segunda-feira, 18 de abril de 2016

COMUNICADO

São Paulo



18 de Abril de 2016



Senhoras e senhores que acompanham o blog.



Venho por meio desta, esclarecer a situação na qual o blog se encontra...



Não ficou legal, né?



Então vamos no clima de sempre:



Olá meus amigos!



Vim dar notícias sobre o Jeff e satisfação a aqueles que acompanham o blog.

Por algum motivo que desconheço, ele saiu de casa sem seu capacete de alumínio e os aliens robôs Obscuris (que controlam os Iluminatis) implantaram alguns problemas na vida dele, incluindo um de saúde (alguns, pra falar a verdade), algo que ele vai contar em detalhes mais a frente, assim que conseguirmos ajeitar as coisas.
Neste tempo, ele também se mudou (fazendo com que ficasse até difícil falar com ele,  algo que só conseguimos fazer depois de trocar peças de aeronave por um mapa em Jakku) e está atualmente sem acesso à internet, então ainda levará algum tempo para que ele escreva um de seus costumeiros posts, com aquele clima de bate papo, as vezes com broncas, dicas, explicações, vídeos, ilustrações e palavrões em russo.

E não poderia deixar de agradecer, é claro, todo o carinho e a preocupação das pessoas que tem entrado em contato.

Só esperem mais um pouquinho.

Abraço

Vinícius Melo


segunda-feira, 4 de janeiro de 2016

Um fim de ano atípico

Olá, leitores do blog!

Este foi um fim de ano muito diferente de todos os outros... a marolinha do molusco e companhia, para mim, foi um tsunami.
Imagem: http://www.dailymail.co.uk/news/article-2702871/Treasure-trove-classic-cars-bottom-sea-The-British-Merchant-Navy-ship-carrying-military-vehicles-sunk-Red-Sea-Second-World-War.html

Nem tive tempo de fazer a postagem de Natal e fim de ano, e me cortaram a internet lá em casa...

As postagens programadas acabaram entrando no ar, mas fiquei devendo meu desejo de uma feliz confraternização com a família e amigos, e um novo ano repleto de realizações.

Segue agora, com um pequeno atraso...

Não sei quando as coisas voltarão ao normal (se é que voltarão), então me desculpo pelos comentários e dúvidas não respondidos...


Não dá para manter o blog via lan house, então minhas postagens entram em hibernação por tempo indeterminado.

Voltar a postar vai depender de algumas coisas entrarem nos eixos: minhas contas, meus passeios e minha saúde, que anda rateando mais que moto mal cuidada.

Se e quando as coisas melhorarem, posto novamente.

Ou vocês terão notícias minhas dadas pelo Vinícius ou Daniel, e vamos em frente que a vida continua.

Um enorme abraço a todos, e meus melhores votos para este 2016 e todos os anos vindouros (alguém ainda fala vindouro?)


Muitas felicidades ,

Jeff

Um comentário que vale por uma postagem

Comentário enviado pelo leitor Rogério Kozima que vale por uma postagem inteira (obrigado, Rogério!).

Eu não poderia deixar de postar tal contribuição antes de entrar em hibernação.

Olá gostaria de contribuir com a minha opinião sobre o tópico do seu blog a postagem: 


Na minha opinião a honda simplesmente optou por um cabeçote mais simples e com manutenção mais fácil que o da CB 300. 

Assim como as antigas Twister e Tornado, a CB 300 possuía cabeçote com regulagem através de pastilhas, o que tornava sua manutenção muito complicada ou mesmo negligenciada pelas concessionárias. 

Quem tiver noção básica de mecânica ou mesmo conhecer algum mecânico de motos, pergunte qual moto é mais fácil de se realizar uma regulagem de válvulas: uma NX-4 Falcon ou uma CB300. 

Eu posso dizer com toda certeza que as válvulas da Falcon são muito mais fáceis de serem reguladas, afinal fazia esse serviço em casa com um pequeno número de ferramentas, e em um espaço curto de tempo, mesmo não sendo mecânico profissional. 

Embora a Honda nunca tenha admitido o problema de válvulas presas que muitas CB 300 apresentaram, é fato entre os proprietários, o grande número de motos com esse problema. 

