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terça-feira, 11 de novembro de 2014

Entendeu porque capacete aberto não serve pra nada?

Olha só o que pode acontecer quando você sai de camiseta e capacete aberto para comer uma coxinha dar um rolê com os amigos:


Leva uma custom na cara para nunca esquecer a importância de usar capacete integral.

Vamos ver se vendo esse vídeo o pessoal toma consciência e acaba com essa frescura mania de que moto "custom" pede capacete "custom" — moto é moto, todas estão sujeitas a imprevistos. 

Uma moto não é menos propensa a acidentes por ser uma motoneta ou por ser "custom". 


Pelo contrário, os acidentes podem ser até mais graves devido ao maior peso das motos.

Por mais tranquilo que seja o passeio, ninguém está livre de acidentes por um pneu furado (acima) ou um animal na pista.

Portanto o capacete tem que oferecer proteção, ponto final.

As pessoas deviam se pautar pela segurança e não por modinhas tolas.


Capacete coquinho ou aberto deixa sua cara exposta para o que vier e der, e você certamente não ficará mais bonito com alguns dentes e narizes quebrados.


Você nunca sabe quando seu pneu dianteiro poderá furar — por isso que é sempre recomendável usar traje de proteção completo e capacete integral. 


Veja bem:

A opção de usar o que bem entender sempre será sua; só não diga que não foi avisado.


Outra coisa:


No acidente acima, o motociclista que vinha atrás não caiu de susto: ele perdeu o controle da moto ao frear repentinamente para não atropelar o amigo caído.

Se tivesse praticado melhor o domínio da moto em frenagens de emergência, talvez tivesse conseguido controlar a moto e ela não teria acertado a fuça do amigo...


Moto não é igual carro que você liga e sai rodando; motos precisam de prática e treinamento constantes por uma questão de sobrevivência.


Basicamente, a sua sobrevivência.


E também a sobrevivência dos amigos que caírem na sua frente.


Como diz o Daniel:

Treinamento é fundamental. Treinar constantemente frenagens, slalom
[zigue-zague] e frenagens em curvas/slalom. 

– Frenagem, para saber quanto espaço você precisa para parar sua moto; 


– Slalom, para conseguir desviar no susto; e 


– Frear em curvas, para conhecer o comportamento da moto nessa situação para, em uma emergência, ter o reflexo condicionado (devido ao treinamento), e fazer tudo no automático. 


Frear em curvas, com treino, pode ajudar a corrigir a trajetória da moto em uma curva — frear a traseira (levemente) traz a dianteira para dentro da curva, e frear a dianteira levemente ajuda a levantar a moto.

São técnicas que envolvem um certo risco para serem praticadas, mas em uma emergência esse conhecimento pode significar a diferença entre a vida e a... ahn... ausência de vida. 

Um abraço,

Jeff

quarta-feira, 19 de fevereiro de 2014

Câmbio suicida

Há muito e muito tempo, quando as motos ainda eram calhambeques de duas rodas e não se conseguia fazer mecanismos de mudança de marcha com boa precisão, o câmbio das motos era diferente de hoje.

Era o câmbio suicida.



Como o engate das marchas era uma operação que exigia muita força, alguma sorte e um pouco de paciência, a troca de marchas era feita por meio de uma grande alavanca manual colocada ao lado do tanque de gasolina.

Somente a força do pé não era suficiente para tal proeza.

Por que o nome de câmbio suicida?

Porque você precisava soltar a mão do guidão para fazer a troca de marcha, um convite para um acidente.

E como ficava a embreagem no câmbio suicida?

Podia ficar de duas maneiras: ou você acionava a embreagem por meio de um pedal, ou o manete da embreagem era instalado na própria alavanca do câmbio.

Nesse último caso, você tinha câmbio e embreagem suicidas.

O que era uma deficiência construtiva das harley motos antigas acabou virando mania de alguns motociclistas, que até hoje acham que fazer a troca soltando uma das mãos do guidão é bunitu.

Daí que nos States você é capaz de encontrar motos modernas novas modificadas pelos donos com câmbio e embreagem suicidas, há toda uma indústria do tal acessório.



Tem gosto pra tudo, né mesmo?

Eu nunca que voltaria para trás no tempo apenas para ficar me exibindo, ainda por cima colocando minha preciosa única vida em risco. Nem usaria guidão seca-suvaco.

Mas ado ado ado, cada um com sua mania.

Um abraço,

Jeff

sexta-feira, 24 de janeiro de 2014

Nem o Exterminador se salva...

MÃE, MÃE!!! 

Olha Schwarzenegger passeando de moto! 

Quando eu crescer e tiver minha moto, vou usar um capacete coquinho e óculos escuros igual a ele!


Reportagem: http://www.dailymail.co.uk/tvshowbiz/article-1259611/Arnold-Schwarzenegger-Tom-Cruise-motorbikes-spin-California.html



MÃE, MÃE!!! 

Olha o Schwarzenegger voltando do passeio de moto!...

Ô, mãe, será que não tem capacete melhor que o coquinho não?



