terça-feira, 17 de dezembro de 2013

Veículos grandes, lentos e não tão lentos

Ao ver um ônibus ou caminhão na faixa da esquerda e a faixa da direita livre, não pense que é um convite para você ir em frente.

Imagem: http://pioneiro.clicrbs.com.br/rs/geral/cidades/noticia/2013/08/onibus-com-defeito-bate-em-seis-carros-estacionados-no-centro-de-caxias-4235220.html

É uma cilada, Bino!

Veículos grandes buscam a faixa da esquerda quando precisam fazer uma conversão à direita.

O mesmo acontece para conversões à esquerda, eles buscam a pista da direita para ter espaço para a manobra.

Você vê a pistona livre, se enfia por ali, ele vira na próxima rua e você e sua moto vão parar embaixo da roda dianteira, e dali só sai com a ajuda do SAMU. 

Com sorte.

Já vi isso acontecer duas vezes, faltou malícia e conhecimento de como os ônibus e caminhões se comportam no trânsito.

No meu entender, todo curso de habilitação deveria levar os alunos a conhecer todos os tipos de veículo.

Os alunos dos cursos de motos e autos deveriam pelo menos sentar na cabine de um caminhão ou ônibus para entender como os motoristas veem o trânsito de lá de cima.

Eles deveriam conversar com caminhoneiros / motoristas de ônibus para entender as limitações e as dificuldades que eles passam, e assim aprenderiam como evitar riscos para eles e para nós mesmos.

Esse raciocínio vale para trânsito urbano, e na rodovia a situação só é um pouco diferente.

Existem poucos trevos e rotatórias onde uma situação como essa possa ocorrer, mas em compensação existem muitas ultrapassagens. 

Numa viagem, percorri várias dezenas de quilômetros no mesmo ritmo de uma carreta; ora eu ultrapassava, ora eu facilitava para que ele passasse. 

Numa parada, o motorista conversou comigo sobre a dificuldade que é conduzir uma carreta de transporte de líquidos e o quanto ele ficava apreensivo com motos por perto.

Ele explicou que se ele fosse obrigado a fazer uma manobra brusca, a carga líquida poderia jogar o caminhão de lado, fazendo o L, e aí ele viraria passageiro.


Imagem: www.folhadecampolargo.com.br

Não é carga líquida, mas é um senhor L.

Repasso a mensagem:

Mantenha distância de veículos grandes. 

Nós temos grande capacidade de manobra, eles não; para os motoristas, é muito mais tenso antecipar o que nós iremos fazer, porque numa eventual frenagem de emergência a reação do caminhão pode ser literalmente desastrosa.

Para ver como é difícil para um caminhão fazer curvas, veja os vídeos nesta postagem antiga.

E complementando a postagem, apareceu um vídeo no g1 que flagra uma colisão entre três carretas e mais alguns autos.


Não dá para embedar aqui, mas a foto mostra o momento da batida contra a cegonha.

Nas descidas de serras, alguns motoristas forçam demais os freios dos caminhões, causando falha por superaquecimento. 

Reportagem e vídeo: http://g1.globo.com/mg/grande-minas/vc-no-g1-intertvmg/noticia/2013/12/internauta-flagra-acidente-entre-carretas-e-cegonheira-na-br-251.html

Foi o que aconteceu com essa carreta. 

Para não bater na traseira do caminhão-baú, o motorista a jogou na outra pista e acabou pegando a cegonha; a reportagem diz que ele tentou uma ultrapassagem. Não mesmo...

Ao ver um caminhão com fumaça nas rodas, fique bem longe porque ele provavelmente vai desembestar morro abaixo; não fique no caminho dele, nem o acompanhe de perto, porque os veículos da pista oposta poderão sobrar para cima de você, como aconteceu no vídeo.  

Conhecendo e entendendo os outros, passamos a conviver melhor.

Paz no trânsito para todos.


Um abraço,

Jeff

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