Provavelmente se a manutenção de regulagem de válvulas fosse mais simples o número de motos CB300 com problema no cabeçote seria reduzido. Digo isto em razão da mudança no novo modelo Twister 2015 em oferecer um cabeçote com regulagem muito mais simples que o da cb 300. 

Sei que não devemos publicar material sem autorização, mas note que esses desenhos abaixo são encontrados na internet  e até mesmo no youtube. 

Vou colocar o link do desenho da CB Twister, agora o da XLR 250 é mais complicado. 

Achei interessante notar que motores com 4 válvulas e comando simples são mais antigos que podemos pensar. 

Ambas as figuras demonstram peças do cabeçote da antiga xlr 250 que foi fabricada pela honda no começo da década de 80. 

Essa moto oferecia desempenho bem semelhante à XR 250 tornado e possuía regulagem de válvulas por parafusos! Muito mais prático que as motos com duplo comando no cabeçote.

Coloquei essas imagens para mostrar que a honda está fabricando a nova Twister 250 com tecnologia semelhante.
Link para o balancim da XLR 250:



 Agora compare com essa imagem que pegamos no you tube:

Notamos que se trata de um cabeçote com comando simples roletado e que aciona dois balancins, estes por sua vez acionam duas válvulas cada. 

Cada balancim possui dois parafusos de regulagem para as válvulas tornando sua manutenção bem mais simples que o da cb 300. 

Notamos que é um sistema muito parecido com uma moto fabricada nos anos 80. Se por um lado podemos prever alguma vantagem, já que é um sistema mais simples e leve, ainda não sabemos como esse sistema vai se comportar com a utilização do óleo 10W-30 muito fino e que não permanece muito tempo no cabeçote, e também com a tendência de superaquecimento dos motores que estão sendo fabricados agora.


Enfim gostaria de salientar apenas que não existe nada de novo neste motor, mas se trata de algumas mudanças em um projeto bem antigo de motor. 


Embora não duvide da qualidade dos produtos Honda, me pergunto quando vão oferecer um produto moderno e que atenda os anseios do consumidor quando compra um produto Honda. 


Basta ver as motos que são oferecidas nos demais mercados internacionais e notar que essa fábrica deixa muito a desejar no mercado brasileiro. 

Esperamos que a líder mundial ofereça produtos que são vendidos nos mercados europeus e norte americanos, e não iluda o consumidor oferecendo produtos repaginados e com preço exorbitante.

Grato pela atenção, Rogério Paes Kozima.

Agradeço ao Rogério pela contribuição e espero que finalmente os problemas da honda sejam resolvidos — se bem que, em minha opinião, esses problemas somente serão resolvidos quando eles passarem a indicar a quantidade de óleo correta a ser colocada nos motores...

Mas isso não interessa a fabricante nenhum, né mesmo? 

As vendas de peças de reposição dão um lucro danado...

Um abraço,

Jeff

segunda-feira, 21 de dezembro de 2015

Como funciona o código de faróis?

Sabe aquele código que os motoristas usam de piscar os faróis para sinalizar que estão dando passagem, que estão cedendo a vez para você entrar na preferencial?

Lamento informar, mas esse código não funciona, nunca confie nele.
Nunca esquecerei a decepção de um colega de trabalho há muito e muito tempo, reclamando que esse código de piscadas de farol precisava ser padronizado...

Ele pretendia fazer uma conversão cruzando a via e o motorista que vinha pela preferencial em sentido contrário piscou os faróis.

Meu colega interpretou que ele estava dando a vez, quando na verdade a intenção do motorista era dizer "não faça essa besteira".

O coitado deu perda total na fuqueta e ainda teve de pagar o prejuízo do motorista que sinalizou...

Lembrei disso por causa da situação que aconteceu com Edith e eu nesta semana:

Quando chegamos à avenida, um motorista parou o carro e piscou os faróis, aparentemente dando a vez para que pudéssemos entrar na frente dele.

Como esmola demais o santo desconfia, e eu não sou nenhum santo, o macaco velho aqui só para variar não meteu a mão na cumbuca.

E ainda bem, porque a piscada de farol não era para nós — a gentileza do motorista não era gentileza coisa nenhuma.

Se tivéssemos aproveitado a oportunidade sem pensar, teríamos dado de cara com a bunda (iiieca!) de um carro saindo de ré da vaga na frente do banco — o motorista que sinalizou queria era pegar aquela vaga para ele.

