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domingo, 22 de fevereiro de 2015

Caminhões, ônibus e utilitários tombando

Imagem: http://g1.globo.com/sc/santa-catarina/noticia/2015/02/carreta-tomba-na-sc-108-ao-tentar-passar-por-trevo-em-braco-do-norte.html

Assista ao vídeo na reportagem do g1 e veja como um caminhão tomba com facilidade, basta estar um pouco acima da velocidade permitida.

Ao perceber um caminhão em velocidade acima da normal em uma curva ou cruzamento, fique alerta.

Caminhões têm o centro de gravidade muito alto, o que quer dizer que tombam com facilidade.



E o que era um veículo grande fluindo com o trânsito, de repente passa a ser um enorme obstáculo plantado à sua frente.

Em dias de ventania, não caia na tentação de ficar abrigado ao lado de um caminhão vazio. O risco é maior em áreas descampadas e sobre pontes e viadutos:



Ao ser ultrapassado, tome cuidado porque a velocidade excessiva pode causar uma perda de controle na sua frente. (Já estive atrás de uma carreta que colocou o rodeiro traseiro no acostamento e fez um L, estancando bruscamente):



Ônibus também são veículos com propensão a capotar tombar. Estão sempre em alta velocidade na estrada, o que já é meio caminho andado. Basta uma manobra repentina para o centro de gravidade alto induzir um movimento pendular, fazendo o motorista perder o controle.



Veículos altos como jipões e peruonas utilitários esportivos SUVs também são instáveis. Basta uma curva em excesso de velocidade ou uma mudança de trajetória brusca para capotarem.



Um SUV estourando um pneu também capota. O estouro acontece aos 1:30 do vídeo.



Voltando aos caminhões:

Se já não bastasse o risco de permanecer no ponto cego do espelho do caminhoneiro, aí está mais um bom motivo para não entrar junto com um caminhão em uma curva:



E na cidade, ao parar em um cruzamento, não fique muito avançado em relação aos outros carros, nem sobre a faixa de pedestres.

Além de atrapalhar os transeuntes (alguém ainda usa essa palavra?) e arriscar uma multa, você estará sujeito a imprevistos como este:



Imagine-se no lugar daquele cara... 

Infelizmente, confirmando o alerta:

Tome cuidado com esses grandalhões.

Um abraço,

Jeff

quinta-feira, 19 de setembro de 2013

Vento lateral e arrasto aerodinâmico

Motos têm péssima aerodinâmica, mesmo aquelas carenadas, porque os humanos que as pilotam oferecem muita resistência ao ar.

A carenagem só começa a ganhar eficiência em relação ao peso morto que ela representa em velocidades acima de 100 km/h. 

A Hayabusa tem uma carenagem extremamente aerodinâmica, mas como em todas as esportivas, para ter algum benefício dessa proteção aerodinâmica o piloto é obrigado a ficar numa posição francamente desconfortável.

A garupa, então, periga sair voando.

Imagem: Achada no site seilaonde.seilaquando.

Algumas motos recebem a pequena proteção de bolhas acrílicas ou de policarbonato, mas sua única finalidade é desviar o ar do capacete; a moto e o corpo do piloto continuam recebendo todo o impacto das lufadas, principalmente as laterais. (Alguém ainda fala lufada?) (Repita bem rápido em voz alta: fala lufada fala lufada fala lufada fala lufada... mas sozinho, senão vão pensar que você é maluco.)

Rodando na cidade, talvez você nem perceba esse efeito.

Mas na hora que você se dispuser a pegar a estrada, atravessar descampados, rodar junto a praias ou represas, passar sobre pontes extensas, poderá se surpreender com rajadas intensas capazes de desviar sua trajetória de uma faixa para outra.

Ventos contínuos podem ser compensados inclinando-se a moto. 

Há exatos dois anos, os amigos Betho, Edifrans e Igor, Jezebel e eu atravessamos os desertos monoculturais paranaenses e pegamos uma reta na estrada onde parecíamos estar permanentemente numa curva, tal a inclinação a que éramos obrigados.

Outra fonte de ventos desestabilizantes são os grandes caminhões e ônibus. 

Ao te ultrapassarem, o deslocamento de ar te empurra o suficiente para você chegar ao limite de sua faixa de rolamento. Mas  em sentido contrário em rodovias simples, a pancada que eles te dão no peito chega a doer.

Depois de muita pancada, aprendemos a abaixar e prender a respiração ao cruzar com um caminhônibus. Minimiza a área do corpo exposta ao impacto da massa de ar a 220 km/h (130 dele e 90 nossos).

Já para os ventos contínuos, fique atento a bandeiras e árvores à beira da estrada. Bandeiras enfunadas (eita palavrinha) e galhos agitados indicam que você encontrará ventos preocupantes à frente.

