões e ônibus.

Acidentes de moto em curvas deixam suas marcas e você pode ser surpreendido por uma delas:


Olha lá o rastro de óleo que derrubou a Ninja:
Imagem: Vídeo acima em https://www.youtube.com/watch?time_continue=5&v=g94zzA7Nl9c

Desconfio que uma moto em sentido contrário desgarrou na curva, entrou na contramão, acertou aquele poste e atravessou a pista deixando um rastro de óleo... 

Levaram ela embora, mas esse rastro acabou derrubando mais uma moto.

Quais os locais para ficar especialmente atento a vazamentos de óleo?

– Proximidades de garagens de ônibus ou transportadoras

 Proximidades de pontos finais e iniciais de rotas de ônibus urbanos

 Saídas e proximidades de postos de combustíveis frequentados por caminhoneiros

– Subidas íngremes nas proximidades de postos de combustíveis na estrada

Em vias de três pistas, procure permanecer na faixa do meio. 

Se não tiver jeito e você precisar ficar na faixa mais suja da direita, fuja do trilho de óleo que geralmente aparece no meio ou mais à direita da faixa.

E se tiver que passar por cima do óleo?

Nunca freie nem incline nem acelere a moto sobre o óleo. 

Mantenha a moto o mais neutra possível pelo máximo de tempo, os pneus continuarão sujos e escorregadios por várias voltas.

Faça tudo com muito cuidado e suavidade para evitar perder o controle enquanto os pneus estiverem oleados.

E se cair, tente escapar do tráfego o mais rápido possível... 

Aquele lance da Kombi me trouxe lembranças da minha primeira moto... bons tempos aqueles....

Abração,

Jeff

quinta-feira, 2 de março de 2017

Tem problema esquentar a moto no cavalete lateral?

Tem problema esquentar a moto no cavalete lateral?

Tem sim.

Um problemão.

O motor foi projetado para funcionar a maior parte do tempo na vertical, inclinando somente nas curvas por períodos curtíssimos.

Quando ele fica trabalhando inclinado, aparece uma força lateral do peso do pistão, biela e do próprio virabrequim contra o cilindro e os mancais.

Isso some com a folga lateral e permite o contato direto do pistão com o cilindro, causando marcas e desgaste localizado... 

Quanto mais marcas e desgaste, mais cedo seu motor irá para a retífica.

Dá uma olhada neste cilindro marcado mostrado em uma endoscopia feita pelo Furlani no vídeo abaixo.

A imagem aparece a partir de 14:30.
Imagem: Endoscopia do vídeo do Furlani em https://www.youtube.com/watch?v=xDxrOPTamuk

Essa raia esbranquiçada não deveria estar ali.

O Furlani não fala mas, para mim, ela foi causada pelo atrito lateral do pistão durante aquecimentos com a moto apoiada no cavalete lateral.

Se o aquecimento fosse sempre feito com o motor na vertical, não haveria atrito especificamente nessa região e o cilindro não tenderia a se desgastar localmente.

Pelo menos, não tão rapidamente, porque desgaste pelo funcionamento normal é inevitável.

As marcas de desgaste e desvios da geometria do círculo do cilindro são critérios fundamentais para definir a necessidade de retífica.

O vídeo inteiro você pode assistir abaixo:


Então não faça como um monte de "entendidos de mecânica" que postam vídeos na internet...

Eles mostram as motos se aquecendo no cavalete lateral durante longos cinco minutos... não sabem a burrada que estão fazendo.

Se a sua moto não tem cavalete central, sente-se nela e aguarde o motor se aquecer antes de sair acelerando.

Só não faça isso por tempo excessivo, cinco minutos é um limite máximo, mais do que isso o cabeçote pode sofrer empenamento por excesso de calor devido à falta de um fluxo de ar para equalizar as temperaturas.

E ao sair rodando, vá na boa por vários quilômetros.

Somente exija o motor depois de rodar sem forçar por cerca de dez minutos.

Aproveite esse tempo do aquecimento para conversar com a menina, saber se está tudo bem com ela...

Pergunte se ela está gostando das trocas de óleo, se ela preferiria trocar o óleo com mais frequência... 

Faça sua parte com empenho, motos gostam e retribuem o carinho que recebem...

Ter intimidade com sua moto será bom para ela e melhor para você. Não sei porque, mas esta postagem ficou meio esquisita.

Abração,

Jeff