Você nunca sabe exatamente o que vai pela cabeça do motorista que pisca os faróis. 

Não sabe para quem ele está sinalizando, e nem porque, e um erro de interpretação pode precipitar um acidente.

Na dúvida, o melhor é agir conforme o código de trânsito determina e assim não cair nessas armadilhas.

Então sempre considere que se alguém oferecer esse tipo de gentileza, dificilmente será para você — muto mais provável que seja para alguém perto de você, porque o pessoal não costuma facilitar para as motos (90% do pessoal pensa rumina que "motoqueiro é tudo assaltante!").

Avalie bem a situação antes de aproveitar e agradecer por uma gentileza no trânsito, porque pode na verdade ser um convite para uma armadilha. 

Sem intenção, claro — mas os acidentes nascem por conta de mal entendidos e precipitações.

Um abraço,

Jeff

sexta-feira, 18 de dezembro de 2015

O Natal está chegando

Então selecionei algumas coisas que você pode pedir ao Papai Noel:

Uma Harley, por exemplo.

Como diria a Hebe, não é mesmo uma gracinha?

Se isso não é uma imitação perfeita, então não sei o que é...

E se você fica perturbado por ver uma moto andando por aí sem piloto, tá resolvido o problema!

Para os fãs de esportivas, tem até competição organizada profissional... 

Essas motinhos até eu queria...

Mas nunca se esqueça de pilotar sempre equipado... epa! 

Péralá....

Um abraço,

Jeff

quinta-feira, 17 de dezembro de 2015

O espaço entre a lombada e o meio fio

Passar com a moto entre a lombada e o meio fio para não perder velocidade é uma das espertezas menos espertas que um motociclista pode fazer.
http://www.olhardireto.com.br/noticias/exibir.asp?noticia=Sem_habilitacao_motociclista_morre_atropelado_apos_tentar_desviar_de_quebra-molas_fotos_&edt=25&id=408872

Ele corre o risco de se desequilibrar ao bater com uma pedaleira na guia da sarjeta ou na lombada, ou derrapar na sujeira acumulada por ali, como aconteceu no acidente aí de cima.

Um acidente muito comum é ter o pé prensado entre a guia e a pedaleira da moto. Pinos e mais pinos no tornozelo por conta de uma manobra não muito esperta. Burra mesmo.

E o número de jovens motociclistas que perdem a vida contra um poste ao lado de uma lombada é enorme.
Reportagem: http://www.reporteroliveirajunior.com.br/v2/?p=133584

E também existe outro fator importantíssimo:

A lombada é colocada em um local para diminuir a velocidade porque existe um cruzamento perigoso ou uma travessia de pedestres logo à frente.

Ao não diminuir a velocidade, a motocicleta não será vista pelos motoristas. Eles não esperam que do nada apareça alguém em velocidade muito acima da permitida para aquele trecho.
Imagem e reportagem: http://www.bandab.com.br/jornalismo/jovem-de-moto-morre-ao-ser-atingido-por-carro-de-colega-de-trabalho/

Mais um que usou o pequeno atalho para o Além.

Quer ver como é feio esse tipo de acidente? 

Assista o vídeo inteiro.

Você pode até achar que o motorista do caminhão foi o responsável pela fechada.

Ele pode ter sido o autor, mas o culpado foi o motociclista.

E não digo isso porque seja meu entendimento do caso — digo isso porque é o entendimento da justiça.

Você pode ver a análise do pessoal da toga nesta sentença judicial de um caso idêntico, um motociclista cortou a lombada pelo meio fio e bateu contra um ônibus que manobrava para entrar na garagem — mesma coisa que no vídeo.


Se tiver a curiosidade de saber como esses assuntos são tratados pela justiça, leia a íntegra da decisão judicial neste link.

Acidentes fatais causados por desrespeito à lombada são tão comuns que um deles aconteceu a 1 km daqui de casa.

Todo dia passo pela cruz que marca o local e penso como seria fácil ter evitado essa morte apenas respeitando e diminuindo a velocidade na lombada.