Existe uma regra básica para avaliar a velocidade do vento lateral cruzando a estrada com base na posição de uma bandeira:




E dependendo da direção do vento, sua moto te deixará amargurado tentando passar de 80 km/h, ou te deixará felizão a 120 por hora.

Até você descobrir que a PRF ganhou um radar novo.

Um abraço,

Jeff
PS: Eu sei que você lembra que já tratei desse assunto duas vezes nas postagens  Vento, ventania e Quando o mundo acaba em dilúvio.

Mas é que hoje faz exatos dois anos dessa viagem, e a saudade da estrada é tamanha... navegar não é só preciso, é vital. Vital e sua moto.

sexta-feira, 11 de janeiro de 2013

Vento, ventania

Há regiões neste nosso país que são privilegiadas quanto ao vento recebido.

Cidades no litoral e em regiões descampadas permitem maior velocidade dos ventos, e isso traz situações potencialmente perigosas para o trânsito, não somente de motocicletas.

Dá uma espiada no que os ventos (e também no que os caminhões) são capazes de fazer: (tem som)



Não somente a moto pode ser desviada violentamente para um lado, mas caminhões de carroceria alta vazios podem tombar sobre a pista, como você viu.

Taí uma situação para se evitar, evite ultrapassagens em condições de muito vento; não apenas sua moto poderá dançar, mas caminhões e ônibus (principalmente vazios) poderão jogar de lado para cima de você.

Os ventos costumam ser mais intensos à beira-mar nas cidades litorâneas (dâhhhh!), mas nas estradas do interior ele pode aparecer de repente sobre pontes, viadutos e áreas descampadas.

Existe um outro tipo de vento que também pode desequilibrar a moto, se você não estiver preparado para enfrentá-lo:

O deslocamento de ar lateral de caminhões e ônibus. 

Ao ser ultrapassado por um desses, esteja preparado para não ser empurrado para fora da sua faixa de rodagem.

E ao cruzar com eles em estradas de pista simples, cuidado para não ser jogado para o acostamento. 

O impacto do ar deslocado pelos caminhões e ônibus em sentido oposto é uma verdadeira pancada. 

Você poderá amenizar o impacto mantendo-se abaixado sobre o tanque, assim o golpe vai contra o capacete e não contra seu peito.

Um abraço,

Jeff

quinta-feira, 20 de dezembro de 2012

Quando o mundo acaba em dilúvio....

Voltando para casa hoje, cinco e meia da tarde, vi o tempo fechando... fechando... e fechou. 


fonte: http://diariocatarinense.clicrbs.com.br/sc/geral/noticia/2012/12/ultimo-dia-de-primavera-e-marcado-por-sol-e-chuva-em-florianopolis-3988344.html


E como amanhã é dia de fim do mundo, logo pensei:

— PQP! Maias, Deus, Nostradamus, vudu, calamidade, juízo final...

Mas como isso é muito comum no verão (os dilúvios, não o juízo final), aí vão algumas dicas colhidas da experiência de hoje:

Quando ameaça um temporal, todo mundo quer tentar chegar em casa antes da chuva.

Isso inclui os motoristas, os outros motociclistas, os ciclistas e também os pedestres.... 

Então cuidado redobrado com aquele pessoal desesperado atravessando a rua e com aqueles motociclistas que têm pavor de chuva.

Na iminência da chuva ocorrem situações onde você desvia de um e acaba atropelado pelo outro.

Ou então quando os dois se trombam, pode acabar sobrando para você, então pilote com cautela redobrada.

Outra coisa muito comum na iminência da tempestade é o lixo voando.

Geralmente são sacolas plásticas, mas coisas maiores também aparecem, como galhos de árvores e placas de sinalização.

As rajadas de vento também podem ser suficientes para desequilibrar motos pequenas, mas sobre isso estou preparando uma postagem exclusiva.

Numa situação de riscos como essa, pode ser preferível procurar abrigo e esperar a chuva passar.

De preferência num local alto, porque se a água subir...

O jeito será esperar alguém passar com um barco.


Fonte: http://www.umsabadoqualquer.com


Um abraço,

Jeff

PS: Estava procurando uma ilustração divertida para um dilúvio, quando lembrei que só podia ser essa tirinha do Carlos Ruas. Ele é autor de uma série de tiras muito divertidas e outro dia esteve aqui em Floripa ministrando curso, palestra e tarde de autógrafos. Tive o prazer de conhecê-lo e trocamos algumas palavras, e hoje fui surpreendido pela chegada via correio de um livro autografado... envio aqui um grande abraço!

ATENÇÃO:
Conferir o óleo apenas tirando a vareta é errado e está destruindo seu motor! Os fabricantes divulgam informações contraditórias e o prejudicado é você. Veja a denúncia neste link.