Reportagem: http://www.sfgate.com/bayarea/article/LOS-ANGELES-Governor-slightly-hurt-in-2524070.php#photo-2680899


O acidente foi em 2006. O Arnold era governador da Califórnia e bateu em baixa velocidade no bairro onde mora contra um carro que saiu da garagem.

(Pois é, o governador da Califórnia não precisa de carro oficial nem escolta para sair de casa. Quinem nu Brasil.)

Se estivesse usando capacete integral, não teria levado 15 pontos no lábio, nem ficado com uma bela cicatriz.

OPS: Deixei de publicar metade da postagem....

Na minha bronca com o arremedo de capacete, esqueci de comentar sobre os óculos escuros.

Motociclistas não podem usar esse tipo de óculos por um motivo simples:

Eles se estilhaçam quando atingidos por uma pedra/parafuso arremessado pelo carro à frente. 

Mesmo aquele discreto para-brisa da moto dele não é páreo para enfrentar um quero-quero atravessando a BR-101.


Choque com faisão no Colorado. É quase um quero-quero na BR-101.
Imagem: http://www.fjcruiserforums.com/forums/general-discussion/23817-windshield-explosion.html

Eu vi uma Goldwing que teve essa 'sorte'... o para-brisa todo estilhaçado. Não fosse o capacete integral, o dono já era.

Usando um óculos comum, periga o Schwarzenegger voltar do passeio igual ao Exterminador depois da surra.

A menos, é claro, que ele só use a moto para manter a pose de durão e encontrar os amigos na padaria do bairro da casa dele.


— I am back
Receita: http://receitasdocido.blogspot.com.br/2010/06/coxinha-de-frango.html

Longe de mim pensar tal coisa...

Um abraço,

Jeff

terça-feira, 11 de junho de 2013

Domingueiros e domingueiras


Sair aos domingos é sempre uma festa.

Você vê cada coisa... fazem você pensar se realmente é domingo ou você ainda está de porre do sábado.


Nesses passeios dominicais com Jezebel, cheguei à conclusão de que existem dois tipos básicos de domingueiro(a):

O totalmente sem noção, e aquele que pensa que tem noção.

O sem noção é fácil de reconhecer: ele pára quando a preferencial é dele, e avança quando não é. Fica esperando um tempão absurdo porque não tem noção da distância e aceleração dos outros veículos. 

Ele pára 50 metros antes do semáforo porque pensa que assim vai enganar o ladrão que ele imagina em cada esquina. E te ultrapassa com medo de usar a outra faixa, você que se esprema para o meio-fio.

Mas com o sem noção eu até consigo conviver mais ou menos, ele não é tão perigoso quanto o domingueiro que pensa que tem noção.

Esse é atrevido, cola na traseira dos outros achando que está em Mônaco e é mais piloto que o Rubinho. Quer dizer, o Massa... quer dizer, o Bruno Senna... ahn, bom, deixa pra lá.

Hoje de manhã um desses ficou atrás de mim. Mas não por muito tempo. Saquei a do cara e desviei para uma rua transversal, só para deixá-lo passar, e à distância fui vendo a atitude do mané. 

Esse tipo de tarado gosta de ficar colado em qualquer um na frente dele. Ah, se minha torcida valesse, coitado do outro motorista...

A sanha insana dos domingueiros e domingueiras não conhece limites. Entram na contramão, entram na preferencial ocupando duas faixas, param o carro na faixa da esquerda para fazer conversão à direita, estacionam em diagonal bloqueando a sua (minha) saída e impedindo que pedestres andem pela calçada...

O cúmulo da domingueirice bizarra é ver um domingueiro rebocando outro com uma das rodas travadas. E o insano carregando a família toda e se iludindo que o motor vai aguentar.

Mas tem um tipo de domingueiro que é extremamente peculiar, porque é mais comum nos sábados à tarde:

Você o ouve chegando de longe... pensa que é um barco com motor de popa, tenta conferir pelo retrovisor, mas é ofuscado pelo brilho impecável dos cromados recém-polidos. 

Você se recupera do susto e aí vê passar o inconfundível V2zão pototópototó mais uma parafernália de custom gadgets, exhorbitant saddlebags, exclusive serial manufactured mirrors, american cow face’s eye price jacket, underwear overdrive, little coconut helmet, etc., incluindo tatoos de skull e bar & shield do fabricante americano que não vou falar o nome, mas não é a Indian. 

Cuidado com ele!

Porque se você não mantiver uma boa distância, na primeira curva ele atravessará aquela barca de uma faixa para outra fazendo a tangência bem em cima de você, porque aquele trem não tem freios e o domingueiro de sábado morre de medo de inclinar a moto para fazer uma curva.

Esse domingueiro happy fat boy é conhecido como coxinha (chicken’s little thigh pastry — um dia eu explico o porquê).

Meninas e meninos, acreditem, eu vi tudo isso acontecer num único domingo.

É muita emoção para um dia só.

Um abraço, e cuidado com os seus domingos,

Jeff
ATENÇÃO:
Conferir o óleo apenas tirando a vareta é errado e está destruindo seu motor! Os fabricantes divulgam informações contraditórias e o prejudicado é você. Veja a denúncia neste link.