Um abraço,

Jeff

quarta-feira, 16 de dezembro de 2015

Não existe acidente sem causa

Reportagem: http://diariocatarinense.clicrbs.com.br/sc/geral/transito-24-horas/noticia/2015/07/acidente-de-moto-com-vitima-fatal-provoca-filas-na-via-expressa-4795440.html

A queda de um casal que trafegava de moto pela Via Expressa na tarde de sábado resultou em uma morte e mais de três quilômetros de filas na região. O acidente ocorreu por volta das 16h30 da tarde, no km 6 da Via Expressa, em São José. De acordo com a Polícia Rodoviária Federal (PRF), não houve colisão da motocicleta com outro veículo. No entanto, ainda não sabem o que teria provocado a queda do motociclista, que morreu no acidente, e de uma mulher que estava garupa.

A PRF não sabe o motivo porque isso depende de investigação.

Outros acidentes misteriosos como esse acontecem todos os dias:

Reportagem: http://g1.globo.com/pe/petrolina-regiao/noticia/2015/10/motociclista-perde-o-controle-cai-e-morre-na-pe-585-em-araripina-pe.html

Mas é possível conjeturar as causas possíveis.


Causa mais provável:

No primeiro caso, uma fechada no trânsito é algo para se suspeitar. 

Pode não ter havido colisão, mas basta o motociclista ser obrigado a uma mudança brusca de direção para sofrer uma queda.

Os motociclistas que percorrem a Via Expressa costumam pensar que seu lugar é no corredor em movimento, e sempre vejo o pessoal trafegando a 80 km/h no meio de carros a 40 km/h. 
Imagem: http://wp.clicrbs.com.br/blogdotransito/tag/via-expressa/?topo=67,2,18,,,67&status=encerrado

Quando o trânsito está livre o pessoal abusa ainda mais, e corredor em movimento não existe, mas o pessoal faz uma aposta alta de que nada de errado acontecerá — estão errados, um dia acontece.

A Via Expressa não tem pessoas por perto que sirvam de testemunha fixa, e os motoristas não param para aguardar a polícia e servir de testemunhas apenas porque um um motoqueiro caiu, a menos que tenham anotado a placa do veículo que fugiu.

Fora essa causa mais provável, existem vários fatores:



Condições da pista: 

Normalmente um acidente causado por um buraco ou outro problema visível na pista costuma ser relatado, o que não foi o caso em ambos os acidentes.
  • Buraco na pista — possível, mas improvável, a Via Expressa costuma ser bem conservada.
  • Poça de óleo — mas se houvesse óleo, isso teria sido mencionado na reportagem.
  • Areia na pista  — mas a Via Expressa é praticamente uma reta, areia na pista somente é perigosa em curvas.

Causas mecânicas:

É aqui que mora o perigo. Alguma delas me parece a causa mais provável para o segundo acidente, e é bem possível para o primeiro.
  • Corrente desregulada pulou fora e travou a roda traseira. Nem sempre isso é percebido por quem relata a matéria jornalística, e pode ser interpretado como consequência e não a causa do acidente.
  • Pneu estourou ou furou. Nem sempre isso é percebido por quem relata a matéria jornalística.
  • Motor travou por falta de óleo. Isso passa batido por todo mundo, a menos que a carcaça estoure. E quando a carcaça estoura e vaza óleo, muitas vezes não dá para saber se foi causa ou consequência do acidente.

Condições pessoais:
  • Uso de drogas ou remédios que alteram a percepção ou causam sonolência.
  • Pilotagem imprudente — tipo empinar a moto. É, tem gente que faz.
  • Desequilíbrio de piloto ou garupa — um posicionamento incorreto ou um movimento inadequado em momento errado podem derrubar a moto.
  • Transporte incorreto de carga — tipo uma alça de bolsa, mochila ou elástico de prender carga enroscando na roda ou corrente.
  • Distração por discussão com a garupa — mais frequente do que você imagina.
  • Mal súbito — raro, mas acontece.
  • Bala perdida — um pequeno ferimento de bala pode não ser identificado no local do acidente — mas isso é algo muito, muito raro.

Eu gostaria de poder investigar as possíveis causas mecânicas, mas o acesso ao pátio de motos recolhidas não é permitido a terceiros, infelizmente.

Elimine você as possibilidades mecânicas fazendo a manutenção correta de sua moto, elimine as condições pessoais mantendo o foco na pilotagem e segurança, e rode tranquilo.


Um abraço,


Jeff